Talk Exu #7 – Acessibilidade: Uma conversa sobre cultura, sensibilidade e adaptação

Foi ao ar no dia 26 de junho, o último episódio do Talk Exu dentro do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva, fechando um ciclo de 6 programas que trouxeram pautas diversas, encontros culturais e políticos importantes, sempre presenciais e com transmissão ao vivo pelo canal do Youtube do Coletivo (aqui você pode conferir todos os episódios). O Talk Exu é um Talk Show em formato de videocast criado pelo Coletivo Catarse de forma independente e fomentado por política pública em 2025 e 2026. O programa #7 trouxe a acessibilidade para o foco do diálogo, recebendo Simone Dornelles, tradutora e intérprete da Linguagem de Libras, com formação certificada pelo MEC, que atua desde 2011 em espaços culturais como museus, peças de teatro, contação de histórias bilíngue Libras/Português, shows musicais, mídias para TV e redes sociais, entre tantas outras iniciativas culturais; Luiz Portinho, pessoa com deficiência, Procurador Federal aposentado, fundador e voluntário da Associação RS Paradesporto; e Elaine Antônia do Nascimento, coordenadora do Setor de Cultura da ACERGS, professora de Braille e que está concluindo a graduação em Licenciatura em Educação Especial, dedicando-se à promoção da inclusão e da acessibilidade. A atração artística, ficou por conta de Angelo Primon que explorou a sensorialidade através da música instrumental do Oud Árabe e do Sitar Indiano. Confira!

Empoderamento e bem comum, a experiência de uma outra economia possível

Ao longo deste ano, o Coletivo Catarse está envolvido no projeto Mulheres Negras no RS: Empoderamento e Bem Comum, desenvolvido pelo CAMP em parceria com o Ministério da Trabalho e Emprego/Secretaria Nacional de Economia Popular Solidária, fruto de emenda parlamentar das Deputadas Federais Reginete Bispo, Maria do Rosário e Alexandre Lindenmeyer (TF 959059/2024). A iniciativa tem o objetivo capacitar para geração de trabalho, renda, cidadania e fomento ao associativismo e de coletivos em municípios da RMPA (região metropolitana de Porto Alegre) e do interior do Rio Grande do Sul. Dentre várias iniciativas, o Coletivo Catarse vem a somar com a produção de uma série de audiovisuais sobre experiências em economia solidária. No primeiro episódio da série ‘Empoderamento e bem comum’, tratamos da ‘Autogestão’, acompanhando o Programa de Formação continuada promovido pelo CAMP, no Instituto Josué de Castro, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra em Viamão – Assentamento Filhos de Sepé, nos dias 26, 27 e 28 de maio de 2026. Também visitamos a Loja Produção da Gente em Viamão, e pudemos conhecer o espaço da loja, além de entender um pouco mais sobre a gestão da iniciativa. Confira o vídeo sobre a Loja Produção da Gente (Viamão)https://www.instagram.com/p/DZ-BDeUz2JF/ Nos próximos meses, espera-se a produção de mais de 10 vídeos curtos como estes. O projeto prevê, também, a produção de um documentário de até 15 minutos, que terá como protagonista a Zara, uma boneca que sai numa jornada para entender o seu valor dentro da economia popular e solidária. A Zara foi feita e batizada pela Lisbet dos Santos Pinheiro, artesã da FESPOPE (Fórum de Mulheres Negras na Economia Popular e Solidaria). Como empreendimento de economia solidária, temos a capacidade de articular essas pontes de trabalho, assim como o CAMP, potencializando projetos e tornando coerente o fazer dentro das nossas áreas de atuação. Confira nas redes sociais os próximos vídeos frutos desta parceria: @coletivocatarse e @campbemviver.

As múltiplas dimensões de ser uma criança realizadora audiovisual

Ao longo dos meses de março e abril de 2026, esteve em curso a oficina ‘Vamos fazer um filme?’, uma das atividades do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva. Nesses 10 encontros, totalizando 20 horas-aula de atividades, foi trabalhado com um grupo de 12 pré-adolescentes um pouco das diversas facetas de uma produção audiovisual. Um realizador necessita, além de pegar uma câmera, ter o domínio de multi-habilidades – começando por perceber que um filme não se faz sozinho. Talvez essa seja a aptidão trabalhada mais desafiadora num momento histórico em que as pessoas se encerram em bolhas e telas. Nos encontros desta oficina, olhamos nos olhos e nos servimos da linguagem teatral como ferramenta pedagógica, incrementando a arte de criar e contar histórias. Passamos por analisar filmes, porque, para ser um bom realizador, é preciso saber ler a produção de outros e pensar argumentos realizáveis com os recursos de infra-estrutura e tempo que se dispõem. Também produzimos figurinos, escalamos elenco, ensaiamos e entendemos o roteiro que havíamos criado de forma coletiva. Foi um exercício de entrega e, ao mesmo tempo, de desapego, pois realizar também é aprender a deixar nossas partes pelo caminho. No fim, reunindo nossos pedaços, produzimos um filme o qual nos orgulhamos e compartilhamos com todas as famílias numa noite cheia de afeto da Maria Maria Espaço Cultural, com os pequenos grandes realizadores na plateia, fazendo planos para a sequência do filme que acabaram de ver. Saímos, as facilitadoras, assim como as crianças, emocionadas e revigoradas desta experiência trabalhosa, mas transformadora, que atingiu o objetivo de trazer perspectivas na utilização dos aparatos tecnológicos – eles podem ser meios potentes de expressão e criatividade na invenção de novos mundos. As 3 DimensõesUma festa do pijama, numa noite qualquer, se transforma numa aventura inesperada por três dimensões misteriosas. Entre rituais, festas malucas e estranhos seres do submundo, as crianças vão descobrir que algumas histórias sombrias podem ser mais reais do que parecem. Facilitadoras:Lorena SánchezTêmis Nicolaidis Oficinandos realizadores:Alice Milani SandrinBento Fingstag Rosa OliveiraFabrício Fros FortesFrancisco Pedro Nascimento de Oliveira CardosoGiovana Schultz de BorbaJoaquín FarinaLúcia Miele GarciaMainô TürckManoela Bagiotto GallettiMartim Rodrigues EscobarNauê Bassi da SilvaSidarta Crescencio Bettanzos Roteiro:Criação Coletiva Operação de câmera:Billy ValdezGustavo Türck Edição:Têmis Nicolaidis Tratamento de áudio:Gustavo Türck Produção:Lorena SánchezTêmis Nicolaidis Trilha Sonora:Monstres e Ufo(Boris Morozoff) Underground Techno Party(Splashkabona) Assobio:Sidarta Parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva.

