Esteban no Espaço Marin

Na noite do dia 10 de maio Esteban Tavares retornou a Porto Alegre no Espaço Marin para o seu primeiro show do ano na capital gaúcha.Foi uma noite de muita troca de energia e calor, um show hipnotizante que só o Esteban domina.Aguardamos pelos próximos.Banda que esquentou o palco e o inicio da noite foram os “emos” da Die For You da cidade de Gravataí que vem despontando no cenario e chamando atenção pelo seus shows enérgicos, mesclando musicas autorais e alguns covers clássicos do cenário emocore. Fotos de Billy Valdez / Coletivo Catarse.

Reexistência Rutz

O Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e o Coletivo Catarse tem uma longa trajetória de parceria com a Kuja Gãh Té, liderança espiritual e política do povo Kaingang e da Retomada Gãh Ré, no Morro Santana. Legitimados por essa trajetória Gãh Té e o Ventre Livre foram contemplados na Chamada Pública Agentes Culturais da Ancestralidade, promovida pelo Pontão de Cultura Axêmiré.Desse modo as atividades que são realizadas de forma rotineira pela Mestra passam a ser reconhecidas com uma bolsa que ajudará a manter e ampliar essa atividades.Dentro dessa lógica, de troca de conhecimentos e integração com a comunidade, a Retomada Gãh Ré e a Mestra Gãh Té, junto com o coletivo Preserve Morro Santana, receberam a atividade sobre a importância socioambiental e histórica do Morro Santana, incluindo as dimensões geomorfológicas do morro e sua ocupação pelo povo Kaingang. Realizada nos dias 16 e 17 de maio, a atividade teve a participação da comunidade, de estudantes e professores da UFRGS, e serviu de formação para condutores nas ecotrilhas realizadas no Morro Santana.A saída de campo – Mestrado de desenvolvimento rural na retomada indígena Kaingang Gãh Ré, no Morro Santana, foi uma experiência importante de aprendizado e reflexão. Através das falas da Mestra Iracema Gãh te Nascimento, foi possível compreender a relação do povo Kaingang com o território, a ancestralidade e a resistência cultural. A atividade aproximou os conteúdos estudados na universidade da realidade vivida pelas comunidades indígenas, mostrando a importância do respeito aos saberes tradicionais, da memória coletiva e dos direitos dos povos originários.Nesse dia também foi realizada uma cerimônia de plantio de uma muda de araucária, árvore sagrada para o povo indígena, simbolizando a permanência no território do querido Tio Rutz, ativista e morador da comunidade e que nos deixou recentemente. Gãh Té e Julinho, filho de Tio Rutz, celebraram a vida, a alegria e o cuidado que sempre guiou o nosso amigo, que agora está eternizado nas raízes, tronco e frutos da árvore símbolo da resistência Kaingang. Texto: Marcelo CougoFotos: Luis Gustavo Ruwer

Osvaldo 93

Em um movimento que começou nos 1980 para se estabelecer na primeira metade dos 1990, a aproximação do rap com o rock deu direcionamentos até hoje seguidos. A mistura desses dois universos da cultura pop, que teve desdobramentos estéticos e comportamentais para além da música, reverberou no RS, no começo da última década do século passado. Em Porto Alegre, surgiam grupos como Código Penal (cruzando rap e hardcore) e L.O.R.D.S. (Legião Organizada Revolucionária dos Direitos Sociais), embalados pela batida das ruas. Ativas até hoje (ainda que de maneira não linear), as duas atrações se juntaram para a gig “Osvaldo 93”, que rolou em 12/4, no Bar Ocidente. As bandas literalmente dividiram o palco, tocando juntas (em alguns momentos, uma ou outra se apresentava, em outros, integrantes se uniam). A L.O.R.D.S (os MCs @piadrodutor e @edsonlegalllegall, @djandersonultramen nos toca-discos e percussão de @henrique_branka) abriu os trabalhos com um bloco de temas próprios, dando espaço para a CP (formada por @lucioagace e @black_lucianocp nas vozes, @fernandoluzardo no baixo, @green.eyes.soul.mp3 e @marcioantoniog33nas guitarras e @cesarcastrodrumer na bateria ) fazer o mesmo. O baile seguiu com os músicos intercalando-se. Entre os temas próprios, destaca-se “Homem Errado” e “Falsos Profetas”, da L.O.R.D.S. Já a CP mostrou a que veio com sons do naipe de “Terra de Ninguém” e “Apologia”. Ainda rolaram diversas releituras: de Tim Maia (“O Caminho do Bem”) a Body Count” (“BC in the House”), passando por Rolling Stones (“Miss You”), Beastie Boys (“No Sleep’Till Brooklyn), Public Enemy (“Shut ‘Em Down” e “Fight the Power”), Ice T (“Colours”), Cowboys Espirituais (“Jovem Cowboy”), Cypress Hill (“Insane in the Brain”), Run-D.M.C e Aerosmith (“Walk this Way”) e Public Enemy e Anthrax (“Bring tha Noise”). O pioneiro Defalla também foi homenageado, com “Repelente”, “Como Vovó Já Dizia” e “Satisfacation”. O vocalista @edukedukeduk cantou as 3 músicas de sua banda original, além de outras versões do repertório. Os feats ao vivo incluíram ainda a cantora @denizelicardosodnzl e o baterista Zé Darcy (ex-@bandaultramen) assumindo o mic. Texto: @homerpjrFotos: @billy.valdez

do Ó – Som do Coração

O Coletivo Catarse é uma das empesas que constitui o Ecossistema Audiovisual Metropolitano e é por esse projeto que está realizando a residência artística da produtora Isabel Meireles – que, há anos, está envolvida com a produção de um documentário que trata sobre parte da trajetória do músico Fernando do Ó. Abaixo segue um texto de Isabel contando como tem sido essa experiência: O documentário “Fernando do Ó – Som do Coração”, produzido pela produtora Kalipso Cultural, está agora em fase de edição e montagem dentro da Residência/Mentoria Audiovisual do Metropolitano RS, iniciativa voltada às obras das empresas do ecossistema. A experiência de acompanhar de perto o universo de um artista tão singular, compartilhando momentos, memórias e afetos, evidencia o caráter coletivo da criação. São muitas mãos envolvidas: desde a estrutura proporcionada com o apoio dado pelo MetRS, passando pela visão e metodologia do Coletivo Catarse, até a generosidade de parceiros como os estúdios Tec Áudio e estúdio Soma e seus profissionais incríveis que estão “abraçando” o projeto, oferecendo tempo, conhecimento e sensibilidade. A residência tem sido fundamental para meu amadurecimento artístico e profissional, especialmente a partir da mentoria do Coletivo Catarse, produtora-madrinha do projeto. A parceria oferece suporte técnico, acesso à infraestrutura de pós-produção e orientação artística, contribuindo diretamente para a construção do eixo narrativo e estético da obra. Viver esse processo tem sido, para mim, uma espécie de escola sensível. Tenho aprendido que fazer um filme não é apenas dominar técnica ou organizar ideias. Mais do que um processo técnico, esta etapa tem sido marcada pela emoção de ver o projeto que foi iniciado de forma independente, ganhar forma e profundidade evidenciando o papel das iniciativas colaborativas no fortalecimento do audiovisual gaúcho. Aos poucos, entre imagens, sons, depoimentos e memórias, fui entendendo que esse filme não seria apenas sobre o que ele fez, mas sobre o que ele provoca nas pessoas.

Três anos de “Marias”

O sábado, 7 de março, que antecedeu o importantíssimo e necessário 8M, marcou o aniversário de três anos de existência da Maria Maria Espaço Cultural, que reside de quinta a sábado na Garajona da Comuna do Arvoredo, na Rua Fernando Machado, Centro Histórico de Porto Alegre. A agenda é conduzida pelas irmãs “Tolfo”, Marcia e Daniela, e conta com uma rede de apoio de diversas amigas, incluindo Tiane, irmã das gurias. A Maria Maria é pensada para todes, visando a apoiar e fomentar a cultura, diversidades sonoras e artisticas, desde jantares temáticos, passando por reuniões, grupos de conversa, lançamentos de livros, filmes, trasmissões ao vivo e diversas formas de trabalhos ligados à cultura e aos movimentos sociais. E, na festa de aniversário, não foi diferente. A celebração contou com os brechós O Cata Roupas e Victória brecho e floricultura, junto aos artesanatos da FESPOPE. Entre as atrações artísticas, esteve o rap e a poesia falada de Kainã, além do grupo Versão Brasileira. Na cozinha, além das clássicas pizzas das Marias, foi preparado um saboroso cuscuz pelas mãos da cozinheira Kyzzzy Rodrigues, que sempre se faz presente no já conhecido Jantar Afro. O terceiro ano das Marias também marca um ano de muita programação cultural sendo realizada no espaço, dentro do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva. Foi uma noite de celebração e fortalecimento da luta e da cultura de rua. Maria Maria, sempre de portas abertas! Fotos e texto: Billy ValdezEdição: Anahi Fros

DEATH TO ALL em Porto Alegre

Estivemos em mais uma cobertura de show “pesado”, desta vez em parceria com o portal REBEL ROCK, registrando o show da banda DEATH TO ALL, no BAR OPINIÃO em Porto Alegre/RS, com produção: Abstratti Produtora/Overload. Confira texto completo de José Henrique Godoy clicando aqui: DEATH TO ALL – 20/01/2026 – BAR OPINIÃO – PORTO ALEGRE/RS. Confira álbum completo de fotos por Billy Valdez do Coletivo Catarse.

Fogo Ancestral lança nova fase da TROLL

O primeiro lançamento da nova fase da TROLL marca a entrada do guitarrista e produtor musical Bodão Arte Nula, mostrando uma banda mais visceral e com força no groove metal, com um metal brazuca ainda mais presente e fiel à temática que explora as místicas do universo, segredos e rituais em suas letras cantadas em português. E, para vir com mais força, o lançamento chegou acompanhado de um videoclipe gravado sob a lua cheia, em uma única noite, praticamente em forma de ritual, no meio do mato, no municipio de Viamão (RS) em novembro de 2025, produzido com apoio do Coletivo Catarse e da Bong Mofado Records e direção de Billy Valdez. A banda gaúcha de metal e hardcore, formada em 2017, faz um som bruto, pesado e groovado. “Metal brazuka nascido das entranhas da terra”, como a banda mesmo se intitula, com forte Influência de Sepultura, Soulfly, Brujeria, Fear Factory e Black Sabbath, unindo a intensidade sonora com uma profunda conexão com a natureza e as raízes humanas. Suas letras exploram temas como ancestralidade, escolhas e o impacto dos legados do passado, enquanto reverenciam a força vital da terra e seus elementos. “Fogo Ancestral” foi gravada, mixada e masterizada por Bodão Arte Nula. Já as baterias e vocais foram gravados no estúdio FromHellCords, com captação realizada por Henrique Fioravante. Formação atual da banda:Cássio Quines – BateriaRodrigo Ruinas – VocalBodão Arte Nula – GuitarraIsrael Bangardt – Baixo Texto e imagens: Billy ValdezRevisão: Anahi Fros

Filme, Cooperar é Resistir – Pedal Express

Vamos chegando na linha de chegada de 2025 e antes de encerrarmos esse ciclo conseguimos depois de percorrer um longo percurso disponibilizar de forma pública o filme Cooperar é Resistir – Pedal Express, que conta um pouco sobre a atual equipe que compões o coletivo Pedal Express e os desafios da autogestão em busca de um trabalho digno. Um pouco sobre o filme:Há 15 anos a Pedal vem oferecendo uma alternativa ecologicamente sustentável e socialmente justa para serviços de entrega em Porto Alegre. E nossa parceria é de longa data, tendo na nossa história a formação sobre cooperativismo que fortaleceu este coletivo de ciclo-entregadores no sentido da autogestão como modelo de organização.A campanha “Cooperar é Resistir!” foi construída através do apoio do Labora – Fundo de Apoio ao Trabalho Digno do Fundo Brasil, por meio do edital de apoio a trabalhadores informais na luta por direitos de 2024.A iniciativa busca promover o debate sobre trabalho digno e o cooperativismo de plataforma.Além de registrar a história da Pedal, o documentário aborda questões como a precarização do trabalho de entregas por plataformas digitais e apresentando o cooperativismo de plataforma como uma alternativa viável, justa e sustentável. Pedal Express no ano de 2025 é:Natã Moraes LinkGabriel Vanin EthurMiguel Hexel HerreraSaymon Machado AraújoLucas Escher Speroto Equipe de produção audiovisual: Coletivo Catarse Imagens adicionais: Trilha Sonora: Realização: Pedal ExpressProdução: Coletivo CatarseApoio: Labora – Fundo Brasil

Uma experiência chamada Octopoulpe

Eis que no último dia 08 de dezembro, sim numa segunda – feira, um artista muito “louco” no bom sentido, desembarcou em Porto Alegre e realizou sua segunda passagem na cidade, presenteando quem compareceu no CAOS bar com um espetáculo indescritível. Imagine “um polvo”, agora imagine, uma bateria, um telão, projetor, luzes e músicas extremas com uma banda com umas 6 a 8 pessoas que vão do Jazz ao metal, do rock ao hardcore-punk e tudo isso sendo controlado e tocado por apenas UMA pessoa, isso mesmo um único indivíduo, o Octopoulpe um artista francês, que reside na Coreia e circula pelos “mares” agraciando os undergrounds locais com sua arte visual e sonora. Octopoulpe apresenta uma fusão da música com elementos visuais com uma maestria hipnótica, luzes sincronizada com as batidas e movimentos, edições de vídeo divertidas e muito criativas e algumas vezes imagens do próprio público sendo manipulada ao vivo por ele, tudo isso ao som de muita música pesada autoral e na maioria das vezes extrema, e ao mesmo tempo que ele controla tudo isso, vídeo, luz, projeção ele ainda toca bateria incansavelmente com uma máscara de polvo e uma sunga. Segundo seu site ele se intitula “Geek-Core / Hardcore-Punk with interactive videos” e formou este projeto que já percorreu o mundo em 2015, ao total, Octopoulpe já soma mais de 12 turnês internacionais acumulando mais de 1200 apresentações, incluindo grandes festivais e palcos singelos do undergrounds como o CAOS bar. Você pode conhecer mais sobre o artista no seu site no link abaixo. Site: https://iamoctopoulpe.com/ Instagram: https://www.instagram.com/p/DR2VT2gDueT/ Mas a noite de segunda não contou só com Octopoulpe quem esquentou e preparou o palco foram as bandas, No Gracias, Lençol de Mosca e Diokane e a organização e acolhida do multi artista Octopoulpe é do Juliano Bikeage. Segue a cobertura fotográfica feita por Billy Valdez, fotos da banda Diokane por Mariana Della Giustina.

Polem.ize na Rubem Berta

Nós do Coletivo Catarse estivemos ao longo do ano de 2025 apoiando e fazendo parte do projeto Polemi.ze Cohab Rubem Berta realizando registros audiovisuais que compilamos em um curta documental sobre o projeto e a realidade das pessoas envolvidas da comunidade. O projeto Polemi.ze Cohab Rubem Berta teve como objetivo valorizar a comunidade, suas histórias, fazeres e conhecimentos locais, gerando movimentos e diálogos entre a cultura periférica, artes integradas e matrizes ancestrais, nos seguintes espaços públicos: na Escola Estadual de Ensino Fundamental Julio Brunelli, Horta Comunitária e Praça México no bairro Rubem Berta.Para conhecer mais sobre o projeto acesse o site, https://ibiama.com/polemize/ O filme com acessibilidade em libras e legenda você pode conferir abaixo.