‘Trazer de volta ao coração’ reúne público em torno da memória e cultura palestinas

No dia 21 de março, em uma noite em que a Garajona da Comuna do Arvoredo é ocupada pela Maria Maria Espaço Cultural, no Centro Histórico de Porto Alegre, aconteceu o evento de apresentação do projeto documental ‘Trazer de Volta ao Coração’, filme que apresentará a história de Abder Rahim Jbara Hussein El Jundi, um palestino nascido em 1937 na aldeia de Al-Mansi, expulso de sua terra em 1948, durante a Nakba – a “catástrofe” palestina. Organizada pelos diretores Najla El Jundi e Luís Gustavo Ruwer, pelo Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, em parceria com o Grupo Folclórico Palestino Terra e as famílias palestinas El Jundi e Baja, a atividade foi concebida como uma celebração da memória, da cultura e da resistência palestinas. A programação iniciou ao entardecer com uma emocionante apresentação da Dabke, dança folclórica tradicional do território. A calçada em frente à Comuna estava ocupada por dezenas de pessoas, atraindo vizinhos às janelas e fazendo o trânsito parar momentaneamente para acompanhar a performance do Grupo Terra. Fizeram-se presentes familiares, amigos e apoiadores da causa, incluindo a Frente Gaúcha em Solidariedade ao Povo Palestino.  No intervalo, formou-se uma longa fila para experimentar os pratos típicos árabes preparados pela família Baja. Esfiha, falafel, homus e tabule foram algumas das saborosas opções oferecidas. Ao fundo, uma trilha sonora árabe contribuia para a atmosfera, aproximando o público do universo cultural  retratado no documentário. Em seguida, todos sentaram, para assistir ao teaser e à apresentação do projeto, conduzida pelos diretores. Apesar do calor intenso e da chuva ao longo da noite, a garagem da Comuna permaneceu lotada. Mais de 50 pessoas acompanharam atentamente cada momento da programação, do acolhimento inicial ao debate com os protagonistas do documentário: Abder, Sami e Najla El Jundi. O clima era de intimidade e curiosidade. Ao longo da programação, o público alternou entre momentos de silêncio atento, reações emocionadas e manifestações de apoio à causa palestina. A atividade se configurou como um espaço de encontro entre a história retratada na obra e o público, marcado pela partilha de experiências, referências culturais e solidariedade à causa palestina. ‘Trazer de volta ao coração’ entrou em circuito de festivais e, em breve, estará disponível ao público. Acompanhe o Instagram @trazerdevolta para atualizações. Texto: Luís Gustavo Ruwer e Najla El JundiEdição: Anahi FrosFotos: Billy Valdez ASSISTA AO TEASER * O evento de divulgação deste projeto é parte da programação do eixo Maria Maria Espaço Cultural, sendo parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva.

‘Trazer de volta ao coração’: Projeto de documentário sobre refugiado palestino será apresentado em Porto Alegre

No dia 21 de março, às 18h, em dia de Maria Maria Espaço Cultural, na Comuna do Arvoredo (Rua Fernando Machado, 464), acontecerá o lançamento do projeto de documentário Trazer de Volta ao Coração. O filme de 54 minutos apresenta a história de Abder Rahim Jbara Hussein El Jundi, um palestino nascido em 1937 na aldeia de Al-Mansi, expulso de sua terra em 1948, durante a Nakba — a “catástrofe” palestina. Trata-se de uma produção familiar e independente, dirigida por Najla El Jundi, que é palestina-brasileira, psicóloga e neta de Abder, e Luís Gustavo Ruwer, cientista social, integrante do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre.   O documentário surge em um contexto íntimo e familiar, quando Najla decide investigar a memória de seu avô e gravar os depoimentos para registrar às próximas gerações. Durante esse percurso, Najla e seu companheiro Luís Gustavo aprofundam a história da vida de Abder, ouvindo relatos e resgatando fotos, cartas, fitas VHS antigas da família, além de uma coleção de selos guardada por Sami, pai de Najla.  Em diálogo com seu pai e seu avô, Sami e Abder, os dois entrevistados do filme, Najla reconstrói fragmentos dessa trajetória marcada pela diáspora, deslocamentos, e pelo recomeço. Entre lembranças pessoais e materiais de arquivo, o documentário percorre memórias que atravessam gerações e outras famílias. Embora parta de uma história particular, Trazer de Volta ao Coração toca uma experiência coletiva: a de um povo cuja história é marcada por perdas, mas também pela preservação de sua identidade e memória. O filme propõe um gesto de escuta sensível e de resistência, trazendo para o presente histórias que se recusam a serem esquecidas. ASSISTA AO TEASER ‘Trazer de volta ao coração’ está em circuito de festivais e em breve estará disponível ao público. Acompanhe o Instagram @trazerdevolta para atualizações. * O evento de divulgação deste projeto é parte da programação do eixo Maria Maria Espaço Cultural, sendo parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva.

Cine Kafuné Itinerante na Retomada Gah Ré

O Projeto Cine Kafuné Itinerante ganhou mais uma sessão, reunindo dezenas de pessoas da comunidade kaingang e dos dois Pontos de Cultura (Cine Kafuné e Coletivo Catarse). O cinema comunitário ocorreu no dia 13 de novembro, na Retomada Gah Ré. Entre tantas possibilidades de filmes a serem exibidos, foi escolhido justamente o documentário que conta a história da comunidade: Nóg kirìg ãg tì / Nós, Guardiões da Mata. Dirigido pela Cacica Iracema Gah Té em parceria com Luis Gustavo Ruwer, do Catarse, a obra acompanhou a trajetória de três anos de luta pelo território aos pés do Morro Santana, zona leste de Porto Alegre. Kapri e Karindé, lideranças comunitárias presentes, reforçaram a importância de assistir novamente o filme para lembrar, principalmente aos mais novos, de toda a mobilização que tem garantido a permanência no local. E, de fato, a juventude da comunidade esteve presente, desde as adolescentes até as crianças, que estão começando a dar seus primeiros passos pela aldeia. Além de atualizar a memória coletiva, recordando daquilo que a comunidade tem vivido ao longo do processo de luta pelo direito ao território, o encontro também foi importante para fortalecer novas parcerias. Da aproximação entre a comunidade indígena e o grupo de realizadores periféricos, infinitas possibilidades deram o indicativo de que podem vir a brotar, tanto no campo da cultura quanto politicamente. Afinal de contas, como dizia Antônio Bispo, liderança quilombola, o encontro entre aldeias, quilombos e favelas tem o poder de “derreter o asfalto”. O projeto é uma realização do Cine Kafuné, cineclube e ponto de cultura de Porto Alegre voltado para temáticas e realizadores periféricos, e que há mais de 20 anos promove a representatividade negra e a comunicação comunitária. Esta edição teve ainda o apoio do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e da Retomada Gah Ré. Texto: Bruno PedrottiEdição: Anahi Fros

