Desert Whip: uma noite de peso e resistência na cena stoner do RS

Há um bom tempo eu não curtia uma noite de stoner, rock pesado, groove e todas essas vertentes que envolvem afinações baixas, riffs pesados e aquela sonoridade arrastada que a gente tanto gosta. Porto Alegre já foi um polo importante de shows de stoner e rock pesado. Mas esse é um assunto para outro post.O que importa aqui é que Porto Alegre e o Rio Grande do Sul continuam tendo bandas muito boas dentro do gênero, e parece que uma galera nova está começando a se movimentar novamente para fortalecer essa cena. É nesse cenário que iniciativas como o Desert Whip, organizado pela Arkhana Produções, ganham importância. Mais do que simplesmente colocar bandas no mesmo palco, o evento ajuda a criar um espaço de encontro entre músicos, público e produtores, movimentando a cena independente e valorizando a produção autoral. Segundo a própria produtora: “Desert Whip é um evento com foco na renovação da música brasileira alternativa e autoral, trazendo artistas de diferentes regiões para dentro de espaços culturais da região metropolitana e interior do RS, fortalecendo a cena independente, o underground e a conexão entre bandas, público e produtores.” A proposta já havia aparecido na primeira edição do evento, que trouxe de Santa Maria a Mamute Stoner, banda que recomendo fortemente que vocês conheçam e acompanhem. Uma noite para esquentar o Ocidente Na segunda edição do Desert Whip, tive a oportunidade de estar presente no clássico Bar Ocidente, em Porto Alegre. E posso dizer: foi uma noite daquelas.O frio estava presente, mas o público tratou de compensar a temperatura. A casa recebeu uma galera que participou, interagiu e, principalmente, comprou a ideia do evento. E as bandas? Uma mais paulada que a outra. Quem abriu a noite foi a El Negro, que vem divulgando seu mais recente trabalho, o álbum BRONCO. Além da sonoridade pesada, o disco carrega uma história curiosa: as músicas foram gravadas nos porões da antiga Prefeitura de Porto Alegre. Só essa informação já desperta a curiosidade, mas é ouvindo o trabalho que a coisa realmente acontece. A gravação e a atmosfera criada pela banda combinam muito bem com essa estética mais crua e pesada. Vale a pena conferir. Sterna Peyote e uma viagem pelo deserto Na sequência, subiu ao palco a Sterna Peyote, banda de Canoas/RS que vem divulgando o álbum Dentro do Sol, lançado em 2025.A banda passeia por Desert Rock, Stoner, Psicodelia e Rock Alternativo, misturando atmosferas mais etéreas com riffs distorcidos e grooves intensos. Ao vivo, essa combinação funciona muito bem. É uma sonzeira. E, para deixar a noite ainda mais especial para os fãs do bom e velho stoner, a banda convidou uma amiga para assumir os vocais em uma participação especial. O repertório? Kyuss. E aí não tinha como dar errado. A galera foi ao delírio, e a participação nos vocais funcionou muito bem, entregando a energia que aquele momento pedia. Foi daqueles trechos do show em que você olha para o público e percebe que todo mundo está na mesma sintonia. Wolftrucker: encerrando com o pé no acelerador Para fechar a noite, quem subiu ao palco foi a Wolftrucker, banda formada por amigos e parceiros de longa data.A “Wolf” vem divulgando seu mais recente trabalho, o single ‘Stones, Rocks n’ Bones’, que deixa aquele gostinho de ‘quero mais’ para o álbum que está por vir. Isso serve para esquentar os motores, pois em breve a banda realizará uma série de shows em São Paulo/SP. E aqui não tem muito o que inventar: a Wolftrucker é uma banda redonda.O show é daqueles que prendem o público. A banda consegue levar para o palco toda a força de sua sonoridade, misturando rock’n’roll, stoner e groove com muita presença. É visceral, pesado e, acima de tudo, muito rock. Para quem já conhece a banda, não é novidade. Para quem ainda não conhece, fica a recomendação: procurem os caras e, principalmente, assistam a um show quando tiverem oportunidade. Uma cena que merece atenção Saí do segundo Desert Whip com uma sensação de alma lavada. Não apenas pela qualidade das bandas, mas por perceber que existe uma movimentação acontecendo novamente. Talvez seja cedo para falar em um “retorno” do stoner à cena gaúcha, mas certamente existem bandas, produtores e público dispostos a fazer esse movimento acontecer.E é justamente por isso que eventos como o Desert Whip são importantes. A cultura underground não se mantém apenas por grandes festivais ou grandes casas. Ela acontece nesses espaços, nas bandas autorais, nos produtores que insistem em organizar eventos, no público que compra ingresso, comparece e apoia, e nos músicos que continuam criando mesmo quando o caminho não é fácil. No fim das contas, é assim que uma cena se mantém viva.E se depender do que ouvi naquela noite no Ocidente, o deserto gaúcho está longe de estar silencioso. Que venham os próximos Desert Whip. Fotos e texto: Billy Valdez.

