Retomada territorial pelos povos indígenas é pauta do Talk Exu #5

O projeto Talk Exu, do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, chega ao seu quinto episódio com a pauta “Retomada Territorial”, abordando as ações de resgate de territórios pertencentes por direito ancestral aos povos originários, mas que foram usurpados por não indígenas, pressionando as autoridades a demarcarem as áreas e gerando visibilidade pública para a questão. O programa ocorre no dia 13 de junho, sábado, a partir das 15h, na Retomada Gãh Ré, Morro Santana, em Porto Alegre, e será transmitido ao vivo pelo canal no YouTube do Coletivo Catarse. O Talk Exu, uma iniciativa autônoma do Coletivo Catarse, é parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva. Desde maio de 2025, o projeto já contemplou 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural. Além disso, uma oficina de Hip Hop, duas oficinas de teatro, para crianças e adultos, uma oficina audiovisual para crianças e uma Carijada – produção artesanal de erva-mate na Floresta Nacional de Canela (Flona). Talk Exu #5 | Convidados Cacica Gãh TéIracema Gãh Té Nascimento é uma liderança indígena reconhecida numa porção territorial considerável, que percorre a bacia do Rio Guaíba, passando pelo Rio Uruguai até o Oeste do estado do Paraná, no Sul do Brasil meridional. Desde sua chegada à cidade de Porto Alegre, no início dos anos 1990, procura visibilizar desacordos e desentendimentos ocasionados pelos órgãos do Estado brasileiro: os usos da terra, o governo dos corpos e a insistente tentativa de controle da população indígena. Em síntese, do durável mau encontro histórico entre os Kanhgág e a “nossa civilização”. Audisseia KapriLiderança, educadora e defensora dos direitos territoriais indígenas no Rio Grande do Sul. Filha da Cacica e kujá (pajé/curandeira) Iracema Gãh Té, ela integra a comunidade da Retomada Kaingang no Morro Santana, em Porto Alegre, sendo uma importante articuladora na luta pela demarcação de terras e preservação cultural de seu povo. Tânia SilvaTânia Silva é professora de escola pública e ativista pelos direitos sociais e ambientais no Morro Santana. Laércio GuaraniProfessor e historiador indígena da etnia Mbyá-Guarani, Laércio Guarani é ativista da luta indígena na Retomada Nhe’engatu. Atração artística | Marina MarCantautora, performer, poeta, Marina Mar é multiartista, tendo como eixo o corpo-voz e o canto-dança na matriz de suas performances. Aprendiz da cultura popular e de oficinas de teatro, desde 2017, vem desenvolvendo sua pesquisa musical entre a música popular brasileira e a castelhana, bem como na fusão das línguas em formato intimista voz e violão. Também colaborou como backing vocal em gravações do disco Mulher Sagrada, de Clarice Nejar, no vídeo-álbum da Mestra Zeza do Coco do Quilombo do Castainho e na participação do EP Flor Roxa, de Sérgio Bai, com o tema “Tá Tudo Certo”. Redação: Anahi FrosRevisão: Têmis Nicolaidis e Gustavo TürckCréditos das imagens:Gãh Té e Audisseia Kapri – Coletivo CatarseTânia Siva – Gustavo RuwerLaércio Guarani – Arquivo pessoalMarina Mar – Paula Carvalho

