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Banda finlandesa Apocalyptica apresenta seu metal sinfônico em Porto Alegre nesta terça-feira (16)

Informações de acessoria de imprensa por Homero Pivotto Jr. Aclamada como referência do metal sinfônico mundial, o Apocalyptica retorna a Porto Alegre nesta terça-feira (16). O grupo finlandes conhecido pelo uso de violoncelos se apresenta no Teatro do Bourbon Country (Shopping Bourbon – Tulio de Rose, 80), em evento que começa às 19h30min. O show faz parte da turnê de divulgação do mais recente álbum “Cell-O”, lançado em 2020, e deve contar também com temas de todas as fases da carreira de 30 anos.  Ingressos aqui: https://uhuu.com/evento/rs/porto-alegre/apocalyptica-12193 Em entrevista exclusiva para a Abstratti Produtora quando da estreia da banda no sul do Brasil, em 2017, Paavo Lötjönen (um dos integrantes originais) explicou como percebe a fusão de estilos musicais feita pelo Apocalyptica: “Eu diria que não tem muito a ver com a parte musical. É mais uma questão de comportamento. Música clássica, algumas vezes, é pensada para ser bombástica e intensa. O metal é parecido: um pouco bombástico, massivo e forte. Mas não é tão simples”.  Conhecidos por fazerem som instrumental, o conjunto europeu ganha a participação de um vocal de apoio desta vez. Quem assume o microfone é o cantor mexicano Erik Canales (que já foi agraciado com prêmios da MTV Latina e recebeu indicação ao Grammy Latino de melhor canção rock com ‘16’, faixa que escreveu para banda Allison, da qual faz parte).  A abertura do evento este ano é do trio porto-alegrense Atomic Elephant, que faz um som instrumental com peso, groove e técnica.  APOCALYPTICA EM PORTO ALEGRE Local Teatro do Bourbon Country (Shopping Bourbon – Tulio de Rose, 80)  Classificação etária 16 anos (acompanhado de responsável legal) Quando Terça-feira, 16 de janeiro  Horários 19h30min — portas 20h — Atomic Elephant 21h — APOCALYPTICA Ingressos PLATEIA BAIXA Solidário — R$ 265* Meia — R$ 260** Inteira — R$ 520 PLATEIA ALTA Solidário — R$ 225* Meia — R$ 220** Inteira —R$ 440 CAMAROTE Solidário — R$ 325* Meia — R$ 320** Inteira —R$ 640 MEZANINO E GALERIA MEZANINO Solidário — R$ 185* Meia — R$ 180** Inteira — R$ 360 Pontos de venda  Online (com taxa de conveniência) www.uhuu.com.br (em até 12x no cartão)  PONTO DE VENDA SEM TAXA: Bilheteria do Teatro do Bourbon Country  2º andar do Shopping Bourbon Country (Av. Túlio de Rose, nº. 80) Horário de funcionamento: segunda a sábado das 13h às 21h e, aos domingos e feriados, das 14h às 20h Formas de Pagamento: Internet : Pix e Cartões Visa, Master, Diners, Hiper, Elo e American. Bilheteria: Dinheiro, Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, Vale Cultura Ticket, American e Banricompras. Parcelamento no cartão de crédito: até 4x sem juros, de 5x até 12x com juros * A organização do evento não se responsabiliza por ingressos comprados fora dos anunciados ** Será proibida a entrada de câmeras fotográficas/filmadoras profissionais e semiprofissionais. Mais informações neste link.  Apocalyptica O Apocalyptica provou que som pesado e música clássica podem se unir de maneira primorosa. A banda finlandesa de metal sinfônico foi formada em Helsinque, em 1993, e tem em sua formação violoncelos e percussão. No início, o projeto era um tributo ao Metallica, mas adotou um estilo de metal neoclássico sem o uso de guitarras e baixos convencionais. Com nove álbuns de estúdio, o conjunto vendeu mais de quatro milhões de álbuns. Atualmente, a formação é Eicca Toppinen, Perttu Kivilaakso e Paavo Lötjönen (todos violoncelos) e Mikko Sirén (bateria) O trabalho mais recente é “Cell-0” (2020) que, conforme Eicca Toppinen (violoncelista e membro fundador) “representa o núcleo de tudo”. Como bons exploradores, sempre em busca de novas formas para se expressar, o Apocalyptica viajou fundo no universo da música instrumental para o material de estúdio mais recente. O amor e a paixão que alimentaram o conjunto no começo agora carregam camadas mais ricas de conhecimento e experiência, que por sua vez conduzem à realização por meio de um caminho criativo ousado. “Queríamos nos desafiar a encontrar mais sabores no próprio violoncelo”, diz o violoncelista Perttu. “Nós criamos “Cell-0” como uma obra de arte completa e não pensamos em singles ou ‘no momento’ de singles ou algo assim”, complementa Eicca. A gênese da criação do “Cell-0” surgiu quando o Apocalyptica estava ocupado na turnê de 20º aniversário, em 2018. Quando a banda começou a gravação no Sonic Pump Studios em Helsinque, ficou claro que as descobertas não viriam facilmente. No entanto, os músicos se apoiaram na liberdade de explorar e criar sem restrições de formato ou cronograma, fazendo com que o Apocalyptica fosse revigorado pelo processo. “Em “Cell-0” você pode ouvir claramente que não seguimos o caminho mais fácil. Quando poderíamos ter pensado que algo era bom, então diríamos que não era ótimo, e trabalharíamos nisso de novo. E essa tem sido a ferramenta para desenvolvermos a composição, o arranjo, a produção e todos os aspectos da produção deste álbum. É um processo difícil estar no estúdio por meses e seguir nos desafiando todos os dias durante doze horas, mas essa resistência é algo que você aprende”, afirma Eicca. Ao se esforçar para encontrar novas nuances em sua própria musicalidade, o Apocalyptica se abriu para alguns métodos e emoções aparentemente pouco ortodoxos para viajar pelo processo de criação. O resultado é um álbum que envolve o ouvinte em uma miríade de sentimentos e emoções que vão desde do thrash furioso de ‘En Route To Mayhem’ até a etérea de ‘Ashes Of The Modern World, passando pelo escopo cinematográfico de ‘Call My Name’. “Milhões de notas se combinam para criar música, assim como milhões de células combinam-se para criar vida. Quando você visualiza a coisa toda, padrões semelhantes aparecem. Quando você olha para partituras sinfônicas, parece um céu estrelado, e quando eu olho para o céu e vejo as estrelas, também as vejo como notas potenciais”, compara Perttu, acrescentando sobre inspirações: “Há pessoas sofrendo e outras que não tratam nosso planeta adequadamente, por isso há ansiedade relativamente ao estado do mundo. Muitas das músicas referem-se à cegueira e à ganância da humanidade e ao que deveríamos estar fazendo. Discutimos durante a …

