Ratos de Porão em Porto Alegre

No último dia do mês de agosto a clássica banda Ratos de Porão se apresentou em Porto Alegre o no Bar Opinião, clássica casa de shows da capital gaucha.Foi uma noite quente e bem barulhenta, com uma energia e “alegria” na banda que é raro de se ver.Confira algumas fotos realizadas por @billy.valdez e na sequencia link para o álbum completo. https://photos.app.goo.gl/Aww9GfL8jmAhwo8Y7

Circuito Dandô – Ubiratan Carlos Gomes

No final de semana dos dias 16, 17 e 18 de agosto, tivemos a oportunidade de acompanhar a gira de Ubiratan Carlos Gomes, multi artista brasileiro, que dessa vez levou sua música, sua viola e voz, que é dele mas também de muitos outros, pelas cidades de Osório, Maquiné e Capão da Canoa. Acompanhado pelo músico e cooperado do Coletivo Catarse, Marcelo Cougo, a viagem contou com a direção de vera Remedi, Coordenadora Estadual do Dandô, que, junto com as coordenadoras de cada cidade, torna possível essa circulação de artistas pelo estado e pelo país, proporcionando trabalho digno, encontros artísticos, trocas culturais e afeto. O Circuito Dandô é um circuito de afetos e é nesse pegada quer as três noites correram. Primeiro em Osório, no Espaço Cultural Conceição e tendo como anfitriã da noite a banda Arauco, que tem muita coisa boa pra nos dizer. Essa apresentação contou com a participação mais que especial de Davi Pacote, sobrinho de Bira. Como era aniversário de 71 anos do Bira uma atividade comemorativa foi realizada. Em seguida rumamos para Maquiné para que, no Canto da Terra a magia dos bonecos do Grupo de Teatros de Bonecos A Divina Comédia, aquecesse a noite e os corações para que depois a música tomasse conta do espaço. Ainda nessa noite o encontro entre Bira e Hamilton, o guardião das sementes de Maquiné, mostrou mais uma vez o valor dos encontros proporcionados pelo Dandô., Por fim, com a abertura ilustre de Valdir Verona, fosse a vez de Capão da Canoa, no Aroma de Família Café. Mais um encontro de muitas trocas e alegrias. É bom a gente lembrar que essa iniciativa conta com o trabalho de pessoas como a Val, o Rafa, a Gisele, a Fabi, a Tilika, que a partir de suas cidades e suas redes levam cultura e arte pra sua gente, além de trabalho para os que vivem de fazer arte. Agradecimentos a elas e também a rede de apoiadores citando o Big Hotel e o CTG Estância da Serra, em Osório, a Pousada Recanto da Mata, em Maquiné (abraços à toda querida família que nos recebeu) e ao Serra Mar Hotel e Manus Churrascaria, em Capão da Canoa. Quem quiser conhecer, somar, aqui um link para o Circuito Dandô.

Uma festa punk! Show de 40 anos da banda Os Replicantes

Aquela cobertura colaborativa com pessoal da Scream & Yell, desta vez para registrarmos a linda noite do dia 15 de agosto, quando aconteceu o show de celebração dos 40 anos da banda Os Replicantes. Uma legítima e linda “festa punk”, que lotou o Bar Opinião em Porto Alegre. Confira um trecho do texto de Homero Pivotto Jr.E, clicando na imagem, tenha acesso ao texto completo de cobertura. Confira algumas fotos por Billy Valdez.(aqui o álbum completo)

Segue o Baile!

Em um fim de semana cheio de música e alegria na Comuna do Arvoredo (@comuna_do_arvoredo), Espaço Cultural Maria Maria (@mariamariaespacocultural), com as bênção de Fughetti Luz e El Comandante, seguimos nossas parcerias de trabalho e afetos, com Catarse e Ventre Livre e bailador! Sexta teve o lançamento do single Prosseguir, do cantautor Carlos Hahn, que junto de uma banda formada pelo baixista e cantor João Pedro, o tecladista Lucas Caiã e do percussionista Rolando Borges, levantou poeira no galpão roqueiro que se formou nas Marias. Muitos sons do velho patriarca do do rock gaúcho, Fughetti Luz, clássicos de Bob Dylan, Beatles, Raul e algumas autorais deram o tom de uma verdadeira celebração musical e de afetos. Foi a segunda vez de Carlos na Comuna e esperamos que venham muitas outras! No sábado, o baile prosseguiu com o Direito ao Delírio, grupo rico em percussões e harmonias, levando as batidas da música latina para uma novamente cheia garajona. La guitarra americana peleando aprendió a cantar, diz o coletivo de música latinoamericana, como se intitulam os delirantes, garantiu o direito de toda gente ao cantar, ao sonhar, as melodias e letras ricas em significado para além das questões puramente estéticas. Foi a primeira, que venham muitas outras! As fotos são da Dani Tolfo que, junto à sua irmã Márcia Tolfo, tocam de quinta à sábado esse espaço que está se constituindo em importante bastão da cultura no Centro Histórico de Porto Alegre.

