Comunicar para transformar: 21 anos do Coletivo Catarse e muito mais

O Coletivo Catarse comemora 21 anos de existência, resistência e reinvenção em 2025. Dessas mais de 2 décadas, 11 anos foram assumindo-se, também, como Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Esse Coletivo, tão diverso nos seus fazeres, é um centro nervoso de relações, temáticas e formatos, que tem como espinha dorsal a comunicação. De cada um dos seus atuais 13 cooperados sai uma ramificação de atuações que conectam a outros atores e organizações, formando um rizoma forte e consistente, que garante toda essa longevidade. Este último ano foi marcado por muitas realizações, as quais são celebradas e assumidas pela cooperativa como sua identidade atual, pois esta está sempre em constante evolução. Abaixo listamos algumas das nossas realizações no último período (impossível colocar tudo!): Enquanto a Luz Não Chega. Curta-metragem de ficção, realizado através da Lei Paulo Gustavo (2023), SMC-POA. O filme propõe uma reflexão sobre o impacto da tecnologia nas relações humanas. Do encontro do teatro de sombras e do audiovisual, a história trata sobre desconexões e apatias e os caminhos que a escuridão aponta. PNAB – Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais). Conjunto de ações que envolvem programação cultural da Maria Maria Espaço Cultural com música, teatro, sarau, entre outros; Oficinas de Teatro e de audiovisual voltados para a infância; Oficina de Hip Hop (História e Discotecagem); Carijada – encontro para a produção artesanal de erva-mate e o Talk Exu, talk show de variedades. Cheiro de Enchente – curta metragem – Documental (2025). A fetidez cessou conforme as estruturas que resistiram às chuvas foram secando e sendo limpas, mas as marcas do pé-d’água descomunal permanecem. Não apenas nas paredes ainda encardidas com as indicações da altura em que a inundação chegou, como também na memória de quem sofreu com a força da natureza. Essas recordações estão registradas em “Cheiro de Enchente”. Um documentário produzido em parceria com a banda Diokane que ao final o desfecho é em formato de videoclipe do single de mesmo nome “Cheiro de Enchente”. Cooperar é resistir. Filme documentário que trata de parte da trajetória de luta da Pedal Express, coletivo de entregadores de bicicleta que atua há 15 anos na cidade de Porto Alegre. Vasalisa, a Sabida. Primeiro espetáculo autoral realizado pelo Coletivo Catarse. Espetáculo cênico multilinguagem que parte do conto tradicional russo Vassilisa, a Bela, interpretado pela psicóloga junguiana e escritora Clarissa Pinkóla Estes, no livro Mulheres que correm com os lobos. Afim de recriar, em linguagem contemporânea, uma jornada simbólica de amadurecimento e empoderamento feminino, através da conscientização do poder da intuição. Nós, guardiões da mata. Filme documentário que conta, desde a primeira noite, a luta pelo território ancestral Kaingang aos pés do Morro Santana, Zona Leste de Porto Alegre. O filme mostra essa trajetória de uma família e seus apoiadores, centrado na figura da liderança política e espiritual Gãh Té e teve apoio da Witness Brasil. MET Audiovisual. O Coletivo Participa ativamente na gestão do projeto que visa criar um ecossistema de audiovisual envolvendo produtoras e agentes da Região Metropolitana, produzindo oficinas de formação, residências dentro das produtoras, circulação de conteúdos, etc. Encontro de cineastas indígenas. Promovido em parceria com a Rede Coral – Porto Alegre, Retomada Gãh Ré e muitos apoiadores, através de um edital do Ibercultura, o encontro possibilitou a troca de experiências entre indígenas Guarani, Kaingangs e Xoklengs. Rádio Voz do Morro. Apoio e participação nas atividades da Rádio Comunitária localizada no Morro Santana. A Rádio é uma articulação local que busca potencializar as atividades e lutas na região, com forte viés comunitário. O Despertar do Sol. Minidocumentário revela um olhar sobre a cosmopercepção Mbyá Guarani, registrando um pouco do modo de ser e viver na Tekoá Tavaí (Canelinha-SC). Os indígenas compartilham ao longo da obra um pouco da sua cultura, da maneira de se organizar e da sua relação de convivência harmoniosa com a natureza. Edição do Coletivo Catarse. Projeto Porto Novo. O Projeto Porto Novo é uma iniciativa de criação e difusão de conteúdos audiovisuais junto à comunidade do bairro Rubem Berta, em Porto Alegre/RS, com foco na identidade, autoestima e pertencimento ao território Porto Novo. Desenvolvido pelo Coletivo Catarse em parceria com a EMEF Porto Novo e a Unidade de Saúde Santíssima Trindade, o projeto promoveu oficinas com turmas de 9º ano da escola, possibilitando que estudantes se tornassem protagonistas da construção de narrativas sobre sua realidade. Juarez Negrão. Artista plástico, poeta, vivente das artes e da cultura popular. Um cidadão que circula bastante entre Novo Hamburgo e Porto Alegre, trafegando pelos trilhos do trem, viajando para além dos limites municipais, tem encontrado ancoragem neste grande espaço de acolhimento que é a Comuna do Arvoredo, especificamente nos empreendimentos que ali habitam – o Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e a Maria Maria Espaço Cultural. Nessa trajetória, entre conversas, mostruários de xilogravuras e esculturas para a venda e subsistência do artista, rolou a conexão entre o Coletivo e a arte de Juarez, de formas e cores que traduzem as influências de matriz africana em meio à urbanidade da Grande POA Quilombo Vila Nova. Há três anos o coletivo vem fortalecendo a comunidade quilombola de São José do Norte. O trabalho continuado de pesquisa e comunicação já rendeu um documentário, um Protocolo de Consulta Livre Prévia e Informada, exposições de fotos, formalização da associação quilombola, uma dissertação de mestrado e atualmente ainda fortalece uma transição para o cultivo agroecológico de arroz. Projeto CASA na retomada. Como organização parceira da Retomada Kaingang Gah Ré junto da rede da Teia dos povos, participou da iniciativa de reflorestamento e resiliência climática da aldeia. Foram plantadas 400 mudas nativas, construído um viveiro e manejadas espécies invasoras como pinus e vassourinha. Capoeira no Ventre. Ao longo do ano o Ponto de Cultura tem recebido atividades dos parceiros da Áfricanamente Capoeira Angola. O núcleo coordenado pelo treinel (professor) Daniel Jamaica oferece aulas de capoeira semanais, e o núcleo dos treinéis Maskote e Jane tem realizado oficinas …