Sessão Bodoqe na Retomada Gãh Ré

Mal iniciou o ano e o Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre articulou uma Sessão Bodoqe (cinema comunitário) junto à Retomada Kaingang no Morro Santana.Um momento de encontro para celebrar as lutas e as conquistas no ano que passou e reafirmar nossas alianças pra essa nova jornada.Nossas amigas e amigos da Retomada receberam algumas visitas na noite de sábado, 6 de janeiro, para que juntos assistíssimos alguns filmes produzidos pelo Coletivo Catarse e também víssemos a produção da turma de ofineira(o)s de fotografia. Essa oficina foi uma parceria do Ventre Livre\Catarse com a Witness Brasil e proporcionou uma pequena formação para 3 jovens da Retomada, incluindo uma cobertura fotográfica da Marcha das Mulheres Indígenas, que aconteceu em Brasília em setembro de 2023. Nossas amigas e amigos da Retomada receberam algumas visitas na noite de sábado, 6 de janeiro, para que juntos assistíssimos alguns filmes produzidos pelo Coletivo Catarse e também víssemos a produção da turma de ofineira(o)s de fotografia. Essa oficina foi uma parceria do Ventre Livre\Catarse com a Witness Brasil e proporcionou uma pequena formação para 3 jovens da Retomada, incluindo uma cobertura fotográfica da Marcha das Mulheres Indígenas, que aconteceu em Brasília em setembro de 2023. Para além das exibições dos filmes e das fotos, fizemos também um salchipão para toda gente ali reunida, quando rolou muita conversa e diversão, preparando os novos projetos que vem por aí.

