As múltiplas dimensões de ser uma criança realizadora audiovisual

Ao longo dos meses de março e abril de 2026, esteve em curso a oficina ‘Vamos fazer um filme?’, uma das atividades do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva. Nesses 10 encontros, totalizando 20 horas-aula de atividades, foi trabalhado com um grupo de 12 pré-adolescentes um pouco das diversas facetas de uma produção audiovisual. Um realizador necessita, além de pegar uma câmera, ter o domínio de multi-habilidades – começando por perceber que um filme não se faz sozinho. Talvez essa seja a aptidão trabalhada mais desafiadora num momento histórico em que as pessoas se encerram em bolhas e telas. Nos encontros desta oficina, olhamos nos olhos e nos servimos da linguagem teatral como ferramenta pedagógica, incrementando a arte de criar e contar histórias. Passamos por analisar filmes, porque, para ser um bom realizador, é preciso saber ler a produção de outros e pensar argumentos realizáveis com os recursos de infra-estrutura e tempo que se dispõem. Também produzimos figurinos, escalamos elenco, ensaiamos e entendemos o roteiro que havíamos criado de forma coletiva. Foi um exercício de entrega e, ao mesmo tempo, de desapego, pois realizar também é aprender a deixar nossas partes pelo caminho. No fim, reunindo nossos pedaços, produzimos um filme o qual nos orgulhamos e compartilhamos com todas as famílias numa noite cheia de afeto da Maria Maria Espaço Cultural, com os pequenos grandes realizadores na plateia, fazendo planos para a sequência do filme que acabaram de ver. Saímos, as facilitadoras, assim como as crianças, emocionadas e revigoradas desta experiência trabalhosa, mas transformadora, que atingiu o objetivo de trazer perspectivas na utilização dos aparatos tecnológicos – eles podem ser meios potentes de expressão e criatividade na invenção de novos mundos. As 3 DimensõesUma festa do pijama, numa noite qualquer, se transforma numa aventura inesperada por três dimensões misteriosas. Entre rituais, festas malucas e estranhos seres do submundo, as crianças vão descobrir que algumas histórias sombrias podem ser mais reais do que parecem. Facilitadoras:Lorena SánchezTêmis Nicolaidis Oficinandos realizadores:Alice Milani SandrinBento Fingstag Rosa OliveiraFabrício Fros FortesFrancisco Pedro Nascimento de Oliveira CardosoGiovana Schultz de BorbaJoaquín FarinaLúcia Miele GarciaMainô TürckManoela Bagiotto GallettiMartim Rodrigues EscobarNauê Bassi da SilvaSidarta Crescencio Bettanzos Roteiro:Criação Coletiva Operação de câmera:Billy ValdezGustavo Türck Edição:Têmis Nicolaidis Tratamento de áudio:Gustavo Türck Produção:Lorena SánchezTêmis Nicolaidis Trilha Sonora:Monstres e Ufo(Boris Morozoff) Underground Techno Party(Splashkabona) Assobio:Sidarta Parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva.

Vai sair um filme. E ele vai ser feito por crianças.

O que ensinar sobre audiovisual para a geração alpha, a geração da hiper conectividade? Aquela que usou celular antes de aprender a falar? Que acostumou ser filmada e se observar através desses registros?Esse é um dos dilemas que aparece quando sentamos para planejar os encontros da oficina prática de audiovisual para crianças “Vamos Fazer um Filme?”, afinal, corremos o risco de sermos ensinadas ao invés de ensinar qualquer coisa. Mas entendemos que a riqueza se dá justamente nesse encontro geracional e na troca de conhecimentos, por isso, o planejamento das aulas é traçado e retraçado com a participação ativa dos pequenos cineastas – mesmo que eles não saibam. É muito fácil se aborrecer quando o entretenimento é tão fugaz e apelativo. Fazer um curta-metragem de 3 minutos pode parecer um abismo para quem é bombardeado por pílulas minúsculas de conteúdo digital brilhante, afetado, turbinado.O desafio aqui, nos parece, é focar na importância da história a ser contada e na condição de ser equipe. Entender que as pessoas podem fazer coisas diferentes mas contribuem para a construção comum. Exercitar a escuta, a paciência, respeitar o espaço do outro no meio da sessão de cinema, por exemplo. Ser público. Também, se comunicar, levar ao receptor uma mensagem que seja entendida, tanto numa ideia dada em oficina quanto na construção do roteiro a ser filmado. Aí a gente pode chegar à conclusão. Não precisa fazer um filme para trabalhar tudo isso. Não, não mesmo. Mas a gente gosta de fazer filmes. Dá trabalho, mas é mágico pois te atribui uma condição muito especial: a de concretizar outras realidades, realizar o irrealizável. Só por isso, vale a pena. O teatro tem esse poder também. Então, aproximamos nesta oficina a linguagem do audiovisual com a do teatro, misturando dinâmicas e servindo-se das ferramentas necessárias para fortalecer o grupo e as histórias contadas.Olhar a euforia de uma criança que concebeu uma ideia, os colegas abraçaram e ao final da aula ela viu o resultado dessa ideia na tela, é incrível. Na verdade, é tudo o que se quer enquanto educadora e artista, sentir o gosto pelo fazer, se emocionar e emocionar o outro. Resultado do exercício de animação em stop motion. Esta oficina de audiovisual acontece nos meses de março e abril de 2026 e integra o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS.