Enquanto a Luz Não Chega cumpre circuito de lançamento

Desde 27 de junho, em fase final de projeto, o curta-metragem teve 6 exibições, com mais de 150 pessoas presentes ao vivo e 500 online. A primeira foi realizada na sede do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, na Comuna do Arvoredo, em dia de Maria Maria Espaço Cultural, quando a garajona se transformou em sala de cinema e sombras. Numa atividade com transmissão online, os roteiristas e diretores do filme, Têmis Nicolaidis e Gustavo Türck, contando com a participação do diretor de arte – e sombrista – Alexandre Fávero, realizaram uma dinâmica em que apresentaram as linguagens usadas – o audiovisual e as sombras – numa trama que trata do drama de pessoas que se vêem envoltas em relações fragilizadas e num uso desmedido de aparelhos tecnológicos, revelando uma dependência que vai se encontrar em cheque exatamente na falta de energia. A seguir, é possível conferir o registro de como foram as explanações, ainda com participações dos protagonistas e de quem produziu a trilha sonora, mesmo que um pouco prejudicado pelas falhas relacionadas à conexão – vejam só! – com a internet, que “derrubou” a live e fez com que o filme fosse transmitido em seu lançamento em duas partes – mas no “ao vivo” tudo aconteceu muito bem, com uma segunda projeção acontecendo ao final, inclusive. Após, aconteceram outros 2 eventos, dia 1° de julho, em parceria com os Pontos de Cultura TV Restinga, no período da manhã, na EMEF Nossa Senhora do Carmo, e Quilombo do Sopapo, à noite, na EMEF José Loureiro da Silva, nos bairros Restinga e Cristal respectivamente. Duas projeções com reações distintas com públicos diferentes de estudantes de ensino fundamental II, numa escola de 9° ano, com gurizada de 12 a 14 anos, na outra com alunos do EJA, com pessoal já em idade mais madura. Já em 03/07, foi a vez da exibição no Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, em sala de projeção montada em meio a objetos que demonstram a evolução tecnológica dos meios de comunicação, comunicando perfeitamente com o cenário do imaginário a ser retratado pelo filme. E, para “consertar” o evento online e também destacar o filme entre outras produções que o Coletivo Catarse lançou em junho, ainda foi possível realizar mais uma ação de lançamento num dos blocos de bate-papo no Talk Exu #02, com nova exibição do filme na íntegra ao final, ao vivo, na Maria Maria Espaço Cultural, e online no canal do YouTube do Coletivo. Todas essas ações foram acompanhadas, contando com suporte de acessibilidade, via capacitação ou estando à disposição ou em exibição completa em idioma de libras, destacando que o filme também é finalizado em versões com idioma de libras, com legendagem e com audiodescrição (ainda não disponível completamente aberto na internet, pois deve cumprir circuito de festivais). Novas sessões e ações devem ocorrer com o tempo, contando com divulgação neste site e nos canais de redes sociais do Coletivo Catarse. Inscreva-se, siga e fique atento.