Titãs no Araujo Vianna lotado em Porto Alegre

Será que é isso o que eu necessito? Se “isso” significar um show dos Titãs na atual turnê “Encontro – Pra Dizer Adeus”, sim! Precisava assistir à apresentação da banda que é referência de rock nacional (e foi norte estético e musical também para este que vos escreve) nessa turnê que reúne os integrantes da formação clássica — menos Marcelo Fromer, que faleceu em 2001. A oportunidade para conferir o grupo que, em mais de quatro décadas, já passeou por post-punk/new wave, reggae, ska e pop, rolou em 12 de dezembro, no Auditório Araújo Vianna, em Porto Alegre. Foram cerca de 2h30 de som e mais de 30 temas tocados em um evento com ingressos esgotados (cerca de quatro mil pessoas).Confira na integra o texto de Homero Pivotto Jr. para o site Scream & Yell (clicando na imagem ao lado ou aqui). Cobertura fotográfica pelo cooperado Billy Valdez.

Neptunn – The Hidden Self (Drums Playthrough)

Confira o novo lançamento audiovisual da banda Neptunn. Desta vez um “Drums Playthrough”, uma espécie de videoclipe, porém com imagens reais de captação da gravação da bateria, sem cortes, na execução precisa e pesada do baterista da banda Matheus Montenegro. A captação de som e mixagem ficou por conta do Rafael Siqueira do estúdio RR44 Artistic Complex, captação de imagens e edição pelo cooperado Billy Valdez. Para quem está conhecendo a banda por esta postagem, em julho deste ano (2023), produzimos o clipe de “Onward to Nothingness” e você pode conferir esta produção logo abaixo.

OFF!

No final de novembro, mais precisamente no dia 29, tivemos a chance de vivenciar mais uma experiência “hardcoriana” desta vez com a banda OFF!. Uma banda relativamente nova formada em 2009 mas capitaneada por Keith Morris um dos ex-vocalistas do Black Flag que, recentemente, esteve em Porto Alegre (cobertura você pode conferir aqui) e, também, fundador da clássica banda Circle Jerks, ambas bandas com um peso histórico na formação do Hardcore/Punk. Infelizmente vimos um Bar Opinião com pouco público. Uma lástima pela entrega sonora e presencial que a banda nos apresentou, mereciam um Opinião, ao menos, cheio.Mas, também, não é de se espantar, visto que apesar do fundador da banda ser uma figura icônica na cena Hardcore, OFF! não é uma banda com uma grande projeção “pop” no meio maistream. O que pode-se perceber no show, foi um público que fã da banda e/ou das ex-bandas do Keith Morris. No meu caso, eu estava conhecendo o OFF! Já havia ouvido falar e talvez até ter escutado por tabela pelas playlists dos streaming de música, mas o fato é que fui ouvir e prestar atenção realmente na semana do show e posso afirmar que a sonoridade da banda me agrada muito. Um mix de hardcore, metal, punk, jazz, rock alternativo… Uma doidera bem produzida e executada. Ao vivo, então, o show/som estava fodástico, uma massa sonora pesada com riffs marcantes beirando stoner e com uma psicodelia de efeitos e ambiencias sonoras preenchendo o vazio entre as músicas. A presença de palco da banda é algo notável, começando pelo baixista Autry Fulbright II que estava tocando com os dedos, algo meio incomum na cena hardcore. Ele era o mais “quieto” da banda com poucos movimentos de presença, o batera Mario Rubalcaba, um monstro nas baquetas com viradas precisas, pesadas e muito marcantes. O guitarra Dimitri Coats com suas duas maletas repleta de pedais de efeitos e comandando as “doideiras” instrumentais do show, o mais frenético, com uma presença de palco com muita energia, digna de uma banda de hardcore. Keith Morris, talvez pela idade, um pouco mais contido em comparação ao guitarrista, mas com bastante movimentação e em alguns momentos até parecendo um maestro regendo sua orquestra. Em suma, um baita show que agradou muito quem estava por lá.Após o show Keith Morris e demais integrantes foram até a pista e fizeram a alegria de muitos fãs que puderam bater fotos e pegar autógrafos. Quem abriu e esquentou o palco foi a banda de Canoas CxFxCx formada em 1991 e originalmente se chamavam CASH FROM CHAOS e a partir do ano de 1995 começaram a se apresentar como CxFxCx. Quem estava para conferir os CxFxCx certamente gostou, eu sou suspeito para falar pois sou amigo da banda e assumidamente fã. Galera faz um crossover trash muito bem feito e ver e ouvir eles no palco do Opinião foi demais, mandaram muito bem mesmo. Quem não conhece a galera de Canoas eu recomendo. Não podemos deixar de mencionar que a produção dessa noite/show foi da Ablaze Productions que, já faz algum tempo, vem proporcionando e trazendo para Porto Alegre shows de médio porte de bandas internacionais de diversos estilos e sempre com uma produção muito profissional e responsável. Então, para fecharmos, segue aquele clássico álbum repleto de fotos dessa noite memorável para muitos fãs do hardcore. Fotos e texto: Billy Valdez.