NIA: do embrião a um núcleo com nome e identidade

Construção que vem sendo gestada há alguns anos, o Núcleo de Investigação Artística do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre (NIA) nasceu, agora com nome, sobrenome e um objetivo claro: a pesquisa e produção de conteúdos artísticos das mais diferentes linguagens – teatro, escrita, música, audiovisual, dança, tendo como foco o feminino. Formado por pessoas de dentro e de fora do Coletivo Catarse, cooperativa responsável pela gestão do Ventre Livre, a partir da necessidade de criação de uma identidade e de agregar talentos internos e externos. O Coletivo Catarse tem, desde sua fundação em 2004, trabalhado na perspectiva da cultura junto a grupos e artistas, apoiando em projetos específicos, na formatação de projetos próprios e em parceria ou prestando serviço. Quando se convenia como Ponto de Cultura em 2011, incrementa o fazer cultural pelo contato mais próximo. Nos últimos anos, tem aprofundado a sua relação com as artes cênicas através das iniciativas da produtora audiovisual e sombrista Têmis Nicolaidis, que integra, desde 2015, a Cia Teatro Lumbra, referência no Teatro de Sombras contemporâneo, da entrada no Coletivo da atriz, produtora cultural e educadora Lorena Sánchez e da aproximação da atriz, produtora e educadora social Aline Ferraz. A atuação do NIA se divide em pesquisa, produção e formação. Desde 2024, as integrantes já vinham promovendo oficinas de teatro para jovens e adultos. Em 2025, é lançado o primeiro trabalho autoral do embrião do Núcleo, o teatro musical Faces de Eva. Ainda em 2025 estreia o espetáculo multilinguagem Vasalisa, a sabida, que inicia 2026 com uma Vivência Vasalisa, a sabida através de um intercâmbio junto ao Ponto de Cultura Território das Artes. O fazer artístico se dá, também, através do diálogo das linguagens audiovisual e teatral. Como exemplo de produções deste tipo, pode-se destacar os vídeos: Passagem – Do Espiritual da arte, caminhando nos rastros das raízes (2020), Toura (2020) e Fragmentos do esqueleto de uma mulher (2021). Diversas dessas produções tiveram como palco de esboço e concretização a Comuna do Arvoredo, no Centro Histórico de Porto Alegre, também sede do Catarse, com espaços como o Salão Zé da Terreira e a Maria Maria Espaço Cultural. Atualmente, NIA é composto pelas três artistas-pesquisadoras, mas se valendo – e aberto à entrada – de outros profissionais de dentro e fora do Coletivo Catarse para complementar as atividades propostas. Aline FerrazProfessora licenciada em Teatro/UFRGS. Atua em projetos socioculturais, com diversos públicos como crianças, adolescentes e adultos, há quinze anos. Atualmente, trabalha na Escola Espaço do Ator (POA). Trabalhou profissionalmente atuando em espetáculos de Teatro de Rua e de sala, em parceria com grupos como o TIA TEATRO, Ói Nóis Aqui Traveiz, Ubando Grupo, Santo Qoletivo, dentre outros. Lorena SánchezAtriz, produtora cultural e contadora de histórias, com formação em teatro e Educação Social e Popular pela AEPPA – Freire, além de cursar Licenciatura em Artes Visuais. Atua nas artes cênicas desde 1996, com mais de 30 montagens e cinco prêmios de Melhor Atriz. Integra os coletivos “Grimm Para os Pequenos e Gretel”, “Capitu e Outras Mulheres”, “Língua Lâmina”, “Cuidado Que Mancha”, e “Coletivo Catarse”. Mantem seu projeto independente de arte-educação para crianças e adultos maiores SuCatadora de Histórias. Dirige La Lola Produtora. Têmis NicolaidisProdutora audiovisual e sombrista. É integrante do Coletivo Catarse / Ponto de Cultura Ventre Livre. Atuou como editora, roteirista, diretora e produtora de uma parte significativa das produções audiovisuais do Coletivo Catarse. Faz parte da Cia Teatro Lumbra desde 2015, integrando espetáculos de repertório da companhia nas funções de sombrista e produtoras: Sacy Pererê – A lenda da meia-noite, O Marujo e a Tempestade. Em Criaturas da Literatura fez roteiro, atuação, assistência de direção, cenografia e produção. Veja o portfólio da NIA. Texto: Têmis NicolaidisEdição: Anahi Fros