A Modernidade do Brega: Estreia do Musical Talismã no Bar Ocidente

No último dia 25 de julho, o Musical Talismã fez sua estreia oficial no Bar Ocidente, histórica casa de espetáculos da capital gaúcha. Diante de um público diverso porém predominantemente “maduro”, e imerso na atmosfera intimista típica do Ocidente Acústico, o espetáculo apresentou novas versões da “Música Popular Brega Brasileira”.  O conjunto, formado por Álvaro Balaca (vocalista), Marcelo Cougo (baixista e vocalista), Rodrigo Vaz (guitarrista) e Ale Souza (baterista), apresentou um vasto repertório da música brega, incluindo sucessos de Odair José, Agnaldo Timóteo e Reginaldo Rossi.Segundo Balaca, o projeto foi inspirado no livro Eu Não Sou Cachorro Não, de Paulo César de Araújo, e visa resgatar e dar nova vida à música cafona e brega dos anos 70 e 80 que foi, de certa forma, esquecida: “O livro fala sobre questões políticas e sociais relativas à música cafona e brega dos anos 70 e 80. Há uma vertente da música popular brasileira que foi esquecida, de certa forma apagada da memória do povo.” Os integrantes da banda enfatizaram que o objetivo de modernizar a linguagem brega sem perder a essência que caracteriza o gênero. A banda está tentando descobrir novas formas de apresentar esses clássicos, mantendo a autenticidade das melodias originais, mas com uma roupagem atualizada. Cougo ressaltou que, apesar da sátira ser comum na abordagem de alguns artistas sobre o gênero brega, o Musical Talismã pretende realmente valorizar as melodias e o sentimento popular das músicas: “Nosso trabalho não é uma sátira, é um trabalho verdadeiro e emotivo. Valorizamos as melodias e o sentimento popular das letras, que falam direto ao coração do povo. Nada contra quem satiriza, mas essa não é nossa pegada.”  O evento de lançamento do Musical Talismã foi produzido pela Rei Magro Produções e o Coletivo Catarse, e contou com apoio da Cerveja Territórios, do Ao Belchior Antiquários, do Café com PANC e de toda galera que tem apoiado o projeto!. Para saber mais, acompanhe também a entrevista realizada pelos parceiros da rádio comunitária A Voz do Morro no link a seguir: https://www.podcasts.com/a-voz-do-morro/episode/entrevista-a-modernidade-do-brega-estreia-do-musical-talisma-no-bar-ocidente As fotos são de L.G. Ruwer.

Caos e Lama

No último dia 6 de julho, acontenceu O evento “Caos e Lama”, mais um entre muitos que vêm acontecendo no Rio Grande do Sul em prol dos atingidos pelas enchentes e chuvas do mês de maio de 2024, que assolaram o estado, literalmente nos colocando em caos e lama. Este evento em particular foi articulado em coletivo com as bandas Diokane, Välika e Death to Lovers e contou com apoio do estúdio Musicbox. O “Caos e Lama” teve objetivo de levantar apoio financeiro para as familias de Rafael Giovanoli, guitarrista da Diokane, e Izza Strange, vocalista da banda Välika, ambas famílias que residem na cidade de Canoas e tiveram suas casas atingidas pelas enchentes, perdendo praticamente tudo. No evento, foi arrecadado um montante de R$ 2.000,00, que foi dividido entre as duas famílias, um recurso financeiro que aparentemente não é muito, mas, no contexto geral da perdas imensas, é de grande ajuda para ambos. Apesar da noite muito fria na cidade de Porto Alegre, dentro do estúdio Musicbox, o calor gerado pelo som barulhento das bandas e agitação da galera esquentou as almas dos amantes da cultura underground. Conheça um pouco das bandas.

1° episódio do Talk Exu foi ao ar!

No dia 14 de junho, à medida que as coisas voltavam a uma pequena e egoística normalidade em Porto Alegre – como a circulação e a vontade de socializar -, foi ao ar o primeiro episódio de um projeto de talk show do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Este, um projeto incipiente, fruto de uma necessidade de se conversar sobre a cultura popular que circunda ao Coletivo e que, com um tempo de desenvolvimento, pode certamente vir a expandir seus horizontes. Esta edição de estreia, todo produzido dentro do Espaço Cultural Maria Maria, na Comuna do Arvoredo, Centro HIstórico de Porto Algre, se estruturou sobre as experiências da atriz e produtora cultural Lorena Sánchez (@lola_produtora e @loresanchez_apa) e a banda Musical Talismã (facebook.com/musicaltalisma70 e @musicaltalisma70) – foi possível conferir excertos do espetáculo em monólogo Língua Lâmina, sobre a vida e obra de Gilka Machado, e um som da Música Popular Brega Brasileira, além das histórias de como esses artistas desenvolvem seus trabalhos, a reflexão sobre o impacto das enchentes no RS na cultura e como se pretende continuar neste contexto. O segundo episódio já está em produção, mas como é um trabalho realizado todo com recursos próprios do Coletivo Catarse, ainda não há como ocorrer com periodicidade fixa – a proposta do #02 é acontecer em agosto. Aguarde! Enquanto isso, assista a este primeiro e confira aqui na galeria (fotos de Giulia Sichelero) alguns dos momentos dessa bela noite de estreia.