A Outra Pátria – uma reflexão sob a visão dos colonizadores alemães

Nos dias 22 e 23 de março, o Coletivo Catarse esteve envolvido em duas sessões do filme alemão Die andere Heimat – Chronik einer Sehnsucht (A outra Pátria – Crônica de uma Saudade), de 2013, de Edgar Reitz. Considerado uma obra-prima do cinema sobre a emigração alemã para o Brasil, o filme se passa no século XIX e faz uma instigante reflexão sobre migração e pertencimento, o sonho de uma vida melhor e o imaginário daqueles que vieram ocupar terras e colonizaram o sul do país. Com ponto-de-vista “daqueles que ficaram” na Alemanha, o longa de 4 horas de duração prendeu a atenção dos descendentes e demais interessados neste processo histórico entre os mais de 100 presentes nas duas sessões – no sábado, no Centro Cultural 25 de Julho de Porto Alegre e, no domingo, no Museu Histórico Visconde de São Leopoldo. A programação contou ainda, ao final das projeções, com debates sobre o tema, com participação dos Professores Cléo Altenhofen, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e Johannes Kretschmer, da Universidade Federal Fluminense (UFF), do Rio de Janeiro. “Conhecendo detalhes sobre a construção desse trabalho e a seriedade da pesquisa realizada pelo diretor Edgar Reitz e sua equipe, acho que ‘A outra pátria – Crônica de uma saudade’ deveria circular pela região da colonização alemã do estado e país, atingindo o maior número possível de descendentes. Particularmente, tenho a dizer que o filme me emocionou profundamente, com história fictícia, mas que nos leva a ‘ver’ os nossos antepassados vivendo a opressão e a miséria da região que, no filme focou no Hunsrück, resultando na migração para busca de melhores oportunidades. Hoje somos o que somos, após 200 anos.” – refletiu Susana Frölich, amiga e parceira de longa data do Coletivo Catarse, Diretora Cultural do Centro Cultural 25 de Julho de Porto Alegre e uma das articuladoras das sessões. O Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre se fez presente pela relação histórica com esses parceiros, montando toda a estrutura de projeção e som das salas de exibição e dos equipamentos para os debates finais – estrutura esta proveniente de diversos projetos de editais públicos, cumprindo a sua função de retorno à sociedade e promovendo a difusão cultural em todos os aspectos e nas suas diversidades. Sinopse:Em meados do século XIX, quando a fome, a pobreza e a arbitrariedade esmagavam os povos, centenas de milhares de pessoas emigraram da Europa para a longínqua América do Sul. “A amarga constatação e a esperança de encontrar algo melhor do que a morte em qualquer lugar”. Tendo como pano de fundo este drama inesquecível, Edgar Reitz revela a crônica de uma saudade no seu novo longa-metragem “O outro lar”: Mais uma vez, a aldeia fictícia de “Schabbach” é o cenário e o universo. Aqui vivemos a história de dois irmãos que, na sua aldeia, se apercebem que só os seus sonhos os podem salvar.

Cinevibe Fora da Asa

Na quinta feira (06/03) passada, o Fora da Asa Experiências Plurais recebeu mais um evento de cinema, debate e música. Realizado na semana da mulher, buscou refletir as trajetórias femininas na Capoeira a partir do filme “Mulheres da Pá Virada: histórias e trajetórias na capoeira” e teve como encerramento um show voz e violão de Fyah Rocha.

Resistindo e Incluindo – 45 anos de capoeira do Mestre Delmar

Em agosto de 1979, o jovem Delmar Perroni, que na época tinha 13 anos, começou a prática da Capoeira. Passados 45 anos de dedicação a esta cultura popular afrobrasileira, Mestre Delmar reflete sobre sua trajetória no longa metragem “Mestre Delmar – Resistindo e Incluindo”, que será lançado na cinemateca Capitólio na quinta feira dia 28/11/24 às 9H.

Sessão Bodoqe na Retomada Gãh Ré

Mal iniciou o ano e o Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre articulou uma Sessão Bodoqe (cinema comunitário) junto à Retomada Kaingang no Morro Santana.Um momento de encontro para celebrar as lutas e as conquistas no ano que passou e reafirmar nossas alianças pra essa nova jornada.Nossas amigas e amigos da Retomada receberam algumas visitas na noite de sábado, 6 de janeiro, para que juntos assistíssimos alguns filmes produzidos pelo Coletivo Catarse e também víssemos a produção da turma de ofineira(o)s de fotografia. Essa oficina foi uma parceria do Ventre Livre\Catarse com a Witness Brasil e proporcionou uma pequena formação para 3 jovens da Retomada, incluindo uma cobertura fotográfica da Marcha das Mulheres Indígenas, que aconteceu em Brasília em setembro de 2023. Nossas amigas e amigos da Retomada receberam algumas visitas na noite de sábado, 6 de janeiro, para que juntos assistíssimos alguns filmes produzidos pelo Coletivo Catarse e também víssemos a produção da turma de ofineira(o)s de fotografia. Essa oficina foi uma parceria do Ventre Livre\Catarse com a Witness Brasil e proporcionou uma pequena formação para 3 jovens da Retomada, incluindo uma cobertura fotográfica da Marcha das Mulheres Indígenas, que aconteceu em Brasília em setembro de 2023. Para além das exibições dos filmes e das fotos, fizemos também um salchipão para toda gente ali reunida, quando rolou muita conversa e diversão, preparando os novos projetos que vem por aí.

