Expo Cine Hardcore – Patrimônio ContraCultural

*texto da divulgação

A exposição tem o objetivo de tornar acessível para a sociedade filmes e documentários sobre a contracultura underground e suas expressões culturais ativistas, tais como música, tatuagem, moda, artes visuais, skate, protestos, entre outros.

A atual conjuntura do país, de alta fragmentação da sociedade e difusão de notícias e informações falsas, traz para o evento um sentimento de união e compartilhamento de pensamentos críticos e questionamentos sobre o que estamos fazendo e, principalmente, o que não estamos fazendo!

A segunda edição tem em cartaz os documentários “Viver para Lutar” – que retrata a cena anarcopunk no Brasil nos anos 90, e que neste primeiro episódio retoma a importante ligação entre o punk, o anarquismo e o feminismo que floresceu naquele período – e Reativos: Firmes e Fortes – que traz a história de Gabriel Tomazzoni e Edson Fernandes, que mais uma vez marcam a cena do Hardcore em Porto Alegre com a banda “Reativos”, produzindo eventos, agitando e principalmente, mostrando o quanto a cena underground de Porto Alegre é importante, com boas músicas, boas histórias, muitas parcerias e sempre firmes e fortes.

Todo cinema pede pipoca, portanto, PIPOCA OPEN!! (traga sua cumbuca).

Atividade  é GRATUITA. Porém o pessoal conta com colaborações espontâneas para cobrir pequenos custos e viabilizar próximos eventos com o mesmo ideal!!

Local:  Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, localizado no centro de Porto Alegre, mais exatamente na Rua dos Andradas esquina com a Caldas Júnior!

Relatos do XI Congresso Brasileiro de Agroecologia

Está acontecendo o XI Congresso Brasileiro de Agroecologia. O evento – que está sendo realizado na Universidade Federal do Sergipe, no município de São Cristóvão – começou no dia 4 de novembro e vai até o dia 7 deste mês.

Leonardo Melgarejo, presidente da Associação Brasileira de Agroecologia, está participando do evento e enviou dois relatos do que tem presenciado.

No primeiro áudio, Melgarejo apresenta o evento, com mais de 4 mil participantes e 2300 trabalhos científicos no campo da Agroecologia. Depois, relata o acompanhamento da reunião nacional do Fórum Nacional de Combate aos Impactos dos Agrotóxicos e Transgênicos.

No segund, Melgarejo relata o painel que discutiu a contaminação das sementes orgânicas. Somente no semiárido, foram identificadas 1800 variedades de sementes próprias mantidas pela agricultura familiar e orgânica. Porém, a contaminação vem avançando de maneira muito rápida. Estima-se que já alcance cerca de 40% destes bancos de sementes.

Ações na justiça federal questionam Licença Prévia do Projeto Fosfato

Nessa terça-feira, 5 de novembro, uma série de documentos foram entregues na procuradoria do Ministério Público Federal de Bagé. A AGrUPa (Associação para Grandeza e União das Palmas) entrou com um inquérito civil, o Comitê de Combate à Megamineração no RS enviou um ofício, e o Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH-RS) encaminhou uma moção de repúdio.

Os diferentes documentos questionam a Licença Prévia (LP) para o Projeto Fosfato Três Estradas – de mineração de fosfato em Lavras do Sul -, emitida pela FEPAM no dia 16 de outubro deste ano. “Nosso intento é que o MP peça a revogação da LP”, declarou Vera Colares, presidente da AGrUPa.

Após participar da reunião com a OAB e o MPF em Bagé, em que foram protocoladas as ações, Vera respondeu algumas perguntas da reportagem por Whatsapp.

Segundo ela, um dos argumentos levantados pelo inquérito civil entregue para a procuradora Amanda Gualtieri Varela foi a ausência de Audiência Pública em Três Estradas – região diretamente afetada pelo empreendimento –  e no município de Dom Pedrito. Moradores das duas localidades fizeram pedidos de Audiência Pública por meio de abaixo assinado e não tiveram respostas.

Outros pontos levantados no documento da AGrUPa foram em relação ao Rio Uruguai e as ações de divulgação do Projeto Fosfato com informações que contradizem a própria LP. Sobre o rio, argumentou-se que, como o empreendimento está situado nas cabeceiras dos rios Taquarembó e Jaguari, que desaguam no Rio Santa Maria e depois no Rio Uruguai, a questão deveria ser tratada também pelo direito internacional.

Já sobre as recentes divulgações por parte da empresa Águia, o documento denuncia: “Após a emissão da Licença Prévia, passaram a ser divulgados vídeos nas redes sociais do Projeto Fosfato, com afirmações dos técnicos responsáveis de que o Projeto será ‘sem uso de recursos hídricos’ e ‘sem barragem de rejeitos’. Essa informação encontra-se em desacordo com os documentos acostados no processo eletrônico de licenciamento, no qual nada consta sobre alterações no projeto”.