Vasalisa ocupa o Território

Nos dias 20 e 21 de março, a NIA (Núcleo de Investigação Artística do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre) esteve realizando um intercâmbio artístico com o Ponto de Cultura Território das Artes em Imbé (RS), o primeiro certificado da cidade. Um espaço gestado por mulheres que promove oficinas, apresentações artísticas e faz um trabalho lindo com crianças, de cuidado, produção cultural e ocupação dos espaços públicos na cidade. A proposta era levar a oficina ‘Pelos Caminhos de Vasalisa’ onde compartilhamos, com 8 mulheres e 1 homem, o processo criativo que envolveu a produção do espetáculo ‘Vasalisa, a Sabida’, inspirado no conto presente no livro ‘Mulheres que correm com os lobos’ de Clarissa Pinkola Estés, apresentado no mesmo dia da oficina, complementando a vivência proposta. Se criou um ambiente sensitivo, de escuta e troca onde as participantes puderam vivenciar um pouco de cada linguagem utilizada em cena. “Vivências em uma manhã de março em pleno outono, que o teatro me ensinou…Antes de falar,Aprenda a escutar,Presença vale mais que perfeição,Que quem não é ouvido faz o quê? GRITA!Toda história precisa de direção, e que, coragem também se ensaia.Coragem! Cor+age (fiquei a pensar sobre as cores da coragem)Quando histórias são construídas em parceriaelas conversam.Conversam sempre.Conversam sobre tudo.Nasce a cena.Em cena, se aprende a transformar emoção em mensagem.Foi no em Mulheres que Correm com Lobos e no teatro que aprendi a transformarHistórias em transformação”. (Depoimento de Sandra Bittencourt – Março de 2026 – Imbé) Esses encontros através da arte e da cultura tem a propriedade de deixar marcas profundas muito rapidamente. É o olho no olho, o acolhimento na estada, se apropriar dos espaços, sentir-se confortável, fortalecer projetos autorais e independentes. O Território nos proporcionou isso. E, também, sentir um pouco da cena cultural de Imbé. Chegamos na sexta-feira (20) e caímos direto numa reunião de mostra de projetos aprovados no PNAB por produtores locais no Castelinho da Cultura, onde funciona a Secretaria Municipal de Imbé. Pulsante e contagiante esse movimento. Agradecemos imensamente ao Território das Artes e suas associadas por receber este projeto e pelo privilégio de ocuparmos este espaço.

Vai sair um filme. E ele vai ser feito por crianças.

O que ensinar sobre audiovisual para a geração alpha, a geração da hiper conectividade? Aquela que usou celular antes de aprender a falar? Que acostumou ser filmada e se observar através desses registros?Esse é um dos dilemas que aparece quando sentamos para planejar os encontros da oficina prática de audiovisual para crianças “Vamos Fazer um Filme?”, afinal, corremos o risco de sermos ensinadas ao invés de ensinar qualquer coisa. Mas entendemos que a riqueza se dá justamente nesse encontro geracional e na troca de conhecimentos, por isso, o planejamento das aulas é traçado e retraçado com a participação ativa dos pequenos cineastas – mesmo que eles não saibam. É muito fácil se aborrecer quando o entretenimento é tão fugaz e apelativo. Fazer um curta-metragem de 3 minutos pode parecer um abismo para quem é bombardeado por pílulas minúsculas de conteúdo digital brilhante, afetado, turbinado.O desafio aqui, nos parece, é focar na importância da história a ser contada e na condição de ser equipe. Entender que as pessoas podem fazer coisas diferentes mas contribuem para a construção comum. Exercitar a escuta, a paciência, respeitar o espaço do outro no meio da sessão de cinema, por exemplo. Ser público. Também, se comunicar, levar ao receptor uma mensagem que seja entendida, tanto numa ideia dada em oficina quanto na construção do roteiro a ser filmado. Aí a gente pode chegar à conclusão. Não precisa fazer um filme para trabalhar tudo isso. Não, não mesmo. Mas a gente gosta de fazer filmes. Dá trabalho, mas é mágico pois te atribui uma condição muito especial: a de concretizar outras realidades, realizar o irrealizável. Só por isso, vale a pena. O teatro tem esse poder também. Então, aproximamos nesta oficina a linguagem do audiovisual com a do teatro, misturando dinâmicas e servindo-se das ferramentas necessárias para fortalecer o grupo e as histórias contadas.Olhar a euforia de uma criança que concebeu uma ideia, os colegas abraçaram e ao final da aula ela viu o resultado dessa ideia na tela, é incrível. Na verdade, é tudo o que se quer enquanto educadora e artista, sentir o gosto pelo fazer, se emocionar e emocionar o outro. Resultado do exercício de animação em stop motion. Esta oficina de audiovisual acontece nos meses de março e abril de 2026 e integra o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS.