No Centro da cidade, um Sarau das matas.

No sábado, dia 22 de junho, aconteceu o Primeiro Sarau das Agroflorestas, no Espaço Cultural Maria Maria. Esse encontro de música e poesia proporcionou a interação presencial de diversas pessoas que ajudaram a construir a Carta das Agroflorestas, um documento que reuniu inicialmente 405 assinaturas e apresenta propostas para reconstrução do Estado por meio dos sistemas agroflorestais.

Vem aí o Talk Exu, o talk show do Coletivo Catarse

Dia 14/06, 20h, no canal do Youtube do Coletivo Catarse – com Musical Talismã e Lorena Sánchez. Direto do Espaço Cultural Maria Maria – situado na Comuna do Arvoredo, na Rua Fernando Machado, 464 (Quer ser público? É só chegar!). Esta é uma proposta de projeto. Uma ideia que quase emplacou num edital do Fumproarte, já sendo uma derivação de outras iniciativas que o Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre realizou ao longo dos últimos 5 anos, principalmente em tempos de pandemia. Pois o Talk Exu vem a se concretizar em um momento complexo para a arte e a cultura popular da cidade de Porto Alegre. Vai servir, num primeiro momento, para divulgar e conversar com artistas que foram atingidos pela parada no cenário cultural – pelo desastre das enchentes -, mas, também, para abrir os caminhos de um novo canal de produção do Coletivo Catarse, que comemora, dentro do possível, neste ano, 20 anos de existência. A escolha pela banda Musical Talismã e pela performance de Lorena Sánchez, com excertos da peça Língua Lâmina, para estreiar o talk show se deu também porque, para além de ambos terem sofrido com cancelamentos de apresentações suas, são simplesmente “artistas da casa” – amigos, parceiros e integrantes do Coletivo – e com uma bela caminhada na cultura popular da capital dos gaúchos. MUSICAL TALISMÃ Sabe aquela música que você tem guardada no cantinho do seu coração? Uma memória que vem junto com um chiadinho de rádio AM e que, se puxar por um fiapo, vem toda a letra e melodia? O Musical Talismã foi criado para trazer à tona essas lembranças, como se encontrássemos roupas antigas em um brechó, que longe de serem conservadoras, lembrassem-nos de antigos afetos, risadas e, por que não, reflexões. A banda é um tributo à Música Popular Brega Brasileira, que fazia sucesso nas rádios, vendia muitos LPs e permitia que as gravadoras pudessem investir nos artistas que hoje são considerados a “nata” da MPB. Álvaro Balaca (vocal) e Marcelo Cougo (Baixo e Violão) se juntaram a Rodrigo Rodrigowski (Guitarra e Violão 12) e Ale Souza (Bateria) e tiraram desse brechó musical obras dos anos 60, 70 e 80 e as transformaram, com roupagens despojadas, em músicas atuais. (facebook.com/musicaltalisma70 e @musicaltalisma70) LORENA SÁNCHEZ Língua Lâmina é um espetáculo lítero-teatral em formato de monólogo que homenageia a poeta Gilka Machado (1893-1980),“a primeira mulher nua da literatura brasileira”, grande pioneira da literatura erótica brasileira, que foi sufocada, criticada e incompreendida pelos preconceitos da sociedade de seu tempo. Em cena, a atriz Lorena Sánchez dá movimento às palavras e verbaliza cada gesto, apresentando fatos marcantes da vida da escritora, ao mesmo tempo em que sua obra vai permeando cada momento. (@lola_produtora e @loresanchez_apa) E a seleção pela figura da entidade Exu… Vai no nome e estará também nas paredes do “estúdio” montado no Espaço Cultural Maria Maria, vem da ligação que esta força da natureza tem com os processos de comunicação, é o Orixá da comunicação e da linguagem, que atua como mensageiro entre os seres humanos e as divindades. O artista plástico Paulo Montiel, que foi residente no Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, quando era sediado na Vila Jardim, infelizmente falecido recentemente, deixou um acervo de telas pintadas a óleo com motivos dos Orixás – quadros que seguem, hoje, a história do Ventre Livre e ilustram a ligação do Coletivo Catarse com mais este aspecto da cultura popular brasileira.