Um sábado especial em março de 2026

Não são poucas as atividades que realizamos. Não são poucos os lugares que visitamos. Não são poucas as pessoas que conhecemos. O cansaço e o suor do nosso trabalho também não têm sido pouco ao longo desses quase 22 anos de existência. E, como o Coletivo Catarse não é apenas uma pessoa, consegue ocupar dois lugares no espaço ao mesmo tempo – até 3 ou 4, inclusive. E foi isso que ocorreu no sábado, 21 de março de 2026. Em Porto Algre, atividade que marcou a divulgação de um documentário sobre o êxodo e a luta palestina lotou a Garajona da Comuna do Arvoredo, numa programação do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre em noite de Maria Maria Espaço Cultural. Em Imbé, o NIA (Núcleo de Investigação Artística do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre) realizou um intercâmbio artístico com o Ponto de Cultura Território das Artes, contando com apresentação do espetáculo “Vasaliza, a sabida”. E, em Mostardas, mais ao sul, também no litoral, mais uma equipe do Coletivo, naquele momento em oficina, em projeto do Ponto de Cultura STR Mostardas, trabalhava a inclusão digital e a salvaguarda do patrimônio cultural, cobrindo o II Encontro Regional de Cantadores de Terno. Não menos importante – e quase simultâneo, pois ocorreu na noite anterior -, em frente de trabalho de apoio técnico no Ponto de Cultura Cirandar, também no Centro Histórico de Porto Alegre, acontecia o Espetáculo Menina de Tranças e Cabelos Brancos com @lilikamarques24 e @deborahfinocchiaro. O Coletivo atua e sempre atuou assim, por isso o fazer é tão multifacetado. Tanto que, por vezes, é desafiador explicar e até mesmo divulgar. São assuntos centrais e transversais tratados pela Catarse com o mesmo intuito: comunicação para transformar. Circulamos múltiplos e vamos chegando perto de distintas realidades, onde alcançamos e é possível uma pequena (que pode reverberar como importante) transformação, através da política, da arte e da cultura. Siga as nossas redes, confira seguidamente nosso site – sempre tem alguma coisa acontecendo!

Muito aquém da linguiça humana: animação sobre Crimes da Rua do Arvoredo vai lidar com fatos

Por mais que seja interessante e sedutora, a história do canibalismo “forçado” – dita como verídica pelo imaginário urbano de Porto Alegre – não vai estar presente nesta pequena obra, que se inicia produção em mais uma parceria da Cia Teatro Lumbra e do Coletivo Catarse. Este é um trabalho conquistado, que foi ao encontro das necessidades do Memorial do Judiciário do Rio Grande do Sul, em pregão público, numa possibilidade de se atualizar um material didático que este setor do TJRS vem se utilizando há muitos anos no projeto Formando Gerações. Como o produto audiovisual vai servir de ilustração e descrição de caso para a realização de uma simulação de um tribunal composto por jovens estudantes, as interpretações, ilações e teorias conspiratórias sobre a dupla José Ramos e Catharina Palse ficarão de fora, constando, apenas, uma narrativa baseada nos autos de processos que existem sobre o caso. E não é pouco. Em 1864, numa Porto Alegre de 30 mil habitantes, recebendo grande afluxo de imigrantes, foram encontrados restos mortais de 4 vítimas no porão da casa do casal, todos esquartejados (um alemão, dono de um açougue, um português, dono de uma taverna, uma criança de 12 anos e um cachorro). Ali, iniciou-se, portanto, uma grande sequência de eventos que, por um lado, culminaram com processos policiais e jurídicos praticamente inéditos para a época e, por outro, com a abertura de um portal para além da imaginação, que gerou centenas de publicaçõs ao longo dos tempos, desde contos em páginas de jornais até livros, roteiros, programas de TV e filmes em que mais se destacava a hipótese de que Ramos e Catharina usavam a carne de suas vítimas para fabricar linguiças. Neste caso, a equipe de produção, debruçada nos fatos e constantemente brigando com a própria imaginação, vai, mais uma vez, mesclar as técnicas de cinema e teatro de sombras para montar esta animação. Já em etapa de finalização da fase de roteiro, esteve presente no Ponto de Cultura Vale Arvoredo, interior de Morro Reuter, nesse último final de semana, consolidando a narrativa das cenas e montando o storyboard, que serão a base para toda a produção. O local também servirá de locação para as filmagens. “Crimes do Arvoredo” será, portanto, um curta-metragem baseado em fatos reais, de gênero suspense policial, com a duração de 10 a 15 minutos, que deve contar a história daqueles que são considerados os primeiros crimes em série da história do Brasil, ocorridos na Rua do Arvoredo (atual Rua Cel. Fernando Machado, no Centro de Porto Alegre, nos anos de 1863 e 1864. A pesquisa é baseada fundamentalmente no livro homônimo, de publicação do Arquivo Histórico do RS, com enfoque nas mortes de Januário e seu caixeiro e do açougueiro Carlos Claussner, e com fonte nos depoimentos de investigação e pré-julgamento dos crimes. O filme deve se sustentar na linguagem fantástica do teatro de sombras, combinando projeções de sombras corporais, figuras e retroprojeção, formando-se imagens com alguns elementos coloridos presentes nos cenários e detalhes a serem sublinhados na história, mas deve se afastar da incrível estória que comanda o imaginário daqueles que acreditam piamente na maior lenda urbana da cidade de Porto Alegre – que é, inclusive, o caso dos produtores desta obra… Fotos: Alexandre Fávero e Gustavo Türck

