Mateando vivências: Carijada Kaatártica na FLONA celebra o encontro e a tradição ancestral

Domingo, 1º de março e última Lua Cheia do Verão. Ao amanhecer, sigo rumo ao carijo. A brasa aquece a estrutura onde estão dispostos os cerca de 80 quilos de ramos da erva-mate, colhidos no dia anterior, e uma chaleira já chiando a água para matear. Dou bom dia aos viventes que resistiram à madrugada, de olho na secagem lenta sobre o calor brando do fogo, que não pode apagar. O colega cuidando da lenha me entrega, de pronto, uma pequena, mas gigante, tarefa: “Faz um mate pra nós? Naquele canto ali já tem umas folhas secas”. Não é qualquer um, mas o primeiro da carijada, iniciada na sexta-feira dia 27 de fevereiro. O evento – em sua segunda edição, esta possível graças ao apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e da comunidade kaingang local – também é o primeiro realizado em uma unidade de conservação e, ainda por cima, dentro de uma aldeia kaingang, a Retomada Kógünh Mág (“erva grande“, em português). Busco as folhas que já se quebram ao tocar e as coloco no pilão da Nilda – uma das indígenas que plantou a semente da aldeia em que estamos e, quando ancestralizou, deixou a peça de herança para os filhos e netos. Entalhado com as duas metades kaingang, Kamé (Sol) e Kairu (Lua), o pilão é uma entidade em si. Peço a permissão para a cacica Iracema Gah Té, da Retomada Gãh Ré – localizada no Morro Santana, em Porto Alegre –, que, então, acena com a cabeça. Pilo um pouco e, por conta da mistura do cansaço acumulado com a curiosa expectativa que toma conta do ambiente, me contento com a moída grossa. Cevo, provo para aquecer a erva e passo adiante. Por suposto, o primeiro é da Kujá (xamã), que o saboreia, e segue a roda. Conforme passa de mão em mão, vai tornando-se unânime o veredito: a erva está excelente, com um amargor moderado e um defumado marcante. A impressão vai se reafirmando à medida que surgem novas possibilidades: outra cuia com uma moída fina, seguida de uma pura folha para, depois, seguir pela moídas mecânicas de dois soques distintos, uma fina e outra grossa, com mais galhos. O processo de feitio artesanal começou no dia anterior. Na manhã de sábado, foram podadas cerca de 20 árvores de erva-mate em meio à mata nativa. Já no início da tarde, as equipes finalizaram o manejo de dois pés plantados no pátio do professor Léo e recolheram grimpas de araucária e lenha. Na sequência, seguiu-se o processo de sapeco e encarijamento. Estas duas últimas etapas ocorreram com a adesão massiva da comunidade kaingang, movimento que contagiou os participantes da atividade – afinal, a carijada é um método tradicional de origem indígena, e o interesse da aldeia acabou por demonstrar a potência da ação. A erva foi, em fim, colocada no carijo para receber o calor de um fogo de brasa até próximo das 12h do dia seguinte. Após, foi cancheada, pilada, moída e distribuída. No total, o evento recebeu cerca de 20 inscritos, além de dez pessoas da equipe de produção, bem como a participação da comunidade kaingang e dos servidores do ICMBio, totalizando cerca de 50 participantes. Participaram desde bebês de colo e crianças até anciãs e anciões, cada um contribuindo segundo as suas possibilidades. Graças ao trabalho coletivo, o resultado foi uma carijada histórica. A estrutura do carijo foi mantida na FLONA para fins de educação sociambiental pelo ICMBio. Os galhos mais grossos foram encaminhados para famílias da Kógünh Mág e serão aproveitados como lenha. Os galhos mais finos, que sairam no cancheamento, seguiram a diversas mãos para serem aproveitados ou como chá-mate ou curtidos com cachaça. Os viventes voltaram, então, felizes para suas cidades: Porto Alegre, São Lourenço do Sul, São Francisco de Paula, Passo de Torres e Panambi. Outros permaneceram em Canela. Destes, é provável que alguns devam estar estranhando a calmaria na aldeia e na floresta, mas gerando um certo alívio da equipe da produção, que constantemente pedia por taquaras ou eucaliptos a serem manejados, ou por ferramentas a serem emprestadas. Também, certamente, ficou a saudade dos encontros, das prosas, das reflexões, do alimento compartilhado, feito sobre um fogão campeiro construído em uma clareira, das novas amizades ou reencontros inesperados. Estamos, desde então, relembrando dos bons momentos e saboreando o doce amargo de uma erva carregada de tantas histórias. Fica difícil não se perguntar: quando será a próxima? (em breve!) A atividade integra o Projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 PNAB – RS, realizado pelo Coletivo Catarse – Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Texto: Bruno PedrottiEdição: Anahi FrosFotos:@coletivocatarseAmallia Brandolff – @amalliabrandolffBilly Valdez – @billy.valdezFuá – @marcielysalvadorKokoj (Roberta)Luís Gustavo – @libredasilva

