Nesta segunda, reportagem sobre os assentamentos de São Gabriel/RS

É com os olhos e a alma cheia de terra que anunciamos a publicação, na segunda-feira, a partir do meio-dia, da reportagem que passamos quatro meses apurando para a Agência Pública de Jornalismo Investigativo, após ser contemplados, em abril, no edital da Pública para a realização de grandes reportagens.

A pauta da terra
Desde 2006 registramos as lutas por democratização no acesso à terra e os conflitos nos campos do Rio Grande do Sul. Por conta disso, muitos assentados da reforma agrária nos conhecem pessoalmente (alguns desde o tempo em que estavam acampados) ou já assistiram os vídeos que realizamos cobrindo o universo em que vivem. Há alguns meses recebemos a ligação aflita de um deles, narrando a situação precária e, muitas vezes desesperadora em que se encontram nos assentamentos da cidade de São Gabriel, conhecida até alguns anos atrás por ser o “coração do latifúndio” no Estado.
Nossa reportagem esteve lá, para saber o que acontece na região que foi pauta nacional e palco para disputas e enfrentamentos entre ricos e pobres, latifundiários e sem terra, agronegócio e agricultura familiar. Todo assentado sempre diz que, apesar do sofrimento sob os barracos de lona, da tensão nas marchas e ocupações de terra, da violência da polícia e da criminalização da mídia, a luta é ainda maior depois de se chegar ao próprio lote. As dificuldades em estabelecer a infraestrutura básica (estradas, escolas, casas, água, energia elétrica e recursos para produzir alimentos) é regra nos processos de consolidação de todos os assentamentos do Estado. Conhecendo a realidade de São Gabriel se descobre por quê.

A partir de segunda, essa investigação será publicada na reportagem “No coração do latifúndio, uma estaca quebrada”. Como todas as matérias da Pública, ela será licenciada em Creative Commons – com livre reprodução. Caso queiram republicar, fiquem à vontade, citando a fonte e linkando para a matéria original, conforme as regras da Pública.

Assista ao vídeo de divulgação da reportagem:
André de Oliveira e Jefferson Pinheiro.
(repórteres do Coletivo Catarse)

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