Talk Exu #4 coloca a cultura negra em destaque

Tambor de sopapo, poesias e Carnaval são foco do programa, que ocorre ao vivo no Centro Histórico de Porto Alegre O projeto Talk Exu, do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, chega ao seu quarto episódio com a pauta “Tambor de sopapo, poesias e Carnaval: a cultura negra em destaque”. O programa ocorre no dia 19 de dezembro, sexta-feira, a partir das 20h, na Maria Maria Espaço Cultural, junto à Comuna do Arvoredo, no Centro Histórico de Porto Alegre. O local será adaptado para servir de estúdio e receber convidados e público. O talk show é aberto e com acesso gratuito desde às 19h e será transmitido ao vivo pelo canal no YouTube do Coletivo Catarse. O Talk Exu, uma iniciativa autônoma do Coletivo Catarse, é parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva. No âmbito da proposta, também estão previstas e já em execução pelo menos 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural, até maio de 2026. Serão contemplados cerca de 100 artistas locais, além da realização de oficinas de teatro para crianças e adultas – com espetáculos ocorrendo no dia 16 de dezembro, no Teatro Carlos Carvalho, da Casa de Cultura Mario Quintana –, uma atividade de carijada – produção artesanal de erva-mate –, entre outras ações. Talk Exu #4 | Convidados Lilian RochaNatural de Porto Alegre, Lilian é analista clínica e musicista. Nasceu poeta e tem sete livros autorais, sendo o mais recente lançamento Úmida (2025). Integrante da Coordenação do Sarau Sopapo Poético – Ponto Negro da Poesia, vice-presidente da Academia de Letras do Brasil – Seccional RS (AJEB RS), vice-presidente Social da Associação Gaúcha de Escritores, vice-presidente da Sociedade Partenon Literário, Conselheira Fiscal da AJEB RS (2024/2026) e integrante de inúmeras agremiações literárias nacionais e internacionais. Foi patrona da Feira do Livro de Canoas/RS em 2021 e curadora da Feira do Livro de Porto Alegre (2024/2025). Paulinho do ArealNascido na Travessa dos Venezianos, Paulinho é referência Quilombola e pesquisador da cultura popular, estando envolvido com o Carnaval desde criança. Entrou oficialmente na bateria da Imperadores do Samba em 1986, saindo todos os anos nos desfiles carnavalescos da escola. Foi ensaiador da escola Integração Areal da Baronesa Filhos da Candinha e Acadêmicos da Orgia. Em 2003, fundou o projeto Areal do Futuro e o migrou para dentro do quilombo Areal da Baronesa como uma escola de samba e um projeto cultural formado por crianças, jovens e adultos da comunidade. Atualmente, integra a Comissão de Carnaval de Rua de POA e é mestre da bateria do Areal do Futuro. Edu do NascimentoProdutor cultural, músico, ator, escritor, tocador de Sopapo, fundador do Ponto de Cultura Cabobu e educador social. Tocou com diversos músicos brasileiros, destacando-se o Mestre Giba Giba. Fundou a Banda Lugarejo, que homenageia seu pai (Giba Giba) levando seu legado e historicidade. Fundou o grupo SOPAPARIA junto com o Mestre Paulo Romeu, do Afro Sul, e o bloco de rua Cuidado Que já nos Viram. Tocou no Serrote Preto, Banda Anos Blues, Gerônimo Jardim, Toneco da Costa, Fernando do Ó, Jorginho do Trompete, Marcos Farias e Bloco Areal do Futuro, entre outros. ATRAÇÃO MUSICAL | Meu Black É Rock, com Matheu CorrêaNascido em Porto Alegre e radicado em Viamão, Matheu Corrêa venceu o Prêmio Açorianos nas categorias Revelação e Instrumentista de 2020 com seu álbum de estreia, Meu Black É Rock (2019). Com referências dos afro-gaúchos Luis Vagner, Giba Giba, Matheu constrói sua sonoridade que funde rock, soul funk, blues e a africanidade do tambor. Assessoria de Imprensa Coletivo Catarse: Anahi Fros