Esteban no Espaço Marin

Na noite do dia 10 de maio Esteban Tavares retornou a Porto Alegre no Espaço Marin para o seu primeiro show do ano na capital gaúcha.Foi uma noite de muita troca de energia e calor, um show hipnotizante que só o Esteban domina.Aguardamos pelos próximos.Banda que esquentou o palco e o inicio da noite foram os “emos” da Die For You da cidade de Gravataí que vem despontando no cenario e chamando atenção pelo seus shows enérgicos, mesclando musicas autorais e alguns covers clássicos do cenário emocore. Fotos de Billy Valdez / Coletivo Catarse.

DEATH TO ALL em Porto Alegre

Estivemos em mais uma cobertura de show “pesado”, desta vez em parceria com o portal REBEL ROCK, registrando o show da banda DEATH TO ALL, no BAR OPINIÃO em Porto Alegre/RS, com produção: Abstratti Produtora/Overload. Confira texto completo de José Henrique Godoy clicando aqui: DEATH TO ALL – 20/01/2026 – BAR OPINIÃO – PORTO ALEGRE/RS. Confira álbum completo de fotos por Billy Valdez do Coletivo Catarse.

Uma experiência chamada Octopoulpe

Eis que no último dia 08 de dezembro, sim numa segunda – feira, um artista muito “louco” no bom sentido, desembarcou em Porto Alegre e realizou sua segunda passagem na cidade, presenteando quem compareceu no CAOS bar com um espetáculo indescritível. Imagine “um polvo”, agora imagine, uma bateria, um telão, projetor, luzes e músicas extremas com uma banda com umas 6 a 8 pessoas que vão do Jazz ao metal, do rock ao hardcore-punk e tudo isso sendo controlado e tocado por apenas UMA pessoa, isso mesmo um único indivíduo, o Octopoulpe um artista francês, que reside na Coreia e circula pelos “mares” agraciando os undergrounds locais com sua arte visual e sonora. Octopoulpe apresenta uma fusão da música com elementos visuais com uma maestria hipnótica, luzes sincronizada com as batidas e movimentos, edições de vídeo divertidas e muito criativas e algumas vezes imagens do próprio público sendo manipulada ao vivo por ele, tudo isso ao som de muita música pesada autoral e na maioria das vezes extrema, e ao mesmo tempo que ele controla tudo isso, vídeo, luz, projeção ele ainda toca bateria incansavelmente com uma máscara de polvo e uma sunga. Segundo seu site ele se intitula “Geek-Core / Hardcore-Punk with interactive videos” e formou este projeto que já percorreu o mundo em 2015, ao total, Octopoulpe já soma mais de 12 turnês internacionais acumulando mais de 1200 apresentações, incluindo grandes festivais e palcos singelos do undergrounds como o CAOS bar. Você pode conhecer mais sobre o artista no seu site no link abaixo. Site: https://iamoctopoulpe.com/ Instagram: https://www.instagram.com/p/DR2VT2gDueT/ Mas a noite de segunda não contou só com Octopoulpe quem esquentou e preparou o palco foram as bandas, No Gracias, Lençol de Mosca e Diokane e a organização e acolhida do multi artista Octopoulpe é do Juliano Bikeage. Segue a cobertura fotográfica feita por Billy Valdez, fotos da banda Diokane por Mariana Della Giustina.

“Os Cães que ladram será que vão parar?”

No último sábado, dia 4 de outubro de 2025 o Planet Hemp realizou seu último show em 30 anos de estrada aqui na cidade de Porto Alegre, após anunciar o fim das atividades a banda esta em tour com a “Última Ponta” circulando pelo Brasil.E pensar que ano passado eu vi meu primeiro show do PH (pode acessar a cobertura aqui) e agora em 2025, meu segundo e talvez último? É até difícil acreditar, mas pelo menos tive essa oportunidade de viver dois shows deles, já que eles são uma das bandas responsáveis por me formar e moldar como jovem adolescente “rebelde” e “contra o sistema imperialista” na virada dos anos 90 para os 2000 em Santa Maria, escutava muito eles antes de sair pros rolês de skate.Mas os anos passam o Planet foi e voltou algumas vezes, mas nunca tive a oportunidade de ver eles ao vivo. De adolescente vamos virando jovem “adulto”, adulto “jovem”, o skate não segue mais presente, mas o som e a ideologia ficou encrostada e graças ao caminho que tomei, tive oportunidade de estar nos dois últimos shows e registrar ambos. Mas não vou me alongar. Segue a baixo a cobertura completa realizada em parceria com o portal Scream & Yell e na sequência aquele álbum de fotos completo. “É nosso último show em Porto Alegre e é um dia importante pra caralho. Essa cidade é importante pra gente”, lascou o vocalista Marcelo D2, em algum momento das mais de duas horas de apresentação na capital gaúcha.Para seguir com esta resenha, o escriba parafraseia – e adapta – os sagazes homens-fumaça: acenda um e leia o que eu vou lhe escrever. ‘Dig Dig Dig’ (faixa da qual foi tirada a citação da frase anterior), inclusive, foi a que abriu o show. Clique na imagem para acessar a cobertura com o texto completo de Homero Pivotto Jr, para portal Scream & Yell. Texto introdutório e fotos por Billy Valdez.

Banda Neptunn lança videoclipe do single Neptunn Rise

A banda gaúcha de Death Metal Neptunn lançou no dia 10 de agosto um novo single, Neptunn Rise, acompanhado de um videoclipe que contou com a produção dos cooperados Billy Valdez e Bruno Pedrotti, do Coletivo Catarse, em mais uma parceria com o grupo. O resultado traz os músicos tocando em uma espécie de “vazio” habitado por Netuno, que vem buscando por sua ascensão, como se estivesse em uma constante reflexão de sua existência atrás de autoconhecimento e evolução. Confira os registros da maquiagem artística, que, por quatro horas, contou com a dedicação e talento da profissional Kaiane de Almeida, e do processo de filmagem do videoclipe (link ao final). O videoclipe foi filmado em dois dias, tendo contado com duas distintas locações, com gravação das imagens da banda no Estúdio Legato. As gravações do personagem Netuno transformaram a Garajona da Comuna do Arvoredo em um “cubo preto” para a captação das imagens. Além da produção do videoclipe, o Coletivo Catarse foi responsável por uma sessão de fotos promocionais com a banda e com Netuno. Confira! Direção de fotografia e captação das imagens pelo cooperado Billy Valdez. Assista Neptunn Rise. Ficha técnicaMúsica: Neptunn RiseMixagem: Renato OsórioGravação da bateria: Thiago Caurio no Black Stork Studio VideoclipeDireção e edição: Bruno FogaçaDireção de fotografia: Billy ValdezAuxiliar de produção: Bruno PedrottiMaquiagem artística: Kaiane de AlmeidaAtor: Carlos Loureiro Formação atual da NeptunnLarissa Pires: vozNathália Ernst: baixoMatheus Montenegro: bateriaRafael Giovanoli: guitarra Texto: Billy ValdezRevisão: Anahi Fros

Fortalecendo o olhar da Fuá

No final de março, a jovem Marciely Salvador, de nome kaingang Fuá (erva nativa usada para fins medicinais e alimentícios pelo seu povo), recebeu uma importante ferramenta para potencializar o trabalho no audiovisual: uma câmera Canon T100 adquirida com apoio do Coletivo Catarse e financimento da ONG Witness.

“Live Fast, Die Old”, álbum de estreia de Jaydson, sai nesta sexta-feira (11)

Realizamos mais uma “empreitada” em parceria com o músico Jaydson, desta vez foram as fotos promocionais para o lançamento do álbum de estreia “Live Fast, Die Old“A pegada das fotos tiveram referencia em classicas fotos classicas de bandas iconicas do Punk rock como Rancid e Minor Thread, ou seja fotos em escadas e poses que remetem uma homenagem a estas bandas.E uma das locações para essas fotos foi o nosso proprio espaço na Comuna do Arvoredo, onde possuimos alguns vizuais de escadas, também realizamos uma percorida na famosa escadaria da “Duque”.Confira as fotos do realizadas pelo cooperado Billy Valdez com produção do parceiro Homero Pivotto. Confira abaixo o serviço do show de lançamento do álbum e informações sobre a produção. “Live Fast, Die Old”, álbum de estreia de Jaydson, entra em todas as plataformas nesta sexta-feira, 11 de abril (pré-save clicando na imagem ao lado).As nove músicas do disco fazem uma crônica das vivências do artista e compilam suas referências musicais acumuladas desde a adolescência. Os três singles já disponibilizados (‘I Don’t Wanna Die Young’, ‘Camisa Amarela’ e ‘Filme do Almodóvar’) dão uma ideia de o que esperar do play completo. Ouça as faixas já lançadas aqui.As nove músicas do disco fazem uma crônica das vivências do artista e compilam suas referências musicais acumuladas desde a adolescência. Os três singles já disponibilizados (‘I Don’t Wanna Die Young’, ‘Camisa Amarela’ e ‘Filme do Almodóvar’) dão uma ideia de o que esperar do play completo. Ouça as faixas já lançadas aqui.Para materializar as composições, Jaydson – que canta e toca guitarra – aliou-se a músicos experientes da cena gaúcha: Marcel Bittencourt (que assumiu o baixo e a produção das faixas), Renato Siqueira (bateria) e Rodrigo Ferreira (guitarra). Instrumentalmente, o quarteto passeia pelo punk rock, hardcore melódico, grunge e rock alternativo. Nirvana, NOFX e Júpiter Maçã estão entre as influências.Mais informações em https://www.jaydson.comTexto: Homero Pivotto. Lembramos que recentemente produzimos junto com Jaydson o o videoclipe de Filme do Almodóvar, faixa integrante do álbum de estréia.