Visita do Jardim

Nesta semana, o Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre recebeu a visita da Raíssa. Esta menina – agora uma mulher de 26 anos – tem uma história incrível com o Ponto. Sua família era vizinha da primeira sede do projeto, numa das ruas da Vila Jardim. Lá pelos anos de 2008 e 2010, esteve presente em várias atividades realizadas no Ventre – brincadeiras, oficinas e um projeto de residência artística chamado “Famílias do Jardim“. Realizado com a fotógrafa Fernanda Rechemberg, o projeto idealizou retratar as famílias daquela vila com fotografias como se fossem – já naquela época – de caixas e álbuns antigos. Essas fotos foram distribuídas aos detentores de suas histórias, mas também virou livro, filme e exposição. Raíssa, mais de 15 anos depois, veio ao Centro Histórico visitar o Ventre Livre e “atualizou” a memória registrada naqueles cliques: “Este está com filhos. Esta família triplicou. Esta era atleta…”. Mas a menina Raíssa tinha outra história a contar, que a mulher Raíssa veio agora a buscar. Seu pai é Paulo Montiel – artista plástico, que, “ao acaso”, veio a realizar uma espécie de residência artístico-terapêutica para a sua saúde com o Ponto. Durante anos, a equipe do Ventre Livre o esteve auxiliando a guardar o seu acervo de pinturas a óleo e outros trabalhos, mas, à medida que o tempo ia passando e Montiel ia traçando seus novos caminhos, sua obra de cosmovisão dos orixás o acompanhava e se esvaía devagarinho nas quebradas da realidade concreta que vivia. Até que o Paulo deixou de existir neste plano – e Raíssa e sua mãe ficaram com o que conseguiram recuperar de quadros e cadernos de estudo de Montiel. Foi aí que o Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre retomou a relação com a família e – até hoje – é responsável pelo resguardo deste acervo. Já são 5 ou 6 anos em que Iemanjá, Iansã, Oxum e demais personagens do panteão descansam nas paredes e armários do hall e da sede do Coletivo Catarse, na Comuna do Arvoredo. Raíssa veio, então, rememorar e reforçar vínculos. É uma história que não acabou e que terá novos capítulos e registros – como é este de um belo sorriso da menina do Jardim. *Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – hoje incorporado no Coletivo Catarse – é projeto implementado em 3 conveniamentos públicos, um com o Grupo Hospitalar Conceição e dois com a SEDAC-RS**”Famílias do Jardim” integrou o Prêmio Interações Estéticas – Residências Artísticas em Pontos de Cultura do MinC/FUNARTE***tudo isso somente foi – e segue sendo – possível por causa da Política Nacional Cultura Viva

Oficinas de Inclusão Digital com ênfase em Produção Audiovisual já tiveram 3 ciclos em Mostardas