Centro Ecológico: 40 anos em defesa da agroecologia

A primeira entidade privada sem fins lucrativos no Rio Grande do Sul a prestar assessoria a produtores rurais exclusivamente com foco em agricultura ecológica, e que tem estreita ligação com o surgimento de diversas feiras no estado, acaba de completar 40 anos. Passadas quatro décadas, o Centro Ecológico (CE) continua a acompanhar de forma direta e sistemática mais de 80 grupos de agricultores familiares. A data foi celebrada com uma vasta programação, conferida de perto pelo Coletivo Catarse. Uma grande estrutura foi montada junto à Paróquia São Luiz Rei, em Ipê, a Capital Nacional da Agroecologia e sede do CE, reunindo, nos dias 25 e 26 de outubro, centenas de pessoas e iniciativas ligadas a essa caminhada. Técnicos, famílias de agricultores, professores, ambientalistas e consumidores de orgânicos, principalmente de Porto Alegre, prestigiaram os dois dias de atividades. A Organização da Sociedade Civil (OSC) atua desde 1985 na Serra gaúcha e no Litoral Norte, viabilizando, desde então, avanços sustentáveis no contexto da agroecologia e da produção agrícola com base conservacionista. Mas é preciso puxar alguns fios dessa história antes de falarmos dos êxitos da iniciativa. Vivemos tempos onde plantar sem o uso de agrotóxicos e adubos químicos não é mais visto por uma sufocante maioria como coisa de sonhadores ou até mesmo “malucos”, como eram taxados os produtores brasileiros que passaram a adotar práticas ecológicas nas lavouras na década de 1980. A visão predominante na época do surgimento do CE era de que a agricultura “moderna” seria a única forma viável e eficiente de produzir alimentos em larga escala. E sair dessa lógica era estar fadado ao fracasso. Relembrando esse período e citando o filósofo Arthur Schopenhauer, o professor Alberto Bracagioli Neto, do Departamento de Horticultura e Silvicultura da Faculdade de Agronomia, de Licenciatura em Educação no Campo e do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Rural (PGDR-UFRGS), exemplifica: “A verdade passa por diversas fases. Primeiro a agricultura ecológica, como se chamava na época, foi ridicularizada. Depois, ela é duramente contestada, durante muito tempo, pela força do agronegócio. E a terceira fase, que é considerada a mais clara em evidências, por conta de todos os problemas ambientais e climáticos do planeta que estamos vivendo, tem mostrado que a agroecologia não é uma alternativa: ela é a alternativa para termos futuro. O Centro Ecológico foi a grande cunha que abriu esse tema, demonstrando, na prática, que era possível sim uma agricultura sem utilização de insumos químicos. E hoje, cada vez mais, existem evidências, teses de mestrado e doutorado a respeito dessas evidências”. Contrapondo a ordem estabelecida A trajetória do Centro Ecológico começa em meio a uma ebulição política e socioeconômica, um período de intensas contradições e conflitos no meio rural brasileiro. A propagandeada modernização agrícola implementada pelo Regime Militar dentro da falaciosa Revolução Verde – calcada no uso intensivo de fertilizantes sintéticos, agrotóxicos, sementes transgênicas e maquinário agrícola – dependia fortemente de financiamentos estatais, que também foram afetados pela crise do “milagre econômico”. Foi no mesmo ano que surgiu a União Democrática Ruralista (UDR), entidade criada para representar grandes proprietários rurais como resposta ao Plano Nacional de Reforma Agrária e em enfrentamento ao Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), nascido um ano antes. Na contramão dos impactos socioambientais negativos desse cenário, que começaram a tornar latentes a degradação do solo, a poluição da água e do ar, a perda de biodiversidade devido à monocultura, a concentração de terras e a exclusão de pequenos agricultores que, incentivados pelo crédito fácil, endividaram-se pesadamente para adquirir o pacote tecnológico, além de apresentarem problemas de saúde associados ao uso de químicos, a inquietude de uma jovem agrônoma, que mudou o curso de sua própria história, impulsiona o início do que viria a ser o Centro Ecológico. Filha e neta de pecuaristas, Maria José Guazzelli entrou no curso de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) em 1973, tendo se graduado em 1977. “Era o boom da soja, calendário para o uso de venenos e adubos, e aquilo me desestimulou muito a seguir pelo caminho da agricultura”, conta. Ainda antes de se formar, no início de 1974, ela fez um primeiro curso sobre Pastoreio Voisin – método intensivo de pastejo que busca o equilíbrio entre o solo, a pastagem e o gado, aumentando os índices de produtividade e melhorando o bem-estar animal, resultando em uma produção mais sustentável e de baixo custo – com o professor Luiz Carlos Pinheiro Machado. Uma das aulas foi sobre vida no solo, ministrada pelo agrônomo José Lutzenberger. “Aquilo abriu uma outra perspectiva pra mim em termos de tudo, mas ainda muito focada na pecuária”, recorda. Maria José foi para a França em 1978 fazer um mestrado em Pecuária. Lá, conheceu a agricultura sem veneno. “Quando larguei minha pós-graduação de produção animal, fui estudar a produção agrícola. Na época, na Europa, era principalmente a biodinâmica a existente. Quando retornei ao Brasil, em 1980, já profissional há alguns anos e com experiência de trabalho em campo, vi o quanto essa agricultura que aqui estava era muito ignorante”. Esse retorno foi o início de uma intensa e transformadora jornada. A profissional participou da elaboração da pioneira, em termos de Brasil, Lei dos Agrotóxicos do Rio Grande do Sul (Lei 7747/82). Aliás, legislação essa alterada pelo atual governador Eduardo Leite em junho de 2021, com a anuência de sua base de governo no Legislativo, liberando o uso no território gaúcho de substâncias proibidas nos países em que são fabricadas. Mas, no passado, a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, presidida pelo então deputado Antenor Ferrari, foi quem abriu espaço para essas discussões inovadoras, conforme destaca Maria José. “Não podíamos fazer esse debate fora de um lugar que não fosse seguro porque a ditadura corria solta ainda. Sempre que discutíamos que era viável produzir sem veneno, dentro das argumentações para a criação da lei, nos diziam que isso era impossível. Foi aí que resolvemos, um grupo de técnicos e técnicas, mostrar que era possível”, recorda. Veio dessa negativa o impulso para …

Talk Exu #03 pauta economia solidária e autonomia e os 18 anos da NÓS CIA DE TEATRO

