Organizações pela soberania popular no combate à catástrofe

Apesar do tempo nublado com momentos de garoa e do vento sul gelado (que fazia a sensação térmica parecer bem menor dos 12 C que a temperatura marcava), o sábado dia 25 de maio foi um dia de mobilização intensa. Tanto nos espaços centrais quanto nas periferias de Porto Alegre, grupos diversos de pessoas se juntaram para combater a capitalização da catástrofe que atinge o RS e pensar alternativas locais que levem em conta a ciência e as demandas dos territórios.

Movidas, ações e articulação em solidariedade às atingadas e atingidos pelas enchentes no RS

Desde o início de maio, o Estado do RIo Grande do Sul enfrenta um evento extremo ligado ao colapso climático e às péssimas gestões ambientais e de prevenção de cheias dos governos em todos os níveis. O modelo econômico empregado na região tem contribuído tanto com o sucateamento de órgãos e estruturas públicas de resposta a emergências do gênero como também com o desmatamento e outras fontes de emissão de CO2 – o que tem tornado mais comuns ciclones e outros eventos extremos nesta área do continente sul-americano.

Die For You e Esteban Tavares em Lajeado

A banda Die For You esteve no último dia 19 de abril em uma das celebrações do aniversário de 15 anos do Galera’s Rock Bar que fica na cidade de Lajeado/RS.A atração principal da noite era a apresentação em voz e violão do ex Fresno Esteban Tavares e que também foi integrante da antiga banda aBRIL que fez muito sucesso no surgimento da cena EMO aqui no Rio Grande do Sul no ícicio dos anos 2000. Mas o maior presente nessa festa foi para o público que ficou até o final e pode presenciar Esteban cantando a música “Muggy” de sua banda aBRIL junto com a Die For You.Quem segue o artista esse foi um momento bem especial, porque fazia em torno de 15 anos que Esteban não fazia uma participação especial em show de outra banda. Um pouco dessa noite você pode conferir nas fotos do cooperado Billy Valdez que estão disponiveis no site do Galera’s Rock Bar, clicando na imagem a baixo. Videos desse momento você pode conferir nas redes sociais da Die For You.https://www.instagram.com/dieforyouoficial/

Canais para acompanhar a luta indígena no ATL 24

Ao longo desta semana, de 22 a 26 de abril, centenas de povos diferentes se reunem em Brasília (DF) para a maior mobilização indígena do país. No ano em que completa 20 anos, o Acampamento Terra Livre traz como mote “Nosso marco é ancestral, sempre estivemos aqui ” em oposição à tese do Marco Temporal, que reduz aos povos tradicionais o direito a terras ocupadas antes de 1988.

Quando a percussão é o coração

No domingo, 7 de abril, o trio Metá Metá esteve com o compositor Douglas Germano no palco do Agulha, na zona norte de Porto Alegre. Lugar de bom espaço, aconchegante – de luz e conforto. Banda de apresentação fenomenal. Um trio com Juçara Marçal (voz), Kiko Dinucci (guitarra) e Thiago França (saxofone), que tem nas suas obras uma tendência forte ao jazz, brasileiro, bem sambado – aliás, eu, na minha ingenuidade sonora, chamaria muito mais de um samba jazzado. Foi um show de sopros e cordas – de violões, cavaco e vocais. E de presença de palco. Impressionante como pessoas com semblante simples, no ápice de suas artes, performando magistralmente, parecem gigantes ali na nossa frente, quase na distância de nosso toque. E o som… Quem ouve Metá Metá, gravado, nas suas plataformas de streaming favoritas – ou baixando as músicas do próprio site da banda (aqui!) – vai perceber que o elemento percussivo está muitas vezes bem presente. Só que o trio é formado por músicos sem as batidas. E confesso que não senti falta do pulsar grave, porque o equilíbrio voz-cordas-sax foi tamanho que entendi o ressoar do meu tambor interno completando as melodias – meu coração foi o “molho”. Destaque para a facilidade com que Juçara Marçal canta, que voz, que mulher – aclamada como “Deusa!” pela plateia (de mais homens que mulheres, interessante). Quem não conhece a banda e gosta de música boa… Pesquisa que não vai se arrepender (aqui o Wikipedia, o insta oficial, ali o site oficial, neste aqui, o insta do Douglas Germano, um encaixe que se mostrou perfeito). Release oficial do show, adaptado: O @agulha.poa recebeu de maneira inédita o mágico encontro entre alguns de seus artistas favoritos: @metametaoficial & @douglas__germano ✨ Metá Metá é formado por @jucaramarcal (voz), @thiagosax (sax) e @kikodinucci (guitarra) desde 2008. A banda tem 3 discos lançados e 2 EPs, onde funde elementos da canção brasileira com música africana, jazz e rock. “Metá Metá” em yoruba quer dizer “três ao mesmo tempo”. Já Douglas Germano é compositor desde 1986, gravado pela primeira vez pelo grupo Fundo de Quintal e conhecido nacionalmente na voz de Elza Soares. Autor de discos antológicos como Golpe de Vista, Escumalha e o mais recente, Partido Alto. Em 2016 ganhou o Prêmio Multishow na categoria Música do Ano por sua “Maria de Vila Matilde”. Com a mesma canção foi indicado ao Grammy Latino na categoria Melhor música em língua portuguesa. O repertório desse show reuniu canções dos discos de ambos artistas, bem como inspirações e versões de canções que certamente irão crescer a partir desse encontro. Texto original de Gustavo Türck, fotos de Têmis Nicolaidis.