Coletivo Catarse recebeu oficina de Acessibilidade

Texto: Márcia Tolfo e Gustavo Türck / Fotos: Márcia Tolfo e Têmis Nicolaidis Como parte integrante dos trabalhos com acessibilidade realizados a partir do projeto do filme Enquanto a Luz Não Chega, financiado pela LPG POA, o Coletivo Catarse recebeu, em 03/07, a profissional Si Dornelles em sua sede para uma oficina de 4h sobre Acessibilidade Atitudinal. Si apresentou o caminho de aprendizado da língua dos sinais e fez várias reflexões: “A cada dia aparece uma acessibilidade nova, e o que podemos fazer para receber da melhor forma cada ser humano?” – indagou aos presentesrepresentantes do Coletivo Catarse, da Maria Maria Espaço Cultural e da Comuna do Arvoredo. Um dado importante que ela trouxe foi o de que 80% das debilidades são adquiridas e 20% são congênitas, ou seja, uma grande parte das pessoas acaba por desenvolver essas dificuldades em fases da terceira idade. Lembrou também que ações de acessibilidade também atingem aqueles que estão passando por inabilidade momentânea – um pé quebrado, por exemplo. Durante as explicações, foram apresentadas diversas lâminas, deixando clara a importância dos processos de recepção e acolhimento – o tempo dedicado a essas ações é essencial para uma preparação adequada para se receber as pessoas. Si Dornelles também destacou o novo símbolo universal, que se refere a todos os tipos de acessibilidade, e a complicação em se utilizá-lo se não se for oferecer o suporte completo: “Não seria bom usar se não se for incluir todos os 18 tipos, no entanto, o símbolo antigo é limitador do conceito de acessibilidade e não representa outras deficiências além de física” – pondera. Ao final, foi apresentada a etiqueta social e as barreiras comumente encontradas pelos PCDs. Também Si mostrou como alguns seguimentos se organizam em comunidade, cultura e identidade – como os surdos -, implicando em partilhar de um mesmo ideal de luta pela manutenção dos seus direitos. E ainda houve tempo para duas dinâmicas. Uma fizemos com a tradução simultânea em idioma de sinais de uma música e outra em que, com os olhos vendados, os presentes ouviram um áudio de um filme e tentaram identificar o que estava acontecendo na cena. Terminando a oficina na sede do Coletivo Catarse, em ato contínuo, a equipe foi ao Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, em mais um evento de lançamento do curta-metragem, em mais uma exibição com acessibilidade em libras e acesso gratuito.

Coletivo Catarse lança no dia 27 o curta-metragem Enquanto a Luz Não Chega

Unindo teatro de sombras e cinema, filme propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas Da união de duas linguagens – teatro de sombras e cinema – nasce o curta-metragem Enquanto a Luz Não Chega, do Coletivo Catarse em coprodução com a Cia Teatro Lumbra. O lançamento está marcado para o dia 27 de junho, sexta-feira, às 19h, em dia de Maria Maria Espaço Cultural (Rua Cel. Fernando Machado, 464), junto ao Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e à Comuna do Arvoredo, no Centro Histórico de Porto Alegre, com transmissão ao vivo simultânea no Canal do YouTube do Coletivo Catarse – tendo o sinal fechado após a exibição do filme. Inspirado livremente na obra Enquanto a Noite Não Chega, de Josué Guimarães, o filme propõe uma inversão narrativa ao retratar Ciça e Téo, personagens que vivem uma existência metaforicamente morta em meio a um cotidiano dominado por redes sociais e realidades digitais ilusórias através de uma linguagem visual que explora e comunica emoções, atmosferas e significados. A trama se desenrola em um cenário de caos climático no sul do Brasil, quando a escassez de energia elétrica força os protagonistas a confrontarem a si mesmos e ao outro, longe das distrações tecnológicas. A escolha estética de integrar teatro de sombras ao audiovisual busca aprofundar a subjetividade dos personagens e explorar as nuances entre realidade e ficção. O elenco principal conta com Ana Delarte no papel de Ciça, atriz com experiência em produções como Ainda Orangotangos (2006) e Menos que Nada (2010) e participações em projetos do Cinehibisco – coletivo de cinema independente, que marcou uma fase de experimentação e estudos de linguagem ligado ao Coletivo Catarse –, e Gustavo Cardoso, ator com formação pelo Depósito de Teatro em Porto Alegre e com experiência em produções audiovisuais, atuação em curtas e seriados para a televisão, além de também integrar projetos via Cinehibisco, protagonizando os curtas Caligrafia (2019) e Greyce (2013). O curta soma ainda a atuação de Anderson Gonçalves, que interpreta Theodoro, um personagem que traz uma espécie de “respiro” às relações sufocadas pelas realidades projetadas. O ator tem grande histórico na arte da manipulação de bonecos e também está presente em produções do Coletivo Catarse, como Informar é Vacinar! (2023) e Hipólito Segue sua Viagem (2021). O roteiro e a direção são assinados por Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis, com direção de arte de Alexandre Fávero, da Cia Teatro Lumbra. A trilha sonora original está a cargo de Marcelo Cougo, trazendo nas composições Ângelo Primon, Jéssica Nucci e William Abreu. A maior parte das gravações foi realizada entre março e abril de 2025, no Centro Histórico de Porto Alegre, na Comuna do Arvoredo, sede do Coletivo Catarse e Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, e na Maria Maria Espaço Cultural, ocorrendo ainda em espaços como o Garden Café, o Teatro dos Vampiros – no Café Mal Assombrado – e a Padaria Quero Pão, valorizando as iniciativas locais vizinhas de bairro do Coletivo. Já as captações de imagens em que as sombras são protagonistas ocorreram no Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo, Ponto de Cultura em Morro Reuter, iniciativa que desenvolve e também recebe diversos projetos relacionados à cultura, educação e ecologia. O filme inicia, portanto, nesta sexta, 27, um pequeno circuito de lançamento, dando sequência em 01/07, pela manhã, na Restinga, em atividade com o Ponto de Cultura TV Restinga, e, pela noite, no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo. Dia 03/07 será a vez de uma sessão no Museu da Comunicação Hipólito José da Costa. O filme finalizado contará com suporte de acessibilidade em libras, audiodescrição e legendagens; a equipe também realizou oficina de acessibilidade atitudinal para as apresentações; e alguns dos eventos de lançamento contarão eventualmente com a participação de profissional de libras. Aguarde divulgações! SINOPSE Enquanto a Luz Não Chega é um curta-metragem de ficção que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas. Do encontro do teatro de sombras e o audiovisual, surge uma história sobre desconexão e apatia e os caminhos que a escuridão aponta. O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo (LPG Porto Alegre) na linha Produção de curta-metragem por empresas produtoras. SERVIÇOO quê: Lançamento do curta-metragem Enquanto a Luz Não ChegaQuando: 27 de junho, sexta-feiraHorário: 19hLocal: Maria Maria Espaço Cultural/Ponto de Cultura e Saúde Verntre Livre – Rua Cel. Fernando Machado, 464, Centro Histórico, Porto Alegre (RS); e canal do YouTube do Coletivo Catarse (somente no dia, será fechado após).Classificação: 12 anosEntrada gratuita Confira o trailer: Fotos: Billy Valdez

