Audição exclusiva do primeiro álbum da Neptunn antecipa o lançamento de “Parallaxis”

A banda de death metal Neptunn realizou, no último sábado (26 de setembro), a audição em primeira mão do seu álbum de estreia, intitulado “Parallaxis”. O evento exclusivo reuniu um grupo seleto de amigos e parceiros no Red Spider Tattoo — e o Coletivo Catarse esteve presente representado pelo cooperado Billy Valdez. O trabalho reflete a bagagem individual de seus integrantes, todos nomes já conhecidos no cenário metal. O resultado é uma sonoridade técnica, coletiva e agressiva, que combina perfeitamente referências do death metal clássico e contemporâneo. Trajetória e Parcerias A caminhada da Neptunn inclui o EP “(Re)Existence”, lançado em 2024 e acompanhado dos videoclipes de “Transmutate”, “Resignify” e “Onward to Nothingness” — estes dois últimos produzidos em parceria com o Coletivo Catarse. Em 2025, o grupo lançou o single e clipe de “Neptunn Rise”, que também contou com nossa colaboração na produção. Um gostinho do que vem por aí em “Parallaxis” já pode ser conferido no clipe de “Transcendence”, primeiro single do álbum: Show de Lançamento A data de lançamento oficial já está marcada: dia 10 de outubro, no Gravador Pub, em uma parceria com a Nevoeiro Produçõe. Além da estreia do disco nas plataformas e no palco, a noite especial contará com o lançamento do videoclipe da faixa-título, produzido pelo Selo Bruto. Para completar a programação pesada da noite, se apresentam também as bandas Horror Chamber e Dressed In Blood. A formação atual da Neptunn conta com Dienifer Vieira (vocais), Franklin Nunes (guitarra), Rafael Giovanoli (guitarra), Nathália Ernst (baixo) e Arthur Tomazelli (bateria).

Resistir é o Compromisso

A Boca Braba Hardcore, originária da cidade de Viamão, é uma banda amiga e grande parceira do Coletivo Catarse. Formada em 2014 e já consolidada no cenário independente gaúcho, a banda apresentou sua nova formação com a chegada do baterista Andrei Santos, que também atua nas bandas TVOC e Angry Daze. Para realizar esses novos registros, a galera nos contatou para mais uma empreitada e parceria. Podemos dizer que o Boca Braba é uma das bandas da casa, pois já estivemos juntos em diversas produções ao longo dos anos. Então, sem delongas: se você ainda não conhece o Boca Braba Hardcore, reunimos aqui uma série de materiais audiovisuais que produzimos com a banda ao longo do tempo, além das fotos da sessão fotográfica de apresentação do novo baterista. Seja muito bem-vindo, Andrei! Resistir é o Compromisso Em dezembro de 2016, quando a banda completava 10 anos, realizamos a captação de imagens do seu primeiro ao vivo:Boca Braba HC – Ao Vivo Converth Skateboards Em 2018, o Billy acompanhou a gurizada em um bate e volta para Santa Catarina: Ainda em 2018, realizamos a edição e a finalização do clipe Família Boca Braba: Em 2019, produzimos o videoclipe de Resistir é o Compromisso: Quando a pandemia chegou, realizamos uma transmissão ao vivo com a banda, que contou com a participação do Tormentos MC’s: Logo em seguida, no período pós-pandemia, produzimos o curta documental Resistência Contra o Tempo, registrando todo o processo de gravação de dois singles — produção musical que contou com o envolvimento direto do nosso cooperado Philippe Branco (PH): Em 2022, a banda subiu pela primeira vez ao palco do Bar Opinião para a abertura do show do Ratos de Porão. Estivemos lá registrando cada segundo e produzimos um ao vivo insano dessa apresentação, realizando toda captação e edição de som, imagens, edição, mixagem. Em 2023, eles retornaram ao palco do Opinião e nossa equipe esteve presente mais uma vez para registrar outro grande show ao vivo: A parceria é de longa data: além de todos esses audiovisuais, realizamos diversas fotos de shows e coberturas promocionais que você pode conferir nas redes sociais da banda. Siga a gurizada no Instagram: @bocabrabahc. As músicas do Boca Braba também estão disponíveis nas principais plataformas de streaming. Confira o perfil deles no Spotify: E as fotos da nova formação? Estão aqui! Fotos e publicação: Billy Valdez Boca Braba Hardcore (2026) é:

Audiovisual Como Ferramenta de Luta

Dia de 12 de setembro, um sábado, pela manhã, a Garajona da Comuna do Arvoredo recebeu a Oficina Audiovisual Como Ferramenta de Luta. O encontro foi promovido e produzido pelo Metropolitano RS – Ecossistema Audiovisual. A atividade foi aberta às produtoras que fazem parte do Ecossistema, além de contar também com a presença de ativistas sociais, que enxergam o potencial do fazer audiovisual para suas lutas. Entre as participantes citamos a presença das lideranças da Retomada Gãh Ré, no Morro Santana – POA, Gãh Té e Kapri.Quem ministrou a oficina foram os documentaristas Vitor Ribeiro, direto do Ponto de Cultura Casa Doc, de Niterói – RJ e Luis Gustavo Ruwer, integrante do Coletivo Catarse, que estava presencialmente na Oficina.As temáticas giraram em torno da construção de documentários e suas utilizações para as lutas sociais, possibilidades de trabalho e circulação. Também foi conversado sobre cobertura de conflitos e as formas de garantir segurança para ativistas e também para quem está na linha de frente fazendo os registros. Um ponto importante a ser destacado foi a Plataforma Bombozila (Bombozila.com), canal de streaming construído de forma colaborativa e que hospeda centenas de títulos sobre lutas sociais, direitos humanos, movimentos indígenas, meio ambiente, diáspora africana e resistências na América Latina e no mundo, sendo uma possibilidade concreta de circulação para conteúdos com essa temática.

Desert Whip: uma noite de peso e resistência na cena stoner do RS

Há um bom tempo eu não curtia uma noite de stoner, rock pesado, groove e todas essas vertentes que envolvem afinações baixas, riffs pesados e aquela sonoridade arrastada que a gente tanto gosta. Porto Alegre já foi um polo importante de shows de stoner e rock pesado. Mas esse é um assunto para outro post.O que importa aqui é que Porto Alegre e o Rio Grande do Sul continuam tendo bandas muito boas dentro do gênero, e parece que uma galera nova está começando a se movimentar novamente para fortalecer essa cena. É nesse cenário que iniciativas como o Desert Whip, organizado pela Arkhana Produções, ganham importância. Mais do que simplesmente colocar bandas no mesmo palco, o evento ajuda a criar um espaço de encontro entre músicos, público e produtores, movimentando a cena independente e valorizando a produção autoral. Segundo a própria produtora: “Desert Whip é um evento com foco na renovação da música brasileira alternativa e autoral, trazendo artistas de diferentes regiões para dentro de espaços culturais da região metropolitana e interior do RS, fortalecendo a cena independente, o underground e a conexão entre bandas, público e produtores.” A proposta já havia aparecido na primeira edição do evento, que trouxe de Santa Maria a Mamute Stoner, banda que recomendo fortemente que vocês conheçam e acompanhem. Uma noite para esquentar o Ocidente Na segunda edição do Desert Whip, tive a oportunidade de estar presente no clássico Bar Ocidente, em Porto Alegre. E posso dizer: foi uma noite daquelas.O frio estava presente, mas o público tratou de compensar a temperatura. A casa recebeu uma galera que participou, interagiu e, principalmente, comprou a ideia do evento. E as bandas? Uma mais paulada que a outra. Quem abriu a noite foi a El Negro, que vem divulgando seu mais recente trabalho, o álbum BRONCO. Além da sonoridade pesada, o disco carrega uma história curiosa: as músicas foram gravadas nos porões da antiga Prefeitura de Porto Alegre. Só essa informação já desperta a curiosidade, mas é ouvindo o trabalho que a coisa realmente acontece. A gravação e a atmosfera criada pela banda combinam muito bem com essa estética mais crua e pesada. Vale a pena conferir. Sterna Peyote e uma viagem pelo deserto Na sequência, subiu ao palco a Sterna Peyote, banda de Canoas/RS que vem divulgando o álbum Dentro do Sol, lançado em 2025.A banda passeia por Desert Rock, Stoner, Psicodelia e Rock Alternativo, misturando atmosferas mais etéreas com riffs distorcidos e grooves intensos. Ao vivo, essa combinação funciona muito bem. É uma sonzeira. E, para deixar a noite ainda mais especial para os fãs do bom e velho stoner, a banda convidou uma amiga para assumir os vocais em uma participação especial. O repertório? Kyuss. E aí não tinha como dar errado. A galera foi ao delírio, e a participação nos vocais funcionou muito bem, entregando a energia que aquele momento pedia. Foi daqueles trechos do show em que você olha para o público e percebe que todo mundo está na mesma sintonia. Wolftrucker: encerrando com o pé no acelerador Para fechar a noite, quem subiu ao palco foi a Wolftrucker, banda formada por amigos e parceiros de longa data.A “Wolf” vem divulgando seu mais recente trabalho, o single ‘Stones, Rocks n’ Bones’, que deixa aquele gostinho de ‘quero mais’ para o álbum que está por vir. Isso serve para esquentar os motores, pois em breve a banda realizará uma série de shows em São Paulo/SP. E aqui não tem muito o que inventar: a Wolftrucker é uma banda redonda.O show é daqueles que prendem o público. A banda consegue levar para o palco toda a força de sua sonoridade, misturando rock’n’roll, stoner e groove com muita presença. É visceral, pesado e, acima de tudo, muito rock. Para quem já conhece a banda, não é novidade. Para quem ainda não conhece, fica a recomendação: procurem os caras e, principalmente, assistam a um show quando tiverem oportunidade. Uma cena que merece atenção Saí do segundo Desert Whip com uma sensação de alma lavada. Não apenas pela qualidade das bandas, mas por perceber que existe uma movimentação acontecendo novamente. Talvez seja cedo para falar em um “retorno” do stoner à cena gaúcha, mas certamente existem bandas, produtores e público dispostos a fazer esse movimento acontecer.E é justamente por isso que eventos como o Desert Whip são importantes. A cultura underground não se mantém apenas por grandes festivais ou grandes casas. Ela acontece nesses espaços, nas bandas autorais, nos produtores que insistem em organizar eventos, no público que compra ingresso, comparece e apoia, e nos músicos que continuam criando mesmo quando o caminho não é fácil. No fim das contas, é assim que uma cena se mantém viva.E se depender do que ouvi naquela noite no Ocidente, o deserto gaúcho está longe de estar silencioso. Que venham os próximos Desert Whip. Fotos e texto: Billy Valdez.

