Talk Exu #05 – Retomada Territorial

Neste último sábado, contando com transmissão ao vivo simultânea nos canais no YouTube do Coletivo Catarse (@coletivocatarse) e da A Voz do Morro (@avozdomorro88.3), o Talk Exu retomou suas atividades no ano e chegou ao seu 5° episódio com o tema “Retomada Territorial”, abordando as ações de resgate de territórios pertencentes aos povos originários por direito ancestral, mas que foram usurpados por não indígenas. Esta edição aconteceu na Retomada Gãh Ré, Morro Santana, em Porto Alegre. Os convidados para o bate-papo foram Gãh Té, liderança Kaingang, kujá e cacica da própria Retomada; Laércio Guarani, representante da Retomada Nhe’engatu, em Viamão; Tânia Silva, ativista e moradora do Morro Santana; e Kapri, também liderança Kaingang. A atração artística ficou por conta de Marina Mar, cantautora, performer e poeta, que tem como eixo o corpo-voz e o canto-dança na matriz de suas performances. A direção geral do Talk Exu #05 foi de Têmis Nicolaidis, com direção técnica de Gustavo Türck, apresentação e produção de Marcelo Cougo, assistência de produção de Lorena Sánchez e operação de câmeras de Billy Valdez e Bruno Pedrotti. Assista aqui abaixo ao episódio! Fotos: Lorena Sánchez, Billy Valdez e Marcelo Cougo O Talk Exu é uma atividade autônoma do Coletivo Catarse, e este episódio faz parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva. Confira outras edições do talk show, clique aqui.

Encontro nacional de educadores Freireanos em Porto Alegre

O movimento Café com Paulo Freire, formado em anos obscuros para a democracia brasileira, como uma frente de apoio contra os ataques que este ideólogo da educação brasileira sofria indiscriminadamente, reuniu em Porto Alegre cerca de 85 pessoas de todas as regiões do Brasil para um momento presencial de construção de rede. Apoiado em emendas parlamentares das deputadas Maria do Rosário e Reginete Bispo, foi possível realizar este encontro em 3 dias (24, 25 e 26 de abril) no CEPERS Sindicato. Ali, cada café teve o seu espaço para se apresentar aos outros, reflexões foram construídas a partir das exposições e um caminho de futuro foi traçado para a continuidade do movimento – considerado, inclusive, de abrangência internacional. O Coletivo Catarse esteve presente fazendo a transmissão ao vivo e gravando alguns momentos da integração dos participantes. A seguir, através do Canal Café com Paulo Freire no Youtube, é possível conferir como foram esses 3 dias:

Decola Hip Hop RS – LANÇAMENTO do videocast “No Ritmo e Poesia das Vozes Indígenas do Brasil”

O Videocast do Coletivo Catarse inaugura com 2 episódios sobre o entrelaçamento das culturas indígenas e o Movimento Hip Hop. Com representantes de etnias em constante luta, esses artistas se utilizam da música e de outros elementos para também agregarem uma expressão e expandirem seus fazeres e saberes em algo que é considerado contemporâneo, mas transversal à humanidade. Curta atentamente aos 2 episódios! Com o título de “No Ritmo e Poesia das Vozes Indígenas do Brasil“, o projeto tem dois episódios e vai ao ar no início de dezembro, fazendo parte do Programa Decola Hip Hop – uma iniciativa histórica da Secretaria de Cultura Hip Hop do RS e da Ong Suve (confere aqui). Ficha técnica:Apresentação – Gustavo Türck e Marcelo CougoProdução – Marcelo CougoGravação e edição de som – Gustavo TürckDireção de equipe de filmagem, corte ao vivo e edição final – Billy ValdezOperação de câmera – Vherá Xunú

Quilombo Vila Nova lança Protocolo de Consulta no Fórum dos Quilombos do Litoral Médio