Enquanto a luz não chega – pré-produção das filmagens

Uma ficção é feita de muitas camadas, e isso começa na preparação das filmagens. São detalhes das mais variadas fontes, produção, arte, fotografia, roteiro, direção. Uma máquina bem azeitada garante que todo esse esforço no set de fimagem – que é intenso – não sobrecarregue o sistema e possa resultar num filme do qual se possa sentir orgulho. Este é o foco da equipe do curta-metragem Enquanto a Luz não Chega que iniciou a pré-produção das filmagens na locação do apartamento do casal de protagonistas, onde ocorre as cenas mais importantes do filme. Foram 3 dias de marcações, ajustes, testes e ensaios. Um agradecimento especial ao Marcelo Branco que possibilitou o acesso a este apartamento muito especial no Bairro Teresópolis, que nos acolhe e viabiliza o contar desta história. “Enquanto a Luz Não Chega” é um curta-metragem de ficção produzido pelo Coletivo Catarse, que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas. A história acompanha Eleutério e Conceição, um casal isolado em seu apartamento durante um apagão causado por enchentes na cidade. Sem acesso à eletricidade, são forçados a lidar com sua própria desconexão emocional, enquanto a chegada do vizinho Teodoro transforma sua dinâmica. Inspirado livremente no romance Enquanto a Noite Não Chega, de Josué Guimarães, o filme aborda a alienação gerada pelo uso excessivo da tecnologia e a redescoberta do contato humano em momentos de crise. Financiada com recursos da Lei Paulo Gustavo (Linha 3: Produção de curta-metragem por empresas produtoras).

Enquanto a luz não chega – produção da trilha sonora

Marcelo Cougo, Direção de Trilha Sonora: A trilha sonora foi conbedida em formato de canção, influenciada diretamente da leitura de “Enquanto a noite não chega”, livro de Josué Guimarães que dá inspiração ao nosso roteiro. A ideia é produzir um tema que misture modernidade com um toque de regionalismo, com levada de rock urbano. Além da canção, também estamos trabalhando um tema instrumental com uma sonoridade nostálgica e mais limpa, orgânica. Acho que esse tema contempla a passagem do tempo e as transformações nas relações humanas. A paixão que se torna lembrança, uma memória por vezes dolorida mas sempre viva em nossas histórias. A canção será interpretada por William “Crespamente” de Abreu e Jéssica Nucci, com arranjos de Ângelo Primon e Marcelo Cougo. William também fará as baterias dos dois temas. “Enquanto a Luz Não Chega” é um curta-metragem de ficção produzido pelo Coletivo Catarse, que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas. A história acompanha Eleutério e Conceição, um casal isolado em seu apartamento durante um apagão causado por enchentes na cidade. Sem acesso à eletricidade, são forçados a lidar com sua própria desconexão emocional, enquanto a chegada do vizinho Teodoro transforma sua dinâmica. Inspirado livremente no romance Enquanto a Noite Não Chega, de Josué Guimarães, o filme aborda a alienação gerada pelo uso excessivo da tecnologia e a redescoberta do contato humano em momentos de crise. Financiada com recursos da Lei Paulo Gustavo (Linha 3: Produção de curta-metragem por empresas produtoras)