O projeto Talk Exu, do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, chega ao seu terceiro episódio trazendo para a pauta a economia solidária e autonomia e os 18 anos da NÓS CIA DE TEATRO, intercalado por intervenções musicais do artista Luís Valério e exibição do curta-metragem P A R A L E L O. O programa ocorre no dia 25 de setembro, quinta-feira, a partir das 20h, na Maria Maria Espaço Cultural, junto à Comuna do Arvoredo, no Centro Histórico de Porto Alegre. O local será adaptado para servir de estúdio e receber convidados e público. O talk show é aberto e com acesso gratuito desde às 18h30min e será transmitido ao vivo pelo canal no YouTube do Coletivo Catarse. O Talk Exu, uma iniciativa autônoma do Coletivo Catarse, pretende levar ao ar mais dois episódios, somando quatro programas, como parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. No âmbito da proposta, também estão previstas e já em execução pelo menos 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026, buscando contemplar cerca de 100 artistas locais, além de oferecer, em outros espaços, oficinas de teatro para crianças e adultos, uma atividade de carijada (produção artesanal de erva-mate), oficina de discotecagem/hip hop com DJ Piá (cuja festa de encerramento ocorre no dia 19/9, sexta-feira, às 18h), entre outras ações. Temáticas do Talk Exu #03 Economia solidária e autonomia | Convidadas Gil NevesMilitante do Movimento Popular de Economia Solidária, integrante dos Coletivos de Trabalho de Economia Solidária Feministas Negro D’versas e Afro Aya, integrante da Rede Ubuntu de Cooperação Solidária, educadora do Centro de Assessoria Multiprofissional (CAMP), integrante da Rede de Comércio Justo e Solidário (RCJS), da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), sócia da Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA RJ), sócia da Associação Cultural Quilombo do Sopapo, sócia da cooperativa Ajeumbò, graduanda em Administração Pública e Social na Escola de Administração da UFRGS, fundadora do Fórum de Mulheres Negras da Economia Popular Solidária, assessora técnica em Temas de Economia Popular Solidária, Gênero, Comunicação, Raça e organizadora de eventos. Lisbet dos Santos PinheiroArtesã, arte-terapeuta, empreendedora na Ecosol, mãe do Pedro e da Helena. Integrante do Coletivo Afro Aya, educadora social no CAMP, professora de técnicas artesanais no Projeto Mulheres Mil/ Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Restinga, co-fundadora do Fórum das Mulheres Negras Trabalhadoras da Economia Popular e Solidária (Fespope), expositora da loja Fespope. NÓS CIA DE TEATRO celebra 18 anos | Convidados Everson SilvaDiretor e ator de teatro e fundador da NÓS CIA DE TEATRO. Atua como diretor artístico da Cia de Arte La Negra, escolas de dança Aline Rosa e Cadica Danças e Ritmos. Ganhador do Prêmio Açorianos de Teatro como melhor direção revelação em 2013. É professor formado pela Universidade Uniasselvi. Ministra oficinas de teatro, faz pesquisas artísticas, atua em produções audiovisuais como curta-metragens e em trabalhos empresariais com artes cênicas. Letícia VirtuosoAtriz, pesquisadora e professora de teatro e produtora cultural. Atuou na Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (2009/20), onde realizou espetáculos como: O Amargo Santo da Purificação, Viúvas – Performance Sobre a Ausência, Medeia Vozes e Caliban – A Tempestade, de Augusto Boal. Faz teatro há 20 anos. Atualmente, está membra da NÓS CIA DE TEATRO, Ação Nômade e é diretora do Teatro na Prática. Atração artística | Convidado Luís ValérioCantor, compositor, dançarino e gestor cultural. Em 2005, começou a cantar profissionalmente, em Porto Alegre. Desde então, vem produzindo, junto a alguns parceiros, seus próprios shows e investindo seu tempo em pesquisa musical, composição e gestão cultural. É responsável pelo projeto Voz Base, que acontece mensalmente em Porto Alegre desde 2023 e tem a voz como instrumento principal. Curta-metragem | Exibição P A R A L E L OO espaço entre o desejo e o real colidem com uma personagem contemporânea, onde limites e decisões distorcem a realidade. Com Charlotte Dafol, Ana Rodrigues e Gustavo Türck no elenco. Direção, direção de fotografia e produção: Éverson Silva e Têmis NicolaidisRealização: Cinehibisco e Coletivo CatarseAno: 2014 SERVIÇOO quê: Talk Exu #03Temática do programa: Bate-papo sobre economia solidária, autonomia e os 18 anos da NÓS CIA DE TEATRO, intercalado por intervenções musicais do artista Luís Valério e exibição do curta-metragem P A R A L E L O.Quando: 25/9, quinta-feiraHorário: 18h30 (espaço aberto) e 20h (início do talk show com live aberta no @coletivocatarse no YouTube)Local: Maria Maria Espaço Cultural – Rua Cel. Fernando Machado, 464, Centro Histórico, Porto AlegreAberto ao público, com entrada gratuita

Oficina na EMEF Porto Novo celebra identidade, memória e protagonismo comunitário

Nesta semana, foi concluído um importante ciclo de oficinas e registros audiovisuais realizados na EMEF Porto Novo, localizada na região hoje conhecida como “Dique Nova”, em Porto Alegre (RS). A escola, atualmente sob a gestão da professora Solange Medeiros, acolheu o projeto com entusiasmo. O espaço educativo serviu como palco para atividades junto às turmas de 9º ano do ensino fundamental, conduzidas pelas oficineiras Lorena Sanchez e Maria Apollo. Durante cinco encontros, às quartas-feiras, os estudantes participaram de vivências voltadas à introdução da linguagem audiovisual, com foco no fortalecimento da autoestima, do pertencimento e da valorização da identidade territorial. A partir de perguntas como “O que significa, para ti, morar nesse lugar?” e “Do que você mais gosta em você?”, os alunos escolheram lideranças comunitárias e escolares para entrevistar, aproximando-se, assim, da história viva de sua comunidade. As oficinas também incentivaram um novo olhar sobre o cotidiano. O trajeto de casa até a escola foi ressignificado através de registros fotográficos e textos criativos, revelando uma percepção mais poética do território. Além disso, os participantes tiveram contato com diferentes etapas da produção audiovisual: criação de identidade visual, gerenciamento de conteúdo em nuvem, desenvolvimento de um perfil exclusivo no Instagram e planejamento dos bastidores de comunicação. Assim, mergulharam em um processo formativo que vai além da técnica, incorporando organização, expressão e escuta ativa. A iniciativa, desenvolvida com o apoio da Unidade de Saúde Santíssima Trindade, da própria EMEF Porto Novo e do Coletivo Catarse, por meio de Emenda Parlamentar da Câmara Municipal de Porto Alegre, promoveu o resgate da história local e o fortalecimento de laços comunitários, mostrando como ações culturais podem impulsionar saúde, bem-estar e reconhecimento coletivo. Com o material desta primeira fase já finalizado, a próxima etapa é colocar a mão na massa. Em breve, materiais como reels, postais poéticos e um documentário, serão lançados nas redes. A ideia é clara: contar para o mundo que, na comunidade do Porto Novo há gente que resiste, sonha e constrói, todos os dias, um território de força, afeto e respeito mútuo. Texto: Lorena SanchezApoio de imagens doc: Billy Valdez

