Em lançamento na UFRGS, Painel dos Especialistas contesta EIA RIMA da Copelmi

Na noite de terça feira, 10 de dezembro, celebrando o dia internacional dos direitos humanos, o Comitê de Combate à Megamineração no RS lançou o Painel dos Especialistas. O documento – que está disponível online – possui mais de 200 páginas de estudos, reunindo 37 pesquisadores de diversas instituições de ensino e pesquisa do Estado. Foram feitas análises de áreas como Biologia, Saúde, Economia, Geologia, Sociologia, entre outras.

Os 17 pareceres foram divididos em cinco componentes: meio físico, que analisa recursos hídricos, alterações paisagísticas e qualidade do ar; meio biótico, que levanta questões relacionadas ao Parque Estadual Delta do Jacuí, à flora e fauna nativas e a recuperação da área degradada; meio socioeconômico, que apresenta dados sobre falhas na caracterização econômica e inconsistências no Plano de Reassentamento Involuntário; populações indígenas e saúde.

A estréia do contraponto aos estudos apresentados pela empresa Copelmi para o projeto Mina Guaíba – para instalar a maior mina de Carvão da América Latina na Região Metropolitana de Porto Alegre – lotou Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas da UFRGS.

O evento foi dividido em três mesas: na primeira, foi feita uma entrega do documento para autoridades, na segunda, foi feito um resumo do meio físico e biótico, enquanto a terceira mesa trazia as questões socioeconômicas.

Na parte do meio biótico, o engenheiro ambiental mestrando em Recursos Hídricos e Saneamento Ambiental (IPH/UFRGS), Iporã Possantti, falou da importância do Rio Jacuí para o Guaíba. Segundo ele, 86 por cento da água que chega no Guaíba vem do Jacuí, que é o menos poluído dos 5 grandes rios que alimentam o sistema hídrico. “É um erro estratégico fazer um empreendimento como este ao lado do Rio Jacuí, porque ele é o componente de segurança hídrica da cidade. Este lugar em específico não é adequado locacionalmente”, concluiu.

Em seguida, a bióloga e doutora em Ecologia, Marcia Käffer, falou sobre a poluição do ar. No Relatório da Copelmi, a empresa detectou que, apenas no sexto ano de extração, o material particulado iria ultrapassar 241% do limite permissível da resolução Conama para material particulado. Ao contrário do que foi colocado no EIA RIMA, Márcia afirmou que este impacto é contínuo e se estende por grandes distâncias. “Alguns compostos como o SO2 (dióxido de enxofre), que está junto do material particulado, pode percorrer milhares de quilômetros”, alertou.

Já na terceira mesa, os painelistas dividiram espaço com moradores de comunidades diretamente afetadas pelo empreendimento. Cláudio Acosta, Cacique da aldeia Mbyá Guarani Guajayvi, que fica na Área de Influência Direta (AID) do empreendimento, explicou que sua comunidade não foi consultada pela empresa.

Jaqueline Nunes, do Assentamento Apolônio de Carvalho, falou das consequências negativas para a produção orgânica de arroz e hortaliças, enquanto Sirley de Souza falou dos impactos na vida dos moradores do condomínio Guaíba City. As duas comunidades estão na Área Diretamente Afetada (ADA) e seriam reassentadas depois de anos de convivência com os impactos da mina.

Eleandra Koch, doutoranda em Desenvolvimento Rural no Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR/UFRGS), iniciou sua fala saudando os moradores da região afetada e reforçou: “Eles não serão futuramente atingidos por esse projeto da Copelmi, eles já são atingidos”. Além de denunciar que o empreendimento não conversou com as comunidades, também falou dos prejuízos econômicos para a agricultura da região, “solenemente ignorados pela Copelmi”.

