Primeiro REVERBERA

No último dia 08 de agosto, aconteceu a primeira edição do REVERBERA. O evento foi idealizado pela banda Luvit e contou com a participação das bandas Inersa e Silhuetas para completar o line-up que agitou o Caos Bar, em Porto Alegre. Foi uma noite de retomada do frio em Porto Alegre, mas o clima dentro do Caos era quente e contagiante. Com uma plateia repleta de amigos e familiares, a sintonia entre as bandas ficou evidente, garantindo que esta primeira edição do REVERBERA realmente honrasse o nome e conquistasse seu espaço definitivo na agenda do rock porto-alegrense. A abertura ficou por conta da Silhuetas, representante da nova geração que prova que ainda há muita gurizada a fim de montar banda, acreditar no projeto e fazer som de qualidade. O grupo entregou um rock visceral, com influências marcantes de indie, shoegaze e grunge. Na sequência, os anfitriões da Luvit subiram ao palco com um rock pesado de primeira, misturando post-grunge e metal com vocais rasgados e viscerais que fizeram todo mundo bater cabeça. Para encerrar a noite com chave de ouro, os amigos da Inersa trouxeram seu rock alternativo e pesado, com nuances de hard rock e grunge. A banda ainda surpreendeu com versões improváveis e muito bem executadas, adaptando para o rock sucessos de Ivete Sangalo e outros artistas inusitados do pop e do pagode nacional. Siga as bandas, vá aos shows, somos todos engrenagem do rock. Texto e fotos por Billy Valdez.

Liberdade e o amor à diversidade

Dois dias, dois rebanhos diferentes. O Espaço Cultural Maria Maria/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, onde todas as quintas, sextas e sábados, habitam de forma segura diferentes gentes, com suas ricas diversidades, recebeu a banda The Misters em um dia e, no outro, o lançamento do livro “A ovelha Queer”, de Rodrigo Schüler de Souza. Em uma noite dedicada ao rock e suas vertentes mais dançantes, a banda The Misters, celebrou a amizade com um desfile suas versões de grandes clássicos e alguns lados B, de nomes consagrados da música do nosso mundo. Firmando em definitivo sua nova formação, que agrega o guitarrista e violinista Marcos Machado ao time, Guile Barão, Alex Becker e Marcelo Cougo se divertiram e divertiram àqueles que estavam presentes numa sexta feira de calor meio atípico para o mês de julho, em Porto Alegre. No dia seguinte, sábado, foi a vez de um encontro bastante marcante para quem esteve presente. Rodrigo recebeu amigas e amigos para, juntos, viverem horas de acolhimento e trocas de experiências que envolvem a filosofia, a teologia e a vontade de viver o que se é, o que se deseja ser. Novamente a Garajona da Comuna do Arvoredo, onde funciona o Espaço/Ponto, serviu de “O lugar seguro de quem não está perdido”. A obra lançada aborda o diálogo entre a tradição religiosa cristã e a vivência de pessoas LGBTQIAPN+, e teve seu ponto alto na performance emocionante de Savanah Queen, que com sua força e beleza nos mostrou a grandeza política de sua arte. Dois rebanhos diferentes arrebatados pelos mesmos sentimentos: a liberdade e o amor à diversidade. Que venham muitos outros encontros e que sejamos, toda gente, cúmplices de nossas felicidades. Acompanhe as redes e dê sua força para os artistas:The Misters.Rodrigo Schüler. Texto: Marcelo CougoFotos: Billy Valdez

Esteban no Espaço Marin

Na noite do dia 10 de maio Esteban Tavares retornou a Porto Alegre no Espaço Marin para o seu primeiro show do ano na capital gaúcha.Foi uma noite de muita troca de energia e calor, um show hipnotizante que só o Esteban domina.Aguardamos pelos próximos.Banda que esquentou o palco e o inicio da noite foram os “emos” da Die For You da cidade de Gravataí que vem despontando no cenario e chamando atenção pelo seus shows enérgicos, mesclando musicas autorais e alguns covers clássicos do cenário emocore. Fotos de Billy Valdez / Coletivo Catarse.