Enquanto a luz não chega – testes e início das filmagens

Os dias 11, 13 e 14 de março foram dedicados a muitos testes de fotografia e início das fimagens do curta-metragem “Enquanto a Luz não Chega”, produção do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, através do edital da Lei Paulo Gustavo para o município de Porto Alegre. Foram dias de trabalho intensos que incluiram, também, visita às possíveis locações pela equipe de produção e direção. Os testes no salão da Comuna do Arvoredo foram fundamentais para embasar o trabalho artístico e fotográfico no set de filmagem. Ali se determinou tanto a estrutura de equipamento quanto os conceitos estéticos a serem utilizados para o desenrolar da trama. Já no final das tardes de quinta e sexta, a equipe inaugurou a sequência de filmagens, registrando a chuva sobre a cidade, o pôr-do-sol e o nascer da lua cheia. O filme pode falar sobre desconexões pelo uso exessivo da tecnologia, mas trata, também, sobre a ligação com a natureza e como ela pode aproximar as pessoas enquanto seres humanos vivos. Criar arte pode parecer um ato mágico de talento e inspiração, mas, na prática, é um processo de negociação constante. No Coletivo Catarse, iniciamos os testes de luz e as experiências de linguagem para Enquanto a Luz Não Chega. Checar equipamentos, testar o equilíbrio entre as fontes de luz, simular trucagens teatrais. Ação! Corta! De novo! Gravamos os testes com projeções de sombras que modulam os espaços e rodamos as primeiras cenas da força da natureza chorando sobre a tristonha cidade de Porto Alegre. Cinema são pactos de confiança. Ontem, assinamos alguns termos desse contrato de paixão e camaradagem. Pra ti ver! Alexandre FáveroDireção de Arte – Clube da Sombra / Cia Teatro Lumbra “Enquanto a Luz Não Chega” é um curta-metragem de ficção produzido pelo Coletivo Catarse, que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas. A história acompanha Eleutério e Conceição, um casal isolado em seu apartamento durante um apagão causado por enchentes na cidade. Sem acesso à eletricidade, são forçados a lidar com sua própria desconexão emocional, enquanto a chegada do vizinho Teodoro transforma sua dinâmica. Inspirado livremente no romance Enquanto a Noite Não Chega, de Josué Guimarães, o filme aborda a alienação gerada pelo uso excessivo da tecnologia e a redescoberta do contato humano em momentos de crise. Financiada com recursos da Lei Paulo Gustavo (Linha 3: Produção de curta-metragem por empresas produtoras)

Enquanto a Luz Não Chega tem etapa de trabalho intenso com protagonistas

Nos últimos 10 dias de janeiro, enquanto o calor não chegava com tudo em Porto Alegre, a equipe de direção reuniu o elenco principal do filme para o tratamento final do roteiro, usando e moldando as características dos atores aos seus respectivos personagens. Foram realizadas leituras simples e dramáticas, exaltando-se aspectos de linguagem falada e corporal, construindo uma diegética que passasse a transformar Gustavo, Ana e Anderson definitivamente em Téo, Ciça e Theodoro. Artistas com ampla trajetória principalmente em teatro, os 3 se dedicaram às desconstruções e reconstruções de suas táticas linguísticas, abrindo os caminhos para a concretizar a transposição do ato atuado para o ato filmado. Também esteve presente o responsável pelas filmagens, que cuidará de grande parte da fotografia da obra, Billy Valdez, já experimentando – com câmera e acessórios – os possíveis posicionamentos para cada plano. Marcelo Cougo, quem deve assinar a direção de trilha sonora do filme, fez também seus primeiros contatos com olhar mais sensível ao que vai se pretender construir em som e imagem para contar esta estória. Esta é apenas uma fase inicial desta etapa de produção, mas que já trouxe resultados satisfatórios ao que planeja direção. Toda ela realizada nas dependências do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, na Garajona e nos pátios internos da Comuna do Arvoredo, situada no Centro Histórico de Porto Alegre. Novos momentos de ensaios, mais direcionados e construídos em detalhes, em sets que venham a se assemelhar com o que se deseja materializar com o roteiro, virão nas próximas semanas até se culminar com a etapa de filmagem, que deve ocorrer na segunda metade de março. Enquanto a Luz Não Chega é uma obra em curta-metragem, que tem lançamento previsto para maio/junho de 2025. É uma realização do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, com projeto aprovado no Edital Lei Paulo Gustavo – Cinema – Linha 3: Produção de Curta-Metragem por Empresas Produtoras – Município de Porto Alegre. Direção e roteiro de Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis e direção de arte de Alexandre Fávero, Marcelo Cougo assinando a direção de trilha, Billy Valdez na fotografia e operação de câmera e Bruno Pedrotti na assistência geral. Fotos: compilado de registro realizados por Têmis Nicolaidis, Anahi Fross, Billy Valdez e Gustavo Türck

