Enquanto a Luz Não Chega tem etapa de trabalho intenso com protagonistas

Nos últimos 10 dias de janeiro, enquanto o calor não chegava com tudo em Porto Alegre, a equipe de direção reuniu o elenco principal do filme para o tratamento final do roteiro, usando e moldando as características dos atores aos seus respectivos personagens. Foram realizadas leituras simples e dramáticas, exaltando-se aspectos de linguagem falada e corporal, construindo uma diegética que passasse a transformar Gustavo, Ana e Anderson definitivamente em Téo, Ciça e Theodoro. Artistas com ampla trajetória principalmente em teatro, os 3 se dedicaram às desconstruções e reconstruções de suas táticas linguísticas, abrindo os caminhos para a concretizar a transposição do ato atuado para o ato filmado. Também esteve presente o responsável pelas filmagens, que cuidará de grande parte da fotografia da obra, Billy Valdez, já experimentando – com câmera e acessórios – os possíveis posicionamentos para cada plano. Marcelo Cougo, quem deve assinar a direção de trilha sonora do filme, fez também seus primeiros contatos com olhar mais sensível ao que vai se pretender construir em som e imagem para contar esta estória. Esta é apenas uma fase inicial desta etapa de produção, mas que já trouxe resultados satisfatórios ao que planeja direção. Toda ela realizada nas dependências do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, na Garajona e nos pátios internos da Comuna do Arvoredo, situada no Centro Histórico de Porto Alegre. Novos momentos de ensaios, mais direcionados e construídos em detalhes, em sets que venham a se assemelhar com o que se deseja materializar com o roteiro, virão nas próximas semanas até se culminar com a etapa de filmagem, que deve ocorrer na segunda metade de março. Enquanto a Luz Não Chega é uma obra em curta-metragem, que tem lançamento previsto para maio/junho de 2025. É uma realização do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, com projeto aprovado no Edital Lei Paulo Gustavo – Cinema – Linha 3: Produção de Curta-Metragem por Empresas Produtoras – Município de Porto Alegre. Direção e roteiro de Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis e direção de arte de Alexandre Fávero, Marcelo Cougo assinando a direção de trilha, Billy Valdez na fotografia e operação de câmera e Bruno Pedrotti na assistência geral. Fotos: compilado de registro realizados por Têmis Nicolaidis, Anahi Fross, Billy Valdez e Gustavo Türck

Enquanto a Luz Não Chega abre fase de Produção

O projeto de curta-metragem, contemplado no Edital EDITAL 017/2023, da Lei Paulo Gustavo de Porto Alegre, já está em fase de trabalhos no roteiro com elenco selecionado. Também a anállise técnica e o desenho de produção começaram a dar seus primeiros passos em fins de 2024. No mês de dezembro, ocorreram encontros com atriz e atores escolhidos para protagonizarem os 3 personagens principais – o roteiro foi apresentado, realizaram-se leituras coletivas, conversas sobre detalhes, linguagem de atuação desejada e o pedido da direção para que todos estudassem como poderiam encaixar seus próprios seres naqueles egos pretendidos em cena. A seguir, aqueles que darão vida a Ciça, Téo e Theo. Ana Rodrigues, que vai ser Ciça, é pesquisadora das linguagens das Artes Cênicas, com vivências no cinema, dentre elas: Ainda Orangotangos, de Gustavo Spolidoro (2006), e Menos que Nada, de Carlos Gerbase (2010). Foi integrante do Cinehibisco – coletivo de cinema independente formado por integrantes da produtora Coletivo Catarse e artistas da cena gaúcha de 2012 à 2019, protagonizando e participando de algumas produções como Ciça não está mais aqui (2013), Paralelo (2014), Tainhas no dilúvio (2018) e Caligrafia (2019). Nos trabalhos em teatro, destacam-se alguns como: Ur Nat do Windenes Bro Ponte dos Ventos, dirigido por Iben Nigel Rasmussen do Odin Teatret Nordisk Teater Laboratorium da Dinamarca, realizado em Paraty/RJ (2016), Travessia do Laboratório de Composição cênica A Barca, dirigido por Adriano Basegio e realizado na Noite dos Museus em Porto Alegre (2019), Planeta Semente e a Floresta Encantada da DACS dirigido por Celícia Santos (2019), entre outros. É integrante ainda da Nós Companhia de Teatro desde 2022, com direção de Everson Silva. Atualmente em cartaz com a NÓS Performance Teatral, como atriz e roteirista. Para protagonizar o personagem Téo, Gustavo Cardoso, que é ator há mais de 20 anos, com formação pelo Depósito de Teatro em Porto Alegre. Tem experiência também em produções audiovisuais, atuando em curtas e seriados para a TV. É um artista considerado sempre disposto a emprestar seu rosto para desenvolver novos personagens. Nas produções do Coletivo Catarse, também com o grupo Cinehibisco, destacou-se protagonizando os curtas Caligrafia (2019) e Greyce (2013). Ana e Gustavo também protagonizaram o curta Tainhas no Dilúvio (2018). Pra completar o trio, Anderson Gonçalves deve ser Theodoro, um vizinho do casal, que teria no seu ofício o panifício. Ator, bonequeiro, com formação em magistério e pedagogia. Atuou como educador por 7 anos, migrando para o teatro em 2007, após iniciar curso de formação com o grupo Ói Nóis Aqui Traveiz, na escola de formação de atuadores. No mesmo ano entrou para a equipe do programa infantil Pandorga, veiculado na TVE-RS, onde permaneceu até 2013, atuando como bonequeiro, ator e auxiliar de produção, tendo sido em 2012/2013 responsável pela produção de bonecos para uma nova temporada que foi transmitida em todo território brasileiro. Em 2010, integrou o espetáculo infantil “Jogos de inventar, cantar e dançar”, do grupo Bando de Brincantes, como ator e também confecção de bonecos e adereços. O espetáculo recebeu o troféu especial do júri daquele ano. Em 2008, cria a Trupi di Trapu teatro de bonecos, grupo que se dedica à montagem de espetáculos de teatro de formas animadas tendo nestes 16 anos se destacado em festivais do gênero pelo mérito de suas obras, acumulando reconhecimentos e premiações. Anderson é um parceiro de várias atividades do Coletivo Catarse e do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Desta feita, vai encarar um desafio de colocar o seu rosto diretamente à disposição das câmeras, pois em outras produções como Informar é Vacinar! (2023) e Hipólito Segue sua Viagem (2021), confeccionou e atuou com bonecos, se transformnado em Machado de Assis e Hipólito José da Costa. E, na Direção de Produção, Lorena Sanchez vem somar com toda a sua experiência. Atriz, contadora de histórias, arte-educadora e produtora cultural. Já participou de mais de 30 montagens teatrais, seja na atuação, na técnica ou na produção. Na área educacional, orienta artes integradas, ministrando aulas para crianças e adolescentes, mulheres 50+ e educadores (projetos Sucatadora de Histórias, Língua Lâmina e Jovem 360 do Ciee-RS). Mantém ainda projetos artísticos cênicos e audiovisuais com diferentes coletivos. No Coletivo Catarse fez a direção de produção de Hipólito Segue sua Viagem (2021) e o roteiro, produção e atuação do curta-metragem A Dominação V19 (2020). É também gestora do La Lola Produtora e integrante do Cuidado Que Mancha desde 2020. Realiza a elaboração, execução, gestão e prestação de contas de projetos. Esta formatação de equipe é também resultado de movimentos artísticos que se concatenaram nos últimos anos e envolveram estes produtores, diretores e artistas em vários trabalhos, culminando nesta produção de agora, que deve ser mais um salto nas relações profissionais de todos – e para a realização de um filme gestado em estudos coletivos que já remontam mais de década. Enquanto a Luz Não Chega é uma obra em curta-metragem, que tem lançamento previsto para maio/junho de 2025. É uma realização do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, com projeto aprovado no Edital Lei Paulo Gustavo – Cinema – Linha 3: Produção de Curta-Metragem por Empresas Produtoras – Município de Porto Alegre. Direção e roteiro de Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis e direção de arte de Alexandre Fávero, Marcelo Cougo assinando a direção de trilha, Billy Valdez na fotografia e operação de câmera e Bruno Pedrotti na assistência geral.

Enquanto a luz não chega – fase de pré-produção

Um filme de ficção é como uma mudança. As pessoas só lembram que dá muito trabalho a cada vez que, eventualmente, se põe a “mão na massa” para fazer. Além disso, existe uma longa caminhada até a tão esperada hora do set de filmagem, que envolve muita conversa, muita pesquisa de referências, muito planejamento e um tanto de tabelas – até para que, com a receita bem detalhada, seja possível uma execução rápida e objetiva. Ou seja, deve-se pensar cada plano na teoria para que a prática fique mais segura e acertiva. Por isso, dentro da fase da pré-produção, o roteiro ganha novos contornos e já estabelece, a partir disso, as indicações para possíveis locações, personagens, ações e tons – entre várias outras obserções que vão da luz à sombra, do silêncio à música. A equipe de direção e roteiro, constituída por Têmis Nicolaidis (@temis.nicolaidis) e Gustavo Türck, esteve em imersão criativa no mês de agosto, aprofundando o trabalho no roteiro e organizando, inclusive, os direcionamentos para a produção. De volta a Porto Alegre, iniciou-se os trabalho na decupagem e análise técnica do roteiro, que determina o plano de filmagem, incluindo enquadramentos, fotografia, necessidades de cena e indicativo de locações. Com este trabalho iniciado, a direção de arte, por Alexandre Fávero (@clubedasombra), pôde começar a indicar na tabela da análise técnica reflexões a partir das propostas iniciais. Ainda em setembro, aconteceu também uma reunião com a direção de fotografia, assinada por Billy Valdez (@billy.valdez), estabelecendo os parâmetros para uma empreitada de testes no próximo períodos a partir das cenas e ideias desenhadas e decupadas. Aos poucos se vai avançando enquando as filmagens não chegam.

Enquanto a Luz Não Chega – desenvolvimento

“Enquanto a Luz Não Chega” é um filme que teve o início da escrita de seu roteiro há uma década. São muitos anos – e alguns bons períodos em gaveta – que fizeram com que a motivação de um grupo de artistas independentes, trabalhando autonomamente para sua realização, se tornasse um tanto obscura, mas não ausente nem defasada. Lá atrás, na ocasião, o Coletivo Catarse compunha um grupo de estudos e criação audiovisual chamado de Cinehibisco – com foco em desenvolvimento de linguagem no gênero ficção. Foi ali que se trabalhou a primeira versão do roteiro de uma história livremente inspirada no livro de Josué Guimarães, Enquanto a Noite Não Chega. A nova história fala sobre o isolamento ocasionado pelo excesso da virtualidade, das relações remotas e da dependência quase total da tecnologia para se tocar a vida. O filme pretende colocar em perspectiva uma reflexão do que as pessoas poderiam realmente precisar para se conectar com o outro e consigo mesmo. Como uma pessoa sente-se preparada para lidar com a vida, quando tudo o que se faz é mediado por dispositivos eletrônicos e, então, a energia elétrica se vai, deixando um vazio que parece ser devastador? As tecnologias contemporâneas, nesse sentido, não mais atrapalhar do que salvam o dia? De sua criação até o momento presente, quando será transformado em imagens, o “pano de fundo” para este roteiro já teve modificações drásticas – a sociedade vivenciou uma pandemia, há desastres naturais que colocaram em perspectiva exatamente as dependências do tipo de vida construída nas grandes cidades e, cada vez mais, é uma realidade deparar-se com os inúmeros apagões ocasionados por sobrecargas que a vida moderna ocasiona. Também é um fator para destaque a crescente alienação das pessoas no mar de desinformação e vaidades das redes. Ou seja, o argumento inicial, após 10 anos, parece mais atual do que nunca, e, talvez, na diegética do filme, as pessoas possam permitir-se mergulhar no escuro e, assim, reencontrar-se. Este é um projeto que teve início em fevereiro e que passou os 4 primeiros meses em montagem de equipe, estruturação de cronogramas das etapas de desenvolvimento, pré-produção, produção, filmagens e pós-produção – e, sobretudo, de análise e adaptação de seu roteiro original pelos autores/roteiristas/diretores. Como uma peça que pretende ser arte, com uso de linguagem fantástica da animação em sombras, mas que tem o seu “pé” fincado na verossimilhança, precisa, também, se adequar a uma realidade que caiu como uma bomba d’água nos processos narrativos previstos – as enchentes históricas de Porto Alegre, de maio de 2024, a cidade onde acontece todo o enredo do filme. Mantendo a previsão de lançamento para janeiro de 2025, neste quinto mês se inicia a transição da fase de desenvolvimento para a de pré-produção, exatamente com este desafio de reerguer e reescrever cenas e ações dos personagens para que estes não se tornem alheios a uma realidade que também os vai tocar. “Enquanto a Luz Não Chega” é uma realização do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, com projeto aprovado no Edital Lei Paulo Gustavo – Cinema – Linha 3: Produção de Curta-Metragem por Empresas Produtoras – Município de Porto Alegre. Direção e roteiro de Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis – com equipe já confirmada de Alexandre Fávero na direção de arte, Lorena Sánchez na direção de produção, Marcelo Cougo assinando a direção de trilha, Billy Valdez na fotografia e operação de câmera e Bruno Pedrotti na assistência geral. Nesta nova fase, iniciam-se as discussões das realizações das visões de arte e fotografia, as ideias de locações e composição de elenco e os conceitos musicais que vão dar o tom à história. Há muito mais por vir!