Oficinas de Inclusão Digital com ênfase em Produção Audiovisual já tiveram 3 ciclos em Mostardas

Ao longo de 2025 – e ainda neste 2026 que se inicia -, o Ponto de Cultura STR Mostardas vem desenvolvendo o projeto Festejos e Encontros da Cultura da Tradição Popular das Comunidades Quilombolas da Península do Litoral Norte (Edital SEDAC nº25/2024 PNAB RS – Cultural Viva). São diversas oficinas oferecidas: de música (capacitação de linguagem artística), capoeira, brincadeiras populares, inclusão digital e ações de salvaguarda da cultura tradicional mostardense expressa pelos festejos de Pagamento de Promessas, Terno de Reis, além de outros conhecimentos tradicionais. O Coletivo Catarse, parceiro neste projeto, vem desde outubro ministrando oficinas de inclusão digital, com ênfase na produção audiovisual, nas escolas de ensino fundamental Marcílio Dias e Nossa Senhora Aparecida. Foram encontros de leitura audiovisual, reflexão sobre ferramentas digitais e seus usos além de exercícios práticos de produção que geraram por enquanto 3 curtas-metragens de ficção e 2 curtas-documentários. A região de Mostardas é geograficamente muito interessante, pois fica entre o Oceano Atlântico e a Lagoa dos Patos, e, apesar de ser muito desgastada pelo agronegócio, é riquíssima em recursos naturais com uma fauna abundante, parte preservada por conta do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, localizado há 20 km do centro de Mostardas. Além disso, é uma região muito antiga, e os resquícios do período da escravidão são notados a olhos vistos (pelo menos pelos olhos mais sensíveis), atribuindo-se uma atmosfera mística, por conter histórias de um passado ainda recente em suas ruas, construções e práticas culturais. São três as principais comunidades quilombolas no município: Comunidades Quilombolas dos Teixeiras, Beco dos Colodianos e Casca, sendo esta última a única titulada, embora as outras duas também já estejam organizadas a partir de associações e tenham este objetivo de formalização. O Terno de Reis, o Ensaio de Pagamento de Promessa, o arroz quilombola, o feijão sopinha, o cobertor mostardense, entre tantas outras referências, fazem da região de Mostardas – com São Simão, Solidão e Bacopari – e Tavares lugares de uma potência cultural incrível, mas, muitas vezes, ignorada por grande parte da própria população que ali vive. Nota-se muito rapidamente que os mais jovens já estão um tanto desconectados dessas raízes, demonstrando-se, às vezes, até mesmo uma autoestima fragilizada. Por isso a importância de projetos culturais como este promovido pelo Ponto de Cultura STR Mostardas, que coloca luz e fomenta essas manifestações para que não sejam esquecidas. É como pondera Luiza Lemos, funcionária da Casa da Cultura do município: “Conhecer a cultura, né? É como eu sempre digo, a cultura tá ficando pra trás. Um povo sem história é um povo sem cultura. E a história… não podemos deixar morrer. A história de onde veio? De onde veio o povo? De onde veio o negro? A gente tem que saber isso aí. Como é que o negro chegou até aqui. Ele veio como escravo, trabalhar para o seu senhor. Muitos não conseguiram, muitos morreram pelo caminho. Mas a gente tem que saber de onde veio. Mostardas, afroaçoriana. Não é a cor, quem manda é a pessoa, o caráter”. Até abril do ano que vem, o Coletivo Catarse voltará a Mostardas com o objetico de produzir outros audiovisuais através de oficinas, uma delas a ser desenvolvida em uma das comunidades totalmente focada no registro de memória e patrimônio das expressões culturais tradicionais locais. Enquanto isso, assista alguns filmes produzidos nas oficinas:

Curta Ecopedagogia do Cuidado estreia na Cinemateca Paulo Amorim

Sábado 13/12 a cinemateca Paulo Amorim recebeu a estreia do curta “Trilhas na Natureza: Ecopedagogia do Cuidado”. A partir do acompanhamento do grupo de trilheiros do CMET, a obra reflete sobre a valorização da natureza por meio da prática de trilhas. A sessão recebeu cerca de 70 pessoas e teve um debate ao final. Mais do que apenas caminhar no mato, o grupo propões que as trilhas podem ser poderosas ferramentas para a educação socioambiental, divulgando a diversidade de paisagens e seres vivos que nos rodeiam. Para isso, além dos depoimentos dos professores integrantes do grupo e de guias de turismo, conta ainda com a participação especial de Paulo Brack, professor do Departamemto de Botânica da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Ficha técnica: Patrocínio: Bandeira Tur – Empresa de Transporte | Carlos Alberto Steil – Guia de Turismo de Aventura – Morros Gaúchos | [email protected] | Celso Alegransi – Guia de Turismo de Aventura da “Viva teu Rumo ” | [email protected] | Iara Welle – Condutora | Pousada das Pirâmides – Grão-Pará – SC | Trilheiros do CMET Paulo Freire | Imagens: Bruno Pedrotti | Giulia Sichelero | Trilheiros do CMET | Roteiro e Direção: Bruno Pedrotti | Trilheiros do CMET | Edição: Bruno Pedrotti | Finalização/Edição Final: Bily Valdez | Trilhas Sonoras: Eloy Fritsch | Músicas: Mermaids | Gently touch the sky | Depoimentos: Carlos Alberto Steil – Guia de Turismo de Aventura | Celso Alegransi – Guia de Turismo de Aventura | Hilário Bichels – Professor Coop CrêSer e CMET | Lauren Veronese – Ex-Professora CMET | Linda Naura Macedo Silva – Professora CMET | Monica Vier Loss – Professora RME Salomão e Loureiro da Silva | Vanessa Silva de Castro – Professora CMET | Participação Especial: Paulo Brack – Prof Dr Depto Botânica da UFRGS | Trilheiros do CMET 2025: Adalberto Porto Alegre | Alexandre Ferreira de Freitas | Catia Cristina Almeida Ramos | Carlos Vagner Garcia Schaun | Celso Alegransi | Cintia Korbes Rocha | Cláudia Bicca Marzano | Claudia Blando Mainieri | Damião Ubirajara de Oliveira | Dilvo Antunes Nunes | Hairton Ariel Freitas Cezar | Hilário Bichels | Iara Welle | Inês Cristina de Barros | Isabel Cristina Dalenogare | Jacimara Heckler | Janice Lucero | Julia Trevisan | Lauren Betina Veronese | Linda Naura Macedo Silva | Lucio Wisnieswski | Marcelo Vieira | Marcia Regina Mota | Maria Carmen Sestren Bastos | Miriam Pereira Lemos | Miriam Loff | Monica Vier Loss | Nara Rejane Garcia da Silva | Paula Bandeira Licht | Paula Chaves Carvalho | Oscar Octávio Moya Pinto | Raquel Beatriz Callegari Pacheco | Ricardo Sigaud | Richard Kümmel Lipke | Rosane Salete Ribeiro Pereira | Samuel Mello Anchieta | Sandra Marisa de Araujo | Simara Penha Farias Martins | Sonia Marly Porciuncula Fernandes | Tiárlei Ferreira Anchieta | Vanessa da Silva de Castro | Vera Elisa Fayette | Agradecimentos: José Dilsione Zeferino – Motorista Parceiro | Familiares e amigos DEZEMBRO DE 2025

Talk Exu chega à segunda edição dando foco aos três últimos filmes do Coletivo Catarse

