Esteban no Espaço Marin

Na noite do dia 10 de maio Esteban Tavares retornou a Porto Alegre no Espaço Marin para o seu primeiro show do ano na capital gaúcha.Foi uma noite de muita troca de energia e calor, um show hipnotizante que só o Esteban domina.Aguardamos pelos próximos.Banda que esquentou o palco e o inicio da noite foram os “emos” da Die For You da cidade de Gravataí que vem despontando no cenario e chamando atenção pelo seus shows enérgicos, mesclando musicas autorais e alguns covers clássicos do cenário emocore. Fotos de Billy Valdez / Coletivo Catarse.

Lançamento do livro “Fé e Política: ensaios de uma vida peregrina”, de Selvino Heck

Na quinta-feira, 21 de maio, a Maria Maria Espaço Cultural, em atividade com o Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre (Comuna do Arvoredo, Rua Cel. Fernando Machado, 464 – Centro Histórico de Porto Alegre), recebeu o lançamento desta publicação que reúne reflexões, artigos e escritos produzidos ao longo de mais de cinco décadas da vida de Selvino – com temas que abordam fé, política, justiça social e compromisso com o bem comum. Em tempos em que a religião muitas vezes é usada para justificar preconceitos, violências e exclusões, o livro propõe uma reflexão necessária sobre uma espiritualidade comprometida com a transformação social, a dignidade humana e a construção de uma sociedade mais justa e solidária. “A minha origem familiar tem muito a ver com o trabalho de comunidade, da ponta, na base. Desde sempre, na Linha Santa Emília, em Venâncio Aires, de onde eu sou natural, da minha família. Depois, eu fui para o seminário, fui Frei Franciscano grande parte da minha vida, e, na militância estudantil, especialmente na pastoral juventude, eu comecei a relacionar a fé com a política, a política com a fé. Não como instrumentalização, mas exatamente no sentido de fazer com que a fé esteja revestida de uma política e de uma causa comum, a solidariedade. E que a política esteja sempre junto com a ética. Não se faz política sem ética, muito menos se faz política sem mística. E como dizia o Papa Francisco, também a política tem que estar acompanhada de ternura. Portanto, esse meu livro tem tudo a ver com a minha vida, com a minha militância, com os meus sonhos, com o sonho de uma sociedade livre, justa, igualitária, uma sociedade do bem viver. Isso se faz tendo os valores da fé na linha de frente e a política com o sentido de comunidade, de abraço, de companheirismo, de estar junto, de lutar por um mundo melhor, um mundo justo, um mundo digno, de dignidade para todas e todos, especialmente nesses tempos em que estamos vivendo. E é o meu primeiro livro solo também, com meus textos desde os anos 1970. E fazer esse lançamento no Maria Maria foi importante. Eu já estive muitas vezes, é um lugar especial para mim, gosto muito de lá, muita afetividade, muito companheirismo, dá para ficar na rua, dá para conversar, dá para dançar, dá para cantar, dá para declamar poesias, é muito bom isso. Ainda mais com o Ponto de Cultura Ventre Livre, porque a fé e a política têm que ser animadas culturalmente, têm que estar vinculadas à mística, a uma forma de fazer política culturalmente, de abraço, de ninguém soltar a mão de ninguém. Por isso, o ponto de cultura, de liberdade, de justiça, de dignidade da pessoa humana, é algo fundamental.“ Natural de Venâncio Aires (RS), Selvino Heck tem uma trajetória marcada pela militância social, pela educação popular inspirada em Paulo Freire e pela atuação junto aos movimentos sociais. Foi deputado estadual constituinte no Rio Grande do Sul, participou da fundação do CAMP, da CUT e do MST, além de atuar como assessor da Presidência da República nos governos Lula e Dilma. Para mais imagens do dia do lançamento, clique aqui. O livro ainda está em circuito de lançamentos, mas, para adquirir, entre em contato com Loiva (+55 51 99810.1034). Fotos: Daniela Tolfo (Maria Maria) * O lançamento é parte da programação do eixo Maria Maria Espaço Cultural, sendo ação do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva.