Na quinta, 16 de outubro, a comunidade quilombola Vila Nova, no distrito do Capão do Meio, São José do Norte/RS, promoveu o lançamento do seu Protocolo de Consulta Livre, Prévia e Informada. Realizado ao longo do Fórum dos Quilombos do Litoral Médio, o evento teve a presença de lideranças das comunidades que compõem o fórum. O documento busca garantir os direitos da comunidade frente aos megaempreendimentos que tentam se instalar no território. Entre as ameaças estão o projeto Atlântico Sul de mineração de titânio e os parques eólicos Ventos do Atlântico e Complexo Eólico Bojuru. Os quilombolas denunciam que não foram consultados em relação a nenhum destes empreendimentos. Destacam ainda que, de acordo com a Convenção 169 da Organização internacional do trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário, os povos e comunidades tradicionais precisam ser consultados sobre questões que afetem seus territórios.   Entre as mais de 100 pessoas presentes, estiveram também a  vice-prefeita de São José do Norte, Vanessa Oliveira (PP), Jorge Amaro, Vereador pelo município vizinho de Mostardas. A atividade teve a entrega do documento impresso e uma exibição da versão em vídeo, além de apresentações de manifestações culturais típicas da região como o Terno de Reis e o Ensaio de Pagamento de Promessas com Luis Faustino e o grupo cultural do quilombo Vovô Virgilino.  As oficinas, a pesquisa e a edição do audiovisual foram realizados com apoio do Fundo Casa Socioambiental. A versão impressa do documento recebeu apoio do Fundo Brasil de Direitos Humanos por meio do projeto Quilombo Vila Nova: Organização e Soberania na Defesa do Território contemplado na chamada Vozes por Direitos e Justiça pela associação da comunidade tendo o Coletivo Catarse como organização parceira. Já o evento de lancamento na comunidade fez parte do projeto Quilombo Vila Nova recebe o Fórum Quilombola do Litoral Médio contemplado na PNAB de São José do Norte na categoria Eventos Tradicionais. Texto: Bruno PedrottiFotos: Giulia Sichelero