Reexistência Rutz

O Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e o Coletivo Catarse tem uma longa trajetória de parceria com a Kuja Gãh Té, liderança espiritual e política do povo Kaingang e da Retomada Gãh Ré, no Morro Santana. Legitimados por essa trajetória Gãh Té e o Ventre Livre foram contemplados na Chamada Pública Agentes Culturais da Ancestralidade, promovida pelo Pontão de Cultura Axêmiré.Desse modo as atividades que são realizadas de forma rotineira pela Mestra passam a ser reconhecidas com uma bolsa que ajudará a manter e ampliar essa atividades.Dentro dessa lógica, de troca de conhecimentos e integração com a comunidade, a Retomada Gãh Ré e a Mestra Gãh Té, junto com o coletivo Preserve Morro Santana, receberam a atividade sobre a importância socioambiental e histórica do Morro Santana, incluindo as dimensões geomorfológicas do morro e sua ocupação pelo povo Kaingang. Realizada nos dias 16 e 17 de maio, a atividade teve a participação da comunidade, de estudantes e professores da UFRGS, e serviu de formação para condutores nas ecotrilhas realizadas no Morro Santana.A saída de campo – Mestrado de desenvolvimento rural na retomada indígena Kaingang Gãh Ré, no Morro Santana, foi uma experiência importante de aprendizado e reflexão. Através das falas da Mestra Iracema Gãh te Nascimento, foi possível compreender a relação do povo Kaingang com o território, a ancestralidade e a resistência cultural. A atividade aproximou os conteúdos estudados na universidade da realidade vivida pelas comunidades indígenas, mostrando a importância do respeito aos saberes tradicionais, da memória coletiva e dos direitos dos povos originários.Nesse dia também foi realizada uma cerimônia de plantio de uma muda de araucária, árvore sagrada para o povo indígena, simbolizando a permanência no território do querido Tio Rutz, ativista e morador da comunidade e que nos deixou recentemente. Gãh Té e Julinho, filho de Tio Rutz, celebraram a vida, a alegria e o cuidado que sempre guiou o nosso amigo, que agora está eternizado nas raízes, tronco e frutos da árvore símbolo da resistência Kaingang. Texto: Marcelo CougoFotos: Luis Gustavo Ruwer

Osvaldo 93

Em um movimento que começou nos 1980 para se estabelecer na primeira metade dos 1990, a aproximação do rap com o rock deu direcionamentos até hoje seguidos. A mistura desses dois universos da cultura pop, que teve desdobramentos estéticos e comportamentais para além da música, reverberou no RS, no começo da última década do século passado. Em Porto Alegre, surgiam grupos como Código Penal (cruzando rap e hardcore) e L.O.R.D.S. (Legião Organizada Revolucionária dos Direitos Sociais), embalados pela batida das ruas. Ativas até hoje (ainda que de maneira não linear), as duas atrações se juntaram para a gig “Osvaldo 93”, que rolou em 12/4, no Bar Ocidente. As bandas literalmente dividiram o palco, tocando juntas (em alguns momentos, uma ou outra se apresentava, em outros, integrantes se uniam). A L.O.R.D.S (os MCs @piadrodutor e @edsonlegalllegall, @djandersonultramen nos toca-discos e percussão de @henrique_branka) abriu os trabalhos com um bloco de temas próprios, dando espaço para a CP (formada por @lucioagace e @black_lucianocp nas vozes, @fernandoluzardo no baixo, @green.eyes.soul.mp3 e @marcioantoniog33nas guitarras e @cesarcastrodrumer na bateria ) fazer o mesmo. O baile seguiu com os músicos intercalando-se. Entre os temas próprios, destaca-se “Homem Errado” e “Falsos Profetas”, da L.O.R.D.S. Já a CP mostrou a que veio com sons do naipe de “Terra de Ninguém” e “Apologia”. Ainda rolaram diversas releituras: de Tim Maia (“O Caminho do Bem”) a Body Count” (“BC in the House”), passando por Rolling Stones (“Miss You”), Beastie Boys (“No Sleep’Till Brooklyn), Public Enemy (“Shut ‘Em Down” e “Fight the Power”), Ice T (“Colours”), Cowboys Espirituais (“Jovem Cowboy”), Cypress Hill (“Insane in the Brain”), Run-D.M.C e Aerosmith (“Walk this Way”) e Public Enemy e Anthrax (“Bring tha Noise”). O pioneiro Defalla também foi homenageado, com “Repelente”, “Como Vovó Já Dizia” e “Satisfacation”. O vocalista @edukedukeduk cantou as 3 músicas de sua banda original, além de outras versões do repertório. Os feats ao vivo incluíram ainda a cantora @denizelicardosodnzl e o baterista Zé Darcy (ex-@bandaultramen) assumindo o mic. Texto: @homerpjrFotos: @billy.valdez

