Gah Ré – ferramentas para reflorestar

Desde a retomada do território aos pés da pedreira do Morro Santana (Zona Leste de Porto Alegre) em outubro de 2023 a cacica e kuja (liderança espiritual) Gah Té Kaingang já falava da importância da presença da comunidade no local como forma de preservar as vegetações nativas da região. De fato, ao longo dos quase dois anos no local, a aldeia kaingang e seus apoiadores já realizaram diversos plantios de mudas nativas no local e manejo de invasoras, mas sempre de forma independente e com recursos próprios. Até agora.

Canais para acompanhar a luta indígena no ATL 24

Ao longo desta semana, de 22 a 26 de abril, centenas de povos diferentes se reunem em Brasília (DF) para a maior mobilização indígena do país. No ano em que completa 20 anos, o Acampamento Terra Livre traz como mote “Nosso marco é ancestral, sempre estivemos aqui ” em oposição à tese do Marco Temporal, que reduz aos povos tradicionais o direito a terras ocupadas antes de 1988.

Mulheres Araucárias

Mulheres Kaingang e araucárias (“fãg”, na língua materna) tem uma relação forte, profunda, ancestral. O documentário “Mulheres Araucárias” conta as vivências de luta, resistência e esperança de Maria, Jociele e Tayla, três gerações de mulheres Kaingang que “caminham” desde o território indígena no Paraná até à III Marcha das Mulheres Indígenas, ocorrida em 2023, em Brasília (DF). O filme conecta as mulheres Kaingang e as árvores de araucárias na resistência aos projetos de morte nos territórios indígenas no bioma Mata Atlântica. Com protagonismo de mulheres Kaingang nas falas e também na produção, é um convite para conhecer e reconhecer o importante papel das mulheres Kaingang e das araucárias na defesa da vida e dos territórios. Realizado por FLD-COMIN e Coletivo Catarse, “Mulheres Araucárias” faz parte do projeto Moviracá: direito à terra indígena, fruto da parceria entre o Movimento Indígena e a Fundação Luterana de Diaconia (FLD), financiado pela União Europeia (UE). FICHA TÉCNICA Protagonistas:Maria EufrásioJociele LuizTayla Cristine Luiz Chagas Direção e roteiroCamila Mīg Sá: Comunicadora da Mídia Indígena OficialKassiane SchwingelVanessa Fe Há: Coordenadora de comunicação Arpinsul e cofundadora Ga Jare NarraçãoCamila Mīg Sá dos Santos: Comunicadora da Mídia Indígena Oficial ImagensCamila Mīg Sá dos Santos: Comunicadora da Mídia Indígena OficialVanessa Fe Há: Coordenadora de comunicação Arpinsul e cofundadora Ga Jare Equipe audiovisual Coletivo CatarseJefferson Pinheiro: Direção, roteiro, imagens e ediçãoBilly Valdez: Imagens, cor e finalização de videoGustavo Türck: Finalização de áudio e legendasMarcelo Cougo: Trilha sonora e pesquisa musical Designer do logotipoWanesa Ribeiro e Kath Xapi Puri Imagens adicionaisTV CâmaraLideranças indígenas pedem derrubada do PL do Marco Temporal – 30/05/2023 MÚSICAS Dois Irmãozinhos – Música tradicional KaigangVozes e chocalho: Coral de crianças da Retomada Gãh RéVãn Kafej | Nonóe | Nó fej | KojoîViolão e produção: Marcelo CougoBateria: Ale MendesProdução e mixagem: Gustavo Türck Canto com os PássarosInstrumentista | Intérprete: Gomercindo SalvadorViolão taquara: Gomercindo SalvadorÁlbum: Goj tej gor ror, as águas são nossas irmãs VozesTrilha sonora original do filme – Vozes Indígenas da América Latina: “Nós somos o documento da Terra”Composição | produção | violão: Marcelo CougoPercussões | flautas | sintetizadores: Paulinho BetanzosGravação | mixagem: Gustavo Türck AgradecimentosÀ Comissão de Lideranças da Aldeia Kakané Porã por abrir seu espaço para as gravações;Às protagonistas deste material por aceitarem compartilhar suas histórias e vivências;Às mulheres indígenas que travam duras batalhas em defesa da vida de todas as pessoas.