O ofício entregue pelo Comitê de Combate à Megaminearção no RS, além de reforçar estes pontos, levantou também a questão da barragem Jaguari Taquarembó – um polo de irrigação que está sendo construído 70 km abaixo da Barragem de Rejeitos prevista na LP do Projeto Fosfato. De acordo com o Documento, a Barragem de Rejeitos prevista para Lavras – que tem o dobro do volume da barragem da Vale que se rompeu em Brumadinho – também ameaça o abastecimento público de Rosário do Sul e a praia de Areias Brancas, ponto turístico rosariense.

Por fim, segundo a Moção de Repúdio do CEDH-RS, o EIA RIMA do Projeto Fosfato “desconsiderou totalmente a presença de Povos e Comunidades Tradicionais, de assentamentos da reforma agrária e de comunidades urbanas e rurais da região”. Com isso, o estudo teria contrariado determinações da Constituição Federal de 1988, da Declaração Universal dos Direitos Humanos da ONU, do Pacto Internacional sobre Direitos Econômicos, Sociais e Culturais da ONU, do Pacto Internacional dos Direitos Civis e Políticos da ONU e da convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

João Bettervide, presidente do COMDEMA (Conselho Municipal de Desenvolvimento Sustentável e do Meio Ambiente)  e coordenador da Comissão do Meio Ambiente da OAB-Bagé, expressou a preocupação das organizações com a liberação da LP. Bettervide, que esteve presente na reunião com o MPF de Bagé, declarou: A finalidade da reunião era tomar ciência da situação, oferecer a contribuição dos órgãos lá representados no sentido de evitar danos irreparáveis, seja na área ambiental, social  ou econômica”.

A partir de todas as informações entregues, a expectativa dos envolvidos é que as instituições jurídicas atuem em defesa do ambiente e das pessoas, escutando os alertas das diversas organizações e pesquisadores.

Heavy Hour 64 – 05.11.19 – 64 é agora!

Para cada projeto de ditardozinho furreco e seus AI 5, um Carlos Marighella e uma Marielle a lutarem pelo Brasil!

Em pleno aprofundamento do Estado de Exceção, que ataca, caça e mata indígenas, negros e negras, pobres das periferias, e permite que o presidente e sua trupe adulterem provas de crimes a olhos nús, sem que nada seja realmente colocado em seu caminho, o Heavy Hour traz essa discussão e também a memória do inimigo número 1 da última ditadura – Carlos Marighella, que nos inspira e nos avisa que, contra a violência do Estado, temos de ser fortes e reativos!

No Estúdio Monstro, a Defensora Pública Mariana Cappelari e o Historiador/Diretor Laurence West falam de seus desafios diários nos trabalhos em presídios e escolas, com o Direito e a História, contra o obscurantismo que nos obriga, esquerdistas revoltados, a defender a constituição como se fosse nossa tábua de salvação.

Clementine Tinkamó, Bruno Pedrotti, Marcelo Cougo e Gustavo Türck tocam mais um Heavy Hour, enquanto ainda é possível, nessa terra de mistérios e milícias.

Setlist:
Racionais MC’s – Carlos Marighella – Mil Faces de um Homem Leal
Chico Buarque e Milton Nascimento – Cálice
Violeta Parra – Miren como sonríen
Kae Guajajara – Espelho, espelho meu
Rage Against The Machine – Killing In The Name
Eu Acuso! – Choque de Ordem
Kreator – Pleasure to Kill
King Tubby – Jah Jah Dub

Jornada Kaingang acontece na Biblioteca da Faculdade da Psicologia da UFRGS

Durante todo o mês de novembro, a Biblioteca Viva da Faculdade de Psicologia da UFRGS, o  Programa de Educação Tutorial (PET) da Faculdade de Psicologia da UFRGS, o Núcleo de Antropologia das Sociedades Indígenas e Tradicionais e o Coletivo Catarse estarão apresentando diferentes atividades relacionadas com a luta dos povos originários e principalmente dos Kaingang!

Dentro a programação, o projeto Resistência Kaingang inaugurou uma exposição de mais de 60 fotografias que aborda a temática das retomadas Kaingang no norte do Rio Grande do Sul, no Alto Uruguai, assim como a luta para continuar exercendo práticas políticas-espirituais intimamente ligadas ao domínio da floresta. A exposição estará aberta para visitação até o dia 25 de novembro no saguão da Faculdade de Psicologia da UFRGS.

Já no dia 19 de novembro, a partir das 18h30, apresentaremos o projeto da Resistência Kaingang em uma roda de conversa com a kujà (liderança político-espiritual) Kaingang, Iracema Gatén Nascimento, juntamente  aos integrantes do Coletivo Catarse que fazem parte do projeto Resistência Kaingang.

Confira a programação e as fotos da abertura da exposição:

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