Ela só quer ver filme do Almodóvar

Estivemos envolvidos nos meses de janeiro e feveiro com o artista Jaydson, que lançou recentemente um novo single ‘Filme do Almodóvar’ onde realizamos a produção das fotos promocionais e um videoclipe para ilustrar a música. A produção e realização das fotos e do videoclipe ficaram a cargo do cooperado Billy Valdez, com produção do parceiro Homero Pivotto Jr. Para as fotos a produção teve apoio da Cinemateca Paulo Amorim na Casa de Cultura Mario Quintana (CCMQ), em Porto Alegre/RS. Sobre o videoclipe, texto de Homero Pivotto Jr.Justo que uma música com referências ao cinema tenha também uma representação audiovisual. Por isso, ‘Filme do Almodóvar’, terceiro e mais recente single do músico porto-alegrense Jaydson, agora tem videoclipe. Com direção de Billy Valdez (do Coletivo Catarse), a peça tem como enredo as vivências do autor que inspiraram a composição. As locações foram a própria casa do artista e o estúdio RR44. A trama mostra o músico à frente da televisão tentando assumir o controle, literalmente, do que está sendo assistido. Dividindo a cena com Jaydson aparece a personagem feminina interpretada por Anne Cardon, amiga do músico. A obra também conta com cenas da banda que leva o nome de seu principal compositor tocando ao vivo, com imagens de filmes antigos projetadas ao fundo. O grupo de instrumentistas que acompanha Jaydson é Marcel Bittencourt (baixo, além de produtor), Renato Siqueira (bateria) e Rodrigo Ferreira (guitarra e violão). Todos os três singles lançados pelo porto-alegrense até o momento tiveram vídeos atrelados: ‘I Don’t Wanna Die Young’, o primeiro a ser disponibilizado, também veio acompanhado de clipe. Já o segundo, ‘Camisa Amarela’, ganhou um minidocumentário mostrando uma ação de divulgação pelas ruas de Porto Alegre. “Fazer um clipe é sempre bacana, complementa a música e impulsiona o som pra chegar até mais pessoas”, avalia Jaydson, que complementa: “‘Filme do Almodóvar’ é o último single antes do lançamento do álbum de estreia “Live Fast, Die Old”, que sai em março. É uma música que tem apelo pop, com letra em português para uma temática de sátira. As filmagens mostram isso.” ‘Filme do Almodóvar’ faz referência ao diretor Pedro Almodóvar para ironizar alguns admiradores da sétima arte que usam o nome do espanhol para parecerem “cult”. A brincadeira da lírica tem como base um instrumental puxado para o punk rock melódico inspirado por nomes como NOFX — grupo californiano conhecido pelo deboche. Mais em Instagram Jaydson.

Inimigo Fest 2024

No final deste mês de novembro rolou mais uma edição anual do Inimigo Fest produzido pela banda @inimigo_eu .O Festival sempre tem a característica de fortalecer a cena trazendo bandas de outras localidades e nesta edição a gurizada trouxe os caxienses da @borduna_hcTambém rolou shows das bandas @atrackoficial , @socialdrive_hc e claro os anfitriões do evento @inimigo_eu que támbem estavamos captando imagens para produção de um videoclipe com lançamento logo mais em janeiro/fevereiro de 2025. Evento aconteceu no @trilhahubcultural em Sapucaia. Segue algumas fotos feitas por Billy Valdez. Confira álbum de fotos completo aqui:https://photos.app.goo.gl/BvTBRX2eUwzVNF7M7