Por fim, Carmen Giongo, doutora e pós-doutora em Psicologia Social e Institucional (UFRGS), apresentou uma avaliação de impactos à saúde causados pelo empreendimento. Segundo ela, os danos à saúde causados pela mineração de carvão não se resumem a problemas respiratórios. Outros males comuns nesse contexto são: transtornos mentais, suicídios, ansiedade, estresse pós-traumático, acidentes de trabalho.

Carmen questionou ainda a falta de informações sobre saúde nos relatórios da Copelmi: “Essas questões são invisíveis no EIA RIMA. Já temos comprovação de que alteração na paisagem gera danos à saúde mental. Por que isso não é mencionado no relatório?”. A psicóloga denunciou também a falta de políticas reparatórias por parte da empresa para esses danos.

A atividade marcou o final de um ano de fortes mobilizações contra a mineração no estado do Rio Grande do Sul. O painel dos especialistas é uma conquista da sociedade civil organizada em torno do Comitê de Combate à Megamineração, organização que tem apoio de mais de 100 entidades e um corpo técnico de cerca de 50 professores e pesquisadores. Novos volumes estão sendo preparados para os outros grandes projetos de mineração que ameaçam o interior do estado. 

 

Texto: Bruno Pedrotti.
Fotos: Anahi Fros.

Pesquisadores expõe graves falhas no projeto Mina Guaíba

O ano está prestes a encerrar, mas a luta contra a mineração não. O Comitê de Combate à Megamineração no Rio Grande do Sul (CCMRS), coletivo que congrega mais de 120 entidades dos mais variados campos, lança na terça-feira, 10 de dezembro (dia internacional do direitos humanos), o primeiro volume do dossiê Painel de Especialistas – Análise Crítica do Estudo de Impacto Ambiental da Mina Guaíba. O evento ocorre às 18h30min, no Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas da Ufrgs.

A publicação reúne em mais de 200 páginas estudos de 37 pesquisadores de diversas instituições de ensino e pesquisa do Estado de áreas como Biologia, Saúde, Economia, Geologia, Sociologia, entre outras. O material terá um número limitado de exemplares físicos, mas estará disponível para download na Internet.

Os textos contrapõem com dados científicos diversos pontos do Estudo de Impacto Ambiental e o Relatório de Impacto Ambiental (EIA/RIMA) apresentados pela empresa Copelmi Mineração, expondo falhas, omissões e lacunas nos resultados divulgados e comprovando a impossibilidade da instalação da maior mina de carvão a céu aberto do Brasil ao lado da Região Metropolitana de Porto Alegre.

Desde 2014, a empresa busca uma licença prévia de operação junto à Fundação Estadual de Proteção Ambiental Henrique Luiz Roessler (Fepam) para escavar carvão, areia e cascalho em uma área de 4,5 mil hectares, equivalente a cerca de 120 vezes o Parque da Redenção, em uma área localizada entre Eldorado do Sul e Charqueadas.

A iniciativa gaúcha teve como inspiração o documento “Painel de Especialistas: Análise Crítica do Estudo de Impacto Ambiental do Aproveitamento Hidrelétrico de Belo Monte”, lançado em 2009 e que alertou sobre os sérios impactos da usina hidrelétrica, inaugurada em 2016 em Altamira, no Pará, contra a vontade da população, desalojando milhares de pessoas e que continua afetando seriamente o rio Xingu e toda biodiversidade local.

O CCMRS conta, em seu corpo técnico, com mais de 50 profissionais, entre professores, mestres, doutores e pós-doutores. Novos volumes envolvendo mais estudos e também outros projetos que ameaçam o interior do Estado estão sendo preparados. São mais de 5 mil requerimentos protocolados para pesquisa mineral no RS e quatro grandes projetos em fase de licenciamento.