‘Trazer de volta ao coração’ reúne público em torno da memória e cultura palestinas

No dia 21 de março, em uma noite em que a Garajona da Comuna do Arvoredo é ocupada pela Maria Maria Espaço Cultural, no Centro Histórico de Porto Alegre, aconteceu o evento de apresentação do projeto documental ‘Trazer de Volta ao Coração’, filme que apresentará a história de Abder Rahim Jbara Hussein El Jundi, um palestino nascido em 1937 na aldeia de Al-Mansi, expulso de sua terra em 1948, durante a Nakba – a “catástrofe” palestina. Organizada pelos diretores Najla El Jundi e Luís Gustavo Ruwer, pelo Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, em parceria com o Grupo Folclórico Palestino Terra e as famílias palestinas El Jundi e Baja, a atividade foi concebida como uma celebração da memória, da cultura e da resistência palestinas. A programação iniciou ao entardecer com uma emocionante apresentação da Dabke, dança folclórica tradicional do território. A calçada em frente à Comuna estava ocupada por dezenas de pessoas, atraindo vizinhos às janelas e fazendo o trânsito parar momentaneamente para acompanhar a performance do Grupo Terra. Fizeram-se presentes familiares, amigos e apoiadores da causa, incluindo a Frente Gaúcha em Solidariedade ao Povo Palestino.  No intervalo, formou-se uma longa fila para experimentar os pratos típicos árabes preparados pela família Baja. Esfiha, falafel, homus e tabule foram algumas das saborosas opções oferecidas. Ao fundo, uma trilha sonora árabe contribuia para a atmosfera, aproximando o público do universo cultural  retratado no documentário. Em seguida, todos sentaram, para assistir ao teaser e à apresentação do projeto, conduzida pelos diretores. Apesar do calor intenso e da chuva ao longo da noite, a garagem da Comuna permaneceu lotada. Mais de 50 pessoas acompanharam atentamente cada momento da programação, do acolhimento inicial ao debate com os protagonistas do documentário: Abder, Sami e Najla El Jundi. O clima era de intimidade e curiosidade. Ao longo da programação, o público alternou entre momentos de silêncio atento, reações emocionadas e manifestações de apoio à causa palestina. A atividade se configurou como um espaço de encontro entre a história retratada na obra e o público, marcado pela partilha de experiências, referências culturais e solidariedade à causa palestina. ‘Trazer de volta ao coração’ entrou em circuito de festivais e, em breve, estará disponível ao público. Acompanhe o Instagram @trazerdevolta para atualizações. Texto: Luís Gustavo Ruwer e Najla El JundiEdição: Anahi FrosFotos: Billy Valdez ASSISTA AO TEASER * O evento de divulgação deste projeto é parte da programação do eixo Maria Maria Espaço Cultural, sendo parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva.

Cheiro de Enchente chega a Santa Maria

Na última quarta-feira (12/11), o Cineclube da Boca – projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) na ativa desde 2016 – abriu as portas para a exibição do documentário “Cheiro de Enchente”. A sessão, capitaneada pelo professor Gilvan Dockhorn, contou com debate sobre a arte como forma de expressão para o que nos desacomoda e como registro de memória/manifesto. O jornalista Homero Pivotto Jr., vocalista da Diokane, participou in loco do bate-papo abordando o processo de criação da peça de “ódiovisual”, da música em si e os desdobramentos desses fazeres. O editor de vídeo Billy Valdez, baixista da banda, também integrou a discussão por meio de um vídeo gravado no qual falou sobre questões técnicas e estéticas do doc/clipe, bem como sobre a força do conteúdo e o trabalho do Coletivo Catarse – cooperativa de produção cultural e audiovisual da qual faz parte e parceira na produção do documentário. Foi uma oportunidade interessante para furar bolha, já que o público não era necessariamente de adeptos dos sons tortos e ruidosos, mas sim de estudantes e professores com interesse em falar sobre a maior tragédia climática do RS e em entender questões práticas da montagem de uma obra documental com tema sensível. Texto: Homero Pivotto Jr.Fotos: Paulo Henrique Teixeira Mais sobre o documentário você pode ler na matéria de lançamento. Assista ao documentário aqui.

Trapos e Farrapos – Negrinho resgata ancestralidade

O grupo de teatro Trupi di Trapu está em cartaz com o espetáculo Trapos e Farrapos – Negrinho dentro das celebrações de seus 17 anos de trajetória. A peça infantojuvenil conta a lenda de Negrinho do Pastoreiro, bastante popular no folclore da Região Sul do Brasil – um conto clássico da oralidade cuja origem se dá no século XIX e é associada ao fim do período de escravidão no país. Esta é uma história sobre um menino escravizado que, após ser duramente castigado por seu patrão, recebe um milagre e passa a ser um protetor de objetos perdidos. Uma obra construída e contada de forma lúdica, em alguns momentos divertida, mesclando elementos e técnicas de teatro de sombras, bonecos, danças e cantos, com muito dinamismo, cores e figurinos bem trabalhados e detalhados. Ao mesmo tempo em que conta sobre a escravidão e a crueldade dos senhores de engenho, o espetáculo traz falas contemporâneas, trazendo reflexões sobre o racismo, a exploração do trabalho e abusos de poder por quem o detém – assuntos infelizmente muito presentes na sociedade atual. Outro ponto que chama atenção é que o espetáculo traz elementos da cultura afro para um papel de destaque, de grande presença na história, com o Negrinho seguidamente interagindo com Mãe Oxum – e ela atendendo a seus chamados, ou seja, uma quebra com a visão comumente explorada de pedidos de auxílio à Virgem Maria, por exemplo, claramente descolando-se, portanto, o enredo que envolve o menino da religião católica. Trapos e Farrapos – Negrinho prende a atenção de crianças e adultos, uma imersão cultural rica e divertida que segue em cartaz nos dias 9 e 10, 16 e 17 de agosto, aos sábados e domingos, na Sala Álvaro Moreyra, em Porto Alegre. Após, a peça segue para o Teatro Carlos Carvalho, na Casa de Cultura Mario Quintana, com apresentações marcadas para os dias 22, 23 e 24 de agosto. Segue as redes do grupo para mais informações e novidades. Te programa e vai prestigiar! A Trupi di Trapu e a cultura popular agradecem. – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – A cobertura deste evento integra o histórico apoio do Coletivo Catarse / Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre a este tipo de iniciativa cultural. Grande parte dos ensaios da peça ocorreram na Comuna do Arvoredo, na sede do Ponto. Texto e fotos: Billy ValdezEdição: Anahi Fros FICHA TÉCNICA:Autor: Anderson GonçalvesEncenação: Ajeff Ghenes, Alessandra Souza e YanniksonDireção Artística: Anderson GonçalvesDireção de sombras e figuras: Têmis NicolaidisDireção musical e trilha sonora: Alan BarcelosMúsica “Viajante dos Pampas”: letra de Lorena SanchezVoz em “Pastoreio de Oxum”: Marietti FialhoBonecos, cenário e adereços: Anderson Gonçalves, Mari Falcão e Ajeff GhenesMáscaras: Atelier Lu AntunesFigurinos: Mari Falcão e Ajeff GhenesIluminação: Vigo CigoliniProdução: Trupi di Trapu – Teatro de Bonecos

