Três anos de “Marias”

O sábado, 7 de março, que antecedeu o importantíssimo e necessário 8M, marcou o aniversário de três anos de existência da Maria Maria Espaço Cultural, que reside de quinta a sábado na Garajona da Comuna do Arvoredo, na Rua Fernando Machado, Centro Histórico de Porto Alegre. A agenda é conduzida pelas irmãs “Tolfo”, Marcia e Daniela, e conta com uma rede de apoio de diversas amigas, incluindo Tiane, irmã das gurias. A Maria Maria é pensada para todes, visando a apoiar e fomentar a cultura, diversidades sonoras e artisticas, desde jantares temáticos, passando por reuniões, grupos de conversa, lançamentos de livros, filmes, trasmissões ao vivo e diversas formas de trabalhos ligados à cultura e aos movimentos sociais. E, na festa de aniversário, não foi diferente. A celebração contou com os brechós O Cata Roupas e Victória brecho e floricultura, junto aos artesanatos da FESPOPE. Entre as atrações artísticas, esteve o rap e a poesia falada de Kainã, além do grupo Versão Brasileira. Na cozinha, além das clássicas pizzas das Marias, foi preparado um saboroso cuscuz pelas mãos da cozinheira Kyzzzy Rodrigues, que sempre se faz presente no já conhecido Jantar Afro. O terceiro ano das Marias também marca um ano de muita programação cultural sendo realizada no espaço, dentro do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva. Foi uma noite de celebração e fortalecimento da luta e da cultura de rua. Maria Maria, sempre de portas abertas! Fotos e texto: Billy ValdezEdição: Anahi Fros

DEATH TO ALL em Porto Alegre

Estivemos em mais uma cobertura de show “pesado”, desta vez em parceria com o portal REBEL ROCK, registrando o show da banda DEATH TO ALL, no BAR OPINIÃO em Porto Alegre/RS, com produção: Abstratti Produtora/Overload. Confira texto completo de José Henrique Godoy clicando aqui: DEATH TO ALL – 20/01/2026 – BAR OPINIÃO – PORTO ALEGRE/RS. Confira álbum completo de fotos por Billy Valdez do Coletivo Catarse.

Fogo Ancestral lança nova fase da TROLL

O primeiro lançamento da nova fase da TROLL marca a entrada do guitarrista e produtor musical Bodão Arte Nula, mostrando uma banda mais visceral e com força no groove metal, com um metal brazuca ainda mais presente e fiel à temática que explora as místicas do universo, segredos e rituais em suas letras cantadas em português. E, para vir com mais força, o lançamento chegou acompanhado de um videoclipe gravado sob a lua cheia, em uma única noite, praticamente em forma de ritual, no meio do mato, no municipio de Viamão (RS) em novembro de 2025, produzido com apoio do Coletivo Catarse e da Bong Mofado Records e direção de Billy Valdez. A banda gaúcha de metal e hardcore, formada em 2017, faz um som bruto, pesado e groovado. “Metal brazuka nascido das entranhas da terra”, como a banda mesmo se intitula, com forte Influência de Sepultura, Soulfly, Brujeria, Fear Factory e Black Sabbath, unindo a intensidade sonora com uma profunda conexão com a natureza e as raízes humanas. Suas letras exploram temas como ancestralidade, escolhas e o impacto dos legados do passado, enquanto reverenciam a força vital da terra e seus elementos. “Fogo Ancestral” foi gravada, mixada e masterizada por Bodão Arte Nula. Já as baterias e vocais foram gravados no estúdio FromHellCords, com captação realizada por Henrique Fioravante. Formação atual da banda:Cássio Quines – BateriaRodrigo Ruinas – VocalBodão Arte Nula – GuitarraIsrael Bangardt – Baixo Texto e imagens: Billy ValdezRevisão: Anahi Fros

Filme, Cooperar é Resistir – Pedal Express

Vamos chegando na linha de chegada de 2025 e antes de encerrarmos esse ciclo conseguimos depois de percorrer um longo percurso disponibilizar de forma pública o filme Cooperar é Resistir – Pedal Express, que conta um pouco sobre a atual equipe que compões o coletivo Pedal Express e os desafios da autogestão em busca de um trabalho digno. Um pouco sobre o filme:Há 15 anos a Pedal vem oferecendo uma alternativa ecologicamente sustentável e socialmente justa para serviços de entrega em Porto Alegre. E nossa parceria é de longa data, tendo na nossa história a formação sobre cooperativismo que fortaleceu este coletivo de ciclo-entregadores no sentido da autogestão como modelo de organização.A campanha “Cooperar é Resistir!” foi construída através do apoio do Labora – Fundo de Apoio ao Trabalho Digno do Fundo Brasil, por meio do edital de apoio a trabalhadores informais na luta por direitos de 2024.A iniciativa busca promover o debate sobre trabalho digno e o cooperativismo de plataforma.Além de registrar a história da Pedal, o documentário aborda questões como a precarização do trabalho de entregas por plataformas digitais e apresentando o cooperativismo de plataforma como uma alternativa viável, justa e sustentável. Pedal Express no ano de 2025 é:Natã Moraes LinkGabriel Vanin EthurMiguel Hexel HerreraSaymon Machado AraújoLucas Escher Speroto Equipe de produção audiovisual: Coletivo Catarse Imagens adicionais: Trilha Sonora: Realização: Pedal ExpressProdução: Coletivo CatarseApoio: Labora – Fundo Brasil

