Sessão Bodoqe especial 10 anos do Coletivo Catarse

Nesta semana, nos dias 16, 17 e 18, na sala Norberto Lubisco da Casa de Cultura Mário Quintana, acontece uma programação especial de cinema com as produções do coletivo e o lançamento do curta-metragem P A R A L E L O, uma produção do grupo CineHibisco. A entrada é franca!

Confira a programação:

16/10

Quilombo da Família Silva19h30 – Quilombo da Família Silva (documentário – 2012 – 14′)

Documentário que narra a história do primeiro quilombo urbano titulado do Brasil que está localizado em Porto Alegre, encravado no bairro rico denominado Três Figueiras. O filme mostra relatos dos quilombos na construção da luta de resistência da família silva que serve de exemplo para outros quilombos do Brasil.

20h – Batuque Gaúcho (documentário – 2014 – 27′)

Batuque GaúchoDocumentário etnográfico que mostra o Batuque ou Nação, como uma forma religiosa afrobrasileira originada no Rio Grande do Sul e que moldou a cultura gaúcha. O Batuque é demonstrado como uma religião diferente do Candomblé e que congrega diferentes nações africanas de origem Iorubá, Jêje e Bantu. O filme mostra a existência de um grupo social denominado de batuqueiros, que tem um número enorme de adeptos e de templos religiosos por todo o Estado e que se estendeu para o Uruguai e a Argentina. Estima-se que exista mais de 10 mil templos de religião africana no estado do Rio Grande do Sul.

20h40 – O Grande Tambor (documentário – 2010 – 120′)

O Grande TamborO filme narra a trajetória do Tambor de Sopapo, que carrega a história da diáspora africana no Rio Grande do Sul. Sua matriz vem pelas mãos e mentes dos africanos escravizados para a região das charqueadas ao extremo sul do Brasil. É considerado sagrado, retumbando o som por séculos de um purificar religioso para os rituais de matança – realidade presente nas propriedades que produziam o charque entre os séculos XVIII e XIX. A partir da década de 1950, inicia seu caminho no carnaval, quando surgiram as primeiras escolas de samba no estado. O Grande Tambor conta uma parte da história sobre a contribuição dos afrodescendentes na formação simbólica e cultural do povo do Rio Grande do Sul. Sobreviveu pelas mãos de Mestre Baptista, Griô, que preservou a memória e a arte da fabricação de um instrumento de som grave e marcante e que é também um patrimônio cultural brasileiro.


17/10

19h30 – Tempo de Pedra (documentário – 2008 – 51′)

Tempo de pedraTempo de pedra acontece em uma mutante interface entre lugar e pessoa(s); a cidade e o(s) corpo(s). O cenário é o coração do centro de Porto Alegre. Ali pousa diariamente a grande feira, auto-organizada e vivida essencialmente pelo povo; é o Camelódromo da Praça XV. O filme deriva nessa arquitetura que se move e se transforma a cada dia, na gigantesca e efêmera instalação, território onde necessidade, improviso e estética se fundem e produzem um palpitante fenômeno da cultura urbana brasileira.

21h – Araucária (documentário – 2014 – 26′)

AraucariaÉ uma busca poética e reflexiva em torno da Araucária, a majestosa espécie arbórea que sustenta relações ecológicas fundamentais e se encontra ameaçada de extinção pela ação humana. O relato aborda desde os usos ancestrais das populações indígenas que habitaram a região do planalto, passando pelos imigrantes, as serrarias, o corte indiscriminado e a devastação, chegando na complexa situação atual. Se problematiza a condição extremamente protegida da árvore, lançando possibilidades de uma conservação pelo uso, muito cuidadosa mas que aproxime a araucária, seus processos, frutos e madeira, das populações que habitam região dessa floresta do frio.

21h30 – Barragem (documentário – 2014 – 39′)

Percorremos os caminhos do rio Uruguai, divisa dos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina, para apurar a questão da maior bacia hidrográfica da Região Sul do Brasil, que está cravejada de usinas hidrelétricas. O resultado desse trabalho é um apanhado sobre o complexo sistema de rios em corredeiras, que hoje é uma sequência, quase que contínua, de lagos largos e profundos. E justamente nos últimos trechos em território nacional que ainda preservam características originais do ambiente, o governo federal quer autorizar a instalação de novos empreendimentos. Para isso não mede consequências, e passa por cima de direitos sociais, econômicos e ambientais.


18/10

19h e 20h – Carijo (documentário – 2014 – 53′)

CarijoTupã fez da erva-mate uma planta sagrada. O Guarani tratou de transformá-la em essencial a sua espiritualidade e em uma bebida simbólica e costumeira. O gaúcho assumiu como sua. Este filme versa não exatamente sobre o chimarrão, mas sobre uma estrutura que serviu como o primeiro salto produtivo de produção da erva-mate – anteriormente, os indígenas apenas penduravam chumaços de erva sobre uma fogueira. Mistura do conhecimento guarani com a ânsia pela larga escala acumulativa do imigrante branco, o carijo segue hoje como uma cultura de resistência – é peça chave de uma produção essencialmente artesanal e de característica camponesa. Aqueles que mantêm a chama acesa produzem um mate de sabor intenso e carregado na ancestralidade típica dos povos originários desta terra.

21h – MOSTRA CINEHIBISCO

Exibição dos curtas Ciça não está mais aqui, Greyce e lançamento do curta-metragem P A R A L E L O.

Ciça não está mais aqui

 

 

Ciça não está mais aqui (ficção – 2013 – 11′)

Ciça ainda lembra quem ela é. E depois da janela?

 

 

 

 

Greyce

 

Greyce (ficção – 2012 – 9′)

Greyce é uma menina que trabalha em um supermercado de Porto Alegre. Greyce está pensando em sua vida, naquilo que faz todos os dias. Sonha, acorda e vai trabalhar. O que significa tudo isso? Greyce está prestes a entender que pequenos encontros podem despertar sentimentos latentes.

 

 

Paralelo

 

 

P A R A L E L O (ficção – 2014 – 8′)

O espaço entre o desejo e o real, colidem com uma personagem contemporânea, onde limites e decisões distorcem a realidade.

 

 

 

 

21h30 – Conversa sobre os filmes e o processo de trabalho do grupo (www.cinehibisco.com.br).

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