Neptunn, nova formação e lançamento do EP (Re)Existence

A banda de death metal Neptunn apresentou sua nova formação neste ano de 2024 com a entrada da baixista Nathália Ernst @nath.ernst, e nós do Coletivo Catarse em mais uma parceria com a banda realizamos a sessão de fotos promos da nova formação.Nath é natural de Cachoeira do Sul (RS), ela mora em Porto Alegre há uma década. Hoje com 27 anos, a Nath bebeu na fonte do rock desde a infância por influência do irmão. Na adolescência, mergulhou fundo no som pesado ao conhecer a banda Kittie e identificar-se com as mulheres da cena metal, como Makhashanah (Asagraum) e June Millington (Fanny). Netpunn 2024. Fotos promocionais da banda pelo cooperado Billy Valdez. Formação atual:@rafaelgiovanoli – Guitarra@laripires – Voz@bfogace – Guitarra@nath.ernst– Baixo@mattmontenegro_ – Bateria Alêm da apresentação da nova formação a banda recentemente lançou seu EP de estreia intitulado (Re) Existence que conta com 6 faixas de puro death metal brutal, e você pode escutar ele sem moderação nas princiapais redes de streaming de sua preferencia. Ficha técnica. Neptunn – (Re)Existence EP (2024)01. The Path to Existence02. Transmutate03. Resignify04. Onward to Nothingness05. The Hidden Self (feat. Vini Castellari)06. Waves of Neptune Solo de “The Hidden Self” por Vini Castellari / Project46.Mixagem de Felipe “Boss” Pujol.Gravação das baterias no RR44 Artistic Complex por Rafael Siqueira. Aqui deixamos os links do Youtube e Spotify da banda.

Passar uma tarde em Itapuã…

Da frase famosa, de uma Itapuã famosa, a música que enconsta na nossa geografia aqui do sul, não tão famosa, do extremo sul de Porto Alegre, já em Viamão.Somos uma cidade que tem um rio, que, na verdade, é um lago, mas que tem correnteza, então, pode ser um rio mesmo – no final das contas.O fato é que os rios – estes, sim, só rios mesmo – vindos de regiões ao norte, de geografia mais alta, chegam aqui na região metropolitana e formam o nosso Guaíba, um grande estuário que vai se estender por vários quilômetros até chegar à Lagoa dos Patos, imensa, gigantesco corpo d’água que faz com que nos conectemos fluidamente a Pelotas e Rio Grande para, em fim, desaguar no mar.E, bem no limite do Guaíba com a lagoa, tem o Parque Estadual de Itapuã – um espaço público, bem cuidado, com uma estrutura bem legal para receber pessoas que desejam curtir mato e praia de rio/lago/lagoa. A água é ótima e segura. São duas praias para se escolher quando se chega ao parque e se vai comprar os ingressos – pouco mais de 20 pila por pessoa, em notas reais -, a Praia das Pombas e a Praia da Pedreira (aqui tem toda a informação sobre o acesso).Nestas fotos, a Praia das Pombas, um local em que a sombra está mais perto da água e que conta com boa estrutura para aquele churrasquinho. Dá pra passar o dia interio lá!De quebra, se a pessoa estiver com sorte, a fauna local pode dar uma chegada por perto (bugios, capivaras, lagartos…).Vale a pena. Fotos de Billy Valdez e Giulia Sichelero.

Under the Shadow – um podcast sobre o verdadeiro Império

Este ano de 2024 marca 200 anos da Doutrina Monroe – a regra que os Estados Unidos criou e reforçou e que segue ativa de ninguém, a não ser este país, “tocar” nas Américas. Aqui segue um trabalho do jornalista independente, Michael Fox, numa parceira que o Coletivo Catarse está realizando, fazendo a edição, desenho de som e checagem de fatos, do podcast Under the Shadow. Um trabalho em idioma estrangeiro, em inglês, mas de grande importância. A quem entende… Ouça! UNDER THE SHADOW – um podcast investigativo, uma série que leva os ouvintes através da história da América Latina, a alguns dos cenários mais devastadores, revolucionários e históricos. Nesta primeira temporada, o jornalista independente Michael Fox vai fundo no passado da América Central, descortinando a história da intervenção estadunidense e suas consequências, na região, nos dias de hoje. Um trabalho originalmente publicado no portal NACLA (North American Congress on Latin America), acesse aqui: https://nacla.org/under-shadow.

Preto no Metal Festival

Numa tarde de calor dômico, em um domingo dezembrino, no Bar Opinião, rolou o primeiro Festival Preto no Metal, organizado pelo coletivo de mesmo nome. Uma vitória das bandas e da galera que agiliza esse coletivo que tem por objetivo o combate à discriminação no universo da música pesada no Brasil. A festa contou com as presenças da R.E.D. (com participação muito especial de Rodrigo Ruínas), Inexistence, Código Penal, Boca Braba e Neptunn, numa diversidade de estilos que bem cabe na proposta do Preto, de contemplar a miscigenação, seja nas pessoas em cima do palco, seja no som que sai dos P.A.s, tudo embalado, no entre shows, pelo DJ Wander Porcher. Tudo muito bem organizado, com as trocas de bandas ocorrendo de maneira ágil e trazendo dinâmica ao Festival. A dimensão da importância foi dada pelo Éder Santos, vocalista da R.E.D. quando comemorou o fato das bandas de origens periféricas em relação à Capital estarem chegando pela primeira vez ao mítico palco do Bar Opinião. Só por esse fato o evento se justificou totalmente. Quando além disso o encontro carrega junto de si a bandeira antirracista e antifascista, todo esforço se traduz em agradecimento a quem faz dessa luta seu modo de estar no mundo. Vida longa ao Coletivo Preto no Metal, vida longa ao underground, vida longa à luta antirracista e antifascista!Texto: Marcelo Cougo. Confira o teaser que produzimos em apoio ao evento e na sequencia mais algumas fotos de Zé Luiz Dias.