Saberes Kaingang na Sala Redenção

Na última quinta, 15 de novembro, o cinema da Sala Redenção, no Campus Centro da UFGRS, exibiu 5 filmes da série “Saberes Indígenas na Escola – núcleo UFRGS Kaingang”. Realizada pelo núcleo Saberes Indígenas da UFRGS e pelo Coletivo Catarse em 2023, completando uma década da ação de extensão, esta série traz temas geradores para debate nas salas de aula das aldeias. Cada um dos temas foi escolhido pela própria comunidade que recebeu a gravação, sendo as entrevistas na língua Kaingang, com os próprios professores indígenas das escolas dialogando com os mais velhos e mais velhas. No projeto, o audiovisual entra como parte do material didático desenvolvido para a educação escolar indígena – que será lançado dia 27 do mesmo mês no Museu da UFRGS – em um esforço de docentes indígenas e não indígenas para sistematizar uma base que permita que cada povo tenha um ensino escolar diferenciado segundo sua cultura. Depois dos filmes, foi feita uma conversa com Lucas Penido, da equipe dos saberes, as indígenas Kaingang Vera Kaingang e Sueli Krengre e Gustavo Türck, da equipe do Coletivo Catarse. Além falar sobre o processo de produção, foram levantados alguns dos fatores que levaram a decisão de exibir os filmes no idioma originário e sem legendas, fazendo da sessão uma das poucas – se não a primeira – sem suporte ao português no espaço. Para alívio da curiosidade dos fog (não indígenas) presentes, a tradutora, professora e antiga orientadora do Saberes, Sueli Krenge, contou no idioma do colonizador um pouco do que foi conversado nas aldeias. No encarramento da sessão – que integrou a mostra “Sabedorias – Arandu – Kanhgág Kajró Pẽ” -, foi feito o convite para a exposição de mesmo nome. Com abertura na próxima segunda (27/11), às 10:30, a exposição no Museu da UFRGS (Av. Oswaldo Aranha, 277, Porto Alegre/RS) em comemoração aos dez anos da Ação Saberes Indígenas na Escola – Núcleo UFRGS pode ser visitada de segunda à sexta, das 9 às 18 horas. Estarão expostos os materiais didáticos nas línguas originárias, incluindo os materiais audiovisuais e impressos. Texto e fotos: Bruno Pedrotti.

Imagens de luta: 1 ano da Retomada Gah Ré

Cansados de viver espremidos nas periferias, há pouco mais de um ano, familías Kaingang e Xokleng retomaram um território no Morro Santana. O terreno na zona leste de Porto Alegre, das capitais mais verticalizadas do Brasil, tinha tudo para seguir o rumo de tantos outros na cidade: ser cercado por tapumes, virar canteiro de obras e por fim um conjunto a mais de prédios sufocando a terra e bloqueando a vista. Mas a luta mudou tudo. Ao invés de prédios, aldeia. No lugar de concreto, trilhas. Ao invés de cortar as árvores, foram plantadas novas mudas, roças e ervas medicinais. Não se gerou lucro para acionistas e especuladores do mercado financeiro e sim bem viver, dignidade e alegria para famílias, amigos e parentes. Contra todas as forças do sistema capitalista, a comunidade vem se mantendo no seu território a um ano. Conquista essa que merecia – e recebeu – uma grande celebração. Entre os dias 2 e 5 de novembro, foi comemorado o aniversário da retomada, com apoio da Teia dos Povos, articulação nacional de luta por terra e território. Mais do que “somente” festejar, o evento foi organizado para potencializar a comunidade, com mutirões de construção e plantio, trilha, encontros culturais e fortalecimento de redes de apoio e solidariedade. A nós do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre coube mostrar algumas imagens representativas do que o território passou. Com as fotografias do Deriva Jornalismo, Santiago e da própria juventude da retomada – registradas no processo do oficinas com nosso coletivo viabilizado pela Witness – montamos uma exposição no sábado dia 4 de novembro. Junto da exposição de fotos, também organizamos um cinema na aldeia. O barracão de lona, espaço importante de convivência, deliberação e aprendizado, tornou-se também sala de cinema, com o calor do fogo aquecendo o ambiente. Entre as opções de vídeos selecionados para a exibição não houve dúvida sobre qual seria o primeiro: “Resistir para cuidar da Mãe Terra“, registro da entrada da comunidade no território, cerca de um ano atrás. Após o filme, Gah Té fez uma fala reforçando a intenção de reflorestar o Morro Santana, convidando aos presentes para o mutirão de plantio que seria realizado no dia seguinte (domingo, dia 5). A sessão seguiu com mais um vídeo sobre a retomada que circulou no Instagram, o Dossiê sobre a Família Maisonava da Federação Anarquista Gaúcha (FAG) e o vídeo “Araucária Milenar e os Ensinamentos Xamânicos“, no qual o coletivo por meio do projeto Resistência Kaingang registrou um ritual da Kuja Gah Té com seu sobrinho e aprendiz de xamã Doka aos pés de uma Araucária Milenar em Mangueirinha/Paraná. O vídeo motivou Gah Té a compartilhar um pouco do valor que as Araucárias têm para o povo Kaingang com a comunidade de parentes e apoiadores que ouvia atenta envolta do fogo. Não por acaso, o filme seguinte foi o documentário Araucária, que cativou o público com suas belas imagens e animações dos animais que se alimentam os pinhões. E ver as imagens de pinhões cozidos, assados na grinfa, na chapa do fogão a lenha ou usados nas diversas receitas registradas no curta abriram o apetite dos presentes na sessão. Assim, foi se encerrando a sessão de cinema, com a chamada para o mutirão de preparo da janta. Terminado o cinema, o evento seguiu sua dinâmica coletiva de celebração e trabalho. Na mesma noite, música, dança, cantoria. No dia seguinte, trilha no Morro Santana e plantio de mudas nativas. Refletindo sobre o território e as diferentes fases pelo qual passou, foi possível perceber quantas conquistas no espaço curto de tempo. Algo que de fato se constatou foi que tamanho avanço não foi fruto de apenas o trabalho de algumas pessoas, e sim de uma articulação extremamente potente de outras aldeias, quilombos, assentamentos, grupos de capoeira, e diferentes grupos de pessoas que lutam por cidades com mais aldeias e menos prédios. Abaixo alguns dos nomes das coletividades envolvidas na construção desta festa. Agradecemos a oportunidade de participar e desejamos que venham muitos anos de vida para a Retomada Gah Ré e para a Teia dos Povos! Assentamento Carlos Marighella (SM), Quilombo Coxilha Negra (São Lourenço), Retomada Konhun Mág (Canela), Assentamento Filhos de Sepé (Viamão), Aldeia Por Fi Gá (São Leopoldo), Horta Vó Maria (Canoas), Comunidade Kilombola Morada da Paz (Triunfo), Raízes do Sul Capoeira Angola, Ação Antifascista Social, povo Palestino… Outros olhares:Deriva Jornalismo, DO TERRENO-Naturais&Artesanais, Retomada Kaingang de Canela Texto: Bruno PedrottiFotos: Luís Gustavo Ruwer, Billy Valdez, Marcelo Cougo, Deriva Jornalismo, Giulia Sichelero.