Comunicar para transformar: 21 anos do Coletivo Catarse e muito mais

O Coletivo Catarse comemora 21 anos de existência, resistência e reinvenção em 2025. Dessas mais de 2 décadas, 11 anos foram assumindo-se, também, como Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Esse Coletivo, tão diverso nos seus fazeres, é um centro nervoso de relações, temáticas e formatos, que tem como espinha dorsal a comunicação. De cada um dos seus atuais 13 cooperados sai uma ramificação de atuações que conectam a outros atores e organizações, formando um rizoma forte e consistente, que garante toda essa longevidade. Este último ano foi marcado por muitas realizações, as quais são celebradas e assumidas pela cooperativa como sua identidade atual, pois esta está sempre em constante evolução. Abaixo listamos algumas das nossas realizações no último período (impossível colocar tudo!): Enquanto a Luz Não Chega. Curta-metragem de ficção, realizado através da Lei Paulo Gustavo (2023), SMC-POA. O filme propõe uma reflexão sobre o impacto da tecnologia nas relações humanas. Do encontro do teatro de sombras e do audiovisual, a história trata sobre desconexões e apatias e os caminhos que a escuridão aponta. PNAB – Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais). Conjunto de ações que envolvem programação cultural da Maria Maria Espaço Cultural com música, teatro, sarau, entre outros; Oficinas de Teatro e de audiovisual voltados para a infância; Oficina de Hip Hop (História e Discotecagem); Carijada – encontro para a produção artesanal de erva-mate e o Talk Exu, talk show de variedades. Cheiro de Enchente – curta metragem – Documental (2025). A fetidez cessou conforme as estruturas que resistiram às chuvas foram secando e sendo limpas, mas as marcas do pé-d’água descomunal permanecem. Não apenas nas paredes ainda encardidas com as indicações da altura em que a inundação chegou, como também na memória de quem sofreu com a força da natureza. Essas recordações estão registradas em “Cheiro de Enchente”. Um documentário produzido em parceria com a banda Diokane que ao final o desfecho é em formato de videoclipe do single de mesmo nome “Cheiro de Enchente”. Cooperar é resistir. Filme documentário que trata de parte da trajetória de luta da Pedal Express, coletivo de entregadores de bicicleta que atua há 15 anos na cidade de Porto Alegre. Vasalisa, a Sabida. Primeiro espetáculo autoral realizado pelo Coletivo Catarse. Espetáculo cênico multilinguagem que parte do conto tradicional russo Vassilisa, a Bela, interpretado pela psicóloga junguiana e escritora Clarissa Pinkóla Estes, no livro Mulheres que correm com os lobos. Afim de recriar, em linguagem contemporânea, uma jornada simbólica de amadurecimento e empoderamento feminino, através da conscientização do poder da intuição. Nós, guardiões da mata. Filme documentário que conta, desde a primeira noite, a luta pelo território ancestral Kaingang aos pés do Morro Santana, Zona Leste de Porto Alegre. O filme mostra essa trajetória de uma família e seus apoiadores, centrado na figura da liderança política e espiritual Gãh Té e teve apoio da Witness Brasil. MET Audiovisual. O Coletivo Participa ativamente na gestão do projeto que visa criar um ecossistema de audiovisual envolvendo produtoras e agentes da Região Metropolitana, produzindo oficinas de formação, residências dentro das produtoras, circulação de conteúdos, etc. Encontro de cineastas indígenas. Promovido em parceria com a Rede Coral – Porto Alegre, Retomada Gãh Ré e muitos apoiadores, através de um edital do Ibercultura, o encontro possibilitou a troca de experiências entre indígenas Guarani, Kaingangs e Xoklengs. Rádio Voz do Morro. Apoio e participação nas atividades da Rádio Comunitária localizada no Morro Santana. A Rádio é uma articulação local que busca potencializar as atividades e lutas na região, com forte viés comunitário. O Despertar do Sol. Minidocumentário revela um olhar sobre a cosmopercepção Mbyá Guarani, registrando um pouco do modo de ser e viver na Tekoá Tavaí (Canelinha-SC). Os indígenas compartilham ao longo da obra um pouco da sua cultura, da maneira de se organizar e da sua relação de convivência harmoniosa com a natureza. Edição do Coletivo Catarse. Projeto Porto Novo. O Projeto Porto Novo é uma iniciativa de criação e difusão de conteúdos audiovisuais junto à comunidade do bairro Rubem Berta, em Porto Alegre/RS, com foco na identidade, autoestima e pertencimento ao território Porto Novo. Desenvolvido pelo Coletivo Catarse em parceria com a EMEF Porto Novo e a Unidade de Saúde Santíssima Trindade, o projeto promoveu oficinas com turmas de 9º ano da escola, possibilitando que estudantes se tornassem protagonistas da construção de narrativas sobre sua realidade. Juarez Negrão. Artista plástico, poeta, vivente das artes e da cultura popular. Um cidadão que circula bastante entre Novo Hamburgo e Porto Alegre, trafegando pelos trilhos do trem, viajando para além dos limites municipais, tem encontrado ancoragem neste grande espaço de acolhimento que é a Comuna do Arvoredo, especificamente nos empreendimentos que ali habitam – o Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e a Maria Maria Espaço Cultural. Nessa trajetória, entre conversas, mostruários de xilogravuras e esculturas para a venda e subsistência do artista, rolou a conexão entre o Coletivo e a arte de Juarez, de formas e cores que traduzem as influências de matriz africana em meio à urbanidade da Grande POA Quilombo Vila Nova. Há três anos o coletivo vem fortalecendo a comunidade quilombola de São José do Norte. O trabalho continuado de pesquisa e comunicação já rendeu um documentário, um Protocolo de Consulta Livre Prévia e Informada, exposições de fotos, formalização da associação quilombola, uma dissertação de mestrado e atualmente ainda fortalece uma transição para o cultivo agroecológico de arroz. Projeto CASA na retomada. Como organização parceira da Retomada Kaingang Gah Ré junto da rede da Teia dos povos, participou da iniciativa de reflorestamento e resiliência climática da aldeia. Foram plantadas 400 mudas nativas, construído um viveiro e manejadas espécies invasoras como pinus e vassourinha. Capoeira no Ventre. Ao longo do ano o Ponto de Cultura tem recebido atividades dos parceiros da Áfricanamente Capoeira Angola. O núcleo coordenado pelo treinel (professor) Daniel Jamaica oferece aulas de capoeira semanais, e o núcleo dos treinéis Maskote e Jane tem realizado oficinas …

