No cremos en brujas, pero que las hay, las hay…

Uma carijada com uma presença feminina impressionante – de protagonismo e mística – se fez à banda oriental, em Treinta y Tres. 33 kg de erva-mate foram processados por um grupo de cerca de 33 pessoas (brasileiros e uruguaios), no Centro Agroecológico Pindó Azul, na Quebrada de los Cuervos, de 28 a 30 de agosto, naquele que está sendo denominado o primeiro carijo internacional da contemporaneidade. No entanto, este evento teve uma característica muito marcante, que foi para além do ineditismo da binacionalidade e do portunhol como idioma predominante – as mulheres literalmente tomaram conta. O abrir do céu, o dissipar de pesadas nuvens e o surgir da Lua Cheia trouxeram a “coincidência” de uma ação de mãos, cantos e encantos femininos, da colheita à moagem da erva. O primeiro fogo foi delas. O mate é delas. Kaá, deusa Guarani, a própria erva-mate… Presente! Aguarde novas postagens, com vídeo e mais informações! Fotos: Billy Valdez *confira postagem no instagram, compartilhada pelo Coletivo Catarse e o Centro Agroecológico Pindó Azul, clique aqui

Liberdade e o amor à diversidade

Dois dias, dois rebanhos diferentes. O Espaço Cultural Maria Maria/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, onde todas as quintas, sextas e sábados, habitam de forma segura diferentes gentes, com suas ricas diversidades, recebeu a banda The Misters em um dia e, no outro, o lançamento do livro “A ovelha Queer”, de Rodrigo Schüler de Souza. Em uma noite dedicada ao rock e suas vertentes mais dançantes, a banda The Misters, celebrou a amizade com um desfile suas versões de grandes clássicos e alguns lados B, de nomes consagrados da música do nosso mundo. Firmando em definitivo sua nova formação, que agrega o guitarrista e violinista Marcos Machado ao time, Guile Barão, Alex Becker e Marcelo Cougo se divertiram e divertiram àqueles que estavam presentes numa sexta feira de calor meio atípico para o mês de julho, em Porto Alegre. No dia seguinte, sábado, foi a vez de um encontro bastante marcante para quem esteve presente. Rodrigo recebeu amigas e amigos para, juntos, viverem horas de acolhimento e trocas de experiências que envolvem a filosofia, a teologia e a vontade de viver o que se é, o que se deseja ser. Novamente a Garajona da Comuna do Arvoredo, onde funciona o Espaço/Ponto, serviu de “O lugar seguro de quem não está perdido”. A obra lançada aborda o diálogo entre a tradição religiosa cristã e a vivência de pessoas LGBTQIAPN+, e teve seu ponto alto na performance emocionante de Savanah Queen, que com sua força e beleza nos mostrou a grandeza política de sua arte. Dois rebanhos diferentes arrebatados pelos mesmos sentimentos: a liberdade e o amor à diversidade. Que venham muitos outros encontros e que sejamos, toda gente, cúmplices de nossas felicidades. Acompanhe as redes e dê sua força para os artistas:The Misters.Rodrigo Schüler. Texto: Marcelo CougoFotos: Billy Valdez

Mais ações de agroecologia compartilhadas no Vale

Uma ação que é uma realidade de compartilhamento de conhecimentos diversos sobre a natureza e como se entende que o ser humano possa fazer parte de um processo construtivo no meio ambiente. Em Morro Reuter, no interior deste interior, a parceria entre o Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre/Coletivo Catarse e o Ponto de Cultura Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo segue no ritmo do crescimento das mudas de erva-mate e de palmeira juçara, que estão sendo preparadas para o plantio no canto agroflorestal selecionado entre os 16 hectares do Vale. Em visita realizada no final de julho, uma equipe foi conferir o andamento do manejo de espécies invasoras – principalmente a uva-japão – e a integridade de mais de 200 mudas, deixadas ali para aclimatação há cerca de 2 meses. Foi uma atividade trabalhosa, mas em que se pode ouvir o ronco dos bugios, conferir a força das águas nos cursos múltiplos que existem na região e curtir momentos com os guardiões do sítio principal – Amora e Calixto. Cultura Viva é isso – água escorrendo, plantas crescendo e convívio que aduba a arte! Fotos: Mainô TürckPresentes: Gustavo Türck e Bruno Pedrotti, do Coletivo Catarse/Ventre Livre, e Alexandre Fávero, da Cia Teatro Lumbra Confira a sequência de postagens sobre o tema:

Huesera: um caminho de recolhimento e expansão

Texto Lorena Sánchez e fotos NIA – Núcleo de Investigação Artística do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre (Aline Ferraz, Lorena Sánchez e Têmis Nicolaidis) Há um mês estamos ocupando a Sala Pitangueira, no Centro Cultural da UFRGS, com a nossa Huesera, em busca de seu Coro de Ossos. Chegamos de olhos fechados, e fomos deixando de lado qualquer palavra, deixando que nossos sentidos lembrassem. Espalhamos pela sala nossos objetos pessoais, pequenas relíquias de vidas atravessadas, e transformamos o espaço em território de memórias compartilhadas. A Pitangueira, palavra que vem do tupi antigo pytãg, “vermelho”, tornou-se o chão fértil de um ritual de escuta, respiração e instalação.Memórias nossas, nossos fragmentos, abertos e expostos, para serem vistos por nós mesmas desde um outro lugar. Assim iniciamos… “Entre tesouras, baralhos, fotos impressas com o papel de foto que era comum, antigamente…Entre sensações, lembranças e afetos compartilhados, convertidos em memórias e suas histórias reais…Experiências sensoriais, músicas e o clima frio e chuvoso da tarde. Em meio às incertezas de um mundo em transformação, tentativas de golpes contra nossas conquistas e golpes ferozes contra as nossas memórias e histórias…Vida e Arte em intersecção e Lutas contra as constantes ameaças contra as nossas vidas…Nossos corpos – in submissos – não mais aceitam violações. Huesera re constrói, junta pedaços, canta para os ossos.” Memória do processo por Aline Ferraz Ao longo deste primeiro mês, mergulhamos em leituras, pesquisas e dados que revelam as muitas formas de violência e silenciamento que atravessam a vida das mulheres. Entre números e histórias, buscamos e insistimos em permanecer. Assim como a velha sábia que vem desde as profundezas atrás dos rastros, também seguimos as vozes de mulheres latino-americanas. Ouvimos, cantamos e habitamos canções que são manifestos, denúncias e encantamentos. Vozes que atravessam fronteiras e fazem de um único canto uma forma de resistência. Abrimos oráculos, portais, sentimentos. Erguemos uma tenda com nossos três elementos essenciais e, sob esse abrigo, iniciamos a jornada em busca dos ossos, da nossa loba, daquilo que permanece vivo mesmo depois da devastação. Ali, entre páginas lidas e folhas rasgadas como marcas de peles antigas, os fragmentos encontraram outros fragmentos. Palavras se desprenderam dos livros para criar novos textos, novos corpos, novos manifestos. Seguimos recolhendo ossos. Cada encontro revela um fragmento, uma memória, uma voz. Aos poucos, o coro se forma. E, junto com ele, também nós vamos nos reconstruindo.

Reflorestamento e continuidade na Retomada Gãh Ré

No sábado 25 de julho, a comunidade kaingang da Retomada Gãh Ré, Zona Leste de Porto Alegre, articulou mais um pequeno encontro de reflorestamento do território. Um grupo diverso que contou com crianças de dois e treze anos até a sexagenária mestra Gãh Té subiu na trilha pela mata realizando plantios até chegar na área de manejo perto do topo do Morro Santana. Ao longo da trilha, plantaram duas araucárias e, ao chegar no local em que a mata se torna campo, plantaram alguns butiazeiros. A equipe também limpou as mudas plantadas no ano passado e seguiu o controle da invasão de Pinus Ellioti, arrancando manualmente as mudas do pinheiro invasor que já começavam a surgir. Ao longo da área em que foram manejados os pinus no ano passado, foi possível perceber uma forte reação da vegetação nativa, tanto florestal, no caso dos Maricás – árvores que dobraram de tamanho em um ano com a entrada maior de luz no que antes era um bosque sombreado pelos pinus -, quanto de ervas, gramíneas e outras plantas de pequeno porte. Junto aos plantios de árvores, a cacica Gãh Té semeou também feijões em alguns locais, realizando testes para uma possível roça na primavera. Avaliando o solo, encontrou ainda um local para um plantio de milho e, com a fome do almoço se aproximando, colheu algumas folhas de almeirão roxo – PANC nativa das américas com diversos benefícios nutricionais e medicinais. Depois de um almoço comunitário, dividiram-se as equipes. Os kaingangs acolheram os visitantes que chegavam para a oficina de artesanato. O encontro de compartilhamento de saberes tradicionais foi uma das atividades realizadas dentro do edital de Agentes Cultura Viva da Ancestralidade em Porto Alegre do Pontão de Cultura AxéMirê – no qual Gãh Té é mestra indicada pelo Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre/Coletivo Catarse. Enquanto isso, os fóg apoiadores seguiram para o erval da aldeia. Na tarde ensolarada, capinaram a capoeira e abriram entradas de luz para seis pés de erva-mate e uma araúcária plantada no ano passado, replantando 4 novas mudas de mate e mantendo também no sistema um maricá e uma amoreira. Nas entrelinhas do erval foi semeado um mix de sementes para cobertura de solos no inverno. Este pequeno encontro de trabalho fez parte do Projeto Reflorestamento, Resiliência e Continuidade, aprovado na Chamada Reconstruir RS 2025 do Fundo Casa Socioambiental, o projeto é uma continuação do realizado no ano anterior. O “mutirinho” de plantio não foi a primeira ação, já que este projeto tem como um dos objetivos a manutenção dos espaços da comunidade, já vinham sendo realizadas também ao longo do ano ações de manejo do chiqueiro, a reforma das casas e toda a rede hidraúlica nas moradias mais novas. Este encontro, de outra forma, marcou o início das atividades abertas do projeto. Felizmente, não é o último – em breve devem ser convocadas novas ações. Para participar, acompanhe as redes da Retomada Gãh Ré e do Coletivo Catarse. Apoio: Projeto contemplado na chamada Reconstruir RS 2025, tendo o Coletivo Catarse como organização parceira. Texto: Bruno PedrottiFotos: Giulia Sichelero

Finalizado o ciclo do projeto PNAB no Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre

A festa junina do dia 27 marcou um último ato de um projeto que durou 14 meses, conquistado junto ao Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva, recheou a Comuna do Arvoredo de programação cultural ao longo do período. Foram mais de 40 apresentações no eixo Maria Maria Espaço Cultural, de música, teatro e outras artes; 6 episódios do talk show Talk Exu, tratando de temas como economia solidária, a luta indígena, a contribuição cultural do povo negro, agroecologia e acessibilidade; houve também um evento histórico de carijada em uma unidade de conservação, em Canela; oficinas de teatro, hip hop e produção audiovisual, entre váras outras atividades. Em um espaço delimitado na Garajona, foram expostas as obras produzidas pelo artista Juarez Negrão para o projeto e fotos de momentos das atividades do ano. E, para coroar a noite, uma grande apresentação do grupo Versão Brasileira. Foi uma noite especial, de celebração de um ciclo que se encerra e da certeza da continuidade das relações do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e suas parcerias – Maria Maria Espaço Cultural, CAMP, Comuna do Arvoredo, FESPOPE e Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, que constituem com o Coletivo Catarse o Conselho Gestor do Ponto. Resistência, respeito e empatia ENTREVISTA | Márcia Tolfo | Gestora da Maria Maria Espaço Cultural Coletivo Catarse – A Comuna do Arvoredo, o Coletivo Catarse e a Maria Maria Espaço Cultural somam trajetórias marcantes. Como foi para vocês a experiência de coproduzir esse ano de programação intensa, dentro do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, ao lado do Catarse, e de que forma a identidade de cada espaço se somou nesse processo?Márcia Tolfo – A coletividade é a palavra-chave dentro da proposta de produzir e gerir um projeto coletivo, que é um grande desafio. Cada entidade tem suas características e história, então, respeito e empatia são fundamentais. No final, existe uma grande satisfação em fazer parte de uma causa maior e entender que, juntos, somos mais fortes. Catarse – O projeto previu pelo menos 40 atividades culturais diversas. Olhando para o que foi realizado, quais ações ou momentos você destacaria como os mais marcantes para o público e para a própria gestão do espaço?Márcia – Foram muitas atividades. Entre elas, destaco a parceria com o grupo Nós – Arte e Cultura, que trouxe a dança para o espaço, através do Forró. Também o músico Vladmir Rodrigues, com a ancestralidade da música afro em diversas prestações, incluindo o sarau Djavan, Gil, bem como sua contribuição na Janta Afro, que está na sua 21ª edição, assim como o lançamento de alguns livros com sessão de autógrafo. Catarse – Como vocês percebem o impacto de uma abordagem que une arte, cultura e vivência em comunidade, na perspectiva feminista e antirracista que a Maria Maria propõe?Márcia – Focamos no fortalecimento da proposta feminista. Somos duas mulheres (eu e Daniela, minha irmã) que estamos ligadas ao contexto político atual. O espaço das Marias, cada vez mais, se torna acolhedor para as amigas. Usar uma linguagem feminista fortalece a causa, assim como ser antirracista é nosso pressuposto. Catarse – O projeto foi viabilizado pelo Edital Sedac nº 25/2024 da PNAB–RS – Cultura Viva. Na sua visão, qual é a importância desse tipo de descentralização e fomento para a sustentabilidade de espaços como a Maria Maria e para a garantia do acesso à cultura?Márcia – É essencial, visto que ser autossustentável hoje é um grande desafio dentro da economia. O custo com demandas como equipamentos, transporte e alimentação é requisito básico para alcançar a acesso à cultura. Sem o básico, não alcançamos a complexidade da cultura. Catarse – Com o encerramento deste ciclo de um ano de programação, qual é o principal legado que essa parceria deixa e de que forma essa experiência projeta o futuro da Maria Maria Espaço Cultural?Márcia – Resistência, respeito e empatia. Ainda temos “ganas” para continuar e crescer como espaço cultural, construir projetos coletivos e nos divertirmos com as amigas. * Pois há muito mais por vir! As atividades aqui apresentadas foram apoiadas e são parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva.

Talk Exu #7 – Acessibilidade: Uma conversa sobre cultura, sensibilidade e adaptação

Foi ao ar no dia 26 de junho, o último episódio do Talk Exu dentro do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva, fechando um ciclo de 6 programas que trouxeram pautas diversas, encontros culturais e políticos importantes, sempre presenciais e com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube do Coletivo (aqui você pode conferir todos os episódios). O Talk Exu é um Talk Show em formato de videocast criado pelo Coletivo Catarse de forma independente e fomentado por política pública em 2025 e 2026. O programa #7 trouxe a acessibilidade para o foco do diálogo, recebendo Simone Dornelles, tradutora e intérprete da Linguagem de Libras, com formação certificada pelo MEC, que atua desde 2011 em espaços culturais como museus, peças de teatro, contação de histórias bilíngue Libras/Português, shows musicais, mídias para TV e redes sociais, entre tantas outras iniciativas culturais; Luiz Portinho, pessoa com deficiência, Procurador Federal aposentado, fundador e voluntário da Associação RS Paradesporto; e Elaine Antônia do Nascimento, coordenadora do Setor de Cultura da ACERGS, professora de Braille e que está concluindo a graduação em Licenciatura em Educação Especial, dedicando-se à promoção da inclusão e da acessibilidade. A atração artística, ficou por conta de Angelo Primon que explorou a sensorialidade através da música instrumental do Oud Árabe e do Sitar Indiano. Confira!

Empoderamento e bem comum, a experiência de uma outra economia possível

Ao longo deste ano, o Coletivo Catarse está envolvido no projeto Mulheres Negras no RS: Empoderamento e Bem Comum, desenvolvido pelo CAMP em parceria com o Ministério da Trabalho e Emprego/Secretaria Nacional de Economia Popular Solidária, fruto de emenda parlamentar das Deputadas Federais Reginete Bispo, Maria do Rosário e Alexandre Lindenmeyer (TF 959059/2024). A iniciativa tem o objetivo capacitar para geração de trabalho, renda, cidadania e fomento ao associativismo e de coletivos em municípios da RMPA (região metropolitana de Porto Alegre) e do interior do Rio Grande do Sul. Dentre várias iniciativas, o Coletivo Catarse vem a somar com a produção de uma série de audiovisuais sobre experiências em economia solidária. No primeiro episódio da série ‘Empoderamento e bem comum’, tratamos da ‘Autogestão’, acompanhando o Programa de Formação continuada promovido pelo CAMP, no Instituto Josué de Castro, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em Viamão – Assentamento Filhos de Sepé, nos dias 26, 27 e 28 de maio de 2026. Também visitamos a Loja Produção da Gente em Viamão, e pudemos conhecer o espaço da loja, além de entender um pouco mais sobre a gestão da iniciativa. Confira o vídeo sobre a Loja Produção da Gente (Viamão)https://www.instagram.com/p/DZ-BDeUz2JF/ Nos próximos meses, espera-se a produção de mais de 10 vídeos curtos como estes. O projeto prevê, também, a produção de um documentário de até 15 minutos, que terá como protagonista a Zara, uma boneca que sai numa jornada para entender o seu valor dentro da economia popular e solidária. A Zara foi feita e batizada pela Lisbet dos Santos Pinheiro, artesã da FESPOPE (Fórum de Mulheres Negras na Economia Popular e Solidaria). Como empreendimento de economia solidária, temos a capacidade de articular essas pontes de trabalho, assim como o CAMP, potencializando projetos e tornando coerente o fazer dentro das nossas áreas de atuação. Confira nas redes sociais os próximos vídeos frutos desta parceria: @coletivocatarse e @campbemviver.

Talk Exu #6 – Cultura e Agroecologia

A relação da arte com a intervenção humana na Natureza. Realizada e gravada no início do mês de junho, no Ponto de Cultura Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo, em Morro Reuter, esta edição contou com participação de Alexandre Fávero, sombrista e entusiasta da relação arte e Natureza, e de Matias Köhler, biólogo especializado em botânica. O episódio faz uma reflexão sobre a importância da presença do ser humano e os possíveis impactos positivos do manejo na floresta tanto com a flora como com a fauna, além das motivações de artistas e fazedores de cultura nessa interação intensa com a Natureza. Este Talk Exu se apresenta num formato diferente, gravado, se adaptando ao que o ambiente permite, mas não deixando de apresentar um tema importante e contar com atrações artísticas relacionadas. Marcelo Cougo, que neste episódio deixa de ser o apresentador, performa em voz e violão música autoral inspirada nas experiências de carijada do Coletivo Catarse. Também são apresentados clipes musicais de amigos e parceiros – a banda Butiá Dub e a dupla Jéssica Nucci e Vicente – que fazem da sua arte um meio de expressão de suas atuações agroecológicas. ASSISTA! Quem são os convidados: Alexandre FáveroEncenador, cenógrafo, diretor, pesquisador, ator e sombrista. No ano 2000, fundou a Cia Teatro Lumbra (Porto Alegre/RS – Brasil), coletivo que é referência na arte do teatro de sombras, o que lhe rendeu prêmios e distinções como dramaturgo, diretor, iluminador, cenógrafo e encenador. Atualmente administra a produtora Clube da Sombra e dirige espetáculos e filmes, além de assessorar coletivos do Brasil e do exterior como especialista em teatro de sombras e artes da cena afins. As produções das obras possuem apoio de diferentes órgãos do Governo do Brasil e da Europa (Iberescena). Tem suas obras encenadas em países como Alemanha, México, Argentina, Uruguai, Paraguai, Chile, Colômbia, Taiwan e EUA. Matias KöhlerGraduado em Ciências Biológicas, com Mestrado e Doutorado em Botânica pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e, atualmente, é Professor na Universidade Federal da Fronteira Sul (UFFS – Campus Erechim, RS). Pesquisa sobre a história evolutiva e classificação das espécies nativas da flora e seus diversos potenciais de uso sustentável dialogando com práticas agroecológicas e permaculturais. Sobre o Vale Arvoredo:Criado em 20 de outubro de 2010, o Espaço de Residência Artística VALE ARVOREDO permite a convivência de criadores e praticantes das mais diversas áreas artísticas em tempo integral, com o objetivo de aprimoramento humano e artístico, aprofundando relações interpessoais e com o meio ambiente. Tem cerca de quatorze hectares, dos quais cerca de dez correspondem à mata nativa intocada, incluindo cascata e arroio. O Talk Exu é uma proposta autônoma do Coletivo Catarse, que tem este ciclo de produções apoiado como parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva.

Talk Exu #05 – Retomada Territorial

Neste último sábado, contando com transmissão ao vivo simultânea nos canais no YouTube do Coletivo Catarse (@coletivocatarse) e da A Voz do Morro (@avozdomorro88.3), o Talk Exu retomou suas atividades no ano e chegou ao seu 5° episódio com o tema “Retomada Territorial”, abordando as ações de resgate de territórios pertencentes aos povos originários por direito ancestral, mas que foram usurpados por não indígenas. Esta edição aconteceu na Retomada Gãh Ré, Morro Santana, em Porto Alegre. Os convidados para o bate-papo foram Gãh Té, liderança Kaingang, kujá e cacica da própria Retomada; Laércio Guarani, representante da Retomada Nhe’engatu, em Viamão; Tânia Silva, ativista e moradora do Morro Santana; e Kapri, também liderança Kaingang. A atração artística ficou por conta de Marina Mar, cantautora, performer e poeta, que tem como eixo o corpo-voz e o canto-dança na matriz de suas performances. A direção geral do Talk Exu #05 foi de Têmis Nicolaidis, com direção técnica de Gustavo Türck, apresentação e produção de Marcelo Cougo, assistência de produção de Lorena Sánchez e operação de câmeras de Billy Valdez e Bruno Pedrotti. Assista aqui abaixo ao episódio! Fotos: Lorena Sánchez, Billy Valdez e Marcelo Cougo O Talk Exu é uma atividade autônoma do Coletivo Catarse, e este episódio faz parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva. Confira outras edições do talk show, clique aqui.