Depois de um hiato de um ano, o talk show “Talk Exu” chega a seu segundo episódio – e com previsão de pelo menos outras três edições futuras. O programa, uma iniciativa do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, ocorre a partir das 20h desta sexta-feira (11/7), em dia de Maria Maria Espaço Cultural, na Comuna do Arvoredo (Rua Cel. Fernando Machado, 464), Centro Histórico de Porto Alegre. O local será transformado em um estúdio para receber convidados e público (aberto e com acesso gratuito desde às 18h30), com o evento sendo transmitido ao vivo pelo canal no YouTube do Coletivo Catarse. No foco das conversas estarão as três últimas produções audiovisuais do Coletivo, todas lançadas na segunda quinzena de junho: os documentários “Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata”, sobre a retomada Kaingang no Morro Santana, e “Cooperar é Resistir”, contando a história da PedalExpress, um coletivo de entregas que se utiliza de bicicletas em Porto Alegre; finalizando com o curta-metragem de ficção “Enquanto a Luz Não Chega”, com bate-papo sobre os desafios de uma produção que mescla o audiovisual e o teatro de sombras, com exibição completa do filme ao final – também como parte do circuito de lançamento do mesmo. As entrevistas sobre as produções serão intercaladas por intervenções musicais da banda “Expresso Livre”, com Jéssica Nucci no vocal, acompanhada dos violões de Vicente Guindani e Nil Tavares. O Talk Exu tem em 2025 a previsão de pelo menos quatro episódios, como parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 / Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. No âmbito deste projeto, também estão previstas e já em execução pelo menos 40 atividades culturais diversas em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026, buscando contemplar cerca de 100 artistas locais, além de oferecer, também em outros espaços, oficinas de teatro para crianças e adultos, uma atividade de carijada (produção artesanal de erva-mate), oficina de discotecagem/hip hop com DJ Piá, entre outras ações. Confira aqui como foi o primeiro episódio do Talk Exu. SINOPSES DOS FILMES Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata Direção de Gustavo Ruwer e Iracema Gãh Té Sob a liderança da cacica Iracema Gãh Té, uma comunidade Kaingang retoma seu território ancestral no ponto mais alto de Porto Alegre. Enfrentando a ameaça de um grande empreendimento imobiliário, a comunidade desafia o abandono do estado e enfrenta uma poderosa família de banqueiros para defender as florestas e nascentes do Morro Santana. O lançamento oficial ocorre sábado, 12 de julho, às 19h, na Retomada Gãh Ré, Morro Santana (Porto Alegre – RS) Cooperar é resistir Direção coletiva entre a PedalExpress e o Coletivo Catarse O documentário conta a trajetória recente da PedalExpress e dos desafios enfrentados pelo coletivo de entregas de bicicleta nos últimos anos a partir do avanço das plataformas e da precarização do trabalho, lembrando ainda a resistência durante a pandemia e à enchente de 2024. O filme propõe uma reflexão sobre a importância do meio de transporte para a mobilidade urbana e aponta caminhos alternativos para a construção de um meio de subsistência sem exploração. O apoio à produção é da Labora – Fundo de Apoio ao Trabalho Digno. A pré-estreia ocorreu em 26 de junho, em evento fechado para os cooperados e ex-cooperados. Em breve, será divulgado o lançamento oficial. Enquanto a Luz Não Chega Direção e roteiro de Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis e direção de arte de Alexandre Fávero, com Ana Delarte, Gustavo Cardoso e Anderson Gonçalves no elenco Curta-metragem de ficção que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas. Do encontro do teatro de sombras e o audiovisual, surge uma história sobre desconexão e apatia e os caminhos que a escuridão aponta. Uma coprodução do Coletivo Catarse e Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre com a Cia Teatro Lumbra. A estreia ocorreu em 27 de junho, na Maria Maria Espaço Cultural, contando ainda com apresentações no dia 1º de julho para alunos da EMEF Nossa Senhora do Carmo, iniciativa em parceria com o Ponto de Cultura TV Restinga, e no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, no bairro Cristal. No dia 3 de julho, foi a vez do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, no Centro Histórico de Porto Alegre, receber a exibição. Todas as atividades contando com acompanhamento de acessibilidade, acionando-se linguagem em libras quando necessário, tendo també sido finalizadas cópias com libras e audiodescrição. Trailer oficial: SERVIÇOO quê: Talk Exu #02 | Os filmes que lançamos no outono passadoTemática do programa: Bate-papo sobre os documentários “Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata” e “Cooperar é Resistir” e o curta-metragem “Enquanto a Luz Não Chega”, intercalados por intervenções musicais da banda Expresso LivreQuando: 11 de julho, sexta-feiraHorário: 18h30 (espaço aberto) e 20h (inicia o talk show com live aberta no @coletivocatarse no YouTubeLocal: Maria Maria Espaço Cultural – Rua Cel. Fernando Machado, 464, Centro Histórico, Porto AlegreAberto ao público, com entrada gratuita

