Ônibus voltam a rodar, mas impasse segue

Mesmo com a categoria dos rodoviários decidindo em assembleia na última segunda-feira retomar as atividades nos ônibus em Porto Alegre, o impasse com prefeitura e empresários segue firme. O comando de greve afirma não suportar a pressão que o capital exerce sobre os trabalhadores e considera uma situação escravagista a questão do volume de trabalho e o banco de horas – o que se observa estar longe de qualquer acordo.

Nesta matéria especial para a Telesur (telesurtv.net), o Coletivo Catarse acompanhou na semana passada os piquetes em frente às empresas de ônibus, foi na sessão do TCE sobre a tarifa dos ônibus na cidade e ouviu representantes do Bloco de Lutas pelo Transporte Público em mobilização por um novo modelo de transporte em Porto Alegre.

A reportagem é de Gustavo Türck e Jefferson Pinheiro.

Para o prefeito de Porto Alegre, não há crise no transporte público da cidade

Pelos padrões do broadcasting da televisão, as entrevistas acabam condensadas, e os editores selecionam as falas que resumem uma ideia geral do tema – esta é a televisão. Mas, acreditando a internet ser um meio mais expansivo e passível de se veicular informações mais completas, destacamos aqui, neste post, a entrevista coletiva dada pelo prefeito José Fortunati ao final da sessão no Tribunal de Contas, dia 6 de fevereiro, que aprovou por unanimidade o parecer que aponta diversas irregularidades na constituição das tarifas dos ônibus de Porto Alegre.

Ali, Fortunati se compromete em acatar as definições do TCE e afirma que sairá licitação para o transporte de passageiros em ônibus a partir do dia 5 de março, outra definição não da prefeitura, mas uma ordem do Tribunal de Justiça do Estado. Ao final, perguntado pelo Coletivo Catarse sobre quem seria o responsável pela crise do transporte público na cidade, Fortunati não titubeou e respondeu que “não há crise”.

Acesse aqui o voto do relator, e o relatório técnico e o parecer do MPC do TCE aqui.

N.e.: ficamos nós, porto-alegrenses, então, imaginando o que seria desta cidade se, enfim, houvesse crise…

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *