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O ser Juçara – ep3 – Alimento para a Vida

Uma produção da Associação Içara, Butia Dub e Coletivo Catarse!

O ser Juçara é um documentário apoiado pela Rede Juçara, contendo três episódios (Nós e a Floresta, Cultura em Transformação e Alimento para a Vida) de cerca de 30 minutos cada, sobre a cadeia de valores econômicos, sociais e culturais do manejo sustentável da Palmeira Juçara (Euterpe edulis) – o açaí da Mata Atlântica, atualmente ameaçada de extinção assim como todo o bioma. É parte integrante do Projeto Cadeia de Valores da Palmeira Juçara, financiado pelo edital Fortalecendo Comunidades na busca pela Sustentabilidade, uma parceria entre o Fundo Socioambiental CASA e o Fundo Socioambiental CAIXA.

A trilogia retrata, além de toda diversidade encontrada no domínio da Mata Atlântica, as experiências do ser humano com os saberes associados ao manejo da floresta nativa, em especial da Palmeira Juçara. Este terceiro e último episódio, Alimento para a Vida, fiinaliza a nossa história apresentando as alternativas e a importância que os frutos da Palmeira Juçara têm para oferecer para alimentar nossas vidas. Com certeza sua contribuição vai para além da nutrição e da culinária, mas é, sim, um elemento delicioso que pode compor os mais variados pratos. No entanto, é preciso entender esta palmeira como parte de uma cadeia de valores culturais, que se relaciona e se apresenta como chave não só da preservação da floresta, mas da sustentabilidade das pessoas que vivem nessas regiões e que historicamente lutam para manter seus estilos de vida saudáveis e conectados com as forças da Natureza.

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A trilha sonora é original, de autoria da banda de reggae Butia Dub, que, entre outras músicas, apresenta de maneira destacada neste trabalho a faixa Ser Juçara, sonzeira que abre todos os episódios e que faz fundo no trailer oficial da trilogia.

O projeto contempla ainda o lançamento de um site (www.oserjucara.com.br, endereço que temporariamente está encaminhando para as postagens de divulgação), a produção de DVDs para distribuição física e eventos de lançamento e apresentação da trilogia em espaços de Porto Alegre e Maquiné.

Tem interesse de veicular este material? Distribuir para as televisões locais de seu região? Os filmes são finalizados em padrão fullHD e com formato para encaixar nas grades de canais de televisão, tendo entre 27 e 30 minutos com os créditos. O licenciamento é Creative Commons, de livre distribuição e veiculação, com possibilidade de edição do material e reutilização, desde que SEM FINS LUCRATIVOS e com citação da fonte.

Faça contato com a gente: (51) 3012.5509 / gustavo.turck@coletivocatarse.com.br – com Gustavo Türck

PARA ASSISTIR AO EPISÓDIO 1, CLIQUE AQUI.

PARA ASSISTIR AO EPISÓDIO 2, CLIQUE AQUI.

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A palmeira Juçara

Nativa da Mata Atlântica, a Euterpe edulis ocorre do Rio Grande do Sul ao sul da Bahia e também é conhecida como açaí da Mata Atlântica, Içara ou Ripeira, neste caso devido ao uso tradicional de seu caule para produção de ripas e caibros na construção. A planta também é chamada de Palmiteiro ou Palmito Juçara, em virtude do seu uso para produção de palmito em conserva.

A redução da floresta somada à intensa exploração do palmito, colocou a Juçara na lista das espécies ameaçadas de extinção. Entretanto, como apresenta a trilogia O ser Juçara, na última década, o manejo da espécie para uso dos frutos tem se mostrado como grande potencial em termos ecológicos e econômicos e uma saída para evitar o fim da rica palmeira.

A polpa da Juçara é muito semelhante a do Açaí amazônico (Euterpe oleracea) tanto no sabor quanto na aparência e nas propriedades nutricionais.

Aguarde o lançamento do site http://www.oserjucara.com.br para maiores informações sobre a palmeira Juçara!

Estudante afastada da UFRGS denuncia perseguição política

(Entrevista – 2017 – 09′ 55”)

Sinopse
A estudante Lorena de Castilhos, afastada da Universidade Federal do Rio Grande do Sul denuncia perseguição política e diz que continuará cursando geografia.

Nota que a UFRGS nos enviou sobre o caso.

Quanto aos procedimentos de análise socieconômica, a UFRGS esclarece:

É realizada a análise socieconômica de candidatos ao ingresso por reserva de vagas nas modalidades L1 (candidatos egressos do sistema público de ensino médio com renda familiar BRUTA mensal igual ou inferior a 1,5 salário mínimo nacional per capita) ou L2 (candidatos egressos do sistema público de ensino médio com renda familiar BRUTA mensal igual ou inferior a 1,5 salário mínimo nacional per capita autodeclarado preto, parto ou indígena); tendo como referência o salário mínimo nacional vigente quando da inscrição no processo seletivo.

Em 2016, passaram pela análise socieconômica nas modalidades L1 e L2 cerca de 1.500 candidatos. Destes, em torno de 180, considerando os diversos chamamentos, fizeram a matrícula em caráter precário, para que não houvesse prejuízo no acompanhamento do semestre letivo, enquanto a equipe Multidisciplinar de Análise da Condição Socioeconômica realizava uma criteriosa análise de toda a documentação apresentada pelos candidatos, a fim de que fosse verificado o atendimento aos requisitos legais. Essa equipe é constituída por técnicos de várias formações, incluindo contadores e assistentes sociais.

Durante a análise, se necessário, são feitas entrevistas que possibilitam, inclusive, que os candidatos apresentem documentos complementares solicitados pela Comissão. Conforme o edital do Concurso Vestibular, o candidato deverá enviar os documentos no prazo determinado sob pena de perda vaga.

Uma vez cumprida a entrega de documentos nas sucessivas oportunidades que a Universidade concede até a conclusão da análise, o parecer de não homologação somente é aplicado se constatado que a renda bruta mensal familiar per capita ultrapassa o limite de 1,5 salário mínimo nacional. Ainda assim, é previsto o direito de recurso por via administrativa dentro dos prazos regulamentares.

A UFRGS não expõe publicamente documentos ou se pronuncia sobre o teor dos processos interpostos por candidatos a fim de garantir o sigilo das informações pessoais do interessado.

Entrevista e edição
Tiago Rodrigues e Jefferson Pinheiro