Coletivo Catarse recebeu oficina de Acessibilidade

Texto: Márcia Tolfo e Gustavo Türck / Fotos: Márcia Tolfo e Têmis Nicolaidis Como parte integrante dos trabalhos com acessibilidade realizados a partir do projeto do filme Enquanto a Luz Não Chega, financiado pela LPG POA, o Coletivo Catarse recebeu, em 03/07, a profissional Si Dornelles em sua sede para uma oficina de 4h sobre Acessibilidade Atitudinal. Si apresentou o caminho de aprendizado da língua dos sinais e fez várias reflexões: “A cada dia aparece uma acessibilidade nova, e o que podemos fazer para receber da melhor forma cada ser humano?” – indagou aos presentesrepresentantes do Coletivo Catarse, da Maria Maria Espaço Cultural e da Comuna do Arvoredo. Um dado importante que ela trouxe foi o de que 80% das debilidades são adquiridas e 20% são congênitas, ou seja, uma grande parte das pessoas acaba por desenvolver essas dificuldades em fases da terceira idade. Lembrou também que ações de acessibilidade também atingem aqueles que estão passando por inabilidade momentânea – um pé quebrado, por exemplo. Durante as explicações, foram apresentadas diversas lâminas, deixando clara a importância dos processos de recepção e acolhimento – o tempo dedicado a essas ações é essencial para uma preparação adequada para se receber as pessoas. Si Dornelles também destacou o novo símbolo universal, que se refere a todos os tipos de acessibilidade, e a complicação em se utilizá-lo se não se for oferecer o suporte completo: “Não seria bom usar se não se for incluir todos os 18 tipos, no entanto, o símbolo antigo é limitador do conceito de acessibilidade e não representa outras deficiências além de física” – pondera. Ao final, foi apresentada a etiqueta social e as barreiras comumente encontradas pelos PCDs. Também Si mostrou como alguns seguimentos se organizam em comunidade, cultura e identidade – como os surdos -, implicando em partilhar de um mesmo ideal de luta pela manutenção dos seus direitos. E ainda houve tempo para duas dinâmicas. Uma fizemos com a tradução simultânea em idioma de sinais de uma música e outra em que, com os olhos vendados, os presentes ouviram um áudio de um filme e tentaram identificar o que estava acontecendo na cena. Terminando a oficina na sede do Coletivo Catarse, em ato contínuo, a equipe foi ao Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, em mais um evento de lançamento do curta-metragem, em mais uma exibição com acessibilidade em libras e acesso gratuito.

Talk Exu chega à segunda edição dando foco aos três últimos filmes do Coletivo Catarse

