“Cheiro de Enchente”, novo single da Diokane, verte a agonia da maior tragédia climática do RS

Por Homero Pivotto Jr. Em meio ao caos que se alastrou com a enchente que atingiu o Rio Grande do Sul em maio de 2024, um forte odor vindo do lodo e dos detritos, carregados de sedimentos variados – como animais mortos e esgoto –, deixou a maior tragédia climática do Estado ainda mais perturbadora. É esse o mote de “Cheiro de Enchente“, novo single da banda porto-alegrense Diokane. A composição é um relato do que se viu e sentiu durante a enxurrada de horror, com base, principalmente, no que foi testemunhado ou mostrado na imprensa em Porto Alegre e arredores. Um documentário/clipe com imagens da catástrofe e depoimentos de quem sofreu diretamente as consequências da inundação acompanha o lançamento. Até mesmo as cenas em que a banda aparece tocando tiveram como cenário um dos inúmeros locais alagados na capital gaúcha. Foto: Leandro Monks No documentário, os personagens que narram como foram impactados pelo dilúvio são familiares e amigos da banda – mostrando que vítimas da catástrofe estão por todas as bolhas. A amostragem, ainda que pequena, ilustra números assustadores sobre a magnitude do evento climático que não poupou gente nem bicho. Foram 478 dos 497 municípios gaúchos atingidos, conforme a Defesa Civil do RS. Houve impactos para cerca de 2,4 milhões de pessoas (entre as que precisaram deixar suas casas e as que tiveram interrupção de serviços), com mais de 180 mortos e 25 desaparecidos. Além disso, o governo do Estado estima cerca de 20 mil animais resgatados. As áreas mais afetadas incluem Vale do Taquari, Porto Alegre e Região Metropolitana. Na capital e cidades vizinhas, boa parte dos atingidos era gente pobre e/ou negra, conforme o Observatório das Metrópoles. Sobre a música, mas não só A composição foi gravada no Black Stork estúdio, com produção de Thiago Caurio (baterista da Atomic Elephant). Já a mixagem e a masterização ficaram sob responsabilidade de Renato Osório, guitarrista da Atomic Elephant e produtor que já trabalhou com Híbria, Distraught, Leviaethan entre outros. O vocalista da banda Pull The Trigger, Tiago “Taz” Freitas Severo, 44 anos, faz participação na faixa. Ele é morador da Vila Farrapos, Zona Norte de Porto Alegre, e perdeu praticamente tudo que tinha na residência em que morava com os pais e a filha, precisando sair resgatado por um barco. Taz canta junto o refrão: “O cheiro da enchente / mal-estar evidente / da náusea à dor / desamparo latente”. Descrever a percepção olfativa do que se sentiu durante e após a enchente é uma tarefa complexa. Para a presidente da Fundação Gaia, a bióloga Lara Lutzenberger (filha do ambientalista José Lutzenberger), houve um agravamento substancial do odor relacionado à catástrofe. A razão é a mistura tóxica e pestilenta com todo o tipo de lixo e materiais perigosos que as águas encontraram no caminho. “Na enchente dos anos 1940, não havia nada disso, e os danos se ‘limitaram’ ao alagamento, sem ampla contaminação associada. Os componentes orgânicos que se misturaram no coquetel do ano passado, que também foram mais abundantes que em outras épocas – incluindo esgoto por falta de redes de saneamento adequadas – proliferaram algas e bactérias em grande quantidade. Isso se revelou no mau cheiro” – elucida Lara. A fetidez cessou conforme as estruturas que resistiram às chuvas foram secando e sendo limpas, mas as marcas do pé-d’água descomunal permanecem. Não apenas nas paredes ainda encardidas com as indicações da altura em que a inundação chegou, como também na memória de quem sofreu com a força da natureza. Essas recordações estão registradas em “Cheiro de Enchente”. Para ilustrar o tamanho da catástrofe que veio do céu, “Cheiro de Enchente” chega acompanhada de um documentário produzido em parceiria com o Coletivo Catarse e ao final o desfecho é em formato de videoclipe. A produção audiovisual é dirigida pelo baixista Billy Valdez, cooperado do Coletivo Catarse, na fotografia, operação de câmera e assistência de direção de Leandro Monks. A obra apresenta depoimentos de vítimas da enxurrada, bem como cenas do cataclismo misturadas com takes da banda tocando.  As imagens do grupo ao vivo foram captadas no Áudio Porco, estúdio no bairro Cidade Baixa, região central de Porto Alegre. No local, o refluxo do esgoto e a água que o sistema de bombeamento não deu conta de escoar, fizeram com que o líquido empesteado chegasse a aproximadamente 1m20cm dentro do estabelecimento – que fica abaixo do nível da rua. O estrago obrigou o empreendimento a interromper os serviços por cerca de 60 dias e demandou investimento não previsto para reformar o mobiliário atingido. Testemunhos da destruição A operadora de OPLS Vanessa Giovagnoli dos Santos, 47 anos, moradora do Mathias Velho – periferia de Canoas e um dos pontos que mais sofreram com a tragédia em todo o RS –, relaciona o bodum ao luto: A casa em que ela ainda vive com a mãe – a pensionista Silvana Giovagnoli, 66 anos – e o filho Lucas Giovagnoli, 12, ficou submersa por cerca de seis metros, com praticamente tudo o que havia dentro inutilizado pelo encharcamento. Agora, a família busca deixar o imóvel em que residiu por boa parte da vida, com medo de passar pelo pesadelo outra vez.  “A gente continua traumatizada. É algo que não vai passar logo. Eu não consigo nem dormir quando tem barulho de chuva. Se for possível iremos para outro lugar, queremos sair daqui”, frisa Silvana. Perdas materiais também acometeram a secretária administrativa e coproprietária do InkPact Tattoo Gallery Carina Nascimento Giehl, 35 anos, e o tatuador Fernando Antônio “Tampa” Giehl, 40. O casal teve a casa em que morava, no bairro Fátima em Canoas, invadida por cerca de dois metros de água. O espaço profissional, no bairro São Geraldo (zona norte de POA) não foi poupado – ainda que com nível de alagamento menos elevado do que na residência. “Ficamos um mês fechado com água dentro e mais um mês de limpeza. Foram cerca de cinco ou seis lavagens para sair o cheiro, que só parou mesmo depois de lixarmos o piso umas três vezes”, recorda o artista, que saiu de Curitiba …

Chuva e forró: a Festa Julina das Marias

Desta vez, nem a chuvarada impediu a diversão! No último sábado (26/07), aconteceu a Festa Julina do Maria Maria Espaço Cultural, uma já clássica festa esperada pelos frequentadores do local e da comunidade. Aliás, foi por causa da chuva que a festa não foi junina, já que a data inicial, no final do mês passado, teve que ser adiada devido à previsão forte de intempéries que circulava na cidade. E o público compareceu mesmo assim. O espaço ficou quente, e o forró tomou conta da garajona na Comuna do Arvoredo, ocupado pelas Marias de quinta a sábado. A festa começou com aula experimental do professor e dançarino Giovanni Vergo do Nós-Dança de Salão, comandando uma playlist contagiante. Após, o embalo do arrasta pé ficou por conta do grupo Forró Fuá. Confira algumas fotos do cooperado Billy Valdez dessa noite divertida. A atividade integra o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. Neste projeto estão previstas – e já em execução – pelo menos 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural, até maio de 2026, entre outras ações. Texto: Billy Valdez Edição: Anahi Fros

Coletivo Catarse na 10ª edição da Festa da Biodiversidade

Ao longo da segunda quinzena de maio, ocorreu a 10ª décima edição da Festa da Biodiversidade. Neste ano, o encontro somou uma série de atividades descentralizadas, além da tradicional festa do Dia Internacional da Biodiversidade, celebrado durante todo o dia 22 de maio, no Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público de Porto Alegre. O evento reuniu coletivos, organizações socioambientais, comunidades tradicionais, artistas e a população em geral em uma celebração da diversidade biológica e cultural. E o Coletivo Catarse esteve junto mais uma vez no apoio a esse grande festejo público, sendo responsável pela rádio poste, além da estrutura de som e técnica das atividades.

Ao vivo no Maria Maria #16 – Nil Tavares

No dia 27 de março Nil tavares se apresentou no Espaço Cultural Maria Maria, embalando o público com um repertório de músicas autorais.A noite foi embalada pelo lançamento do single “Samba aos Quilombos”, já disponivel nas plataformas de streaming. No vídeo abaixo, marcando o Ao vivo nas MArias #16, confira a música Paixão por Mercadoria. AO VIVO no MARIA MARIA é uma produção do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, em realização junto ao Maria Maria Espaço Cultural, ambos com sede na Comuna do Arvoredo (Porto Alegre, Rua Fernando Machado, 464).Gravado em Porto Alegre, 27/03/2025.Imagem: Bruno PedrottiEdição: Billy Valdez. Esta proposta foi fomentada pelo PROGRAMA RETOMADA CULTURAL RS – BOLSA FUNARTE DE APOIO A AÇÕES ARTÍSTICAS CONTINUADAS 2024.

“Live Fast, Die Old”, álbum de estreia de Jaydson, sai nesta sexta-feira (11)

Realizamos mais uma “empreitada” em parceria com o músico Jaydson, desta vez foram as fotos promocionais para o lançamento do álbum de estreia “Live Fast, Die Old“A pegada das fotos tiveram referencia em classicas fotos classicas de bandas iconicas do Punk rock como Rancid e Minor Thread, ou seja fotos em escadas e poses que remetem uma homenagem a estas bandas.E uma das locações para essas fotos foi o nosso proprio espaço na Comuna do Arvoredo, onde possuimos alguns vizuais de escadas, também realizamos uma percorida na famosa escadaria da “Duque”.Confira as fotos do realizadas pelo cooperado Billy Valdez com produção do parceiro Homero Pivotto. Confira abaixo o serviço do show de lançamento do álbum e informações sobre a produção. “Live Fast, Die Old”, álbum de estreia de Jaydson, entra em todas as plataformas nesta sexta-feira, 11 de abril (pré-save clicando na imagem ao lado).As nove músicas do disco fazem uma crônica das vivências do artista e compilam suas referências musicais acumuladas desde a adolescência. Os três singles já disponibilizados (‘I Don’t Wanna Die Young’, ‘Camisa Amarela’ e ‘Filme do Almodóvar’) dão uma ideia de o que esperar do play completo. Ouça as faixas já lançadas aqui.As nove músicas do disco fazem uma crônica das vivências do artista e compilam suas referências musicais acumuladas desde a adolescência. Os três singles já disponibilizados (‘I Don’t Wanna Die Young’, ‘Camisa Amarela’ e ‘Filme do Almodóvar’) dão uma ideia de o que esperar do play completo. Ouça as faixas já lançadas aqui.Para materializar as composições, Jaydson – que canta e toca guitarra – aliou-se a músicos experientes da cena gaúcha: Marcel Bittencourt (que assumiu o baixo e a produção das faixas), Renato Siqueira (bateria) e Rodrigo Ferreira (guitarra). Instrumentalmente, o quarteto passeia pelo punk rock, hardcore melódico, grunge e rock alternativo. Nirvana, NOFX e Júpiter Maçã estão entre as influências.Mais informações em https://www.jaydson.comTexto: Homero Pivotto. Lembramos que recentemente produzimos junto com Jaydson o o videoclipe de Filme do Almodóvar, faixa integrante do álbum de estréia.

Ao vivo no Maria Maria #15 – Luiz Fellipe Capisani

No dia 13 de março Luiz Fellipe Capisani se apresentou com guitarra e voz no Espaço Cultural Maria Maria, embalando o público com um repertório repleto de rock e pop internacional e nacional. No vídeo abaixo, marcando o Ao vivo nas MArias #15, confira a música House of the rising sun, da banda The Animals. AO VIVO no MARIA MARIA é uma produção do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, em realização junto ao Maria Maria Espaço Cultural, ambos com sede na Comuna do Arvoredo (Porto Alegre, Rua Fernando Machado, 464).Gravado em Porto Alegre, 13/03/2025.Imagem e edição: Billy Valdez. Esta proposta foi fomentada pelo PROGRAMA RETOMADA CULTURAL RS – BOLSA FUNARTE DE APOIO A AÇÕES ARTÍSTICAS CONTINUADAS 2024.

Ao vivo no Maria Maria #14 – Duo Irmãs Vidal

No dia 08 de março o Duo Irmãs Vidal se apresentaram como atração musical e cultural durante a 17º Janta Afro reaizada no Espaço Cultural Maria Maria. Um dos projetos e realizações mais importantes das Marias, em parceria com a Chef e nutricionista @kyzzyrodrigues da @ajeumintegral e com o músico e compositor @vladimirodrigues. O Duo Irmãs Vidal, composto por Ceiça e Marta Vidal, foram a atração musical da noite, embalando o público com sambas, marchinhas de carnaval e música autoral, como foi registrado no vídeo abaixo, marcando o Ao vivo nas MArias #14. Confira a música Energia Vital. AO VIVO no MARIA MARIA é uma produção do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, em realização junto ao Maria Maria Espaço Cultural, ambos com sede na Comuna do Arvoredo (Porto Alegre, Rua Fernando Machado, 464).Gravado em Porto Alegre, 08/03/2025.Imagem: Têmis NicolaidisEdição: Billy Valdez. Esta proposta foi fomentada pelo PROGRAMA RETOMADA CULTURAL RS – BOLSA FUNARTE DE APOIO A AÇÕES ARTÍSTICAS CONTINUADAS 2024.

Cultura Viva em Bento Gonçalves

Num dia marcado como o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Serra Gaúcha recebeu o evento “Cultura Viva: Mobilização e Redes no RS”. Espaço pulsante de cultura e diversidade e com produção do Ponto de Cultura e Memória Vale dos Vinhedos, da Associação Circolo Trentino Di Bento Gonçalves, foi realizado pelo Comitê de Cutura RS, na Casa das Artes, reunindo agentes da cultura gaúcha na região para refletir sobre os desafios do setor.

Cinevibe Fora da Asa

Na quinta feira (06/03) passada, o Fora da Asa Experiências Plurais recebeu mais um evento de cinema, debate e música. Realizado na semana da mulher, buscou refletir as trajetórias femininas na Capoeira a partir do filme “Mulheres da Pá Virada: histórias e trajetórias na capoeira” e teve como encerramento um show voz e violão de Fyah Rocha.

Ao vivo no Maria Maria #13 – À Revelia

O trio À Revelia, composto por Nath Barbieri (voz), Josué Farias (voz e violão) e Paulo Liska (baixo e voz) musicou a noite na @mariamariaespacocultural repleta de novos e velhos amigos. Com um repertório escolhido a dedo de MPBs e Latinas, a galera pode cantar e dançar no aconchego da garagem e da calçada da @comuna_do_arvoredo amenizando a sensação térmica desse intenso verão. Aproveitando o embalo da boa música realizamos o registro da interpretação que o grupo fez da música Deus me proteja de Chico César que entrou para o projeto Ao vivo no Maria Maria. AO VIVO no MARIA MARIA é uma produção do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, em realização junto ao Maria Maria Espaço Cultural, ambos com sede na Comuna do Arvoredo (Porto Alegre, Rua Fernando Machado, 464).Gravado em Porto Alegre, 22/02/2025.Imagem: Têmis NicolaidisEdição: Billy Valdez. Esta proposta foi fomentada pelo PROGRAMA RETOMADA CULTURAL RS – BOLSA FUNARTE DE APOIO A AÇÕES ARTÍSTICAS CONTINUADAS 2024.