Preto no Metal Festival, domingo dia 17 de dezembro no Bar Opinião

O Bar Opinião vai receber a edição do Preto no Metal Festival é uma produção do Preto no Metal – Coletivo Livre em parceria da produtora Noisy Productions e conta com o apoio de Ablaze Productions, Red Spider Tattoo, Multiverso, Artur Azevedo e Bravo Metal, o Preto no Metal Festival vai contar ainda com uma exposição fotográfica digital nos telões, venda de merchandising dos grupos participantes e uma homenagem a Lohy Silveira, que integrou o Rebaelliun e fez/faz parte do Coletivo.Um evento histórico e inédito, pois o Bar Opinião vai receber somente bandas underground local de som pesado a maioria nunca esteve no palco do Bar Opinião tornando o festival mais especial ainda. Conheça as atrações: Neptunn.O projeto Neptunn foi idealizado pelo guitarrista e tatuador, Rafael Giovanoli, quem acompanha o músico e tatuador no trabalho de estreia da banda é a vocalista Larissa Pires (Ethel Hunter, High School Massacre, ex-Retaliação Infernal), o baterista Matheus Montenegro (ex-Burn the Mankind e ex-The Ordher), o guitarrista Bruno Fogaça (In Torment, ex-Gory, ex-Hateworks) e a baixista Patricia Bressiani (Decimator, ex-Ardil). Inexistence.A Inexistence banda death metal técnico de Porto Alegre formada em 2016. Nesse ano, Felipe Jacobsen (guitarrista e vocalista) e Lucas Manea (baixista) após algumas tentativas com bateristas, entraram em contato com o Vinícius Rodrigues em 2017. No final de 2018, lançaram o seu primeiro EP de três faixas intitulado Infinite Forms. As músicas exploram temas como universo e natureza e tem como inspiração bandas como Obscura, Beyond Creation, Death, Suffocation, Necrophagist. R.E.D.Raiva em Dobro, banda formada em janeiro de 1998. Formação, Roger Garcia: efeitos e teclados, Rodrigo Lopes na Guitarra, Luciano Lopes no Baixo, Kanam Sobiesky na Bateria e Eder Santos no Vocal. O estilo é indefinível: não é metal, não é hardcore, não se encaixa em nenhum compartimento musical pré-estabelecido, porém é pesado e isto basta. Código Penal.Em meados dos anos 90 nasceu a banda Código Penal no RS. Inicialmente como grupo de rap tradicional e com elementos eletrônicos e DJ, a Código Penal foi se instrumentalizando até atingir a formação atual e mais compacta para os dias de hoje! Black to Face no Vocal, Lucio Agace no vocal, Luciano Tatu no Baixo, Marcio Zuza na Guitarra, Eduardo Jack na Guitarra e Cesar Pereba na Bateria. Boca Braba.A Boca Braba Hardcore é formada por Vinícius Marques (vocal), Douglas Cereja (guitarra e back vocal), Higor Cavalheiro (baixo e back vocal) e Luis Tiago Azevedo (bateria). Originária de Viamão, região metropolitana de Porto Alegre, a banda tem como característica fazer o som mais visceral possível, sem se prender a dogmas nem em sua sonoridade, nem no que tem a comunicar nas letras. O som da banda traz elementos do Thrash Metal, do Hardcore Punk e do Rap Nacional. Já comprou seu ingresso? Segue o serviço completo do Festival e vem junto participar dessa história. *Abertura da casa: 16h. *Classificação: 14 anos. Lote 1:Inteira solidária (todas as pessoas podem comprar mediante a doação de 1kg de alimento não perecível): R$40Meia-entrada (desconto de 50%): R$ 35Inteira: R$ 70 Lote 2:Inteira solidária (todas as pessoas podem comprar mediante a doação de 1kg de alimento não perecível): R$50Meia-entrada (desconto de 50%): R$ 45Inteira: R$ 90 Lote 3:Inteira solidária (todas as pessoas podem comprar mediante a doação de 1kg de alimento não perecível): R$60Meia-entrada (desconto de 50%): R$ 55Inteira: R$ 110 Produção: Preto no Metal – Coletivo Livre Ponto de Venda:Bilheteria oficial (sem taxa de conveniência – somente em dinheiro):Loja Planeta Surf Bourbon Wallig (Avenida Assis Brasil, 2611 – Jardim Lindóia)Horário funcionamento: das 10h às 22h Online: https://www.sympla.com.br/opiniao Informações:https://www.opiniao.com.br/https://www.facebook.com.br/opiniao.produtorahttps://www.instagram.com.br/opiniaohttps://www.twitter.com.br/opiniao(51) 3211-2838

RHCP faz festa própria em Porto Alegre com Arena do Grêmio lotada

Estivemos em mais uma cobertura realizada em parceria com o portal Scream & Yell, desta vez no tão aguardado show do Red Hot Chilli Peppers em Porto Alegre com o retorno do guitarrista John Frusciante em sua formação. Confira a introdução do texto de cobertura de Homero Pivotto Jr, e acesse o texto completo no site da Scream & Yell aqui, ou clicando na imagem.Logo a baixo um álbum de fotos feito por Billy Valdez. O show do Red Hot Chili Peppers em Porto Alegre prometia ser uma apresentação morna, tendo como base resenhas e relatos das apresentações anteriores dessa ‘Unlimited Love’ tour pelo Brasil em 2023. Mas o que se viu foi um espetáculo quente, apimentado por qualidade de som, ciência do que está sendo feito no palco e uma mistura de senso pop, experimentalismo, improvisação jazzy e projeções psicodélicas. Com 1h45 de performance (um pouco mais do que em outras praças), os californianos encerraram a tour 2023 em solo brasileiro (tocaram antes no Rio de Janeiro, Brasília, São Paulo e Curitiba). Com estimativa de 50 mil pessoas presentes — maior show do ano na cidade e ingressos esgotados há meses —, a Arena do Grêmio serviu de palco para a segunda passagem do quarteto californiano pela capital gaúcha. A estreia rolou em 2002, durante gira do badalado ‘By The Way’ (2022), no Gigantinho. Desta vez, brilhou John Frusciante e suas reinterpretações freestyle, com incursões nas possibilidades que uma guitarra oferece fora do tradicional para o instrumento. Não podem ser diminuídas a desenvoltura técnica de Flea (baixo), a mão precisa de Chad Smith (bateria) e um Anthony Kiedis afinado com o momento — e com a tradicional tendência em ficar sem camisa, como era de se esperar. Chris Warren (teclado e sintetizadores) também mereceu menção pelo trabalho de apoio.

Supergrupo estadunidense de hardcore Off! toca pela primeira vez em Porto Alegre nesta quarta-feira (29.11)

OFF! não é marca de vestuário nem música do Red Hot Chili Peppers — o vocalista Anthony Kiedis usou boné com a escrita em clipes de sua banda e também na edição de 2019 do Rock In Rio, transformando o item em artigo de desejo para muitos fãs de música. O significado das três letrinhas e um ponto de exclamação é outro. Trata-se de uma das bandas mais inventivas do hardcore surgido nos Estados Unidos neste século, juntando a tradicional velocidade do estilo e experimentalismos com outras vertentes do rock (como o alternativo e o metal). Porto Alegre tem a chance de testemunhar ao vivo a força do conjunto capitaneado por Keith Morris, figura fundamental na cena punk (foi vocalista do Black Flag e, em seguida, criou o Circle Jerks). O show ocorre nesta quarta-feira (29), no Opinião (José do Patrocínio). O evento começa às 19h, e a atração de abertura é banda CxFxC (Crossover Thrash), de Canoas. O OFF! surgiu em 2009, em Los Angeles, como veículo para Keith voltar à ativa com seu vocal marcante. Na discografia, além de singles e EPs, estão três álbuns de estúdio: “Off!” (2012), “Wasted Years” (2014) e “Free LSD” (2022). O lançamento mais recente contou com o baterista de jazz Justin Brown. que já tocou com Herbie Hancock e assume as baquetas com o cantor Thundercat (que mistura funk, jazz, soul a sonoridades mais agressivas). Para a apresentação na capital gaúcha, no entanto, quem deve estar no kit percussivo é Mario Rubalcaba (Rocket from the Crypt, Hot Snakes). Nas cordas, Keith tem como comparsas Dimitri Coats (Burning Brides) e Autry Fulbright II (…And You Will Know Us By The Trail Of Dead) . Texto: Homero Pivotto Jr. Ingressos a partir de R$ 110 disponíveis aqui: https://bileto.sympla.com.br/event/87337.