Serviço
O que: Lançamento da publicação Painel de Especialistas – Análise Crítica do Estudo de Impacto Ambiental da Mina Guaíba
Quando: 10 de dezembro
Horário: 18h30min
Local: Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas da Ufrgs – Av. João Pessoa, 52, Centro Histórico, Porto Alegre
Acesso gratuito

Heavy Hour 68 – 03.12.19 – Heavy Hour abortista e à serviço de Satã! – segundo o governo Bozo…

Iniciando o mês da efeméride cristã, o Heavy Hour volta às suas origens celebrando a banda matriz do Heavy Metal, o Black Sabbath! Calma, calma, fã do HH… Estamos nos reenergizando depois de mais de ano e meio de pauleiras semanais, curtindo a pauleira master Sabática, tentando explicar o mundo avesso que estamos vivendo através de músicas que atravessaram as décadas e nos influenciam para além das lentes da política. Cultura de subversão ao sistema, sempre, o Heavy Metal não será dominado pelos cidadãos de bem. Eles nunca entenderam nada e não serão donos de nada! Então, neste final de ano, a gente inicia um processo de conversar sobre as bases desta vertente pesada, movimento musical e cultural que inspirou a existência deste programa. Assim, pretendemos levar diversão e reflexão, em um momento em que tudo que pareça contracultura é atacado pelo obscurantismo. Então, Heavy Hours, aproveitem a nossa conversa de bar, curtam esta banda fantástica e aguardem que semana que vem tem mais TRONCO METALEIRO, com a raiz de todo o mal!!!

Setlist:
Black Sabbath – Paranoid
Hed(Pe) – Sabbra Cadabra
Black Sabbath – Dehumanizer
Sepultura – Symptom of the Universe
Black Sabbath – Disturbing The Priest
Black Sabbath – Children of the Grave from The End
Black Sabbath – God Is Dead
Black Sabbath – Sweet Leaf
Black Sabbath – Snowblind
Faith No More – War Pigs

O peso do underground

texto de Homero Pivotto Jr., jornalista e vocalista da Diokane e Tijolo Seis Furos (TSF).
Foto de Billy Valdez

Me parece um tanto óbvio: o futuro da música vive, há tempos, no underground. Criativamente, é quase incontestável essa percepção. E, comercialmente, se torna cada vez mais viável, já que é no meio independente que se permitem as inventividades sonoras capazes de sacudir a poeira da mesmice que entope o ouvido da massa. Ou será que o povo quer mais do mesmo? Essa discussão fica pra depois. A seguir, música, como diz o Ron Selistre. Segue o baile!

Bueno…. Costumo dizer, quando converso com entusiastas dos sons bacanas ou com reclamões que afirmam não haver mais nada interessante a se escutar, que é no submundo onde estão as pepitas capazes de fazer nossa audição se emocionar. Mas né: quem é o Homero — pai do Benjamin e filho do carbono e do amoníaco… não pera… —, na fila do pão?

Só que agora tio Lee Ronaldo, guitarrista do hoje finado Sonic Youth, deu a morta em entrevista recente: “O rock soa cansado e o melhor do gênero está no underground” (leia mais sobre aqui).

A fala do músico estadunidense foi dada em razão de sua mais recente passagem pelo Braséu, para divulgar o longa-metragem “Ainda Temos a Imensidão da Noite”. Ronaldinho colaborou com a trilha desse filme que narra a história de uma banda punk/psicodélica de Brasília, conforme informações do vasto descampado que é a internet.

Embora eu, monstro de escuridão e rutilância (mas que coisa, sai deste corpo, Augusto dos Anjos), acredite que a percepção se aplique também a outros estilos além do que tem roll como sobrenome, vamos nos ater ao gênero conhecido pelas camisas pretas com nomes de banda. Até porque é nesse metiê que encontro parte considerável dos artistas que satisfazem minhas predileções. Logo, supostamente, é o que tenho mais intimidade para comentar sobre.

Façamos o recorte ainda mais segmentado, com foco em nomes nacionais. Vamos reduzir o escopo ainda mais porque tá pôco (tenho quedas por rima pobre, malz ae)?
Sim! Então, lancemos luz sobre nomes da cena local gaúcha, principalmente, de Porto Alegre. Só na capital do sul do mundo, onde moro, há um punhado de bons exemplos para citar. Então, vamos a eles, sem esquecer de alguns surgidos em outras partes do território nacional.

Não ficou satisfeito? Foda-se.
Digo, faça sua lista e publique em seu perfil nas redes de espionagem social. Ou contribua citando grupos interessantes nos comentários.

Death Ecstasy— Death/thrash de Canoas. Juventude cheia de disposição para sons velozes e vorazes. Em uma definição simplória: um Toxic Holocaust dos Pampas.
Escute:

Death to Lovers — “Life can’t be only this”, diz o verso da faixa de mesmo nome – e minha preferida dos caras. Se a vida fosse só ouvir uns rock gótico/post-punk como o que essa turma faz, por mim não haveria problema.
Ouça:

@facedaex — De experimental? Se é, não sei, mas caberia bem aqui. Uma experiência que mistura post-punk, indie, rock alternativo e outras variações do mesmo tema. E que, ao vivo, é um ‘expetáculo’ catártico.
Confira:

The Murder Ballads Club — O nome inspirado no disco de Nick Cave and The Bad Seeds não é à toa. A musicalidade aqui tem verve dark e folk. É sombria e imponente na mesma medida que elegante e envolvente.

Dá uma ouvida

Manger Cadavre? — hardcore/crust metalizado politizado e consciente, manja? Essa turma sim, e coloca na prática de um jeito bem barulhento.
Manja aí:

Lo Que Te Voy A Decir — manifestação de quem tem o que dizer na forma de um punk/hc urgente. Segundo a descrição dos próprios: “grito surdo, um soco fictício no estômago, uma porrada sonora com o que nos cerca e corrói dia a dia”.
Escute:

Surra — Violência sonora modulada num thrashcore empolgante e sem firula.
Maltrate os ouvidos:

Test — Duo grind/death de inclinações experimentais. Rápido, inventivo e avassalador.
Faça o teste:

SAPO BOI — Oh, boy: a raziada aqui aposta num rock alternativo sujo e ruidoso.
Ouça:

Motorcavera — Rockão que flerta com a experiência sonora pesada. Tem de um tudo nesse trem: barulho, aceleração, intensidade, pedais de efeito aos borbotões e melodias grudentas.
Comece a viagem

Cine Baltimore — Melhor definição é a do próprio material de divulgação da banda: “simplicidade dos Ramones, o experimentalismo do Sonic Youth, o futurismo do Daft Punk, a melancolia irônica dos Kinks e a brasilidade universal dos Mutantes”.
Confira

LAUTMUSIK — Post-punk refinado e cativante adornado com elementos shoegaze. Não por acaso foram escolhidos pelo vocalista Robert Smith para abrir o show do The Cure em São Paulo (2013).
Coloque alto

Gomalakka — Eletro rock post-punk de inspiração urbana. Ora dançante, ora viajante, sempre instigante.
Para curtir na goma e na festa

Furia Rockpaulera — rock paulera com toques de hardcore e elementos do metal (death e thrash, principalmente).
Desce a lenha:

Tigersharks — stoner skate punk que manobra bem pelos lados do Black Flag.
Para deslizar no carrinho ou na vida

Estado Terminal — crust’n’roll de bases motorhedianas e devoto do que mais empolgante a Suécia produziu de similar (do Anti-Cimex ao Wolfbrigade).
Indicado para rodas punk

Hempadura — Hardcore, rap, groove e metal fazendo a trilha para a contestação lírica.
Sente o peso do flow:

Losna — Trio thrash/death há tempos na estrada (desde 2004). Tem à frente duas irmãs.
Escute:

Tormentos Mc’s — Duo hip hop de rimas sagazes e performances viscerais.
Conheça

Warkrust — O nome já entrega: crust d-beat nervoso, sem concessão.
Afaste o sofá e lacre

Paquetá — Surf punk buena onda para dançar para enfrentar a maré.
Vem nessa barca:

Subespectro — Por preguiça de pensar em uma definição, vai aquele recorta e cola safado da page dos caras: “músicas baseadas em diversas referências porém não fugindo da velha escola punk e pós-punk cujos temas são inspirados em experiências abstratas e fenômenos cataclísmicos”.
Dá o play

Conflito — punk/hardcore 80’s, kraut rock, minimalismo e energia juvenil incorporada por gente não tão nova.
Eis:

Dismembration — death metal old school com pitadas de doom e certo groove.
Aqui:

Hideous Monarch — Brutal, como o bom death deve ser.
Escute

The Completers — Dark, post-punk, gótico, whatever que seja sombrio e faça chacoalhar o esqueleto. Para transitar pelo vale das trevas com camisa de botão
Ouça

Syring Vulgaris — Aquele grind/death debochado feito só com guitarra, voz e bateria.
Saca aí

Diokane  — Apesar de não estar na postagem original escrita por Homero, os editores se recusam a esquecer do griteiro dos cusco mais raivoso do Rio Grande do Sul. Um som pra se libertar da focinheira e estraçalhar tudo que ver pelo caminho:

EDIT:
=> Relendo o post, percebi que, inconscientemente, elenquei artistas com as quais já dividi o palco e/ou assisti ao vivo. E acredito ser um excelente critério, pois é ao vivo que uma banda mostra do que é capaz.

=> Além dos que fazem som, o underground se sustenta com iniciativas bacanas que dão visibilidade aos grupos musicais. Seja alternativas de mídia, eventos ou selos. Como os que seguem.

Rádio Armazém — rádio web de Santa Maria eleita a segunda melhor deste ano na categoria “convergência” do Prêmio Profissionais da Música 2019.

Rádio Putzgrila — uma das mais antigas webradios de Porto Alegre. Sempre disponibilizando conteúdo e informação para roqueiros de plantão.

Coletivo Catarse — cooperativa  produtora do Heavy Hour, que traz um conteúdo politica e sonoramente pesado, e de diversos video clipes da cena underground:

Plataforma Records — espécie de palanque criado pelo maestro dos sons estranhos e fora da curva Max Chami para difundir gente que envereda por esse viés sonoro. Tem material do mundo todo!

Sem mais para o momento, despeço-me.

 

 

Texto de Homero Pivotto Jr. editado por Billy Valdez e Bruno Pedrotti.

Heavy Hour 67 – 25.11.19 – Para saber bem o que está acontecendo no Chile e latinoamerica

Heavy Hour das profundezas do caso chileno, de 1973 e de agora, desde os anos 80 e das lutas contra 30 centavos de peso nas passagens e os 30 anos de abuso contra a vida das populações. Lutas no Chile e na América, lutas que reverberam por várias instâncias: das barricadas anarquistas dos Linhas de Frente e seus perros matapacos até a institucionalidade de um Juiz de Garantia, figura diferenciada no modelo de justiça chileno. Na sede do Coletivo Catarse, recebemos Daniel Urrutia, chileno e juiz, que nos traz a narrativa direta de vários fronts – oficiais, históricos, de ruas e pessoais, e colabora para uma maior compreensão dos processos de ataque em nossa terra. Agradecemos novamente aos Juristas pelas Democracia e convocamos a toda gente a acompanhar essa narrativa pelo Heavy Hour e também no site do Coletivo Catarse, onde transcrevemos toda a conversa com Daniel. É textão? É! Mas quem quiser se informar por memes da internet vai construir sua manipulação e nós, do Coletivo e do Heavy Hour, trabalhamos pela emancipação através da informação!

Setlist:
Erasmo Carlos – É preciso dar um jeito meu amigo
Eu Acuso! – Nações
La Pozze Latina – Las Casitas del Barrio Alto
Mercedes Sosa – Duerme negrita
2x – La Fuerza Policial
Ratos de Porão – Canto Libre