do Ó – Som do Coração

O Coletivo Catarse é uma das empesas que constitui o Ecossistema Audiovisual Metropolitano e é por esse projeto que está realizando a residência artística da produtora Isabel Meireles – que, há anos, está envolvida com a produção de um documentário que trata sobre parte da trajetória do músico Fernando do Ó. Abaixo segue um texto de Isabel contando como tem sido essa experiência: O documentário “Fernando do Ó – Som do Coração”, produzido pela produtora Kalipso Cultural, está agora em fase de edição e montagem dentro da Residência/Mentoria Audiovisual do Metropolitano RS, iniciativa voltada às obras das empresas do ecossistema. A experiência de acompanhar de perto o universo de um artista tão singular, compartilhando momentos, memórias e afetos, evidencia o caráter coletivo da criação. São muitas mãos envolvidas: desde a estrutura proporcionada com o apoio dado pelo MetRS, passando pela visão e metodologia do Coletivo Catarse, até a generosidade de parceiros como os estúdios Tec Áudio e estúdio Soma e seus profissionais incríveis que estão “abraçando” o projeto, oferecendo tempo, conhecimento e sensibilidade. A residência tem sido fundamental para meu amadurecimento artístico e profissional, especialmente a partir da mentoria do Coletivo Catarse, produtora-madrinha do projeto. A parceria oferece suporte técnico, acesso à infraestrutura de pós-produção e orientação artística, contribuindo diretamente para a construção do eixo narrativo e estético da obra. Viver esse processo tem sido, para mim, uma espécie de escola sensível. Tenho aprendido que fazer um filme não é apenas dominar técnica ou organizar ideias. Mais do que um processo técnico, esta etapa tem sido marcada pela emoção de ver o projeto que foi iniciado de forma independente, ganhar forma e profundidade evidenciando o papel das iniciativas colaborativas no fortalecimento do audiovisual gaúcho. Aos poucos, entre imagens, sons, depoimentos e memórias, fui entendendo que esse filme não seria apenas sobre o que ele fez, mas sobre o que ele provoca nas pessoas.

Três anos de “Marias”

O sábado, 7 de março, que antecedeu o importantíssimo e necessário 8M, marcou o aniversário de três anos de existência da Maria Maria Espaço Cultural, que reside de quinta a sábado na Garajona da Comuna do Arvoredo, na Rua Fernando Machado, Centro Histórico de Porto Alegre. A agenda é conduzida pelas irmãs “Tolfo”, Marcia e Daniela, e conta com uma rede de apoio de diversas amigas, incluindo Tiane, irmã das gurias. A Maria Maria é pensada para todes, visando a apoiar e fomentar a cultura, diversidades sonoras e artisticas, desde jantares temáticos, passando por reuniões, grupos de conversa, lançamentos de livros, filmes, trasmissões ao vivo e diversas formas de trabalhos ligados à cultura e aos movimentos sociais. E, na festa de aniversário, não foi diferente. A celebração contou com os brechós O Cata Roupas e Victória brecho e floricultura, junto aos artesanatos da FESPOPE. Entre as atrações artísticas, esteve o rap e a poesia falada de Kainã, além do grupo Versão Brasileira. Na cozinha, além das clássicas pizzas das Marias, foi preparado um saboroso cuscuz pelas mãos da cozinheira Kyzzzy Rodrigues, que sempre se faz presente no já conhecido Jantar Afro. O terceiro ano das Marias também marca um ano de muita programação cultural sendo realizada no espaço, dentro do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva. Foi uma noite de celebração e fortalecimento da luta e da cultura de rua. Maria Maria, sempre de portas abertas! Fotos e texto: Billy ValdezEdição: Anahi Fros