Uma experiência chamada Roger Waters

Estivemos em mais uma cobertura em parceria com o portal Scream & Yell. Confira abaixo o primeiro parágrafo do texto de cobertura feito por Homero Pivotto Jr e um álbum de fotos por Billy Valdez. “Hello? Is there anybody in there?”, cantou Roger Waters em tom sereno grave no começo de ‘Confortably Numb’, abertura da apresentação em Porto Alegre, quarta-feira (01/11). E sim, havia gente lá: cerca de 30 mil pessoas estiveram na Arena do Grêmio para prestigiar o ex-Pink Floyd em sua quarta passagem pela capital gaúcha, desta vez com a turnê “This Is Not a Drill”. Como das outras vezes, o que se viu foi um espetáculo envolvente de som, imagem e conteúdo. O texto completo você pode conferir na postagem do site da Sream & Yell. Ao vivo em Porto Alegre, Roger Waters comprova que seu show continua sendo uma experiência intensa.

RAP IN CENA pra todos

No último final de semana de outubro, dias 29 e 30, rolou mais uma edição do evento RAP IN CENA no Parque Harmonia, na cidade de Porto Alegre. O evento reuniu diversas atrações: quadra de basquete, pista de skate, locais para breakdance, graffiti, entre outros. Diferentes nomes da cena rap/hip-hop se apresentando em 3 palcos diferentes, entre eles Marcelo D2 e seu filho Sain, Daguedes, Negra Li, Racionais e outra cacetada de artistas. DJ Piá, oficineiro parceiro do Ventre Livre, também marcou presença, além de outros nomes clássicos da cena hip-hoper de POA como: DJ Brother Neni, DJ Anderson, DJ Buiu, DJ Nitro Di, DJ Nezzo e DJ Gepowers, grandes nomes que fizeram e fazem a cena em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul. Um pouco dessa história você pode conferir no projeto Rap é Poesia. A Prefeitura de Porto Alegre distribuiu 6.000 ingressos cortesias para pontos de cultura, pessoas das perferias com baixa renda, marcha do Hip-Hop RS, comunidades indígenas, quilombolas e LGBTQIAP+. Mas porque o RAP IN CENA foi para todos estes que normalmente não tem acesso a este tipo de evento? Atribuímos essa grande distribuição de cortesias a um trabalho político de mobilização, pressão social, luta por direitos, espaços, recursos e visibilidade de movimentos sociais e culturais, rede de Pontos de Cultura, entre outros agentes que fazem da pauta cultura acessível a todos uma bandeira da mais alta relevância. Isto certamente refletiu na parceria que a prefeitura de Porto Alegre fez com a produção do evento. Com isso, o Ventre Livre pode oportunizar a ida gratuita ao evento de Kaingangs da Retomada Gãh Ré, alunos das oficinas de Discotecagem e DJ com o DJ Piá e amigos da nossa rede, todos pessoas não iriam ao evento devido alto custo de entrada, visto que esses mega festivais não são, de fato, acessíveis a população geral e para muitos fãs dos artistas que se apresentam. Enfim, colocamos o povo para dentro de um festival que deveria ser voltado para o povo, já que rap/hip-hop surgiram na periferia, embora hoje frequentem muito o mainstream. Segue alguns registros que o pessoal nos enviou. Os relatos são os mais diversos, com uma coisa em comum, todos se divertiram muito e curtiram demais essa oportunidade.