Primeiro REVERBERA

No último dia 08 de agosto, aconteceu a primeira edição do REVERBERA. O evento foi idealizado pela banda Luvit e contou com a participação das bandas Inersa e Silhuetas para completar o line-up que agitou o Caos Bar, em Porto Alegre. Foi uma noite de retomada do frio em Porto Alegre, mas o clima dentro do Caos era quente e contagiante. Com uma plateia repleta de amigos e familiares, a sintonia entre as bandas ficou evidente, garantindo que esta primeira edição do REVERBERA realmente honrasse o nome e conquistasse seu espaço definitivo na agenda do rock porto-alegrense. A abertura ficou por conta da Silhuetas, representante da nova geração que prova que ainda há muita gurizada a fim de montar banda, acreditar no projeto e fazer som de qualidade. O grupo entregou um rock visceral, com influências marcantes de indie, shoegaze e grunge. Na sequência, os anfitriões da Luvit subiram ao palco com um rock pesado de primeira, misturando post-grunge e metal com vocais rasgados e viscerais que fizeram todo mundo bater cabeça. Para encerrar a noite com chave de ouro, os amigos da Inersa trouxeram seu rock alternativo e pesado, com nuances de hard rock e grunge. A banda ainda surpreendeu com versões improváveis e muito bem executadas, adaptando para o rock sucessos de Ivete Sangalo e outros artistas inusitados do pop e do pagode nacional. Siga as bandas, vá aos shows, somos todos engrenagem do rock. Texto e fotos por Billy Valdez.

Liberdade e o amor à diversidade

Dois dias, dois rebanhos diferentes. O Espaço Cultural Maria Maria/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, onde todas as quintas, sextas e sábados, habitam de forma segura diferentes gentes, com suas ricas diversidades, recebeu a banda The Misters em um dia e, no outro, o lançamento do livro “A ovelha Queer”, de Rodrigo Schüler de Souza. Em uma noite dedicada ao rock e suas vertentes mais dançantes, a banda The Misters, celebrou a amizade com um desfile suas versões de grandes clássicos e alguns lados B, de nomes consagrados da música do nosso mundo. Firmando em definitivo sua nova formação, que agrega o guitarrista e violinista Marcos Machado ao time, Guile Barão, Alex Becker e Marcelo Cougo se divertiram e divertiram àqueles que estavam presentes numa sexta feira de calor meio atípico para o mês de julho, em Porto Alegre. No dia seguinte, sábado, foi a vez de um encontro bastante marcante para quem esteve presente. Rodrigo recebeu amigas e amigos para, juntos, viverem horas de acolhimento e trocas de experiências que envolvem a filosofia, a teologia e a vontade de viver o que se é, o que se deseja ser. Novamente a Garajona da Comuna do Arvoredo, onde funciona o Espaço/Ponto, serviu de “O lugar seguro de quem não está perdido”. A obra lançada aborda o diálogo entre a tradição religiosa cristã e a vivência de pessoas LGBTQIAPN+, e teve seu ponto alto na performance emocionante de Savanah Queen, que com sua força e beleza nos mostrou a grandeza política de sua arte. Dois rebanhos diferentes arrebatados pelos mesmos sentimentos: a liberdade e o amor à diversidade. Que venham muitos outros encontros e que sejamos, toda gente, cúmplices de nossas felicidades. Acompanhe as redes e dê sua força para os artistas:The Misters.Rodrigo Schüler. Texto: Marcelo CougoFotos: Billy Valdez

Esteban no Espaço Marin

Na noite do dia 10 de maio Esteban Tavares retornou a Porto Alegre no Espaço Marin para o seu primeiro show do ano na capital gaúcha.Foi uma noite de muita troca de energia e calor, um show hipnotizante que só o Esteban domina.Aguardamos pelos próximos.Banda que esquentou o palco e o inicio da noite foram os “emos” da Die For You da cidade de Gravataí que vem despontando no cenario e chamando atenção pelo seus shows enérgicos, mesclando musicas autorais e alguns covers clássicos do cenário emocore. Fotos de Billy Valdez / Coletivo Catarse.

Reexistência Rutz

O Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e o Coletivo Catarse tem uma longa trajetória de parceria com a Kuja Gãh Té, liderança espiritual e política do povo Kaingang e da Retomada Gãh Ré, no Morro Santana. Legitimados por essa trajetória Gãh Té e o Ventre Livre foram contemplados na Chamada Pública Agentes Culturais da Ancestralidade, promovida pelo Pontão de Cultura Axêmiré.Desse modo as atividades que são realizadas de forma rotineira pela Mestra passam a ser reconhecidas com uma bolsa que ajudará a manter e ampliar essa atividades.Dentro dessa lógica, de troca de conhecimentos e integração com a comunidade, a Retomada Gãh Ré e a Mestra Gãh Té, junto com o coletivo Preserve Morro Santana, receberam a atividade sobre a importância socioambiental e histórica do Morro Santana, incluindo as dimensões geomorfológicas do morro e sua ocupação pelo povo Kaingang. Realizada nos dias 16 e 17 de maio, a atividade teve a participação da comunidade, de estudantes e professores da UFRGS, e serviu de formação para condutores nas ecotrilhas realizadas no Morro Santana.A saída de campo – Mestrado de desenvolvimento rural na retomada indígena Kaingang Gãh Ré, no Morro Santana, foi uma experiência importante de aprendizado e reflexão. Através das falas da Mestra Iracema Gãh te Nascimento, foi possível compreender a relação do povo Kaingang com o território, a ancestralidade e a resistência cultural. A atividade aproximou os conteúdos estudados na universidade da realidade vivida pelas comunidades indígenas, mostrando a importância do respeito aos saberes tradicionais, da memória coletiva e dos direitos dos povos originários.Nesse dia também foi realizada uma cerimônia de plantio de uma muda de araucária, árvore sagrada para o povo indígena, simbolizando a permanência no território do querido Tio Rutz, ativista e morador da comunidade e que nos deixou recentemente. Gãh Té e Julinho, filho de Tio Rutz, celebraram a vida, a alegria e o cuidado que sempre guiou o nosso amigo, que agora está eternizado nas raízes, tronco e frutos da árvore símbolo da resistência Kaingang. Texto: Marcelo CougoFotos: Luis Gustavo Ruwer

Osvaldo 93

Em um movimento que começou nos 1980 para se estabelecer na primeira metade dos 1990, a aproximação do rap com o rock deu direcionamentos até hoje seguidos. A mistura desses dois universos da cultura pop, que teve desdobramentos estéticos e comportamentais para além da música, reverberou no RS, no começo da última década do século passado. Em Porto Alegre, surgiam grupos como Código Penal (cruzando rap e hardcore) e L.O.R.D.S. (Legião Organizada Revolucionária dos Direitos Sociais), embalados pela batida das ruas. Ativas até hoje (ainda que de maneira não linear), as duas atrações se juntaram para a gig “Osvaldo 93”, que rolou em 12/4, no Bar Ocidente. As bandas literalmente dividiram o palco, tocando juntas (em alguns momentos, uma ou outra se apresentava, em outros, integrantes se uniam). A L.O.R.D.S (os MCs @piadrodutor e @edsonlegalllegall, @djandersonultramen nos toca-discos e percussão de @henrique_branka) abriu os trabalhos com um bloco de temas próprios, dando espaço para a CP (formada por @lucioagace e @black_lucianocp nas vozes, @fernandoluzardo no baixo, @green.eyes.soul.mp3 e @marcioantoniog33nas guitarras e @cesarcastrodrumer na bateria ) fazer o mesmo. O baile seguiu com os músicos intercalando-se. Entre os temas próprios, destaca-se “Homem Errado” e “Falsos Profetas”, da L.O.R.D.S. Já a CP mostrou a que veio com sons do naipe de “Terra de Ninguém” e “Apologia”. Ainda rolaram diversas releituras: de Tim Maia (“O Caminho do Bem”) a Body Count” (“BC in the House”), passando por Rolling Stones (“Miss You”), Beastie Boys (“No Sleep’Till Brooklyn), Public Enemy (“Shut ‘Em Down” e “Fight the Power”), Ice T (“Colours”), Cowboys Espirituais (“Jovem Cowboy”), Cypress Hill (“Insane in the Brain”), Run-D.M.C e Aerosmith (“Walk this Way”) e Public Enemy e Anthrax (“Bring tha Noise”). O pioneiro Defalla também foi homenageado, com “Repelente”, “Como Vovó Já Dizia” e “Satisfacation”. O vocalista @edukedukeduk cantou as 3 músicas de sua banda original, além de outras versões do repertório. Os feats ao vivo incluíram ainda a cantora @denizelicardosodnzl e o baterista Zé Darcy (ex-@bandaultramen) assumindo o mic. Texto: @homerpjrFotos: @billy.valdez

do Ó – Som do Coração

O Coletivo Catarse é uma das empesas que constitui o Ecossistema Audiovisual Metropolitano e é por esse projeto que está realizando a residência artística da produtora Isabel Meireles – que, há anos, está envolvida com a produção de um documentário que trata sobre parte da trajetória do músico Fernando do Ó. Abaixo segue um texto de Isabel contando como tem sido essa experiência: O documentário “Fernando do Ó – Som do Coração”, produzido pela produtora Kalipso Cultural, está agora em fase de edição e montagem dentro da Residência/Mentoria Audiovisual do Metropolitano RS, iniciativa voltada às obras das empresas do ecossistema. A experiência de acompanhar de perto o universo de um artista tão singular, compartilhando momentos, memórias e afetos, evidencia o caráter coletivo da criação. São muitas mãos envolvidas: desde a estrutura proporcionada com o apoio dado pelo MetRS, passando pela visão e metodologia do Coletivo Catarse, até a generosidade de parceiros como os estúdios Tec Áudio e estúdio Soma e seus profissionais incríveis que estão “abraçando” o projeto, oferecendo tempo, conhecimento e sensibilidade. A residência tem sido fundamental para meu amadurecimento artístico e profissional, especialmente a partir da mentoria do Coletivo Catarse, produtora-madrinha do projeto. A parceria oferece suporte técnico, acesso à infraestrutura de pós-produção e orientação artística, contribuindo diretamente para a construção do eixo narrativo e estético da obra. Viver esse processo tem sido, para mim, uma espécie de escola sensível. Tenho aprendido que fazer um filme não é apenas dominar técnica ou organizar ideias. Mais do que um processo técnico, esta etapa tem sido marcada pela emoção de ver o projeto que foi iniciado de forma independente, ganhar forma e profundidade evidenciando o papel das iniciativas colaborativas no fortalecimento do audiovisual gaúcho. Aos poucos, entre imagens, sons, depoimentos e memórias, fui entendendo que esse filme não seria apenas sobre o que ele fez, mas sobre o que ele provoca nas pessoas.