Coletivo Catarse recebeu oficina de Acessibilidade

Texto: Márcia Tolfo e Gustavo Türck / Fotos: Márcia Tolfo e Têmis Nicolaidis

Como parte integrante dos trabalhos com acessibilidade realizados a partir do projeto do filme Enquanto a Luz Não Chega, financiado pela LPG POA, o Coletivo Catarse recebeu, em 03/07, a profissional Si Dornelles em sua sede para uma oficina de 4h sobre Acessibilidade Atitudinal. Si apresentou o caminho de aprendizado da língua dos sinais e fez várias reflexões: “A cada dia aparece uma acessibilidade nova, e o que podemos fazer para receber da melhor forma cada ser humano?” – indagou aos presentesrepresentantes do Coletivo Catarse, da Maria Maria Espaço Cultural e da Comuna do Arvoredo. Um dado importante que ela trouxe foi o de que 80% das debilidades são adquiridas e 20% são congênitas, ou seja, uma grande parte das pessoas acaba por desenvolver essas dificuldades em fases da terceira idade. Lembrou também que ações de acessibilidade também atingem aqueles que estão passando por inabilidade momentânea – um pé quebrado, por exemplo.

Durante as explicações, foram apresentadas diversas lâminas, deixando clara a importância dos processos de recepção e acolhimento – o tempo dedicado a essas ações é essencial para uma preparação adequada para se receber as pessoas. Si Dornelles também destacou o novo símbolo universal, que se refere a todos os tipos de acessibilidade, e a complicação em se utilizá-lo se não se for oferecer o suporte completo: “Não seria bom usar se não se for incluir todos os 18 tipos, no entanto, o símbolo antigo é limitador do conceito de acessibilidade e não representa outras deficiências além de física” – pondera.

Ao final, foi apresentada a etiqueta social e as barreiras comumente encontradas pelos PCDs. Também Si mostrou como alguns seguimentos se organizam em comunidade, cultura e identidade – como os surdos -, implicando em partilhar de um mesmo ideal de luta pela manutenção dos seus direitos. E ainda houve tempo para duas dinâmicas. Uma fizemos com a tradução simultânea em idioma de sinais de uma música e outra em que, com os olhos vendados, os presentes ouviram um áudio de um filme e tentaram identificar o que estava acontecendo na cena.

Terminando a oficina na sede do Coletivo Catarse, em ato contínuo, a equipe foi ao Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, em mais um evento de lançamento do curta-metragem, em mais uma exibição com acessibilidade em libras e acesso gratuito.

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