Carijada Kaatártica histórica ocorre no final de fevereiro na Floresta Nacional de Canela

A Floresta Nacional de Canela (FLONA) recebe nos dias 27 e 28 de fevereiro e 1° de março a II Carijada Kaatártica. O método artesanal de processamento da erva-mate é uma realização do Coletivo Catarse com o apoio do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e das retomadas kaingang Gah Ré, de Porto Alegre, e Kógünh Mág, de Canela. O evento representa um resgate de uma cultura original de produção em contraste com a industrialização da planta, que é base de bebidas tradicionais como o chimarrão, o tererê e o chá mate. A FLONA é uma Unidade de Conservação (UC) pública voltada à preservação da natureza por meio do uso sustentável da floresta, através da pesquisa e da educação ambiental, estando dedicada à proteção da Mata Atlântica, com mais de 500 hectares de área. Diferente dos parques, tem como foco estudar e aplicar formas responsáveis de se cuidar da natureza, mantendo os ecossistemas e recursos naturais resguardados. A unidade permitiu a realização do evento justamente pelo caráter sustentável do manejo, pois a poda das árvores de erva-mate não prejudica as plantas, ao contrário, auxilia no seu desenvolvimento. Ao longo da carijada, serão manejados diversos pés que se encontram dentro da área de mata nativa da UC.   A II Carijada Kaatártica ocorrerá no estilo vivência, detalhando cada etapa do processo, com duração de três dias (veja programação abaixo), culminando na manhã do domingo com a moagem e degustação de um mate puro, nativo, forte e originário. Esta é a 12ª segunda carijada que o Coletivo Catarse promove ou co-organiza, tendo também os cooperados do coletivo já participado de mais de 30 encontros do gênero. Com mais de uma década de trabalho no registro, divulgação e manutenção desta cultura, a cooperativa tem diversos materiais informativos sobre o tema. Vale destacar o Projeto Carijo: Herança do Conhecimento Ancestral na Fabricação Artesanal da Erva-Mate, realizado com o IPHAN em parceria com o biólogo Moisés da Luz. Por meio deste projeto, foram produzidos o documentário Carijo, o filme,  o livro Carijo, saber cultural do Rio Grande do Sul, símbolo de resistência e conhecimento indígena e camponês na fabricação artesanal de erva mate e a cartilha contendo o passo a passo para a produção artesanal no Carijo. Essa foi uma iniciativa que tornou possível a sistematização e registro daquilo que é um patrimônio imaterial da cultura brasileira e que corria risco de extinção. Carijada: patrimônio cultural vivo Carijada é um método tradicional indígena e importante patrimônio cultural vivo de secagem e processamento de erva-mate (Ilex paraguariensis) feito com o calor de um braseiro. A erva podada é colocada em uma estrutura chamada carijo, um estrado de taquara ou madeira, e recebe o calor de um fogo de chão, processo que dura um mínimo de 12 horas. Serviço O quê: II Carijada KaatárticaQuando: 27/02 a 01/03/2026 – sexta-feira a domingoOnde: Floresta Nacional de Canela (FLONA), R. Otaviano Amaral Píres, N° 518, Canela/RS.Dúvidas por whats: (51) 99298.7293 (Têmis) Inscrições: neste formulário. O que levar: equipamentos para acampar, pratos, copos e talheres, ferramentas para trabalho rural, se tiver (facão, serrote de poda, pilão), itens de higiene pessoal, roupas e sapatos para frio e umidade, repelente e protetor solar. Programação: 27/02 – Sexta-feira – Montagem do carijo e do sapeco  13h – Receptivo14h – Construção do carijo utilizando os materiais coletados17h – Montagem do cancheador 28/02 – Sábado – Colheita, sapeco e ronda 9h – Manejo dos ervais nativos da Flona13h – Sapeco 17h – Encarijamento e ronda 01/03 – Domingo – Moagem e distribuição 9h – Retirada da erva do carijo, cancheamento e soque14h – Partilha da erva e despedida A atividade integra o Projeto Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais), contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 PNAB – RS, realizado pelo Coletivo Catarse – Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Texto: Bruno PedrottiEdição: Anahi Fros