Enquanto a Luz Não Chega abre fase de Produção

O projeto de curta-metragem, contemplado no Edital EDITAL 017/2023, da Lei Paulo Gustavo de Porto Alegre, já está em fase de trabalhos no roteiro com elenco selecionado. Também a anállise técnica e o desenho de produção começaram a dar seus primeiros passos em fins de 2024. No mês de dezembro, ocorreram encontros com atriz e atores escolhidos para protagonizarem os 3 personagens principais – o roteiro foi apresentado, realizaram-se leituras coletivas, conversas sobre detalhes, linguagem de atuação desejada e o pedido da direção para que todos estudassem como poderiam encaixar seus próprios seres naqueles egos pretendidos em cena. A seguir, aqueles que darão vida a Ciça, Téo e Theo. Ana Rodrigues, que vai ser Ciça, é pesquisadora das linguagens das Artes Cênicas, com vivências no cinema, dentre elas: Ainda Orangotangos, de Gustavo Spolidoro (2006), e Menos que Nada, de Carlos Gerbase (2010). Foi integrante do Cinehibisco – coletivo de cinema independente formado por integrantes da produtora Coletivo Catarse e artistas da cena gaúcha de 2012 à 2019, protagonizando e participando de algumas produções como Ciça não está mais aqui (2013), Paralelo (2014), Tainhas no dilúvio (2018) e Caligrafia (2019). Nos trabalhos em teatro, destacam-se alguns como: Ur Nat do Windenes Bro Ponte dos Ventos, dirigido por Iben Nigel Rasmussen do Odin Teatret Nordisk Teater Laboratorium da Dinamarca, realizado em Paraty/RJ (2016), Travessia do Laboratório de Composição cênica A Barca, dirigido por Adriano Basegio e realizado na Noite dos Museus em Porto Alegre (2019), Planeta Semente e a Floresta Encantada da DACS dirigido por Celícia Santos (2019), entre outros. É integrante ainda da Nós Companhia de Teatro desde 2022, com direção de Everson Silva. Atualmente em cartaz com a NÓS Performance Teatral, como atriz e roteirista. Para protagonizar o personagem Téo, Gustavo Cardoso, que é ator há mais de 20 anos, com formação pelo Depósito de Teatro em Porto Alegre. Tem experiência também em produções audiovisuais, atuando em curtas e seriados para a TV. É um artista considerado sempre disposto a emprestar seu rosto para desenvolver novos personagens. Nas produções do Coletivo Catarse, também com o grupo Cinehibisco, destacou-se protagonizando os curtas Caligrafia (2019) e Greyce (2013). Ana e Gustavo também protagonizaram o curta Tainhas no Dilúvio (2018). Pra completar o trio, Anderson Gonçalves deve ser Theodoro, um vizinho do casal, que teria no seu ofício o panifício. Ator, bonequeiro, com formação em magistério e pedagogia. Atuou como educador por 7 anos, migrando para o teatro em 2007, após iniciar curso de formação com o grupo Ói Nóis Aqui Traveiz, na escola de formação de atuadores. No mesmo ano entrou para a equipe do programa infantil Pandorga, veiculado na TVE-RS, onde permaneceu até 2013, atuando como bonequeiro, ator e auxiliar de produção, tendo sido em 2012/2013 responsável pela produção de bonecos para uma nova temporada que foi transmitida em todo território brasileiro. Em 2010, integrou o espetáculo infantil “Jogos de inventar, cantar e dançar”, do grupo Bando de Brincantes, como ator e também confecção de bonecos e adereços. O espetáculo recebeu o troféu especial do júri daquele ano. Em 2008, cria a Trupi di Trapu teatro de bonecos, grupo que se dedica à montagem de espetáculos de teatro de formas animadas tendo nestes 16 anos se destacado em festivais do gênero pelo mérito de suas obras, acumulando reconhecimentos e premiações. Anderson é um parceiro de várias atividades do Coletivo Catarse e do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Desta feita, vai encarar um desafio de colocar o seu rosto diretamente à disposição das câmeras, pois em outras produções como Informar é Vacinar! (2023) e Hipólito Segue sua Viagem (2021), confeccionou e atuou com bonecos, se transformnado em Machado de Assis e Hipólito José da Costa. E, na Direção de Produção, Lorena Sanchez vem somar com toda a sua experiência. Atriz, contadora de histórias, arte-educadora e produtora cultural. Já participou de mais de 30 montagens teatrais, seja na atuação, na técnica ou na produção. Na área educacional, orienta artes integradas, ministrando aulas para crianças e adolescentes, mulheres 50+ e educadores (projetos Sucatadora de Histórias, Língua Lâmina e Jovem 360 do Ciee-RS). Mantém ainda projetos artísticos cênicos e audiovisuais com diferentes coletivos. No Coletivo Catarse fez a direção de produção de Hipólito Segue sua Viagem (2021) e o roteiro, produção e atuação do curta-metragem A Dominação V19 (2020). É também gestora do La Lola Produtora e integrante do Cuidado Que Mancha desde 2020. Realiza a elaboração, execução, gestão e prestação de contas de projetos. Esta formatação de equipe é também resultado de movimentos artísticos que se concatenaram nos últimos anos e envolveram estes produtores, diretores e artistas em vários trabalhos, culminando nesta produção de agora, que deve ser mais um salto nas relações profissionais de todos – e para a realização de um filme gestado em estudos coletivos que já remontam mais de década. Enquanto a Luz Não Chega é uma obra em curta-metragem, que tem lançamento previsto para maio/junho de 2025. É uma realização do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, com projeto aprovado no Edital Lei Paulo Gustavo – Cinema – Linha 3: Produção de Curta-Metragem por Empresas Produtoras – Município de Porto Alegre. Direção e roteiro de Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis e direção de arte de Alexandre Fávero, Marcelo Cougo assinando a direção de trilha, Billy Valdez na fotografia e operação de câmera e Bruno Pedrotti na assistência geral.