Depois de um hiato de um ano, o talk show “Talk Exu” chega a seu segundo episódio – e com previsão de pelo menos outras três edições futuras. O programa, uma iniciativa do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, ocorre a partir das 20h desta sexta-feira (11/7), em dia de Maria Maria Espaço Cultural, na Comuna do Arvoredo (Rua Cel. Fernando Machado, 464), Centro Histórico de Porto Alegre. O local será transformado em um estúdio para receber convidados e público (aberto e com acesso gratuito desde às 18h30), com o evento sendo transmitido ao vivo pelo canal no YouTube do Coletivo Catarse. No foco das conversas estarão as três últimas produções audiovisuais do Coletivo, todas lançadas na segunda quinzena de junho: os documentários “Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata”, sobre a retomada Kaingang no Morro Santana, e “Cooperar é Resistir”, contando a história da PedalExpress, um coletivo de entregas que se utiliza de bicicletas em Porto Alegre; finalizando com o curta-metragem de ficção “Enquanto a Luz Não Chega”, com bate-papo sobre os desafios de uma produção que mescla o audiovisual e o teatro de sombras, com exibição completa do filme ao final – também como parte do circuito de lançamento do mesmo. As entrevistas sobre as produções serão intercaladas por intervenções musicais da banda “Expresso Livre”, com Jéssica Nucci no vocal, acompanhada dos violões de Vicente Guindani e Nil Tavares. O Talk Exu tem em 2025 a previsão de pelo menos quatro episódios, como parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 / Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. No âmbito deste projeto, também estão previstas e já em execução pelo menos 40 atividades culturais diversas em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026, buscando contemplar cerca de 100 artistas locais, além de oferecer, também em outros espaços, oficinas de teatro para crianças e adultos, uma atividade de carijada (produção artesanal de erva-mate), oficina de discotecagem/hip hop com DJ Piá, entre outras ações. Confira aqui como foi o primeiro episódio do Talk Exu. SINOPSES DOS FILMES Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata Direção de Gustavo Ruwer e Iracema Gãh Té Sob a liderança da cacica Iracema Gãh Té, uma comunidade Kaingang retoma seu território ancestral no ponto mais alto de Porto Alegre. Enfrentando a ameaça de um grande empreendimento imobiliário, a comunidade desafia o abandono do estado e enfrenta uma poderosa família de banqueiros para defender as florestas e nascentes do Morro Santana. O lançamento oficial ocorre sábado, 12 de julho, às 19h, na Retomada Gãh Ré, Morro Santana (Porto Alegre – RS) Cooperar é resistir Direção coletiva entre a PedalExpress e o Coletivo Catarse O documentário conta a trajetória recente da PedalExpress e dos desafios enfrentados pelo coletivo de entregas de bicicleta nos últimos anos a partir do avanço das plataformas e da precarização do trabalho, lembrando ainda a resistência durante a pandemia e à enchente de 2024. O filme propõe uma reflexão sobre a importância do meio de transporte para a mobilidade urbana e aponta caminhos alternativos para a construção de um meio de subsistência sem exploração. O apoio à produção é da Labora – Fundo de Apoio ao Trabalho Digno. A pré-estreia ocorreu em 26 de junho, em evento fechado para os cooperados e ex-cooperados. Em breve, será divulgado o lançamento oficial. Enquanto a Luz Não Chega Direção e roteiro de Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis e direção de arte de Alexandre Fávero, com Ana Delarte, Gustavo Cardoso e Anderson Gonçalves no elenco Curta-metragem de ficção que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas. Do encontro do teatro de sombras e o audiovisual, surge uma história sobre desconexão e apatia e os caminhos que a escuridão aponta. Uma coprodução do Coletivo Catarse e Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre com a Cia Teatro Lumbra. A estreia ocorreu em 27 de junho, na Maria Maria Espaço Cultural, contando ainda com apresentações no dia 1º de julho para alunos da EMEF Nossa Senhora do Carmo, iniciativa em parceria com o Ponto de Cultura TV Restinga, e no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, no bairro Cristal. No dia 3 de julho, foi a vez do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, no Centro Histórico de Porto Alegre, receber a exibição. Todas as atividades contando com acompanhamento de acessibilidade, acionando-se linguagem em libras quando necessário, tendo també sido finalizadas cópias com libras e audiodescrição. Trailer oficial: SERVIÇOO quê: Talk Exu #02 | Os filmes que lançamos no outono passadoTemática do programa: Bate-papo sobre os documentários “Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata” e “Cooperar é Resistir” e o curta-metragem “Enquanto a Luz Não Chega”, intercalados por intervenções musicais da banda Expresso LivreQuando: 11 de julho, sexta-feiraHorário: 18h30 (espaço aberto) e 20h (inicia o talk show com live aberta no @coletivocatarse no YouTubeLocal: Maria Maria Espaço Cultural – Rua Cel. Fernando Machado, 464, Centro Histórico, Porto AlegreAberto ao público, com entrada gratuita

Coletivo Catarse e Retomada Gãh Ré lançam o documentário “Nóg kirìg ãg tì / Nós, Guardiões da Mata”

Certo dia nos contou Iracema, os sonhos nos levam para lugares que a gente nem percebe. E questionou: “será que os cientistas não sonham?”. Como cientista social e co-diretor de Nóg kirìg ãg tì / Nós, Guardiões da Mata, posso afirmar que sim, este documentário foi dirigido por sonhos.  Como bom anarquista, sempre tive dificuldades com a ideia de “dirigir”. Afinal, acreditamos que a direção deve ser de baixo para cima, tal como a subida do morro. Neste caso, o princípio zapatista “mandar obedecendo” talvez descreva melhor a tarefa que assumi: produzir um documentário sobre a luta do povo Kaingang no Morro Santana.  Ao longo de quase três anos, me dediquei ao máximo para cumprir essa missão da maneira mais sincera possível — seguindo os conselhos da cacica, kujà e co-diretora Iracema Gah Té, mas, sobretudo, obedecendo aos sonhos que nos guiaram.  No início do filme, advertimos: esta é uma história em curso, que só terminará de ser contada quando o território for assegurado aos seus verdadeiros donos. Mas não buscamos apenas narrar uma história, e sim atuar sobre ela, compreendendo o audiovisual como um dispositivo de transformação da realidade (e por que não, dos sonhos em realidade?).  História essa que tem sido vivida intensamente pelo convívio do Coletivo Catarse com a Retomada Gãh Ré, ao longo dos últimos três anos, por meio do projeto CORAL. Mas é também continuidade de uma amizade mais longa com o povo Kaingang — uma relação na qual cada integrante do coletivo deixou uma marca singular. Para alguns, começou em 2002, com atuação do grupo que veio a fundar o Coletivo Catarse. O projeto “Índios Urbanos” documentou em VHS a luta da comunidade Kaingang Fag Nhin na Lomba do Pinheiro. Para outra parte do coletivo a história teve início em 2018, com o projeto Resistência Kaingang, quando Iracema guiou Clémentine Tinkamo, Billy Valdez e Gustavo Turck de Porto Alegre até Mangueirinha (PR), numa trilha seguindo os passos da luta de seu pai.   Para mim, mais ou menos na mesma época, este roteiro começou a ser escrito em um sonho que me marcou profundamente e até hoje compartilhei com poucas pessoas. É difícil traduzir sonhos em palavras, mas tentarei: naquela noite, voei como um um condor que, de asas abertas, planava sobre as águas do Guaíba. No horizonte, a topografia granítica de Porto Alegre se desenhava. Voei em direção ao ponto mais alto: o Morro Santana, minha morada. E na pedreira, o coração do morro, pousei onde, em volta do fogo, um tipo de cerimônia acontecia… Acordei com a sensação de que algo havia mudado. Pouco tempo depois, acabei conhecendo Iracema e compreendi que não era um sonho só meu, era um sonho compartilhado. Na primeira vez em que subimos o morro juntos com Gah Té, também estavam lá os amigos da Witness e de um coletivo que estava nascendo: Preserve Morro Santana. Do alto do morro, Iracema alertou que os olhos d’água estavam secos e de alguma forma antecipou o pior: a noite, o morro ardeu em chamas numa das maiores queimadas da sua história. Ao mesmo tempo era confirmado o primeiro caso de Covid em Porto Alegre. Mas naquela manhã, no ponto mais alto da cidade, haviamos selado um pacto entre nós e o morro. Uma aliança com a natureza pela sobrevivência: o morro cuida de nós e nós cuidamos do morro. Dois anos depois, e tendo sobrevivido a uma pandemia, lá estávamos novamente. Iracema conta que seu avô Pedro Joaquim Gãh Ré lhe apareceu em sonho e através dele recebeu a missão de retornar ao Morro Santana para cuidá-lo e mostrar aos fògs o caminho de viver com a natureza.  Por isso, a Retomada iniciada na noite de 18 de outubro de 2022 leva seu nome. Com a câmera em punho, estivemos lá, desde a primeira fogueira acesa no acampamento, aos pés do Morro Santana. Desde então, a chama não se apagou. Seguimos juntos: filmando, aprendendo e contribuindo em oficinas, caminhadas, manifestações, audiências, estudos, mutirões, festas, reportagens… E se deu certo, como diz Gah Té, “vamos continuar e continuar…”. Seguiremos filmando – e sonhando – até a vitória. SINOPSE Sob a liderança da cacica Iracema Gãh Té, uma comunidade Kaingang retoma seu território ancestral no ponto mais alto de Porto Alegre. Enfrentando a ameaça de um grande empreendimento imobiliário, a comunidade desafia o abandono do Estado e enfrenta uma poderosa família de banqueiros para defender as florestas e nascentes do Morro Santana.