Tchê agenda! Histórico carijo multiétnico na FLONA de Canela

Nos dias 27 e 28 de fevereiro e 1° de março, o Coletivo Catarse e seus parceiros irão realizar mais uma Carijada Kaatártica, desta vez na Floresta Nacional (FLONA) de Canela/RS – juntos, apoiando a atividade, estão as retomadas kaingang Gah Ré, de Porto Alegre, e Konhum Mag, de Canela, além do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio). Esta atividade de produção artesanal de erva-mate é especial por se entender ser a primeira, que se tem notícia, a ser realizada dentro de uma Unidade de Conservação (UC), já que estes espaços costumam ter regras mais rígidas em relação ao manejo de espécies nativas. Dessa forma, as carijadas acabam sendo geralmente organizadas em espaços de aldeias, propriedades particulares da agricultura familiar e outros espaços agroecológicos. Neste caso de Canela, na autorização para a realização do evento, o ICMBio destaca que, ao contrário de outras categorias de UC mais restritivas, as FLONAs têm como objetivo “o uso múltiplo sustentável dos recursos florestais”. Levando-se em conta, portanto, o já comprovado caráter sustentável do manejo tradicional das plantas de erva-mate, Lisandro Signori, chefe da unidade conclui: A colheita de folha da erva-mate, nos moldes propostos neste evento, é uma atividade perfeitamente compatível com o Plano de Manejo desta Unidade de Conservação e desejável pelos aspectos de divulgação, educação ambiental e lazer em contato com a natureza, difusão de prática de uso múltiplo dos recursos naturais, além de identificação com a cultura local, no caso o hábito de tomar chimarrão muito presente no Estado do Rio Grande do Sul. E essa cultura de tomar chimarrão tem sua origem justamente na cultura dos povos indígenas, originários desta terra. Por isso, a parceria das comunidades kaingang também acrescenta muito ao evento. Como tantos outros povos do cone sul, os kaingang já se relacionavam com a erva-mate, chamada de kógünh no seu idioma originário, muito antes da invasão do continente. A planta segue presente no cotidiano das aldeias, tanto no chimarrão quanto em outros usos como benzimento e até mesmo dando nome a pessoas, comunidades e localidades. Aliás, a ilex está cada vez mais presente nas comunidades indígenas com os processos de retomada de territórios com mata nativa, como é exatamente o caso da Konhun Mag na FLONA, ou mesmo com o replantio em territórios sem ervais nativos, como a Retomada Gah Ré vem fazendo. Para alinhar os detalhes logísticos do evento com os gestores do ICMBio e lideranças da Retomada Kaingang Konhun Mag, a equipe do Coletivo Catarse fez uma visita até a FLONA no dia 17 de dezembro de 2025 contando com a presença da kujá Gah Té, da Retomada Kaingang do Morro Santana. Foi um momento importante para se detalhar melhor a atividade tanto para os biólogos quanto para os indígenas. Gustavo Turck, diretor do filme Carijo (assista!), explicou como é realizado este processo e quais os materiais seriam importantes. Já a kujá (“curandeira/pajé”) Gah Té recordou aos seus parentes a importância da relação direta com a erva-mate, que vivenciou na sua juventude na aldeia de Mangueirinha-PR, onde os indígenas colhiam e faziam a própria erva. Ao lado do local em que se pensou em montar o acampamento, a liderança já identificou uma planta a ser podada na atividade, inclusive. E não faltam pés de erva-mate nas matas da FLONA. Com mais de 500 hectares de área protegidos pela Unidade de Conservação, o espaço público, aberto e gratuito ultrapassa 250 hectares de Mata Atlântica, com destaque para espécies como araucária, xaxim, taquaruçu e, claro, a Ilex paraguariensis. Entre as espécies exóticas e invasoras, que vêm sendo manejadas dentro da unidade, algumas já serão utilizadas na atividade, como o eucalipto para a lenha e estrutura do carijo. Neste contexto de Mata Atlântica exuberante, a atividade se apresenta como uma oportunidade de imersão na natureza e de vivenciar a relação ancestral com a erva-mate, árvore símbolo do RS. Graças ao apoio e participação da comunidade Kaingang, também será possível conhecer um pouco da cultura deste povo, um dos que mantém a memória viva da Kógünh. Por fim, o apoio do ICMBio faz desta uma carijada única, reforçando e reconhecendo oficialmente o caráter sustentável do manejo artesanal da erva-mate no método de carijo ao acolher a atividade neste local dedicado à conservação da natureza. A atividade acontecerá no estilo vivência, com inscrições dos participantes (aguarde!), em que será detalhado cada etapa do processo, de duração de três dias, culminando com uma manhã de domingo de moagem e degustção de um mate puro, nativo, forte e originário! Não dá pra perder essa chance né? Então, tchê agenda: O Que:Carijo na FLONAQuando: 27/02 a 01/03/2026Onde: Floresta Nacional de Canela, R. Otaviano Amaral Pires, N° 518, Canela/RS. Texto e fotos: Bruno Pedrotti – Esta atividade é parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva.

Gah Ré reflorestando o morro

Na noite em que nasceu a retomada kaingang do Morro Santana, zona leste de Porto Alegre, em outubro de 2022, a cacica Gah Té defendeu a entrada no território como uma forma de garantir um espaço de moradia para seus filhos e netos e também de proteger as matas e nascentes de água do local. Passados três anos, a comunidade e seus apoiadores conseguiram aprofundar ainda mais o trabalho de preservação. Ao longo de 2025, fizeram o plantio de 400 mudas de 16 espécies nativas diferentes, além de construir um viveiro para armazenar outras 800 mudas e manejar espécies invasoras do território como o pinus e a vassourinha. As ações foram articuladas por meio da rede da Teia dos Povos em Luta no RS. Por meio desta aliança, foi possível adquirir mudas do Assentamento Filhos de Sepé, do Movimento Sem Terra (MST), em Viamão (RS) e ainda do Viveiro Gasparetto, de de Erval Grande. Indicado pelos parceiros da Seiva Rebelde, o viveiro faz um trabalho de proteção das matrizes nativas de erva mate do Alto Uruguai, trabalhando com mais de 20 matrizes diferentes da ilex paraguariensis na região. Vale citar ainda a parceria do grupo de extensão da UFRGS Preserve Morro Santana, que mobilizou uma doção de 800 mudas da Cooperativa de Transporte Transpocred. A rede foi fundamental também para articular os mutirões, principal tecnologia ancestral para a realização do projeto. Porém, nos momentos em que chuvas persistentes aos finais de semana impediram a junção de um número maior de pessoas, a saída foi agilizar os “mutirinhos”. Esta adaptação foi necessária e permitiu seguir caminhando, mesmo que com menos gente. Em tardes de sol que antecederam as tormentas, grupos de quatro ou cinco pessoas saiam da aldeia com ferramentas, terra preta e um balaio repleto de mudas. Pais e filhas plantavam juntos e, entre uma enxadada e outra, proseavam, contavam piadas, riam e sonhavam com um Morro Santana mais biodiverso. Conforme as mudas iam retomando a terra, era reflorestado também o imaginário, com o resgate de um tempo em que a maior cordilheira granítica da cidade tinha mais animais nativos e menos prédios. Tinha muito bicho, até veado tinha aqui no morro! Lembrou Karindé, coordenador do plantio, que se relaciona com a região há mais de 30 anos. Em outra ocasião, enquanto plantava araçás, lembrou que os bugios gostavam de descer das matas e comer as frutas em uma parte do morro que, infelizmente, já foi destruída. Os primatas, aliás, que seguem vivendo na região, eram lembrados com frequência nos momentos de plantio: “Quando elas tiveram dando frutas, os bugios vão todos descer pra cá, pra os lados da aldeia” dizia Karindé. Não por acaso, a maioria das espécies escolhidas para o reflorestamento foram espécies frutíferas. Priorizar plantas que pudessem alimentar os animais do morro foi uma demanda de Gah Té desde o início. Além dos macacos, já foram avistados ouriços, tatus e uma diversidade de aves. As aracuãs – pássaros nativos parecidos com galinhas pretas que andam pelo topo das árvores – foram presença quase constante na comunidade ao longo dos encontros e mutirões. Além dos animais, os plantios foram pensados também nas pessoas. A pedido da cacica, uma das mais plantadas foi a erva-mate, com pelo menos cem mudas incorporadas na agrofloresta da aldeia, nas matas, e também em um erval implementado em um dos mutirões. A árvore símbolo do Rio Grande do Sul também é muito valorizada pelos kaingang, não apenas pelo consumo do chimarrão, mas também por seu uso medicinal e espiritual em batismos e benzeduras. O processo foi todo orientado pela sabedoria kaingang em diálogo com práticas agroecológicas. Os plantios foram realizados a partir do final de agosto, respeitando o “descanso” dos meses mais frios, nos quais segundo Gah Té, é melhor evitar mexer no solo. A partir deste encontro de saberes foram surgindo memórias adormecidas da aldeia grande. Quando a ilex foi incorporada numa parte da agrofloresta em que geralmente se cultiva o milho, a cacica sorriu e lembrou: “Não tem problema, as duas se dão bem, quando meu pai plantava erva-mate, pedia para plantarmos milho junto. Só não pode é plantar com a abóbora, que vai se espalhando por cima e não deixa a erva crescer”. Por sua vez, os apoiadores articulados pela rede da Teia dos Povos também tiveram a chance de compartilhar seus conhecimento ligados à agroecologia. O feijão Guandú, por exemplo, plantado nos espaços do reflorestamento, contribuirá não só com a alimentação, mas também na adubação verde. A espécie ajuda a fixar nitrogênio no solo (mineral importante para a maioria dos cultivos), além de manter a umidade, fornecer sombra temporária e impedir o avanço de espécies invasoras sobre as mudas nativas em adaptação. Outra novidade foi o viveiro, vital para armazenar as mudas até o próximo ano depois do final do tempo de plantio. Distribuir as espécies nativas entre os territórios parceiros e começar a dar os primeiros passos na produção própria de mudas para recuparar a aldeia, o morro e tantos outros territórios quanto possível é outro ponto importante do projeto para educação ambiental. A estrutura, construída utilizando também a madeira dos pinus manejados, tem ainda uma composteira, para que a comunidade possa produzir o próprio adubo orgânico a partir das sobras dos alimentos. A construção foi um dos grandes desafios enfrentados pelo projeto, ja que o local escolhido para dar uso a um local da aldeia era bem úmido e no qual o lixo por vezes acabava se acumulando. Assim, passaram mutirões de limpeza, aterro e organização de canais e caminhos para que a água do morro seguisse seu curso e fortalecesse outra área de banhado ao lado. Novamente, por meio de encontros coletivos, foi possível levantar a estrutura, contornando ciclones, chuvas e frio intensos e seguir avançando mesmo com a equipe reduzida, o que por vezes facilitou ainda o processo de coordenação da equipe de obra. “O ideal para uma obra são três pessoas, um pedreiro e dois auxiliares. Porque aí o pedreiro tem duas pessoas …

Gah Ré – ferramentas para reflorestar

Desde a retomada do território aos pés da pedreira do Morro Santana (Zona Leste de Porto Alegre), em outubro de 2023, a cacica e kujá (liderança espiritual) Gah Té Kaingang já falava da importância da presença da comunidade no local como forma de preservar as vegetações nativas da região. De fato, ao longo dos quase dois anos naquela área, a aldeia kaingang e seus apoiadores já realizaram diversos plantios de mudas nativas e manejo de invasoras, mas sempre de forma independente e com recursos próprios. Até agora.

Canais para acompanhar a luta indígena no ATL 24

Ao longo desta semana, de 22 a 26 de abril, centenas de povos diferentes se reunem em Brasília (DF) para a maior mobilização indígena do país. No ano em que completa 20 anos, o Acampamento Terra Livre traz como mote “Nosso marco é ancestral, sempre estivemos aqui ” em oposição à tese do Marco Temporal, que reduz aos povos tradicionais o direito a terras ocupadas antes de 1988.

Mulheres Araucárias

Mulheres Kaingang e araucárias (“fãg”, na língua materna) tem uma relação forte, profunda, ancestral. O documentário “Mulheres Araucárias” conta as vivências de luta, resistência e esperança de Maria, Jociele e Tayla, três gerações de mulheres Kaingang que “caminham” desde o território indígena no Paraná até à III Marcha das Mulheres Indígenas, ocorrida em 2023, em Brasília (DF). O filme conecta as mulheres Kaingang e as árvores de araucárias na resistência aos projetos de morte nos territórios indígenas no bioma Mata Atlântica. Com protagonismo de mulheres Kaingang nas falas e também na produção, é um convite para conhecer e reconhecer o importante papel das mulheres Kaingang e das araucárias na defesa da vida e dos territórios. Realizado por FLD-COMIN e Coletivo Catarse, “Mulheres Araucárias” faz parte do projeto Moviracá: direito à terra indígena, fruto da parceria entre o Movimento Indígena e a Fundação Luterana de Diaconia (FLD), financiado pela União Europeia (UE). FICHA TÉCNICA Protagonistas:Maria EufrásioJociele LuizTayla Cristine Luiz Chagas Direção e roteiroCamila Mīg Sá: Comunicadora da Mídia Indígena OficialKassiane SchwingelVanessa Fe Há: Coordenadora de comunicação Arpinsul e cofundadora Ga Jare NarraçãoCamila Mīg Sá dos Santos: Comunicadora da Mídia Indígena Oficial ImagensCamila Mīg Sá dos Santos: Comunicadora da Mídia Indígena OficialVanessa Fe Há: Coordenadora de comunicação Arpinsul e cofundadora Ga Jare Equipe audiovisual Coletivo CatarseJefferson Pinheiro: Direção, roteiro, imagens e ediçãoBilly Valdez: Imagens, cor e finalização de videoGustavo Türck: Finalização de áudio e legendasMarcelo Cougo: Trilha sonora e pesquisa musical Designer do logotipoWanesa Ribeiro e Kath Xapi Puri Imagens adicionaisTV CâmaraLideranças indígenas pedem derrubada do PL do Marco Temporal – 30/05/2023 MÚSICAS Dois Irmãozinhos – Música tradicional KaigangVozes e chocalho: Coral de crianças da Retomada Gãh RéVãn Kafej | Nonóe | Nó fej | KojoîViolão e produção: Marcelo CougoBateria: Ale MendesProdução e mixagem: Gustavo Türck Canto com os PássarosInstrumentista | Intérprete: Gomercindo SalvadorViolão taquara: Gomercindo SalvadorÁlbum: Goj tej gor ror, as águas são nossas irmãs VozesTrilha sonora original do filme – Vozes Indígenas da América Latina: “Nós somos o documento da Terra”Composição | produção | violão: Marcelo CougoPercussões | flautas | sintetizadores: Paulinho BetanzosGravação | mixagem: Gustavo Türck AgradecimentosÀ Comissão de Lideranças da Aldeia Kakané Porã por abrir seu espaço para as gravações;Às protagonistas deste material por aceitarem compartilhar suas histórias e vivências;Às mulheres indígenas que travam duras batalhas em defesa da vida de todas as pessoas.