Enquanto a luz não chega – fase de pré-produção

Um filme de ficção é como uma mudança. As pessoas só lembram que dá muito trabalho a cada vez que, eventualmente, se põe a “mão na massa” para fazer. Além disso, existe uma longa caminhada até a tão esperada hora do set de filmagem, que envolve muita conversa, muita pesquisa de referências, muito planejamento e um tanto de tabelas – até para que, com a receita bem detalhada, seja possível uma execução rápida e objetiva. Ou seja, deve-se pensar cada plano na teoria para que a prática fique mais segura e acertiva. Por isso, dentro da fase da pré-produção, o roteiro ganha novos contornos e já estabelece, a partir disso, as indicações para possíveis locações, personagens, ações e tons – entre várias outras obserções que vão da luz à sombra, do silêncio à música. A equipe de direção e roteiro, constituída por Têmis Nicolaidis (@temis.nicolaidis) e Gustavo Türck, esteve em imersão criativa no mês de agosto, aprofundando o trabalho no roteiro e organizando, inclusive, os direcionamentos para a produção. De volta a Porto Alegre, iniciou-se os trabalho na decupagem e análise técnica do roteiro, que determina o plano de filmagem, incluindo enquadramentos, fotografia, necessidades de cena e indicativo de locações. Com este trabalho iniciado, a direção de arte, por Alexandre Fávero (@clubedasombra), pôde começar a indicar na tabela da análise técnica reflexões a partir das propostas iniciais. Ainda em setembro, aconteceu também uma reunião com a direção de fotografia, assinada por Billy Valdez (@billy.valdez), estabelecendo os parâmetros para uma empreitada de testes no próximo períodos a partir das cenas e ideias desenhadas e decupadas. Aos poucos se vai avançando enquando as filmagens não chegam.