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Heavy Hour 42 – 04.06.19 – Minera teu C…

Com este desgoverno que desenterra tudo que tem de ruim em projetos de depredação socioambiental, mais uma nos ronda aqui no Rio Grande velho de guerra: mineração às margens do lago Guaíba. Com projeto da década de 1970, mais uma vez lapidam-se os velhos motes da criação de empregos, riqueza para municípios, entre outros engodos, para se passar a draga no solo gaúcho e poluir nossas águas e atmosfera. Qual o custo real disso? Michelle Ramos, do MaM (Movimento pela Soberania Popular na Mineração), e Eduardo Raguse, engenheiro ambiental da AMA Guaíba (Associação Amigos do Meio Ambiente de Guaíba), trazem muitos exemplos e apostam na mobilização para que isso não vingue. Marcelo Silva, professor e poeta do Morro Santana, também dá a sua palha e nos brinda com belas palavras em um espaço de poesia que parece que permanecerá por um tempo no Heavy Hour!

Do Coletivo Catarse, Clementine, Bruno Pedrotti, Marcelo Cougo e Gustavo Türck lotaram o estúdio e os blocos de fala deste programa. Ah! Teve também Billy Valdez…

Setlist:
Priscila Magella – Choro de Lama
Groundation – Fossil Fuels
Bad Brains – Banned in DC
Hempadura – Queimem!
Destruction – Born to Perish
Milton Nascimento – Para Lennon e McCartney
Calle 13 – Latinoamerica

Medo da Primavera – uma hecatombe em andamento

A vídeo-reportagem “Medo da Primavera – uma hecatombe em andamento”, que está sendo lançada na internet, teve sua pré-estréia durante o “Simpósio Internacional Sobre Mortandade de Abelhas e Agrotóxicos”, realizado no dia 28 de março na cidade de Mata, centro-oeste do Rio Grande do Sul.

O evento produzido pela APISBio (Articulação Para a Preservação da Integridade dos Seres e da Biodiversidade) recebeu cerca de 200 pessoas e foi dividido em duas mesas: “O problema da mortandade das abelhas” e “Natureza, instituições e responsabilidades”.

Graças às contribuições de palestrantes de diversas áreas de atuação, foi possível construir um conhecimento multidisciplinar sobre a questão. Na primeira mesa, por exemplo, fizeram parte: Jaílson Mack Bressan, membro da APISMA e Coord. do Grupo de Apicultores prejudicados pela mortandade de abelhas em Mata; Julio Roberto Barreto Cabral, vereador de San José, Uruguai, e membro da Sociedade de Fomento Rural Apícola; Ana Lúcia de Paula Ribeiro, Agrônoma e doutora em fitossanidade.

Após a fala do comunicador Marcelo Cougo, do Coletivo Catarse, a vídeo-reportagem foi exibida. Em seguida, após uma pausa, o evento prosseguiu com a segunda mesa. Nesta, o cenário de vários conhecimentos dialogando se intensificou. Jair Kriske, advogado e consultor da Rel UITA, explicou porque o episódio da mortandade das abelhas era uma violação de direitos humanos. Althen Teixeira Filho, Dr em anatomia, mostrou as semelhanças entre o sistema nervoso das abelhas e dos humanos, explicando como os agrotóxicos são danosos para ambos os organismos. Pedro Kunkel, militante do Movimento dos Pequenos Agricultores mostrou o contraponto ao modelo das monoculturas e dos agrotóxicos – a agroecologia. Kunkel compartilhou as sementes de milho crioulo que herdou de seus avós e mostrou a todos os presentes uma rara erva nativa: o manjericão bergamota.

Além de construir conhecimentos, o evento também pressionou as autoridades locais a agirem na resolução dos problemas causados pelos agrotóxicos. O prefeito de Mata, Sérgio Roni Bruning, esteve presente no evento assim como o promotor de justiça encarregado do caso, Éder Fernando Kegler, da Comarca de São Vicente do Sul.

A seguir, assita à vídeo-reportagem, uma coprodução do Coletivo Catarse com a APISBio, a APISMA e a UITA, que traz testemunhos e fatos sobre o acontecimento, deixando bem claro o que ocorreu, por que ocorreu e onde. Não foi um fato isolado – e isso traz muita perplexidade a todos os envolvidos. Ouça também dois programas Heavy Hour que trataram sobre o tema:

O Grande Tambor na Comuna do Arvoredo

Documentário – 2010 – 124′ 02”
O filme narra a trajetória do Tambor de Sopapo, que carrega a história da diáspora africana no Rio Grande do Sul. Sua matriz vem pelas mãos e mentes dos africanos escravizados para a região das charqueadas, ao extremo sul do Brasil. É considerado sagrado, retumbando o som por séculos de um purificar religioso para os rituais de matança – realidade presente nas propriedades que produziam o charque entre os séculos XVIII e XIX. A partir da década de 1950, inicia seu caminho no carnaval, quando surgiram as primeiras escolas de samba no estado. O Grande Tambor conta uma parte da história sobre a contribuição dos afrodescendentes na formação simbólica e cultural do povo do Rio Grande do Sul. Sobreviveu pelas mãos de Mestre Baptista, Griô, que preservou a memória e a arte da fabricação de um instrumento de som grave e marcante e que hoje é patrimônio brasileiro.

Heavy Hour 23 – 22.01.19 – midiatizando, mídia mainstream ‘versus'(?) alternativas de mídia, é isso?

No programa desta semana discutimos mídia, com a perspectiva de que iniciativas independentes estão aí como alternativas viáveis, e fazemos aqueeeeela crítica à mídia corporativa, mas também reconhecendo (ou não!) alguns avanços em alguns canais massivos, como a Rádio Guaíba, por exemplo. E por falar nesta emissora, há uma participação especial do jornalista Carlos Guimarães, e, no Estúdio Monstro, recém montado na nova sede do Coletivo Catarse, as participações de dois colaboradores do Repórter Popular e A Voz do Morro, Maria Fernanda Silva, professora, e Luís Gustavo da Silva. Por conexão direta na rede com Santa Maria, Edson Kah, da radioarmazem.net. Além, é claro, do nosso livreiro Bolívar, participando da discussão e dando mais uma dica de leitura no espaço Bibliografia Social da Graturck.

Apresentando este programa, Gustavo Türck e Marcelo Cougo, Billy Valdez não se fez presente desta feita. Ah! E teve músicas também…

Setlist:
Lost – Death Angel
Televisão – Titãs
Farsa Nacionalista – Ratos de Porão
Lucro – BaianaSystem
Dazed and Confused – Led Zeppelin
Pedras e Sonhos – El Efecto

Projeto Resistência Kaingang – Diário de Viagem (dias 1 e 2)

Aqui começam as publicações que vão contar um pouco da jornada da equipe do projeto em setembro de 2018:

Dia 1 e 2: T.I Serrinha (RS) 24 e 25 de setembro: Sobre os passos de Alcindo Peni Nascimento… Primeiros momentos.

O primeiro dia da nossa estadia nas Terras Kaingang foi um dia de reencontros da companheira Iracema Gatén Nascimento com seus parentes que lutaram junto com ela e com seu pai Alcindo Peni Nascimento nas retomadas de Nonoai, Mangueirinha e Serrinha.

1--Iracema-e-Livia
Iracema Gáten Nascimento e sua prima Lívia Nascimento caminhando na T.I Serrinha