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Mulheres Mirabal resistem

Na madrugada de sexta-feira, 7 de setembro, o Movimento de Mulheres Olga Benário realizou uma ocupação na cidade de Porto Alegre. A ocupação se deu como forma de exigir que o município de Porto Alegre cumpra o acordo a respeito do imóvel destinado pelo GT (Estado, Município, PGM, PGE, FASC, BM, DPE, MP e a Ocupação) para serviço que a casa presta às mulheres. “Viemos tomar posse do imóvel repassado do estado para o município para esta finalidade, garantido por estes mais de seis meses pelo GT, com a perspectiva de garantir um espaço de política publica para mulheres. Viemos para barrar a manobra da prefeitura em impedir que o movimento siga suprindo a lacuna deixada pelo poder publico. Queremos um lugar para esta finalidade de forma definitiva. A nova casa fica na rua Souza Reis, 132, bairro São João. Na antiga Escola Benjamin Constant de Porto Alegre”.

MAIS QUE UM JOGO – Respeito aos adversários no futebol para combater o fascismo

O Repórter Popular, em parceria com o Movimento Grêmio Antifascista e a Frente Inter Antifascista, lança esta coluna para falarmos de futebol e política, desde uma perspectiva mais progressista/à esquerda. Toda semana, um texto assinado pelas próprios coletivos, alternando uma semana entre colorados e gremistas. Que a bola comece a rolar!

Respeito aos adversários no futebol para combater o fascismo

Recentemente, o DCE da UFRGS promoveu um encontro entre Grêmio Antifascista, Tribuna 77, Inter Antifascista e O Povo do Clube. O tema da conversa e troca de experiência foi a mercantilização do futebol e como resistir, em meio à dominante lógica do capitalismo sob o neoliberalismo que propõe gerir todos âmbitos da vida, da família ao estado, perante a perspectiva empresarial do superávit e extração de valor de todas relações.

Há um âmbito ético-simbólico neste encontro que ressaltaremos neste nosso debut na coluna: o rival enquanto adversário e não inimigo. Encontrarmo-nos novamente com coletivos do Internacional é uma afirmação ética de todas as partes nas quais não renunciamos nossa rivalidade, mas sim nos recusamos a odiar um ao outro.

Reunião entre torcidas da dupla GRENAL no DCE da UFRGS

Em tempos de conservadorismo crescente e grande projeção de determinado candidato neofascista à presidência da República, conviver e tratar o outro com respeito em sua diferença é um ato político e neste sentido afirmamos nossa percepção do que é fascismo.

Para além do fascismo institucionalizado por estados autoritários, acreditamos que há dispositivos fascistas no plano micro, ou seja, fascismos que dizem respeito à formação de valores e perspectivas subjetivas em cada sujeito (algo que o filósofo Gilles Deleuze e o psicanalista/esquizoanalista Félix Guattari denominaram microfascismo). Os microfascismos são processos que tornam a diferença algo a ser negada: no plano do futebol, o rival deixa de ser visto como adversário – estímulo para o crescimento de si – para tornar-se inimigo a ser eliminado.

Microfascismos operam na criação de relações binárias do tipo nós x eles, onde cada grupo possui características essenciais e universais, por exemplo: “todos os gremistas são racistas” e “todos colorados são homofóbicos”. Estes exemplos não buscam negar que essas práticas tristemente aconteçam entre torcedores de ambos os clubes, o que negamos é que seja característica universal e comum a todos gremistas e colorados serem respectivamente racistas e homofóbicos.

Afirmamos que o antifascismo é uma pauta acima de clubismos, e encontrarmos os rivais para trocar experiências e construir ideias e perspectivas já é em si um modo de combater o fascismo em sua modulação clubista. Por isso, saudamos todas e todos que compreendem que o inimigo não está só nas estruturas do estado e seus autoritarismos, mas também dentro de nós.

Antifascistas do mundo, uni-vos!

Movimento Grêmio Antifascista

*originalmente publicado no site Repórter Popular, link

Carta assinada por personalidades de Porto Alegre pede negociação entre Marchezan e municipários

Em apoio aos municipários e à busca pelo diálogo com o prefeito Nelson Marchezan para o estabelecimento de mesa de negociação para a data-base da categoria, ex-prefeitos, ex-governadores, artistas, intelectuais, representantes dos movimentos sociais e educadores assinaram carta intitulada “Porto Alegre pelo diálogo”.

Entre os que assinam a carta estão Olívio Dutra, Tarso Genro, João Dib, Raul Pont e José Fortunati, o chargista Carlos Latuff, o músico Nei Lisboa, a professora Jaqueline Moll e a ex-secretária de Educação, Cleci Jurach.

A carta diz que “A negociação é um dos princípios fundamentais da democracia. Buscar o diálogo sobre os problemas que devem ser enfrentados é imprescindível para a construção de uma sociedade ampla e igualitária, além de uma importante demonstração de boa vontade. Para que Porto Alegre volte a crescer, e reconheça-se em seu nome, é preciso soluções construtivas que incluam as diversas expressões. Tais soluções não se constroem de maneira simples, reducionista e desqualificando a trajetória do município”.

Também coloca que “Nós, que subscrevemos essa “Carta de Porto Alegre pelo Diálogo”, entendemos que a categoria municipária quer dialogar, e solicitamos essa disposição de ambas as partes, pelo bem maior da cidade e para fazer o que precisa ser feito. E isso, precisamos fazer juntos”.

– íntegra da carta no anexo ou no endereço https://bit.ly/2OWyLV2

Quarta, 22/08, municipários farão ato no Paço Municipal de Porto Alegre

Nesta quarta-feira, 22 de agosto, os municipários de Porto Alegre vão para o 23º dia de greve da categoria e fazem um ato no Paço Municipal, a partir das 9h. O ato é para tentar abrir uma mesa de negociação com o prefeito Marchezan sobre a Data Base 2018 do Simpa. O Sindicato quer dialogar com o prefeito a respeito da reposição da inflação dos municipários, que não é paga desde o ano passado, e sobre as demais reivindicações da categoria, como, por exemplo, nomeações de concursados, melhores condições de trabalho e revogação do projeto de lei que estabeleceu uma Previdência Complementar ao funcionalismo.

Para ver toda a pauta de reivindicações dos municipários, acesse: https://simpa.org.br/pauta-de-reivindicacoes-data-base-2018/