DEATH TO ALL em Porto Alegre

Estivemos em mais uma cobertura de show “pesado”, desta vez em parceria com o portal REBEL ROCK, registrando o show da banda DEATH TO ALL, no BAR OPINIÃO em Porto Alegre/RS, com produção: Abstratti Produtora/Overload. Confira texto completo de José Henrique Godoy clicando aqui: DEATH TO ALL – 20/01/2026 – BAR OPINIÃO – PORTO ALEGRE/RS. Confira álbum completo de fotos por Billy Valdez do Coletivo Catarse.

Fogo Ancestral lança nova fase da TROLL

O primeiro lançamento da nova fase da TROLL marca a entrada do guitarrista e produtor musical Bodão Arte Nula, mostrando uma banda mais visceral e com força no groove metal, com um metal brazuca ainda mais presente e fiel à temática que explora as místicas do universo, segredos e rituais em suas letras cantadas em português. E, para vir com mais força, o lançamento chegou acompanhado de um videoclipe gravado sob a lua cheia, em uma única noite, praticamente em forma de ritual, no meio do mato, no municipio de Viamão (RS) em novembro de 2025, produzido com apoio do Coletivo Catarse e da Bong Mofado Records e direção de Billy Valdez. A banda gaúcha de metal e hardcore, formada em 2017, faz um som bruto, pesado e groovado. “Metal brazuka nascido das entranhas da terra”, como a banda mesmo se intitula, com forte Influência de Sepultura, Soulfly, Brujeria, Fear Factory e Black Sabbath, unindo a intensidade sonora com uma profunda conexão com a natureza e as raízes humanas. Suas letras exploram temas como ancestralidade, escolhas e o impacto dos legados do passado, enquanto reverenciam a força vital da terra e seus elementos. “Fogo Ancestral” foi gravada, mixada e masterizada por Bodão Arte Nula. Já as baterias e vocais foram gravados no estúdio FromHellCords, com captação realizada por Henrique Fioravante. Formação atual da banda:Cássio Quines – BateriaRodrigo Ruinas – VocalBodão Arte Nula – GuitarraIsrael Bangardt – Baixo Texto e imagens: Billy ValdezRevisão: Anahi Fros

Filme, Cooperar é Resistir – Pedal Express

Vamos chegando na linha de chegada de 2025 e antes de encerrarmos esse ciclo conseguimos depois de percorrer um longo percurso disponibilizar de forma pública o filme Cooperar é Resistir – Pedal Express, que conta um pouco sobre a atual equipe que compões o coletivo Pedal Express e os desafios da autogestão em busca de um trabalho digno. Um pouco sobre o filme:Há 15 anos a Pedal vem oferecendo uma alternativa ecologicamente sustentável e socialmente justa para serviços de entrega em Porto Alegre. E nossa parceria é de longa data, tendo na nossa história a formação sobre cooperativismo que fortaleceu este coletivo de ciclo-entregadores no sentido da autogestão como modelo de organização.A campanha “Cooperar é Resistir!” foi construída através do apoio do Labora – Fundo de Apoio ao Trabalho Digno do Fundo Brasil, por meio do edital de apoio a trabalhadores informais na luta por direitos de 2024.A iniciativa busca promover o debate sobre trabalho digno e o cooperativismo de plataforma.Além de registrar a história da Pedal, o documentário aborda questões como a precarização do trabalho de entregas por plataformas digitais e apresentando o cooperativismo de plataforma como uma alternativa viável, justa e sustentável. Pedal Express no ano de 2025 é:Natã Moraes LinkGabriel Vanin EthurMiguel Hexel HerreraSaymon Machado AraújoLucas Escher Speroto Equipe de produção audiovisual: Coletivo Catarse Imagens adicionais: Trilha Sonora: Realização: Pedal ExpressProdução: Coletivo CatarseApoio: Labora – Fundo Brasil