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Quilombo dos Machado busca apoio para reformar associação

O Quilombo dos Machado lançou ontem a campanha de financiamento coletivo “Grito de Liberdade”. O objetivo da vaquinha é levantar recursos para a reforma da Associação Quilombo dos Machado.

O espaço – que está em condições precárias – é local de convivência e resistência para as 262 famílias que vivem na comunidade. É na associação que se realizam as reuniões, as festas e atividades culturais como Samba, Capoeira Angola, Maculelê e Afoxé. Além disso, depois de reformado, o espaço deve receber ainda o clube de mães e uma escola de contraturno.

Pelas trilhas da memória no Quilombo dos Alpes

No ano de 2019, o Quilombo dos Alpes conseguiu realizar um sonho coletivo: acessar o Minha Casa minha Vida. O projeto foi pensado para melhorar as condições de habitação da comunidade construindo 50 novas casas.

O início das obras foi um momento de muita alegria, porém também gerou um problema. Durante a construção, não seria mais possível a realização das trilhas com escolas no quilombo, uma das fontes de renda da comunidade.

Pensando nisso, foi construído um material audiovisual para que os moradores dos Alpes pudessem ir até as escolas falar (e mostrar) um pouco da história do quilombo. O vídeo foi mais uma parceria entre a Associação Quilombo dos Alpes Dona Edwirges, o Coletivo Catarse e o Núcleo de Estudos de Geografia e Ambiente (NEGA UFRGS).

No momento, o Quilombo dos Alpes está fazendo uma vaquinha para pagar custos adicionais da obra. É possível apoiar até a meia noite de quarta feira, dia 16/10.

Oficina no Quilombo dos Alpes: árvore genealógica

No ano de 2018, o Coletivo Catarse foi convidado para filmar uma série de oficinas realizada no Quilombo dos Alpes. As atividades foram desenvolvidas pelo  Núcleo de Estudos Geografia e Ambiente da UFRGS (NEGA/UFRGS) em parceria com a Associação Quilombo dos Alpes D. Edwirges para atender as crianças e jovens da comunidade.

Registramos quatro oficinas: árvore genealógica, horta, mankala e territórios negros. Os vídeos resultantes deste acompanhamentos serão divulgados semanalmente nos canais do Coletivo Catarse e na página do Quilombo dos Alpes no Facebook.

Na oficina Árvore genealógica, quarto vídeo da série,  é feito um resgate da ancestralidade da comunidade.  O ponto de partida é a lembrança de vó Edwirges, uma escrava fugida que se instalou no morro dos alpes com sua família, dando origem ao quilombo.

Durante a atividade, os jovens fizeram autorretratos. Depois- com ajuda dos extensionistas do curso de graduação e pós-graduação da UFRGS- montaram uma árvore mostrando qual a relação de parentesco de cada família com a matriarca Edwirges.

Além de fazer um resgate histórico da trajetória da comunidade, a atividade também incentivou a juventude a pensar sobre as origens e relações de parentesco presentes no quilombo. Durante o registro audiovisual, alguns jovens mostraram interesse em filmar, tirar fotos e até mesmo se colocaram a disposição para conduzir entrevistas.

A partir da boa recepção por parte da comunidade e do interesse nas atividades e na produção audiovisual, percebemos um potencial para novas ações conjuntas. De nossa parte, agradecemos ao Quilombo dos Alpes e ao NEGA. Seguimos juntos nesta luta, fortalecendo as comunidades tradicionais e compartilhando conhecimentos.

Oficina no Quilombo dos Alpes: Territórios Negros

No ano de 2018, o Coletivo Catarse foi convidado para filmar uma série de oficinas realizada no Quilombo dos Alpes. As atividades foram desenvolvidas pelo  Núcleo de Estudos Geografia e Ambiente da UFRGS (NEGA/UFRGS) em parceria com a Associação Quilombo dos Alpes D. Edwirges para atender as crianças e jovens da comunidade.

Registramos quatro oficinas: árvore genealógica, horta, mankala e territórios negros. Os vídeos resultantes deste acompanhamentos serão divulgados semanalmente nos canais do Coletivo Catarse e na página do Quilombo dos Alpes no Facebook.

No terceiro vídeo, a educadora social Clarice Moraes guiou os jovens da comunidade no percurso territórios negros. A atividade resgatou as trajetórias histórico geográficas da população negra de Porto Alegre.

A partir da perspectiva afro centrada, pontos turísticos da região central foram sendo escurecidos. A Praça do Tambor, O Mercado Público, a Igreja Nossa Senhora das Dores e o Parque da Redenção são alguns exemplos de locais em que se resgatou a presença e o protagonismo negro, invisibilizados pela história oficial.