Quilombo Vila Nova reafirma sua soberania

Lideranças quilombolas lançaram seu Protocolo de Consulta Livre Prévia e Informada na Sala Redenção, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). O documento, disponível nos formatos de vídeo e texto, busca fazer com que a vontade da comunidade seja respeitada em processos que possam afetar o território, garantindo o direito assegurado pela Convenção 169 da OIT, tratado internacional do qual o Brasil é signatário. O evento ocorreu na quarta-feira, 10 de setembro. A comunidade vem denunciando que seu direito à consulta, consentimento e mesmo de veto vem sendo sistemáticamente violado por 6 grandes empreendimentos. Entre as ameaças estão a mineração em larga escala de titânio por meio do Projeto Retiro – primeira fase do projeto Atlântico Sul, que visa minerar quase toda a área do município de São José do Norte – que recentemente recebeu a licença de instalação (LI). Além da mineração, os quilombolas do Litoral Médio (faixa que vai de Osório até a foz da Laguna dos Patos) também denunciam os megaparques eólicos que pretendem se instalar na região à revelia dos povos tradicionais. O complexo eólico Bojuru propõe 113 aerogeradores, segundo os estudos da empresa a menos de 10km da comunidade e já tem a Licenç Prévia (LP). Ainda mais ambicioso é o Complexo Eólico Ventos do Atlântico com 290 geradores. O megaprojeto também já tem a primeira das três licenças ambientais, mesmo que muitos dos seus 15 mil hectares disputados estejam sobrepostos ao território do Quilombo Vila Nova. Projetos altamente polêmicos entre pesquisadores e ambientalistas também completam a lista de ameaças enfrentadas. Outros dois parques eólicos ameaçam as águas que cercam a comunidade, intencionando implantar complexos eólicos dentro do mar e da laguna dos patos. Por fim, a comunidade vem sofrendo com as monoculturas de pinus, que vem invadindo o território nas últimas décadas, reduzindo áreas de cultivo e criação de animais. Para enfrentar estas ameaças e garantir seu direito de decidir sobre ações que impactam seu território, os quilombolas elaboraram junto de apoiadores um Protocolo de Consulta Livre, Prévia e Informada. O documento, produzido com apoio de uma equipe de pesquisa em geografia e biologia a partir de quatro oficinas na comunidade, traz cada um dos passos que deve ser tomado caso se deseje realizar algo que possa impactar o quilombo. Reforçando que empresas e empreendedores não tem o direito de entrar no território, o texto produzido coletivamente enfatiza: Só aceitamos que a consulta seja realizada pelo estado brasileiro por meio dos órgãos específicos para tal, como o Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra) e a Fundação Cultural Palmares (FCP). Para garantir que os órgãos responsáveis tomassem ciência do documento, foram convidadas e estiveram presentes no evento representantes do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), Ministério Público Federal (MPF), Conselho Estadual de Direitos Humanos (CEDH-RS), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e Secretaria de Justiça, Cidadania e Direitos Humanos (SJCDH/RS). Após a exibição do protocolo audiovisual, foi feita a entrega das primeiras edições do documento impresso para as autoridades presentes. O evento de lançamento, que teve 120 participantes, fez parte do Ciclo Cineciência “Raízes Vivas e Horizontes Ancestrais: a terra é o coração do Corpo” e foi a última exibição da série de encontros realizados na Sala Redenção Campus Centro da UFRGS. O Museu da universidade está sediando a exposição homônima, com fotos do Vila Nova e outras comunidades tradicionais como o Quilombo do Morro Alto em Osório e aldeias guarani e kaingang. O protocolo foi o primeiro documento audiovisual do gênero lançado no estado do Rio Grande do Sul. Entre as comunidades quilombolas, outras duas já tinham protocolos escritos, o Quilombo Morada da Paz (Triunfo) e o Quilombo do Morro Alto (Osório). O documento impresso terá ainda um lançamento na própria comunidade ao longo do Fórum dos Quilombos do Litoral Médio, importante espaço de articulação que reúne as 10 comunidades da região. As oficinas de elaboração do documento bem como a produção do vídeo foram realizadas com apoio do Fundo Casa Socioambiental. As ilustrações, diagramação, impressão e os eventos de lançamento da obra impressa estão sendo realizados com apoio do Fundo Brasil de Direitos humanos por meio do projeto Quilombo Vila Nova: Organização e Soberania na Defesa do Território contemplado na chamada Vozes por Direitos e Justiça pela associação da comunidade tendo o Coletivo Catarse como organização parceira. Texto: Bruno PedrottiFotos: Beto RodriguesMapa: Giulia Sichelero e Júlia Ilha – NEGA/UFRGS

Resistência Kaingang concorre em edital de emenda impositiva

Até 07/09 é possível votar no “Orçamento Participativo Antifascista“, do gabinete do Deputado Estadual Leonel Radde (PT), que está disponibilizando para seleção pública propostas que devem receber recursos de emenda parlamentar de sua responsabilidade. E o Coletivo Catarse tem seu projeto neste certame: o RESISTÊNCIA KAINGANG – memória, território e perseguição. O Resistência Kaingang é um projeto que visa a atualizar as lutas deste povo indígena, trazendo à tona, em um documentário, histórias de retomadas contemporâneas e, em uma websérie, o caminho de uma de suas lideranças – Alcindo Peni Nascimento. O planejamento inlcui a organização de todo o material já produzido pelo Coletivo Catarse sobre o tema, desde o início dos anos 2000, inclusive, iniciando-se com o documentário Índios Urbanos (o qual antecede a existência do Coletivo, mas é produzido por pessoas que viriam a fundar a cooperativa), que deve ser remasterizado para um lançamento digital – este, um documentário que remonta às primeiras conquistas de terras em área urbana de Porto Alegre. Ou seja, é um projeto de ordenação e disponibilização de acervo e de realização de novas produções, uma proposta que deve servir para contar algumas das histórias de um pono que está em constante luta pela sua existência e por seus territórios. Para saber mais sobre o Resistência Kaingang, acesse o site do projeto (que já tem um bom material de registro): resistenciakaingang.com.br. O passo a passo de votação no Orçamento Participativo Antifascista é simples e rápido, confere:✅ Primeiro, preencha seus dados no site.✅ Marque estar ciente sobre as instruções.✅ Você vai ser direcionado para votar em uma instituição para a SAÚDE.✅ Após, você será direcionando para votar em apenas um projeto para DEMAIS ÁREAS. Role o cursor em seu computador ou deslize o dedo na tela do celular até encontrar na lista a descrição “Cooperativa de Trabalho Catarse – Resistência Kaingang – organizando e conectando a memória de uma luta de décadas”. Vote.✅ Os votos são computados ao final, após o aceite de dados e envio do formulário. Para saber mais sobre o que é o Orçamento Participativo Antifascista, vá ao site do mandato do Deputado Leonel Radde, clique aqui.

Podcasts sobre as dinâmicas da cidade em plena produção

O Coletivo Catarse está produzindo uma série de episódios de podcast para o projeto “Porto Novo”, uma proposta apoiada através de emenda impositiva, aprovada pelo gabinete do então vereador Leonel Radde (PT), que tramitou via Audiovisual da Secretaria Municipal de Cultura de Porto Alegre. É um programa que integra ainda uma série de ações que tratam desta comunidade situada na Zona Norte da cidade, ao lado do complexo do Porto Seco. Os episódios devem versar sobre como são dadas as transformações em uma cidade como Porto Alegre, os êxodos forçados e aqueles inevitáveis, como novos espaços acabam se constituindo e quais os problemas que são gerados por essa dinâmica. São eixos que contarão a história da Porto Novo, uma comunidade relativamente nova e que surgiu de remoções principalmente das Vilas Dique e Nazaré, e também os conflitos e relações no meio urbano de questões como a indígena, da luta das mulheres e do meio ambiente. As primeiras gravações já estão acontecendo, no estúdio do Coletivo Catarse, na sua sede, na Comuna do Arvoredo, registrando as visões de mulheres lutadoras e estudiosas e lideranças indígenas e de movimentos que os apoiam. O projeto ainda prevê um documentário sobre a comunidade, a produção de pequenos vídeos que contemplem a autoestima dos moradores e a realização de fotos e textos ilustrativos do bem viver local – tudo isso já em fase de finalização, após uma série de oficinas realizadas com jovens da Escola Porto Novo. Aguarde mais informações!

Fortalecendo o olhar da Fuá

No final de março, a jovem Marciely Salvador, de nome kaingang Fuá (erva nativa usada para fins medicinais e alimentícios pelo seu povo), recebeu uma importante ferramenta para potencializar o trabalho no audiovisual: uma câmera Canon T100 adquirida com apoio do Coletivo Catarse e financimento da ONG Witness.

Coletivo Catarse na 10ª edição da Festa da Biodiversidade

Ao longo da segunda quinzena de maio, ocorreu a 10ª décima edição da Festa da Biodiversidade. Neste ano, o encontro somou uma série de atividades descentralizadas, além da tradicional festa do Dia Internacional da Biodiversidade, celebrado durante todo o dia 22 de maio, no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público de Porto Alegre. O evento reuniu coletivos, organizações socioambientais, comunidades tradicionais, artistas e a população em geral em uma celebração da diversidade biológica e cultural. E o Coletivo Catarse esteve junto mais uma vez no apoio a esse grande festejo público, sendo responsável pela rádio poste, além da estrutura de som e técnica das atividades.