Ao longo de 2025 – e ainda neste 2026 que se inicia -, o Ponto de Cultura STR Mostardas vem desenvolvendo o projeto Festejos e Encontros da Cultura da Tradição Popular das Comunidades Quilombolas da Península do Litoral Norte (Edital SEDAC nº25/2024 PNAB RS – Cultural Viva). São diversas oficinas oferecidas: de música (capacitação de linguagem artística), capoeira, brincadeiras populares, inclusão digital e ações de salvaguarda da cultura tradicional mostardense expressa pelos festejos de Pagamento de Promessas, Terno de Reis, além de outros conhecimentos tradicionais. O Coletivo Catarse, parceiro neste projeto, vem desde outubro ministrando oficinas de inclusão digital, com ênfase na produção audiovisual, nas escolas de ensino fundamental Marcílio Dias e Nossa Senhora Aparecida. Foram encontros de leitura audiovisual, reflexão sobre ferramentas digitais e seus usos além de exercícios práticos de produção que geraram por enquanto 3 curtas-metragens de ficção e 2 curtas-documentários. A região de Mostardas é geograficamente muito interessante, pois fica entre o Oceano Atlântico e a Lagoa dos Patos, e, apesar de ser muito desgastada pelo agronegócio, é riquíssima em recursos naturais com uma fauna abundante, parte preservada por conta do Parque Nacional da Lagoa do Peixe, localizado há 20 km do centro de Mostardas. Além disso, é uma região muito antiga, e os resquícios do período da escravidão são notados a olhos vistos (pelo menos pelos olhos mais sensíveis), atribuindo-se uma atmosfera mística, por conter histórias de um passado ainda recente em suas ruas, construções e práticas culturais. São três as principais comunidades quilombolas no município: Comunidades Quilombolas dos Teixeiras, Beco dos Colodianos e Casca, sendo esta última a única titulada, embora as outras duas também já estejam organizadas a partir de associações e tenham este objetivo de formalização. O Terno de Reis, o Ensaio de Pagamento de Promessa, o arroz quilombola, o feijão sopinha, o cobertor mostardense, entre tantas outras referências, fazem da região de Mostardas – com São Simão, Solidão e Bacopari – e Tavares lugares de uma potência cultural incrível, mas, muitas vezes, ignorada por grande parte da própria população que ali vive. Nota-se muito rapidamente que os mais jovens já estão um tanto desconectados dessas raízes, demonstrando-se, às vezes, até mesmo uma autoestima fragilizada. Por isso a importância de projetos culturais como este promovido pelo Ponto de Cultura STR Mostardas, que coloca luz e fomenta essas manifestações para que não sejam esquecidas. É como pondera Luiza Lemos, funcionária da Casa da Cultura do município: “Conhecer a cultura, né? É como eu sempre digo, a cultura tá ficando pra trás. Um povo sem história é um povo sem cultura. E a história… não podemos deixar morrer. A história de onde veio? De onde veio o povo? De onde veio o negro? A gente tem que saber isso aí. Como é que o negro chegou até aqui. Ele veio como escravo, trabalhar para o seu senhor. Muitos não conseguiram, muitos morreram pelo caminho. Mas a gente tem que saber de onde veio. Mostardas, afroaçoriana. Não é a cor, quem manda é a pessoa, o caráter”. Até abril do ano que vem, o Coletivo Catarse voltará a Mostardas com o objetico de produzir outros audiovisuais através de oficinas, uma delas a ser desenvolvida em uma das comunidades totalmente focada no registro de memória e patrimônio das expressões culturais tradicionais locais. Enquanto isso, assista alguns filmes produzidos nas oficinas:

Podcast do Coletivo Catarse: uma praça naturalizada em Santa Maria

Uma conversa com Gui Blauth – por Jefferson Pinheiro. @gui_blauth tem trabalhado para que as crianças permaneçam conectadas com a natureza. Ele faz isso através de diversas iniciativas e junto a outras e outros ativistas pela causa das infâncias saudáveis e pelo direito do livre brincar em ambientes naturais, como é o caso do @coletivo.taboa, que ele integra. Em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, Gui coordenou a construção de uma praça naturalizada no bairro Nova Santa Marta, em novembro de 2025. Um pouco antes havia passado por Porto Alegre e Estância Velha em projetos similares, embora já tenho ajudado a construir ambientes naturais para as infâncias em diversas cidades e regiões do país. Este podcast é resultado de duas breves conversas com ele enquanto trabalhava na construção da praça em Santa Maria. Ele fala sobre a proposta dos parques naturalizados, do processo e do envolvimento comunitário para a construção desses espaços públicos, das parcerias locais e do impacto que ambientes lúdicos naturais podem ter para o desenvolvimento das crianças, também em contraposição às praças e ambientes artificiais. Em pouco menos de 30 minutos Guilherme nos faz refletir sobre os espaços que oferecemos para as crianças brincarem no meio urbano, a partir também da escassez e da abundância. E, claro, a conversa não é apenas sobre as infâncias, mas também sobre a vida nas cidades para todas e todos nós. Agradeço a @gui.schneider por ter me colocado em contato com seu xará, Gui Blauth. Que todas as crianças possam expressar sua essência e potência, em ambientes naturais que a gente cuide e ofereça pra elas.

2025 foi ano de Talk Exu!