“Live Fast, Die Old”, álbum de estreia de Jaydson, sai nesta sexta-feira (11)

Realizamos mais uma “empreitada” em parceria com o músico Jaydson, desta vez foram as fotos promocionais para o lançamento do álbum de estreia “Live Fast, Die Old“A pegada das fotos tiveram referencia em classicas fotos classicas de bandas iconicas do Punk rock como Rancid e Minor Thread, ou seja fotos em escadas e poses que remetem uma homenagem a estas bandas.E uma das locações para essas fotos foi o nosso proprio espaço na Comuna do Arvoredo, onde possuimos alguns vizuais de escadas, também realizamos uma percorida na famosa escadaria da “Duque”.Confira as fotos do realizadas pelo cooperado Billy Valdez com produção do parceiro Homero Pivotto. Confira abaixo o serviço do show de lançamento do álbum e informações sobre a produção. “Live Fast, Die Old”, álbum de estreia de Jaydson, entra em todas as plataformas nesta sexta-feira, 11 de abril (pré-save clicando na imagem ao lado).As nove músicas do disco fazem uma crônica das vivências do artista e compilam suas referências musicais acumuladas desde a adolescência. Os três singles já disponibilizados (‘I Don’t Wanna Die Young’, ‘Camisa Amarela’ e ‘Filme do Almodóvar’) dão uma ideia de o que esperar do play completo. Ouça as faixas já lançadas aqui.As nove músicas do disco fazem uma crônica das vivências do artista e compilam suas referências musicais acumuladas desde a adolescência. Os três singles já disponibilizados (‘I Don’t Wanna Die Young’, ‘Camisa Amarela’ e ‘Filme do Almodóvar’) dão uma ideia de o que esperar do play completo. Ouça as faixas já lançadas aqui.Para materializar as composições, Jaydson – que canta e toca guitarra – aliou-se a músicos experientes da cena gaúcha: Marcel Bittencourt (que assumiu o baixo e a produção das faixas), Renato Siqueira (bateria) e Rodrigo Ferreira (guitarra). Instrumentalmente, o quarteto passeia pelo punk rock, hardcore melódico, grunge e rock alternativo. Nirvana, NOFX e Júpiter Maçã estão entre as influências.Mais informações em https://www.jaydson.comTexto: Homero Pivotto. Lembramos que recentemente produzimos junto com Jaydson o o videoclipe de Filme do Almodóvar, faixa integrante do álbum de estréia.

2 anos de Maria Maria

O Espaço cultural Maria Maria que ocupa de quinta-feira a sábado a garajona da Comuna do Arvoredo celebrou mais um ciclo de cultura. Dois anos de Marias, habitando a Comuna do Arvoredo e mexendo com nossas vivências e emoções. E se parar para lembrar, a Luizy tem grande parte da responsabilidade por isso tudo. Foi para comemorar seu aniversário, no final de 2022, que essa junção toda se fez. Eu estava lá tocando baixo na sua banda de apoio. Agora, depois de várias participações em eventos promovidos pelas gurias e pela Catarse, tive a oportunidade de estar novamente apoiando sua poderosa voz nesse espaço tão querido por nós. The Misters e Luizy foi mais que diversão. Foi apontamento para futuras parcerias. Que seja longa e produtiva a jornada das Marias. Que seja fértil e divertida nossas futuras “juntadas” de vozes e afetos!Marcelo Cougo | Coletivo Catarse Algumas fotos dessa noite divertida feitas pelo cooperado Billy Valdez.