Talk Exu chega à segunda edição dando foco aos três últimos filmes do Coletivo Catarse

Depois de um hiato de um ano, o talk show “Talk Exu” chega a seu segundo episódio – e com previsão de pelo menos outras três edições futuras. O programa, uma iniciativa do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, ocorre a partir das 20h desta sexta-feira (11/7), em dia de Maria Maria Espaço Cultural, na Comuna do Arvoredo (Rua Cel. Fernando Machado, 464), Centro Histórico de Porto Alegre. O local será transformado em um estúdio para receber convidados e público (aberto e com acesso gratuito desde às 18h30), com o evento sendo transmitido ao vivo pelo canal no YouTube do Coletivo Catarse. No foco das conversas estarão as três últimas produções audiovisuais do Coletivo, todas lançadas na segunda quinzena de junho: os documentários “Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata”, sobre a retomada Kaingang no Morro Santana, e “Cooperar é Resistir”, contando a história da PedalExpress, um coletivo de entregas que se utiliza de bicicletas em Porto Alegre; finalizando com o curta-metragem de ficção “Enquanto a Luz Não Chega”, com bate-papo sobre os desafios de uma produção que mescla o audiovisual e o teatro de sombras, com exibição completa do filme ao final – também como parte do circuito de lançamento do mesmo. As entrevistas sobre as produções serão intercaladas por intervenções musicais da banda “Expresso Livre”, com Jéssica Nucci no vocal, acompanhada dos violões de Vicente Guindani e Nil Tavares. O Talk Exu tem em 2025 a previsão de pelo menos quatro episódios, como parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 / Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. No âmbito deste projeto, também estão previstas e já em execução pelo menos 40 atividades culturais diversas em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026, buscando contemplar cerca de 100 artistas locais, além de oferecer, também em outros espaços, oficinas de teatro para crianças e adultos, uma atividade de carijada (produção artesanal de erva-mate), oficina de discotecagem/hip hop com DJ Piá, entre outras ações. Confira aqui como foi o primeiro episódio do Talk Exu. SINOPSES DOS FILMES Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata Direção de Gustavo Ruwer e Iracema Gãh Té Sob a liderança da cacica Iracema Gãh Té, uma comunidade Kaingang retoma seu território ancestral no ponto mais alto de Porto Alegre. Enfrentando a ameaça de um grande empreendimento imobiliário, a comunidade desafia o abandono do estado e enfrenta uma poderosa família de banqueiros para defender as florestas e nascentes do Morro Santana. O lançamento oficial ocorre sábado, 12 de julho, às 19h, na Retomada Gãh Ré, Morro Santana (Porto Alegre – RS) Cooperar é resistir Direção coletiva entre a PedalExpress e o Coletivo Catarse O documentário conta a trajetória recente da PedalExpress e dos desafios enfrentados pelo coletivo de entregas de bicicleta nos últimos anos a partir do avanço das plataformas e da precarização do trabalho, lembrando ainda a resistência durante a pandemia e à enchente de 2024. O filme propõe uma reflexão sobre a importância do meio de transporte para a mobilidade urbana e aponta caminhos alternativos para a construção de um meio de subsistência sem exploração. O apoio à produção é da Labora – Fundo de Apoio ao Trabalho Digno. A pré-estreia ocorreu em 26 de junho, em evento fechado para os cooperados e ex-cooperados. Em breve, será divulgado o lançamento oficial. Enquanto a Luz Não Chega Direção e roteiro de Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis e direção de arte de Alexandre Fávero, com Ana Delarte, Gustavo Cardoso e Anderson Gonçalves no elenco Curta-metragem de ficção que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas. Do encontro do teatro de sombras e o audiovisual, surge uma história sobre desconexão e apatia e os caminhos que a escuridão aponta. Uma coprodução do Coletivo Catarse e Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre com a Cia Teatro Lumbra. A estreia ocorreu em 27 de junho, na Maria Maria Espaço Cultural, contando ainda com apresentações no dia 1º de julho para alunos da EMEF Nossa Senhora do Carmo, iniciativa em parceria com o Ponto de Cultura TV Restinga, e no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, no bairro Cristal. No dia 3 de julho, foi a vez do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, no Centro Histórico de Porto Alegre, receber a exibição. Todas as atividades contando com acompanhamento de acessibilidade, acionando-se linguagem em libras quando necessário, tendo també sido finalizadas cópias com libras e audiodescrição. Trailer oficial: SERVIÇOO quê: Talk Exu #02 | Os filmes que lançamos no outono passadoTemática do programa: Bate-papo sobre os documentários “Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata” e “Cooperar é Resistir” e o curta-metragem “Enquanto a Luz Não Chega”, intercalados por intervenções musicais da banda Expresso LivreQuando: 11 de julho, sexta-feiraHorário: 18h30 (espaço aberto) e 20h (inicia o talk show com live aberta no @coletivocatarse no YouTubeLocal: Maria Maria Espaço Cultural – Rua Cel. Fernando Machado, 464, Centro Histórico, Porto AlegreAberto ao público, com entrada gratuita

Coletivo Catarse lança no dia 27 o curta-metragem Enquanto a Luz Não Chega

Unindo teatro de sombras e cinema, filme propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas Da união de duas linguagens – teatro de sombras e cinema – nasce o curta-metragem Enquanto a Luz Não Chega, do Coletivo Catarse em coprodução com a Cia Teatro Lumbra. O lançamento está marcado para o dia 27 de junho, sexta-feira, às 19h, em dia de Maria Maria Espaço Cultural (Rua Cel. Fernando Machado, 464), junto ao Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e à Comuna do Arvoredo, no Centro Histórico de Porto Alegre, com transmissão ao vivo simultânea no Canal do YouTube do Coletivo Catarse – tendo o sinal fechado após a exibição do filme. Inspirado livremente na obra Enquanto a Noite Não Chega, de Josué Guimarães, o filme propõe uma inversão narrativa ao retratar Ciça e Téo, personagens que vivem uma existência metaforicamente morta em meio a um cotidiano dominado por redes sociais e realidades digitais ilusórias através de uma linguagem visual que explora e comunica emoções, atmosferas e significados. A trama se desenrola em um cenário de caos climático no sul do Brasil, quando a escassez de energia elétrica força os protagonistas a confrontarem a si mesmos e ao outro, longe das distrações tecnológicas. A escolha estética de integrar teatro de sombras ao audiovisual busca aprofundar a subjetividade dos personagens e explorar as nuances entre realidade e ficção. O elenco principal conta com Ana Delarte no papel de Ciça, atriz com experiência em produções como Ainda Orangotangos (2006) e Menos que Nada (2010) e participações em projetos do Cinehibisco – coletivo de cinema independente, que marcou uma fase de experimentação e estudos de linguagem ligado ao Coletivo Catarse –, e Gustavo Cardoso, ator com formação pelo Depósito de Teatro em Porto Alegre e com experiência em produções audiovisuais, atuação em curtas e seriados para a televisão, além de também integrar projetos via Cinehibisco, protagonizando os curtas Caligrafia (2019) e Greyce (2013). O curta soma ainda a atuação de Anderson Gonçalves, que interpreta Theodoro, um personagem que traz uma espécie de “respiro” às relações sufocadas pelas realidades projetadas. O ator tem grande histórico na arte da manipulação de bonecos e também está presente em produções do Coletivo Catarse, como Informar é Vacinar! (2023) e Hipólito Segue sua Viagem (2021). O roteiro e a direção são assinados por Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis, com direção de arte de Alexandre Fávero, da Cia Teatro Lumbra. A trilha sonora original está a cargo de Marcelo Cougo, trazendo nas composições Ângelo Primon, Jéssica Nucci e William Abreu. A maior parte das gravações foi realizada entre março e abril de 2025, no Centro Histórico de Porto Alegre, na Comuna do Arvoredo, sede do Coletivo Catarse e Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, e na Maria Maria Espaço Cultural, ocorrendo ainda em espaços como o Garden Café, o Teatro dos Vampiros – no Café Mal Assombrado – e a Padaria Quero Pão, valorizando as iniciativas locais vizinhas de bairro do Coletivo. Já as captações de imagens em que as sombras são protagonistas ocorreram no Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo, Ponto de Cultura em Morro Reuter, iniciativa que desenvolve e também recebe diversos projetos relacionados à cultura, educação e ecologia. O filme inicia, portanto, nesta sexta, 27, um pequeno circuito de lançamento, dando sequência em 01/07, pela manhã, na Restinga, em atividade com o Ponto de Cultura TV Restinga, e, pela noite, no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo. Dia 03/07 será a vez de uma sessão no Museu da Comunicação Hipólito José da Costa. O filme finalizado contará com suporte de acessibilidade em libras, audiodescrição e legendagens; a equipe também realizou oficina de acessibilidade atitudinal para as apresentações; e alguns dos eventos de lançamento contarão eventualmente com a participação de profissional de libras. Aguarde divulgações! SINOPSE Enquanto a Luz Não Chega é um curta-metragem de ficção que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas. Do encontro do teatro de sombras e o audiovisual, surge uma história sobre desconexão e apatia e os caminhos que a escuridão aponta. O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo (LPG Porto Alegre) na linha Produção de curta-metragem por empresas produtoras. SERVIÇOO quê: Lançamento do curta-metragem Enquanto a Luz Não ChegaQuando: 27 de junho, sexta-feiraHorário: 19hLocal: Maria Maria Espaço Cultural/Ponto de Cultura e Saúde Verntre Livre – Rua Cel. Fernando Machado, 464, Centro Histórico, Porto Alegre (RS); e canal do YouTube do Coletivo Catarse (somente no dia, será fechado após).Classificação: 12 anosEntrada gratuita Confira o trailer: Fotos: Billy Valdez

Coletivo Catarse entra em fase de pós-produção do curta-metragem Enquanto a Luz Não Chega

Maio marca a fase final do processo de produção do curta-metragem Enquanto a Luz Não Chega, do Coletivo Catarse, com lançamento previsto para a segunda quinzena de junho deste ano. Inspirado livremente na obra Enquanto a Noite Não Chega, de Josué Guimarães, o filme propõe uma inversão narrativa ao retratar Ciça e Téo, personagens que vivem uma existência metaforicamente morta em meio a um cotidiano dominado por redes sociais e realidades digitais ilusórias. A trama se desenrola em um cenário de caos climático no sul do Brasil, quando a escassez de energia elétrica força os protagonistas a confrontarem a si mesmos e ao outro, longe das distrações tecnológicas. Destaca-se a integração do teatro de sombras ao audiovisual, uma escolha estética que busca aprofundar a subjetividade dos personagens e explorar as nuances entre realidade e ficção. Maria Luiza Apollo O elenco principal conta com Ana Rodrigues no papel de Ciça, atriz com experiência em produções como Ainda Orangotangos (2006) e Menos que Nada (2010), além de participações em projetos do Cinehibisco – coletivo de cinema independente, que marcou uma fase de experimentação e estudos de linguagem ligado ao Coletivo Catarse –, e Gustavo Cardoso, ator com formação pelo Depósito de Teatro em Porto Alegre, somando experiência em produções audiovisuais, atuação em curtas e seriados para a televisão, além de integrar projetos via Cinehibisco, protagonizando os curtas Caligrafia (2019) e Greyce (2013). O curta ainda soma a participação de Anderson Gonçalves, que interpreta Theodoro, personagem coadjuvante, trazendo sua experiência em manipulação de bonecos e atuação em produções anteriores do Catarse, como Informar é Vacinar! (2023) e Hipólito Segue sua Viagem (2021). A direção e o roteiro são assinados por Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis, com direção de arte de Alexandre Fávero, da Cia Teatro Lumbra. A trilha sonora está a cargo de Marcelo Cougo, enquanto Billy Valdez responde pela fotografia e operação de câmera. A direção de produção é de Lorena Sánchez e Bruno Pedrotti atua como assistente geral. As gravações foram realizadas entre março e abril no Centro Histórico de Porto Alegre, na sede da Comuna do Arvoredo, que abriga, entre outras iniciativas, o Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e o Maria Maria Espaço Cultural, ambos sets de filmagens para algumas das cenas, ocorrendo também no Garden Café e no Teatro dos Vampiros, do Café Mal Assombrado, vizinho da Comuna. Maria Luiza Apollo As últimas captações de imagens ocorreram na segunda quinzena de abril no Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo (fotos abaixo), Ponto de Cultura em Morro Reuter, situado em uma área com 14 hectares, dos quais cerca de dez correspondem à mata nativa intocada, incluindo cascata e arroio. A iniciativa desenvolve e também recebe projetos relacionados à cultura, educação e ecologia. Billy Valdez/Coletivo Catarse Enquanto a Luz Não Chega é um curta-metragem de ficção que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas, tendo sido contemplado pela Lei Paulo Gustavo (LPG Porto Alegre) na linha Produção de curta-metragem por empresas produtoras.

Políticas públicas para a economia solidária serão tema central de conferência estadual

Quase 300 delegados irão definir em Porto Alegre propostas que serão levadas para Brasília Depois de uma escuta que mobilizou 58 municípios de oito regiões do Rio Grande do Sul, somando 989 participantes reunidos em 14 conferências, Porto Alegre (RS) será palco para o debate e definição final de propostas que serão levadas para Brasília em agosto, durante a 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária (Conaes). Esta nova etapa, preparatória para o evento nacional, ocorrerá nos dias 28 e 29 de março de 2025, na Escola Mesquita, bairro Cristo Redentor, reunindo 296 delegados. Participarão da conferência estadual artesãos, costureiras, catadores, agricultores familiares, entre outros, que integram espaços associativos, cooperativas, bancos comunitários e redes de colaboração solidária nas mais diversas atividades. A Conferência Estadual gaúcha acontecerá dois meses antes do prazo final estabelecido para a sua realização. Os cinco eixos que nortearam as reuniões nas diversas cidades gaúchas durante o terceiro trimestre de 2024 e o debate de cada um servirão como subsídio para a elaboração do 2º Plano Nacional de Economia Popular e Solidária durante a 4ª Conaes, apontando políticas públicas para o setor. São eles: Análise da realidade; Realidade socioambiental, cultural, política e econômica; Produção, comercialização e consumo justo e solidário; Financiamento, créditos e finanças solidárias; e Educação, formação e assistência técnica. A 4ª Conaes tem a coordenação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes), e do Conselho Nacional de Economia Popular e Solidária, sendo convocada no RS pelo Conselho Estadual de Economia Solidária (Cesol) e estruturada através da Comissão Organizadora Estadual, contando ainda com vários apoiadores locais e estaduais, entre eles a Secretaria de Trabalho e Desenvolvimento Profissional do Rio Grande do Sul (STDP). Sobre a 4ª Conaes Com o tema “Economia Popular e Solidária como Política Pública: Construindo territórios democráticos por meio do trabalho associativo e da cooperação”, a 4ª Conaes ocorrerá nos dias 14 a 17 de agosto deste ano, em Brasília, e pretende reunir mais de 1,5 mil delegados e delegadas de todo o país para a elaboração do 2º Plano Nacional de Economia Popular e Solidária, além de representantes de governos (federal, estadual e municipal), sociedade civil, entidades e empreendimentos de economia popular e solidária. A Conaes tem como um dos principais objetivos garantir a plena participação social na elaboração, implementação e gestão de políticas públicas no setor, que se baseia em atividades de produção, distribuição, consumo, poupança e crédito que funcionam de forma autogestionada e colaborativa. A última Conferência ocorreu em 2014 e resultou no 1º Plano Nacional para as iniciativas na área. Com a recriação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), em 2023, a Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes) também foi restabelecida. Sobre dados do setor, Nelsa Nespolo, integrante da comissão organizadora do evento no RS, presidente da Central de Empreendimentos Econômicos Solidários no Rio Grande do Sul (Unisol RS) e diretora presidente das Cooperativas Univens e Justa Trama, explica: “O último dado que temos é que no Brasil existiam 22 mil empreendimentos de economia solidária, reunido mais de 2 milhões de pessoas que se organizavam dessa forma nas diferentes regiões do Brasil. Depois disso, não tivemos mais atualizações. Ela cita a existência de um programa que está contratando 500 agentes no Brasil para fazer esse mapeamento, dentro de um cadastro chamado Cadsol, uma base nacional de informações das iniciativas, permitindo que governos nas diferentes esferas de poder possam obter informações para subsidiar a formulação de políticas públicas adequadas aos diversos tipos e categorias das iniciativas declaradas. “No Rio Grande do Sul, serão 40 agentes circulando no Estado a partir de maio”, adianta Nelsa. Sobre a economia solidária A economia solidária tem origem na Revolução Industrial, na Europa Ocidental, nos séculos XVIII e XIX, tendo surgido como um instrumento de combate à pobreza e à desigualdade por parte da população socialmente excluída. Seu modelo econômico enfatiza a cooperação, a inclusão, a autogestão e a solidariedade entre os participantes por meio da união de forças de trabalho, talentos e do consumo consciente, se baseando em valores como ética, equidade e justiça social. Esse modelo econômico promove a valorização do trabalho local e a sustentabilidade socioambiental, com interações justas e horizontais, tendo como estratégia a valorização do desenvolvimento local, permitindo em sua estrutura e metodologia ações de fomento e geração de emprego e renda, qualidade de vida, valorização das potencialidades locais, articulação entre os atores envolvidos de forma democrática e socialmente SERVIÇOO quê: 4ª Conferência Nacional de Economia Popular e Solidária (Conaes) – Etapa RSData e horário: 28 (7h30 às 18h) e 29 de março (7h às 16h)Local: Escola Mesquita, Av. Forte, n° 77, bairro Cristo Redentor Acesse a programação aqui.

Show do Musical Talismã marca retomada de atividades na Maria Maria Espaço Cultural

Em meados de novembro do ano passado, em conversa com uma das Marias, a Dani, fizemos uma combinação de retomar as atividades na Maria Maria Espaço Cultural, que fez seu merecido recesso para descanso no final do ano, com uma apresentação do Musical Talismã. O projeto, que resgata e desenha novos arranjos de músicas dos artistas mais populares dos anos 70 e 80 com a pegada típica de uma banda de rock, foi gestado e apresentado ao mundo nas Marias, que consideramos nossa casa. O desafio foi enfrentar uma troca de baterista entre o final de um ano e início de outro. Mas são ciclos que se encerram e recomeçam de outras formas. E quem trabalha com música sabe bem disso. O fato é que acertamos em cheio em escolher o dia 9 de janeiro, uma quinta-feira, para a estreia do Hamilton Félix no Musical Talismã, batera com muita rodagem e camaradagem na lida dos tambores. A casa encheu, o som rolou muito bem e ficou no ar a sensação de ótimo início de jornada para o novo quarteto, que pretende fazer história na cena local e até mesmo nacional. Por que não? Lembrando que o show faz parte das atividades de Ações Continuadas do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre/Coletivo Catarse, que ocuparão não somente a Maria Maria Espaço Cultural, mas também outros locais pela cidade. Musical Talismã nas redes digitais:InstagramFacebook Texto: Marcelo Cougo