Este ano foi de consolidação de uma proposta de talk show do Coletivo Catarse. Ainda com bastante espaçamento entre os episódios, estudos estéticos e da técnica a ser utilizada – além de investimentos no espaço onde se grava e transmite ao vivo -, se possibilitou a produção de conteúdos interessantes com os envolvimentos de parceiros e o apoio organizacional de um projeto contemplado nos editais PNAB/SEDAC-RS, na linha Cultura Viva. Foram 3 edições que movimentaram a Comuna do Arvoredo, em dias de Maria Maria Espaço Cultural, sob realização do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, versando sobre cinema de ativismo e produções audiovisuais com diálogo entre as artes; sobre teatro, economia solidária e autonomia; e destacando a cultura do povo negro no Rio Grande do Sul. Todos entremeados com apresentações musicais diversas, que divertiram os presentes e o público online, e finalizando sempre com um filme produzido pelo próprio Coletivo Catarse. A seguir, assista à última edição e às outras duas de 2025: Talk Exu #04 – Cultura Negra em DestaqueTambor de Sopapo, poesias e carnaval. Com Lilian Rocha, Edu do Nascimento e Paulinho do Areal. Atração musical “Meu Black É Rock”, de Matheu Corrêa. Ao final, uma versão reduzida do documentário “O Grande Tambor”. Talk Exu #03 – nós na economia solidária e NÓS em cia de teatroEconomia solidária e autonomia, com Gil Neves e Lisbet dos Santos, e os 18 anos da NÓS CIA DE TEATRO, com Everson Silva e Letícia Virtuoso, intercalado por intervenções musicais do artista Luís Valério e exibição ao final do curta-metragem P A R A L E L O. Talk Exu #02 – os filmes que lançamos no outono passadoAs três últimas produções audiovisuais do Coletivo, todas lançadas na segunda quinzena de junho: os documentários “Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata”, sobre a retomada Kaingang no Morro Santana, e “Cooperar é Resistir”, contando a história da PedalExpress, um coletivo de entregas que se utiliza de bicicletas em Porto Alegre; finalizando com o curta-metragem de ficção “Enquanto a Luz Não Chega”, com bate-papo sobre os desafios de uma produção que mescla o audiovisual e o teatro de sombras, com exibição completa do filme ao final – também como parte do circuito de lançamento do mesmo. As entrevistas sobre as produções foram intercaladas por intervenções musicais da banda “Expresso Livre”, com Jéssica Nucci no vocal, acompanhada dos violões de Vicente Guindani e Nil Tavares. O Talk Exu, uma iniciativa autônoma do Coletivo Catarse, é parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva.

Decola Hip Hop RS – LANÇAMENTO do videocast “No Ritmo e Poesia das Vozes Indígenas do Brasil”

O Videocast do Coletivo Catarse inaugura com 2 episódios sobre o entrelaçamento das culturas indígenas e o Movimento Hip Hop. Com representantes de etnias em constante luta, esses artistas se utilizam da música e de outros elementos para também agregarem uma expressão e expandirem seus fazeres e saberes em algo que é considerado contemporâneo, mas transversal à humanidade. Curta atentamente aos 2 episódios! Com o título de “No Ritmo e Poesia das Vozes Indígenas do Brasil“, o projeto tem dois episódios e vai ao ar no início de dezembro, fazendo parte do Programa Decola Hip Hop – uma iniciativa histórica da Secretaria de Cultura Hip Hop do RS e da Ong Suve (confere aqui). Ficha técnica:Apresentação – Gustavo Türck e Marcelo CougoProdução – Marcelo CougoGravação e edição de som – Gustavo TürckDireção de equipe de filmagem, corte ao vivo e edição final – Billy ValdezOperação de câmera – Vherá Xunú

2° episódio do Videocast do Coletivo Catarse – sobre o Ritmo e Poesia das Vozes Indígenas do Brasil

Na segunda edição, gravado em 26/11, no Estúdio Monstro, estavam presentes Kapri Kaingang, liderança da Retomada Gãh Ré, de Porto Alegre, Vera Kaninhka, também Kaingang, artista gráfica (grafiteira!), também da capital dos gaúchos, e o rapper Owerá, Guarani Mbyá, participando online direto do litoral de São Paulo. São mais vozes somadas, contando suas experiências e visões sobre como o Movimento Hip Hop se envolve e contrubui na realidade de vida e de lutas de todas as etnias indígenas. A reflexão da música como ferramenta de comunicação e da existência permanente do RAP como expressão que interlaça os tipos linguísticos e que estimulou historicamente as conquistas, inclusive, em meio urbano, se complementou com o trabalho de quem enxerga o próprio corpo como um muro a ser grafitado – de formas figurativa e concreta. Os 2 episódios devem ser lançados já na semana que vem, início de dezembro. Não perca! A seguir, os clipes apresentados no videocast. Acesse o clipe de Owerá clicando aqui! Com o título de “No Ritmo e Poesia das Vozes Indígenas do Brasil”, o projeto tem dois episódios e vai ao ar no início de dezembro, fazendo parte do Programa Decola Hip Hop – uma iniciativa histórica da Secretaria de Cultura Hip Hop do RS e da Ong Suve (confere aqui). Na equipe, apresentando estavam Gustavo Türck e Marcelo Cougo, com filmagem de Billy Valdez e Vherá Xunú, da etnia Guarani, parceiro de longa data do Coletivo Catarse.

Micro Forum e Giro Cultural no Quilombo do Sopapo

O Coletivo Catarse esteve no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, sábado, 22/11, participando de atividade do Projeto Pontão Ponto a Ponto: Tecendo as Culturas Gaúchas – uma realização do Ponto de Cultura Ilê Axé Cultural ASSOBECATY, de Guaíba. Parte de uma gira que perpassou 10 regiões do estado, representando o Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, expusemos nossa descoberta da Política Cultura Viva, a transformação que isso acarretou em nossos fazeres profissionais em mais de 20 anos e nossa relação intrínseca com o Quilombo do Sopapo. A seguir, algumas fotos de momentos do encontro, que teve ainda a potente manifestação de Ag (@agnescomgmudo) e os toques dos tambores do Quilombo – que nunca deixem de tocar! Importante ver, rever e contar juntes a história deste Ponto, tão ligado à nossa própria história. Fotos: Alexandre Garcia A programação foi assim: Vem aí o Micro-Fórum e Giro Cultural! 🎉 📅 22/11 — sábado⏰ Das 9h às 17h📍 Quilombo do Sopapo Um encontro para dialogar, aprender e fortalecer a cultura de base!Vamos discutir temas essenciais como:✨ O que é um Ponto de Cultura✨ O que é a Lei Cultura Viva✨ A importância dos Pontos de Cultura nas comunidades✨ A força da cultura de base✨ O papel do Conselho Gestor Programação: Início 9h🔸 Abertura com poeta, artista cênico e ativista do Hip Hop movimento negro Ag🔸 ⁠Café da manhã🔸 ⁠Conversa com Gustavo Türck (Ponto de Cultura Ventre Livre) Histórico Cultura Viva – Ponto de Cultura Ventre Livre e sua relação com o Quilombo do Sopapo🔸 ⁠Momento para bate papo e troca de experiências🔸 ⁠Fechamento da manhã com intervenção de Ag Pausa 12h🔸 Almoço no Quilombo do Sopapo Retorno 13:30🔸 Intervenção cultural com tambores do Quilombo do Sopapo (Leonardo Sangenito)🔸 Conversa com Gustavo Türck – As Relações de cultura comunitárias🔸 ⁠Bate papo🔸 ⁠Café da Tarde e fechamento com intervenção dos tambores Venha fortalecer nossa rede e celebrar a potência da Cultura Viva! 🌱✨ Associação Ponto de Cultura Quilombo do SopapoProjeto Pontão Ponto a Ponto: Tecendo as Culturas Gaúchas

Videocast do Coletivo Catarse estreia tratando da participação indígena no movimento Hip Hop

Acostumados a gravar podcasts, a equipe se apertou no Estúdio Monstro, na sede do Coletivo, para colocar os elementos “câmera”, para além dos microfones, e gravar o primeiro videocast de uma série de 2 sobre a relação da cultura indígena brasileira e o movimento Hip Hop. Contando com os convidados Nativo Xondaro, de etnia M’Bya Guarani de São Paulo, e a MC Anarandá, Guarani Kaiowá de Campo Grande-MS, online, e Fernando Xokleng, indígena Xokleng de Santa Catarina, presente no estúdio, o bate-papo correu pelas razões as quais todos, sendo indígenas e com raízes fortes em suas culturas, faziam as suas expressões se utilizando do RAP e como isso somaria a suas lutas. Com o título de “No Ritmo e Poesia das Vozes Indígenas do Brasil”, o projeto tem dois episódios e vai ao ar no início de dezembro, fazendo parte do Programa Decola Hip Hop – uma iniciativa histórica da Secretaria de Cultura Hip Hop do RS e da Ong Suve (confere aqui). Na equipe, apresentando estavam Gustavo Türck e Marcelo Cougo, com filmagem de Billy Valdez e Vherá Xunú, da etnia Guarani, parceiro de longa data do Coletivo Catarse. A seguir, os clipes apresentados no videocast, com um trabalho de cada convidado.