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Celebrar 50 anos e voltar aos 17 – parte 1

Por Eliana Mara Chiossi. Quando eu tinha 17 anos, vivia pelas ruas do centro de São Paulo, onde houvesse cultura, arte e manifestações de movimentos sociais. Eu era uma adolescente da periferia, embriagada de poesia e amor pelo teatro. Talvez a política, ensinada pelo meu padrasto, que me fez de esquerda, fosse meu mínimo entendimento. Eu era de esquerda porque era a favor dos mais pobres, era a favor da solidariedade, da liberdade, do amor pelo próximo.

LUGAR COMUM: A MORTE

Por Eliana Mara Chiossi. Quem nos dirá, de quem, nesta casa, sem o saber, nos despedimos? Limites, Borges Não sei por onde começar este texto. Nem sei se deveria. Por várias razões, eu poderia ter dito não ao pedido de escrever sobre este acontecimento. E não fui capaz de negar. E ainda não sei o que existe dentro de mim que me faz estar aqui, diante desta página, iniciando um texto que será publicado no dia em que completo 50 anos.

De como o preconceito livrou minha mãe dos chatos

Por Eliana Mara Chiossi. Dias de muito calor aqui em Porto Alegre e de vez em quando uma promessa de chuva. Começo de ano há mais de dez dias e não cumpri nenhum dia de acordar cedo para caminhar. Já estou no meu estado permanente de dieta, e isto me faz voltar ao vício, e como chocolates. Fernando Pessoa, vestido de Alvaro de Campos, me liberta, com seus versos famosos: Come chocolates, pequena;/Come chocolates! Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates./Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.