Curtas do Dilúvio no Quilombo do Areal

No fim de tarde da última terça, dia 29, a equipe do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre realizou um cinedebate na comunidade do Quilombo do Areal com apoio do Sindbancários. Além da exibição dos curtas “Dilúvio – riacho que a cidade esqueceu” e “Tainhas no Dilúvio” o evento teve também a apresentação musical do Serestas da Ilhota. Embalado por músicas autorais e serestas, entre as quais algumas de Lupicínio Rodriguês, o evento rememorou os tempos da antiga Ilhota, nos quais as comunidades e a cidade como um todo se relacionavam de outras maneiras com o Arroio Dilúvio. Aliás, as imagens antigas do arroio e o registro histórico, presentes no documentário “Dilúvio – riacho que a cidade esqueceu” instigaram os mais velhos a compartilhar suas vivências e lembranças. “Estive na grande enchente de 1941, lembro que a água chegou no telhado das casas e tivemos que ser resgatados pela Brigada Militar” relatou uma senhora que assitia o filme da varanda da sua casa junto com a família. Por fim, última atração da noite, o curta de ficção Tainhas no Dilúvio trouxe um clima de leveza com sua ironia e momentos satíricos. Os deboches às relações das empreiteiras com os veículos de mídia corporativa – e o constante lobby contra a natureza – levaram o público às gargalhadas.

Zé da Terreira

Zé da Terreira é uma figura onipresente. Onde tem um teatro de rua ou de sala, pode ser num restaurante no centro da cidade, numa praça ou simplesmente caminhando na rua, existe a chance de cruzar com essa figura tão ilustre da Cidade de Porto Alegre. “José Carlos Peixoto, Zézão ou Zé da Terreira, nasceu em Rio Grande, em 1945. É cantor, ator e personalidade do meio cultural de Porto Alegre. Em 1969, estudou no Departamento de Arte Dramática da Ufrgs. Foi para o Rio de Janeiro em 1970, conviveu com o grupo Tá na Rua. Participou como cantor no Festival Universitário de Música Brasileira. Em 1984, de volta a Porto Alegre, trabalhou no Ói Nóis Aqui Traveiz e no grupo teatral Oficina Perna de Pau”. Neste vídeo produzido pelo Coletivo Catarse e com o apoio do Cabaré do Verbo, o Zé abre seu coração, como sempre, e mostra um pouco dessa pessoa cativante e envolvente que é.

#abaixopatriarcado

O projeto #abaixopatriarcado é um ensaio fotográfico que expressa e denuncia as diversas formas de violência contra as mulheres ocorridas no ambiente doméstico e familiar. Foi realizado pela #projetamatricêntrica, que é uma pesquisa-ação que visa, por meio da arte, conscientizar sobre as origens da violência contra as mulheres institucionalizadas pela cultura do patriarcado há séculos. A pesquisa tece, entrelaça e costura elementos da performance, da fotografia e do teatro, na perspectiva da cena expandida. Iniciada no contexto da pandemia de #coronavirus, encontra na fotografia, uma das linguagens-foco de suas investigações artisticas e constitui uma trilha para criar e recriar a narrativa de conscientização e combate às violências praticadas contra as mulheres.