A Garajona pronta para encarar 2026!

Ao longo do ano de 2025 o Coletivo Catarse – @coletivocatarse – vem desenvolvendo o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva. Até então, foram 3 talk shows – Talk Exu, 2 oficinas de teatro – para crianças e adultos, 1 oficina de Hip Hop, mais de 40 atrações culturais na Maria Maria Espaço Cultural – @mariamariaespacocultural – parceira do Coletivo, todas as atividades abertas e gratuitas. Nesta virada de ano, a Maria Maria, situada na chamada garajona da Comuna do Arvoredo – @comuna_do_arvoredo (complexo residencial e cultural no Centro Histórico de Porto Alegre) abre suas portas para 2026, celebrando melhorias na estrutura física e técnica do espaço. As paredes foram revitalizadas, a acessibilidade melhorada e equipamentos de sonorização pensados e instalados especialmente para o espaço que recebe cerca de 2 atrações culturais por semana. Tudo isso visando o maior conforto do público e a melhor qualidade acústica possível, para que os artistas sejam valorizados e atendidos da melhor forma possível. Isso só se torna possível por conta de políticas públicas que enxergam artistas e produtores independentes, descentralizando recursos e buscando diversidades de fazeres. Ainda este ano, teremos ainda 2 edições do Talk Exu, uma oficina de produção audiovisual para crianças e uma Carijada, fabricação artesanal e ancestral de erva-mate que acontecerá na Floresta Nacional de Canela.Por isso, acompanhe o Coletivo Catarse no site e nas redes sociais para saber das programações e venha conhecer a Maria Maria Espaço Cultural, pois o movimento tá bonito!

Planta Somos e A Escola Assombrosa das Artes do Medo encerram as oficinas de Teatro do Ventre Livre

