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Heavy Hour 23 – 22.01.19 – midiatizando, mídia mainstream ‘versus'(?) alternativas de mídia, é isso?

No programa desta semana discutimos mídia, com a perspectiva de que iniciativas independentes estão aí como alternativas viáveis, e fazemos aqueeeeela crítica à mídia corporativa, mas também reconhecendo (ou não!) alguns avanços em alguns canais massivos, como a Rádio Guaíba, por exemplo. E por falar nesta emissora, há uma participação especial do jornalista Carlos Guimarães, e, no Estúdio Monstro, recém montado na nova sede do Coletivo Catarse, as participações de dois colaboradores do Repórter Popular e A Voz do Morro, Maria Fernanda Silva, professora, e Luís Gustavo da Silva. Por conexão direta na rede com Santa Maria, Edson Kah, da radioarmazem.net. Além, é claro, do nosso livreiro Bolívar, participando da discussão e dando mais uma dica de leitura no espaço Bibliografia Social da Graturck.

Apresentando este programa, Gustavo Türck e Marcelo Cougo, Billy Valdez não se fez presente desta feita. Ah! E teve músicas também…

Setlist:
Lost – Death Angel
Televisão – Titãs
Farsa Nacionalista – Ratos de Porão
Lucro – BaianaSystem
Dazed and Confused – Led Zeppelin
Pedras e Sonhos – El Efecto

Projeto Resistência Kaingang – Diário de Viagem (dias 1 e 2)

Aqui começam as publicações que vão contar um pouco da jornada da equipe do projeto em setembro de 2018:

Dia 1 e 2: T.I Serrinha (RS) 24 e 25 de setembro: Sobre os passos de Alcindo Peni Nascimento… Primeiros momentos.

O primeiro dia da nossa estadia nas Terras Kaingang foi um dia de reencontros da companheira Iracema Gatén Nascimento com seus parentes que lutaram junto com ela e com seu pai Alcindo Peni Nascimento nas retomadas de Nonoai, Mangueirinha e Serrinha.

1--Iracema-e-Livia
Iracema Gáten Nascimento e sua prima Lívia Nascimento caminhando na T.I Serrinha

Pra não esquecer: Cine Marighella

No aniversário do assassinato de Carlos Marighella, segue uma coprodução do Coletivo Catarse com o Professor de História Laurence West, diretor do filme (Sinopse: Cine Marighella busca resgatar a memória de um herói brasileiro. A prisão do então deputado Carlos Marighella, em maio de 64, marca de forma intensa a trajetória de lutas do baiano que virou referência mundial na luta contra a opressão.).

Trailer:

Filme completo:

Heavy Hour sobre o tema:

Filmografia Social – O Grande Tambor precisa bater!

Num momento em que se inicia o mês da Consciência Negra e que se elege presidente um racista confesso, nada mais certo que indicarmos uma produção nossa: O GRANDE TAMBOR.

Neste documentário em longa-metragem, denso, forte, há uma jornada que começa contando a história de um instrumento que foi a base do samba considerado gaúcho, mais cadente, mas que foi sumindo a partir da década de 1970 pela massificação cultural e pela “carioquização” do carnaval nacional. A partir disso, vamos retornando no tempo e observando as origens da ocupação do povo negro no território gaúcho – uma violenta narrativa de escravidão e genocídio, com sequestro de sua prática religiosa para consecução de objetivos mercadológicos do ciclo do charque.

O Grande Tambor recupera a ideia de que a Revolução Farroupilha não foi revolução coisa nenhuma e detalha o papel decisivo do infame Duque de Caxias – um herói da horda fascista vitoriosa no último pleito presidencial – no massacre de Porongos, apresentando a carta enviada aos comandantes brancos do batalhão conhecido como Lanceiros Negros.

Uma viagem de desmistificação. Assista atento, aberto a ouvir muita informação e prováveis contrapontos ao que você sempre entendeu como certo.

NOSSA AVALIAÇÃO
Gênero: documentário etnográfico
Temática Social: racismo
Público-alvo: gaúchos interessados em sua história, pessoas de outros estados que acreditam que o Rio Grande do Sul é a Europa do Brasil e que aqui não há negros, músicos interessados em percussão, pessoas que gostam de carnaval e samba
Roteiro: 
(o caminho é bem delineado, a jornada vai detrás para frente no tempo e descortina as camadas históricas da contribuição do povo negro na cultura e realidade do Rio Grande do Sul e Brasil, mas pela duração pode ser considerado muito massante)
Dramaturgia: 
(a fotografia não é das melhores, com diferenças entre câmeras e personagens, sem definição de linguagem, o áudio também demandaria melhor tratamento, o filme parece esteticamente não finalizado, mas isso tudo pela opção de se valorizar o conteúdo, que tem uma boa construção emotiva, de momentos de respiro para reflexão e vários ápices catárticos)
Aprofundamento da Questão Social: 
(a razão da existência deste filme é exatamente ser uma obra que aprofunda a questão do racismo na construção histórico-cultural do Rio Grande do Sul, é pleno neste sentido)

Assista ao filme:

Confira todo o material do projeto aqui no site, clique aqui.

Por Gustavo Türck

– Filmografia Social é um conteúdo apoiado pela Graturck – perícia social, consultoria e cursos (www.graturck.com.br) e é publicado simultaneamente no site/redes do Coletivo Catarse e no site/redes da Graturck todas as quartas-feiras