Uma experiência chamada Octopoulpe

Eis que no último dia 08 de dezembro, sim numa segunda – feira, um artista muito “louco” no bom sentido, desembarcou em Porto Alegre e realizou sua segunda passagem na cidade, presenteando quem compareceu no CAOS bar com um espetáculo indescritível. Imagine “um polvo”, agora imagine, uma bateria, um telão, projetor, luzes e músicas extremas com uma banda com umas 6 a 8 pessoas que vão do Jazz ao metal, do rock ao hardcore-punk e tudo isso sendo controlado e tocado por apenas UMA pessoa, isso mesmo um único indivíduo, o Octopoulpe um artista francês, que reside na Coreia e circula pelos “mares” agraciando os undergrounds locais com sua arte visual e sonora. Octopoulpe apresenta uma fusão da música com elementos visuais com uma maestria hipnótica, luzes sincronizada com as batidas e movimentos, edições de vídeo divertidas e muito criativas e algumas vezes imagens do próprio público sendo manipulada ao vivo por ele, tudo isso ao som de muita música pesada autoral e na maioria das vezes extrema, e ao mesmo tempo que ele controla tudo isso, vídeo, luz, projeção ele ainda toca bateria incansavelmente com uma máscara de polvo e uma sunga. Segundo seu site ele se intitula “Geek-Core / Hardcore-Punk with interactive videos” e formou este projeto que já percorreu o mundo em 2015, ao total, Octopoulpe já soma mais de 12 turnês internacionais acumulando mais de 1200 apresentações, incluindo grandes festivais e palcos singelos do undergrounds como o CAOS bar. Você pode conhecer mais sobre o artista no seu site no link abaixo. Site: https://iamoctopoulpe.com/ Instagram: https://www.instagram.com/p/DR2VT2gDueT/ Mas a noite de segunda não contou só com Octopoulpe quem esquentou e preparou o palco foram as bandas, No Gracias, Lençol de Mosca e Diokane e a organização e acolhida do multi artista Octopoulpe é do Juliano Bikeage. Segue a cobertura fotográfica feita por Billy Valdez, fotos da banda Diokane por Mariana Della Giustina.

Polem.ize na Rubem Berta

Nós do Coletivo Catarse estivemos ao longo do ano de 2025 apoiando e fazendo parte do projeto Polemi.ze Cohab Rubem Berta realizando registros audiovisuais que compilamos em um curta documental sobre o projeto e a realidade das pessoas envolvidas da comunidade. O projeto Polemi.ze Cohab Rubem Berta teve como objetivo valorizar a comunidade, suas histórias, fazeres e conhecimentos locais, gerando movimentos e diálogos entre a cultura periférica, artes integradas e matrizes ancestrais, nos seguintes espaços públicos: na Escola Estadual de Ensino Fundamental Julio Brunelli, Horta Comunitária e Praça México no bairro Rubem Berta.Para conhecer mais sobre o projeto acesse o site, https://ibiama.com/polemize/ O filme com acessibilidade em libras e legenda você pode conferir abaixo.

15 anos de Heavy Metal

A banda Mortticia natural da cidade de Alegrete/RS, no último dia 15 de novembro celebrou seus 15 anos de tragetória na 6ª edição do MORTTFEST, festival que a própria banda sustenta anualmente para fortalecer parcerias, fazer novas amizade e dispor de um evento com qualidade estrutural para as bandas da cena underground se apresentarem e está última edição aconteceu no Nosso Tap Room no 4º distrito em Porto Alegre. Além do show da anfitriã que embalou em alto, bom som e posicionamento politico com seu repertório com sons do álbum A Light In The Black e seus últimos singles lançados Mother (2024) e Mistakes (2025), na finaleira do set a música Life Is On (One Flower) contou com a participação de Tom Zinsky vocalista da banda It’s all Red. Mas a noite não foi só da Mortticia ela foi recheada com muito som pesado de diversos subgêneros do Metal, com shows das bandas. The Truck on Fire’s Band, com um autêntico Heavy n’ Roll: peso, swing e ironia, com o timbre de vocal lembrando muito Type O Negative. A banda Código Penal com seus 25 anos misturando rap, hardcore/metal e muita consciência social em suas letras. E fechando a noite quem ferveu o palco foi a banda Exequator, banda de Bagé/RS fortalecendo o intercâmbio entre as cenas underground do estado executando com grande maestria seu metal com variações de rock progressivo direto do extremo sul do estado. Mas o MORTTFES não foi só show de Metal. Teve ainda merch das bandas e mais banca da blackbag666, chaveiros.horror e flash tattoo com a carollunard. O evento foi uma realização da @defendersoftherage com apoios da Back In Black , Chaveiros Horror, Estúdio José Florêncio, Ethnos Rock, O Subsolo , Open Stage e Hell Yea Music Company. Segue aquele álbum com fotos de Billy Valdez do Coletivo Catarse. Esta cobertura foi em parceria com o portal O’Subsolo.

Cheiro de Enchente chega a Santa Maria

Na última quarta-feira (12/11), o Cineclube da Boca – projeto de extensão da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) na ativa desde 2016 – abriu as portas para a exibição do documentário “Cheiro de Enchente”. A sessão, capitaneada pelo professor Gilvan Dockhorn, contou com debate sobre a arte como forma de expressão para o que nos desacomoda e como registro de memória/manifesto. O jornalista Homero Pivotto Jr., vocalista da Diokane, participou in loco do bate-papo abordando o processo de criação da peça de “ódiovisual”, da música em si e os desdobramentos desses fazeres. O editor de vídeo Billy Valdez, baixista da banda, também integrou a discussão por meio de um vídeo gravado no qual falou sobre questões técnicas e estéticas do doc/clipe, bem como sobre a força do conteúdo e o trabalho do Coletivo Catarse – cooperativa de produção cultural e audiovisual da qual faz parte e parceira na produção do documentário. Foi uma oportunidade interessante para furar bolha, já que o público não era necessariamente de adeptos dos sons tortos e ruidosos, mas sim de estudantes e professores com interesse em falar sobre a maior tragédia climática do RS e em entender questões práticas da montagem de uma obra documental com tema sensível. Texto: Homero Pivotto Jr.Fotos: Paulo Henrique Teixeira Mais sobre o documentário você pode ler na matéria de lançamento. Assista ao documentário aqui.

“Os Cães que ladram será que vão parar?”

No último sábado, dia 4 de outubro de 2025 o Planet Hemp realizou seu último show em 30 anos de estrada aqui na cidade de Porto Alegre, após anunciar o fim das atividades a banda esta em tour com a “Última Ponta” circulando pelo Brasil.E pensar que ano passado eu vi meu primeiro show do PH (pode acessar a cobertura aqui) e agora em 2025, meu segundo e talvez último? É até difícil acreditar, mas pelo menos tive essa oportunidade de viver dois shows deles, já que eles são uma das bandas responsáveis por me formar e moldar como jovem adolescente “rebelde” e “contra o sistema imperialista” na virada dos anos 90 para os 2000 em Santa Maria, escutava muito eles antes de sair pros rolês de skate.Mas os anos passam o Planet foi e voltou algumas vezes, mas nunca tive a oportunidade de ver eles ao vivo. De adolescente vamos virando jovem “adulto”, adulto “jovem”, o skate não segue mais presente, mas o som e a ideologia ficou encrostada e graças ao caminho que tomei, tive oportunidade de estar nos dois últimos shows e registrar ambos. Mas não vou me alongar. Segue a baixo a cobertura completa realizada em parceria com o portal Scream & Yell e na sequência aquele álbum de fotos completo. “É nosso último show em Porto Alegre e é um dia importante pra caralho. Essa cidade é importante pra gente”, lascou o vocalista Marcelo D2, em algum momento das mais de duas horas de apresentação na capital gaúcha.Para seguir com esta resenha, o escriba parafraseia – e adapta – os sagazes homens-fumaça: acenda um e leia o que eu vou lhe escrever. ‘Dig Dig Dig’ (faixa da qual foi tirada a citação da frase anterior), inclusive, foi a que abriu o show. Clique na imagem para acessar a cobertura com o texto completo de Homero Pivotto Jr, para portal Scream & Yell. Texto introdutório e fotos por Billy Valdez.

Dj Piá “in da house” com a Oficina de Hip hop – discotecagem e história

Nesse setembro, completamos mais uma oficina em parceria com o DJ Piá. Durante 2 meses, recebemos semanalmente na Comuna do Arvoredo as aulas da ” Oficina de Hip hop – Discotecagem e História com Dj Piá”, que integra o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. Alem de aprenderem, na prática, as técnicas de discotecagem, os oficinandos tiveram momentos de troca de saberes e informações da história da música negra, voltada ao seguimento do hip-hop, trazendo uma linha do tempo do que estava acontecendo no exterior e, ao mesmo tempo, no Rio Grande do Sul e Brasil. Os alunos também contaram com uma aula sobre acessibilidade, com a nossa parceira Simone Dornelles. E a grande surpresa estava no final. Ao término da oficina, quem se sentiu seguro pôde colocar em prática o aprendizado de discotecagem numa festa de enceramento, que aconteceu em 19 de setembro, uma sexta-feira, durante dia de Maria Maria Espaço Cultural, que transformou a nossa Garajona em uma grande pista de dança. * Projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)” tem ainda na sua proposta a previsão (já em execução) de pelo menos 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026. Fiquem ligados nas nossas redes! Seguem alguns registros feitos durante a oficina e da festa de encerramento. Oficina Festa de Encerramento Fotos: Billy Valdez