O dia 16/12, no Teatro Carlos Carvalho, Casa de Cultura Mário Quintana marcou o encerramento das Oficinas de Teatro Infantil do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre com a apresentação do espetáculo: A Escola Assombrosa das Artes do Medo. A abertura da noite foi marcada pela performance “Plantas Somos”, construída a partir da Oficina de Jogos Teatrais para Adultos do Ponto. Foram 6 meses de encontros que culminaram neste encontro final, onde os oficinandos puderam compartilhar com as famílias suas expressões artísticas e histórias criadas ao longo de todos estes meses. “Durante o primeiro semestre de Oficina, criamos um vinculo entre a pequena turma e começamos a abordar, além de princípios e fundamentos do teatro, a desinibição, a expressão corporal e emocional, a projeção vocal e nossa conexão em cena. Abordando temas sensíveis e extremamente importantes como questões de gênero. A apresentação foi impactante e muito comovente.”, Rê Amorim, oficineiro da turma das adultas. “A oficina, mais do que um resultado final, este trabalho foi a celebração de um processo: semanas de jogos teatrais, criação coletiva, improvisações, experimentações com corpo, voz, objetos e sucatarias, onde cada criança foi protagonista da sua própria invenção cênica.O palco foi ocupado por imaginação, trabalho compartilhado e muitas risadas.”, Lorena Sánchez, oficineira da turma das crianças. Agradecimento especial à Comuna do Arvoredo, pelo espaço, parceria e acolhimento, à Casa de Cultura Mário Quintana, e a todas as famílias que confiaram e caminharam junto nesse processo. Ficha técnica: Artistas (adultas): Anahi Fros, Cristina Pinheiro, Gislaine Almeida, Joana Braun e Temis Nicolaidis. Artistas (crianças): Vicente Maranhão de Oliveira, Alice Tabarkiewicz Machioli, Nina Bueno Noguez, Karim Zortea portaluppi, Bento Finstag Rosa Oliveira, Caetano de Brito Louzada, Ana Líbera Scarrone Neves, Mainô Türck, Nauê Bassi da Silva Fabrício Fros Fortes e Lúcia Miele Professora da oficina, direção do espetáculo e sonoplastia: @loresanchez_apaProfessor da oficina e direção da performance: Rê AmorimAssistência de produção: @temis.nicolaidisFotografia: @billy.valdezTrilha sonora original: Marcelo CougoIluminação: @lua_pasquiEquipe de apoio:@alexxandre_malta , Rê Amorim e @gugaturcknacatarsedalua e @mainoturck Realização: NIA – Núcleo de Investigação Artística do Coletivo Catarse / Ponto de Cultura e Saúde Ventre LivreProdução: Coletivo Catarse 𝘈 𝘢𝘵𝘪𝘷𝘪𝘥𝘢𝘥𝘦 𝘪𝘯𝘵𝘦𝘨𝘳𝘢 𝘰 𝘱𝘳𝘰𝘫𝘦𝘵𝘰 “𝘗𝘰𝘯𝘵𝘰 𝘥𝘦 𝘊𝘶𝘭𝘵𝘶𝘳𝘢 𝘦 Saúde 𝘝𝘦𝘯𝘵𝘳𝘦 𝘓𝘪𝘷𝘳𝘦 – 𝘜𝘮 𝘢𝘯𝘰 𝘥𝘦 Programação 𝘯𝘢 𝘊𝘰𝘮𝘶𝘯𝘢 𝘥𝘰 𝘈𝘳𝘷𝘰𝘳𝘦𝘥𝘰 (𝘦 𝘮𝘢𝘪𝘴)”, 𝘲𝘶𝘦 𝘧𝘰𝘪 𝘤𝘰𝘯𝘵𝘦𝘮𝘱𝘭𝘢𝘥𝘰 𝘱𝘦𝘭𝘰 𝘌𝘥𝘪𝘵𝘢𝘭 𝘚𝘦𝘥𝘢𝘤 𝘯° 25/2024 Política 𝘕𝘢𝘤𝘪𝘰𝘯𝘢𝘭 𝘈𝘭𝘥𝘪𝘳 𝘉𝘭𝘢𝘯𝘤 (𝘗𝘕𝘈𝘉) – 𝘙𝘚

Vem aí: “A Escola Assombrosa das Artes do Medo”!

Foto: Billy Valdez Onde pequenos monstros treinam para virar grandes assustadores…mas, nessa turma, nada acontece como esperado!Entre sustos desastrados, gargalhadas e muita imaginação, os jovens aprendizes descobrem que o medo também pode ser divertido. O espetáculo é uma mostra de processo, criado coletivamente pelas crianças da Oficina Teatral para Crianças, sob coordenação de Lorena Sanchez. E para deixar o dia ainda mais especial, teremos uma abertura com performance da Oficina de Jogos Teatrais para Adultas, orientada por Rê Amorim. A apresentação integra o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre — Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, realizado pelo Coletivo Catarse, contemplado pelo Edital Sedac nº 25/2024 — Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. Serviço:A Escola Assombrosa das Artes do Medo📅 16/12 às 20h📍 Teatro Carlos Carvalho, 2º andar da Casa de Cultura Mário Quintana🎟️ Ingresso único: R$ 20,00 pelo Sympla A atividade integra o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS