Bem além e a poética audiovisual de Leonardo Bulcão

O extremo sul do Brasil, mais especificamente a praia do Cassino, é o ponto de partida da jornada do músico gaúcho. Seja atravessando os Molhes da Barra de bicicleta ou Vagoneta – veículo movido a vela tradicional do Cassino – caminhando pelo caminho Inca no Peru ou se banhando nas águas da Chapada da Diamantina/BA, Leonardo Bulcão propões reflexões sobre a natureza, a existência, o amor e a vida. Organizado em 5 atos, o álbum visual foi lançado no dia 28 de agosto no Youtube e teve também um evento presencial de lancámento na cidade de Rio Grande durante a Feira do Livro da FURG (Universidade Federal do Rio Grande), com show e exibição da obra audiovisual. Bulcão, músico há duas décadas e com três álbuns lançados — Alternativismo (2008), Macumba pra Bacana (2014) e Solo Lunar (2019) — assina integralmente a idealização de Bem além. O projeto é um desdobramento direto de seu último trabalho fonográfico, aprofundando a jornada de autoconhecimento iniciada em Solo Lunar. Ficha técnica Criação, direção, produção cinematográfica, trilha sonora, roteiro e narração: Leonardo BulcãoProdução musical: Bruno Pires e Leonardo BulcãoMasterização: Bruno Pires (Organic Estúdio)Mixagem: Bruno Pires (Organic Estúdio) e Leonardo BulcãoCaptação de som: Bruno PiresCaptação de som adicional (Amares que vem para bem): Bruno Pires e Lucas RamosEdição de som e imagens: Ivan Ibarra e Leonardo BulcãoFinalização de vídeo: Billy Valdez e Bruno Pedrotti (Coletivo Catarse)Legendas: Thays PradoLançamento digital e mídias sociais: Cristiane CubasConcepção de arte: Cristiane Cubas e Leonardo BulcãoArte e design: Maurício QuadrosAssessoria de imprensa: Bebê Baumgarten Imagens: Ivan Ibarra, Lúcio Tagliani, Vitória Proença, André Chaplin, Buba Moura, Marcelo Okamoto, Rafa Costa e Aldivo MendesImagens em aquarela: Alisson Afonso Captação de imagens especiais:Imagens de drone: Ivan IbarraImagens do Parque Eólico (Cassino – Rio Grande/RS): Lúcio TaglianiFotografia Lanchão Farroupilha Seival: André Chaplin e Buba MouraFotos de Beto e Karen: Aldivo MendesFotos do Taim: Marcelo OkamotoImagens adicionais: Leonardo Bulcão Locações:Bahia: Chapada Diamantina (Gruta Azul / Fazenda Pratinha)Peru: Caminho Inca, Machu PicchuPorto Alegre/RS: Rua Lima e SilvaRio Grande/RS: Molhes da Barra, Lagoa Verde (Senandes), Cassino, Parque Urbano do Bolaxa, Chácara das Tolderias e TaimTrês Coroas/RS: Sítio de Silvestre Rache Música e trilha sonora:Composições: Leonardo BulcãoMúsicos: Alisson Afonso, Augusto Luna, Axel Antunes, Christian Talaier, Cintia Prietsch, Clarissa Ferreira, Eduardo Quintian Gambona, Franco Faroli, Gabriel Mazzini, Gabriel Medeiros, Guilherme Bulla, Ícaro Chaves, Leonardo Rechia, Marcelo Masina, Pamela Delgado, Régis Garcia, Taiana Tagliani e Willian TavaresParticipações especiais: Coletivo Rio Grande Quer Verde em “La magia de La Tierra”; Projeto Asas do Camaquã – Réplica da embarcação de Giuseppe Garibaldi (idealizado e realizado por Antônio Rodrigues) Agradecimentos:Alisson Afonso, André Chaplin, Antônio Rodrigues, Augusto Luna, Axel Antunes, Buba Moura, Bruno Pires, Carolina Contato (NEMA – Núcleo de Educação e Monitoramento Ambiental), Cintia Prietsch, Coletivo Rio Grande Quer Verde, Christian Talaier, Eduardo Quintian Gambona, Fazenda Pratinha, Franco Faroli, Gabriel Mazzini, Gabriel Medeiros, Guilherme Bulla, Ícaro Chaves, Leonardo Rechia, Lucas Ramos (Estúdio Mochila), Lúcio Tagliani, Marcelo Masina, Marcelo Mazzini, Marcelo Okamoto, Pamela Delgado, Régis Garcia, Silvestre Rache e Taiana Tagliani Em memória:Beto Federal, Karem Paschoalotto e Aldivo Mendes Foto: Jade Luzardo

2° episódio do Videocast do Coletivo Catarse – sobre o Ritmo e Poesia das Vozes Indígenas do Brasil