Enquanto a Luz Não Chega: primeiras gravações movimentam equipe e locais da cidade

Texto: Lorena Sanchez / Revisão: Anahi Fros / Fotos e vídeo: Maria Luiza Apollo O curta-metragem Enquanto a Luz Não Chega, do Coletivo Catarse, concluiu com êxito seu primeiro período de gravações. Durante uma semana intensa de imersão, a equipe ocupou diferentes espaços da capital gaúcha para dar vida aos personagens Téo e Ciça. A preparação foi minuciosa: visitas técnicas, ensaios de mesa e estudos de luz antecederam as filmagens. O centro das gravações ocorreu em um apartamento no alto do bairro Teresópolis, em Porto Alegre — local que, além de oferecer uma vista inspiradora da cidade, também é um dos cenários principais da narrativa. É lá que se desenrola a história do casal: o amor, o silêncio, o estranhamento e a espera. A luz — ou a ausência dela — assume papel central no projeto, criando atmosferas e tensões dramáticas que não devem ser ajustadas mediante edição na pós-produção, mas construídas ao máximo ao vivo. Um exemplo disso é a marcante Cena 19, ponto de virada da trama, em que o apagão e a escuridão envolvem os protagonistas em uma coreografia precisa de luz, sombra e interpretação. Este é um trabalho que não se desenvolve ao acaso, mas se materializa de uma intenção crescente após anos de trabalho e parceria com a Cia Lumbra — casa há mais de 20 anos de Alexandre Fávero, que assina a Direção de Arte do filme, trazendo toda sua experiência no teatro de sombras para um mix de linguagens pretendido por esta obra audiovisual. Além das filmagens no apartamento, a equipe realizou, no mesmo período, cenas em outras locações que exigiram grande produção. Graças ao planejamento cuidadoso e às parcerias estabelecidas com os locais visitados, as gravações transcorreram de maneira ágil e eficiente. E, somando-se aos protagonistas, um expressivo grupo de figurantes colaborou com entusiasmo e disposição para o processo criativo. Foram muitos momentos em que pessoas e os espaços que acolheram o projeto demonstraram grande receptividade e envolvimento, garantindo condições ideais de trabalho para toda a equipe. A SABER Enquanto a Luz Não Chega é um curta-metragem de ficção produzido pelo Coletivo Catarse (Contemplado na LPG Porto Alegre na linha de Produção de Curtas-metragens), que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas.

FOGO E LAMA, novo lançamento da banda R.E.D.

Este início de outubro de 2024 marca um retorno marcante para banda Raiva em Dobro (R.E.D.), banda das cidades de Cachoeirinha e Alvorada, na atividade desde 1998, que faz um som pesado, denso, agressivo e sentimental, com o lançamento do seu novo EP “FOGO E LAMA”, em conjunto com o videoclipe da faixa “Educandário”. No final de setembro, a banda aqueceu as redes e as plataformas de streaming, disponibilizando os álbuns “Degradação Natural”, lançado originalmente em 2012, o single “Resistindo”, de 2015, e o EP “RALO”, de 2005. A faixa “Educandário”, gravada no estúdio Hurricane, foi a escolhida para ter um videoclipe, que foi produzido pelo Coletivo Catarse, com direção, filmagem, edição e finalização de Billy Valdez, filmagens de Bruno Pedrotti e Marcelo Cougo, com imagens adicionais de arquivo da banda e do show captadas durante o evento Preto no Metal Festival, em dezembro de 2023. Conheça um pouco da Raiva.Banda criada em 1998 de Cachoeirinha e Alvorada. O estilo é indefinível: não é metal, não é hardcore, não se encaixa em nenhum compartimento musical pré-estabelecido, porém é pesado e isto basta.É indefinível porque é verdadeiro, não segue nenhuma tendência, foi construído (depurado) ao longo do tempo, não foi fabricado; reflete uma batalha real, a batalha da realidade, das bandas que movimentam o underground, movidas por amor, amor a tudo aquilo que exprime realidade, esta pode ser entendida como um sinônimo de verdade. Confira abaixo o lançamento do novo EP e demais trabalhos da banda. Formação atual da banda R.E.D.Eder Santos – Voz(@ederozo)Luciano Lopes – Baixo(@luciano.lopesred)Rodrigo – Guitarra(@rodrigo.red.9)Roger Garcia – Sintetizador / DJ(@blankagarcia.r)Kanan Sobieski – Bateria(@kanansobieski)

Enquanto a luz não chega – fase de pré-produção

Um filme de ficção é como uma mudança. As pessoas só lembram que dá muito trabalho a cada vez que, eventualmente, se põe a “mão na massa” para fazer. Além disso, existe uma longa caminhada até a tão esperada hora do set de filmagem, que envolve muita conversa, muita pesquisa de referências, muito planejamento e um tanto de tabelas – até para que, com a receita bem detalhada, seja possível uma execução rápida e objetiva. Ou seja, deve-se pensar cada plano na teoria para que a prática fique mais segura e acertiva. Por isso, dentro da fase da pré-produção, o roteiro ganha novos contornos e já estabelece, a partir disso, as indicações para possíveis locações, personagens, ações e tons – entre várias outras obserções que vão da luz à sombra, do silêncio à música. A equipe de direção e roteiro, constituída por Têmis Nicolaidis (@temis.nicolaidis) e Gustavo Türck, esteve em imersão criativa no mês de agosto, aprofundando o trabalho no roteiro e organizando, inclusive, os direcionamentos para a produção. De volta a Porto Alegre, iniciou-se os trabalho na decupagem e análise técnica do roteiro, que determina o plano de filmagem, incluindo enquadramentos, fotografia, necessidades de cena e indicativo de locações. Com este trabalho iniciado, a direção de arte, por Alexandre Fávero (@clubedasombra), pôde começar a indicar na tabela da análise técnica reflexões a partir das propostas iniciais. Ainda em setembro, aconteceu também uma reunião com a direção de fotografia, assinada por Billy Valdez (@billy.valdez), estabelecendo os parâmetros para uma empreitada de testes no próximo períodos a partir das cenas e ideias desenhadas e decupadas. Aos poucos se vai avançando enquando as filmagens não chegam.

A Viagem de Jacinto ganha locuções

O curta-metragem A Viagem de Jacinto, uma produção Cia Teatro Lumbra (@clubedasombra), é um filme sobre a curiosidade infantil e a criatividade humana e está em fase de finalização. No sábado, dia 14.09 foram gravadas as locuções para este filme de animação e contou com o elenco infantil composto por Mainô Türck e Fabrício Fros Fortes, além dos sombristas da Cia Lumbra Alexandre Fávero e Têmis Nicolaidis. O filme tem sua estreia marcada para o dia 19 de outubro deste ano, com exibição aberta ao público no Espaço Cultural Antiga Matriz (@ecantigamatriz), em Dois Irmãos.

Jacinto segue viagem

Jacinto é o personagem principal do curta-metragem A Viagem de Jacinto, onde o teatro de sombras, a iluminação artesanal e o audiovisual se combinam para gerar imagens de potência poética e plástica. Em tempos de IA, a nossa inteligência mais poderosa é a curiosidade e a criatividade sob a perspectiva da criança que intui, reflete e se expressa sem preocupações científicas ou regras canônicas. Tudo pode ser parte dessa viagem, quando a figura simpática desse personagem foi projetada para o espaço, em 2022, desde o Ponto de Cultura Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo (@vale.arvoredo). A sombra de Jacinto já viaja a uma distância de mais de um ano luz de distância da Terra. Seu deslocamento é de 300.000 km/seg. Mas onde estará Jacinto agora? Isso é o que queremos saber! Este curta-metragem está em etapa de produção e em novembro terá a sua exibição na cidade de Dois Irmãos pela Lei Paulo Gustavo. Acompanhe no nosso canal essa nova produção da Cia Teatro Lumbra com uma equipe técnica estelar: Roteiro: Alexandre Fávero (@clubedasombra), Pablo Longo (@pablongol) e Têmis Nicolaidis (@temis.nicolaidis)Sombras, luzes e atuação: Alexandre Fávero e Têmis NicolaidisProdução executiva: Alexandre Fávero, Fabiana Bigarella (@fabianabigarella), Têmis Nicolaidis e Pablo LongoAssistência de direção: Têmis Nicolaidis e Pablo LongoAssistência de câmera: Pablo LongoArte e luz: Alexandre FáveroOperação de câmera: Maurício Frohlich (@mauriciofrohlich @box23filmes) e Gustavo Türck (@coletivocatarse)Administração: Fabiana Bigarella e Têmis NicolaidisApoio: @vale.arvoredo, @abtbunimabrasilAssessoria: Claudia Kunst, Observatório Astronômico da UFRGS e Paulo FochiRealização: LPG Dois Irmãos – Ministério da Cultura – Governo Federal Brasil