Na segunda edição, gravado em 26/11, no Estúdio Monstro, estavam presentes Kapri Kaingang, liderança da Retomada Gãh Ré, de Porto Alegre, Vera Kaninhka, também Kaingang, artista gráfica (grafiteira!), também da capital dos gaúchos, e o rapper Owerá, Guarani Mbyá, participando online direto do litoral de São Paulo. São mais vozes somadas, contando suas experiências e visões sobre como o Movimento Hip Hop se envolve e contrubui na realidade de vida e de lutas de todas as etnias indígenas. A reflexão da música como ferramenta de comunicação e da existência permanente do RAP como expressão que interlaça os tipos linguísticos e que estimulou historicamente as conquistas, inclusive, em meio urbano, se complementou com o trabalho de quem enxerga o próprio corpo como um muro a ser grafitado – de formas figurativa e concreta. Os 2 episódios devem ser lançados já na semana que vem, início de dezembro. Não perca! A seguir, os clipes apresentados no videocast. Acesse o clipe de Owerá clicando aqui! Com o título de “No Ritmo e Poesia das Vozes Indígenas do Brasil”, o projeto tem dois episódios e vai ao ar no início de dezembro, fazendo parte do Programa Decola Hip Hop – uma iniciativa histórica da Secretaria de Cultura Hip Hop do RS e da Ong Suve (confere aqui). Na equipe, apresentando estavam Gustavo Türck e Marcelo Cougo, com filmagem de Billy Valdez e Vherá Xunú, da etnia Guarani, parceiro de longa data do Coletivo Catarse.

Sementes de Liberdade: FAG celebra 30 anos de anarquismo na Comuna do Arvoredo

O vermelho e o negro pintaram a Maria Maria Espaço Cultural, junto à Comuna do Arvoredo, no Centro Histórico de Porto Alegre, no sábado, 23 de novembro. O espaço, que tem as lutas feministas e antirracistas como pilares, acolheu a celebração memorável das três décadas da Federação Anarquista Gaúcha (FAG). Ao entardecer, a militância libertária se reuniu nas calçadas em frente à Maria Maria, com banquinha de livros e camisetas, faixas, bandeiras e cartazes que estampavam o lema: “30 ANOS SEMEANDO SOCIALISMO LIBERTÁRIO”.  Um jogral construído a muitas vozes marcou o início da atividade, ecoando pelas calçadas  e atraindo o olhar dos passantes. Dentro da garajona, como também é chamado o espaço, seguiu o ato político com falas de Lorena e Carmen. As manifestações das companheiras da FAG navegaram pela história da organização, relembrando marcos e conquistas das últimas três décadas: “Nossa memória é instrumento de luta. Quando olhamos para trás, para a história do que nos moldou, vemos a face calejada de lutadores e lutadoras do povo oprimido. (…)  Somos frutos desses fragmentos de memória, das resistências populares na América Latina e no Brasil, das greves gerais, das insurreições populares, das lutas dos povos originários, camponeses, quilombolas, das favelas e periferias, dos lombos que não se curvaram à dominação.” Federação Anarquista Gaúcha Palmas, vivas e o lema “Lutar, criar poder popular!” encerraram o discurso carregado de convicção. Em seguida, a palavra foi passada para os anfitriões da casa: Nat, representando a Comuna do Arvoredo, Márcia, do Maria Maria Espaço Cultural, e Ruwer, pelo Coletivo Catarse. Pepe, militante da Federação Anarquista Uruguaia, encerrou o momento das falas trazendo saudações libertárias diretamente de Montevidéu. Abriu-se a programação cultural, com os artistas Drosa, Persona e Insano, do grupo de rap e poesia Noiarte da Região Metropolitana de Porto Alegre, seguido pela cantora Nanci Araújo, do Utopia e Luta. A dupla “Duas Guitarras”, formada por Julio Cruz, do Morro Santana, e o chileno Elias, trouxe um vasto repertório cancionerio latinoamericano. Em seguida foi a vez do pelotense Pedro Kowa apresentar canções autorais.  Na sequência, o palco foi aberto e apareceram algumas surpresas: Marcelo, vocalista da La Digna Rabia, e Lalo, músico uruguaio, morador da Comuna, apresentaram alguns clássicos da banda, que se apresentou pela primeira vez numa festa de 15 anos da FAG. E, para fechar a noite, algumas compas anarquistas ocuparam os microfones e apresentaram um canto feminista.  A SABER Fundada em 18 de novembro de 1995, a FAG celebra uma trajetória dedicada à construção do anarquismo especifista, vertente do socialismo libertário e germinada no sul global. Sob forte influência da Federação Anarquista Uruguaia (FAU) e alimentada pelas lutas populares da América Latina, no Brasil, a ideologia é levada adiante pela Coordenação Anarquista Brasileira (CAB). A celebração dos 30 anos da FAG é um lembrete de que a revolução também é feita de afeto, como diria Emma Goldman “se eu não puder dançar, não é minha revolução”. – As atividades desenvolvidas no Maria Maria Espaço Cultural fazem parte da programação do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)” contemplado no Edital Sedac nº 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS.

Videocast do Coletivo Catarse estreia tratando da participação indígena no movimento Hip Hop

Acostumados a gravar podcasts, a equipe se apertou no Estúdio Monstro, na sede do Coletivo, para colocar os elementos “câmera”, para além dos microfones, e gravar o primeiro videocast de uma série de 2 sobre a relação da cultura indígena brasileira e o movimento Hip Hop. Contando com os convidados Nativo Xondaro, de etnia M’Bya Guarani de São Paulo, e a MC Anarandá, Guarani Kaiowá de Campo Grande-MS, online, e Fernando Xokleng, indígena Xokleng de Santa Catarina, presente no estúdio, o bate-papo correu pelas razões as quais todos, sendo indígenas e com raízes fortes em suas culturas, faziam as suas expressões se utilizando do RAP e como isso somaria a suas lutas. Com o título de “No Ritmo e Poesia das Vozes Indígenas do Brasil”, o projeto tem dois episódios e vai ao ar no início de dezembro, fazendo parte do Programa Decola Hip Hop – uma iniciativa histórica da Secretaria de Cultura Hip Hop do RS e da Ong Suve (confere aqui). Na equipe, apresentando estavam Gustavo Türck e Marcelo Cougo, com filmagem de Billy Valdez e Vherá Xunú, da etnia Guarani, parceiro de longa data do Coletivo Catarse. A seguir, os clipes apresentados no videocast, com um trabalho de cada convidado.

Ao Vivo no Maria Maria #17 – Luiz Fellipe Capisani

Em 18 de outubro, Luiz Fellipe Capisani esteve apresentando a música ATMOSFERA CRISTAL. AO VIVO no MARIA MARIA é uma produção do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, em realização junto ao Maria Maria Espaço Cultural, ambos com sede na Comuna do Arvoredo (Porto Alegre, Rua Fernando Machado, 464). Gravado em Porto Alegre, 18/10/2025. Imagens e edição: Billy Valdez. A atividade integra o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS

“Live Fast, Die Old”, álbum de estreia de Jaydson, sai nesta sexta-feira (11)

Realizamos mais uma “empreitada” em parceria com o músico Jaydson, desta vez foram as fotos promocionais para o lançamento do álbum de estreia “Live Fast, Die Old“A pegada das fotos tiveram referencia em classicas fotos classicas de bandas iconicas do Punk rock como Rancid e Minor Thread, ou seja fotos em escadas e poses que remetem uma homenagem a estas bandas.E uma das locações para essas fotos foi o nosso proprio espaço na Comuna do Arvoredo, onde possuimos alguns vizuais de escadas, também realizamos uma percorida na famosa escadaria da “Duque”.Confira as fotos do realizadas pelo cooperado Billy Valdez com produção do parceiro Homero Pivotto. Confira abaixo o serviço do show de lançamento do álbum e informações sobre a produção. “Live Fast, Die Old”, álbum de estreia de Jaydson, entra em todas as plataformas nesta sexta-feira, 11 de abril (pré-save clicando na imagem ao lado).As nove músicas do disco fazem uma crônica das vivências do artista e compilam suas referências musicais acumuladas desde a adolescência. Os três singles já disponibilizados (‘I Don’t Wanna Die Young’, ‘Camisa Amarela’ e ‘Filme do Almodóvar’) dão uma ideia de o que esperar do play completo. Ouça as faixas já lançadas aqui.As nove músicas do disco fazem uma crônica das vivências do artista e compilam suas referências musicais acumuladas desde a adolescência. Os três singles já disponibilizados (‘I Don’t Wanna Die Young’, ‘Camisa Amarela’ e ‘Filme do Almodóvar’) dão uma ideia de o que esperar do play completo. Ouça as faixas já lançadas aqui.Para materializar as composições, Jaydson – que canta e toca guitarra – aliou-se a músicos experientes da cena gaúcha: Marcel Bittencourt (que assumiu o baixo e a produção das faixas), Renato Siqueira (bateria) e Rodrigo Ferreira (guitarra). Instrumentalmente, o quarteto passeia pelo punk rock, hardcore melódico, grunge e rock alternativo. Nirvana, NOFX e Júpiter Maçã estão entre as influências.Mais informações em https://www.jaydson.comTexto: Homero Pivotto. Lembramos que recentemente produzimos junto com Jaydson o o videoclipe de Filme do Almodóvar, faixa integrante do álbum de estréia.