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Receitas da biodiversidade nativa: geleia de Cereja do Rio Grande

O canto quase incessante dos sabiás anuncia a chegada da primavera. Além da beleza das flores, a estação oferece também diversos frutos nativos. Jabuticabeiras, Pitangueiras e Cerejeiras do Rio Grande (ou do Mato) são alguns exemplos de espécies de árvores que nos brindam com estes alimentos saborosos, nutritivos e medicinais sem cobrar nada.

Mesmo no contexto urbano, essas frutas são extremamente abundantes. Porém, não duram muito. Amadurecem rápido com o calor e são derrubadas das árvores pelos ventos fortes ou tempestades. Infelizmente, uma boa parte deste banquete a céu aberto acaba apodrecendo nas calçadas.

Seja por falta de tempo e disposição para a colheita, falta de informação, ou mesmo receio de comer frutos da rua, acabamos desperdiçando alimentos que fazem bem para o nosso corpo e para o ambiente.

No entanto, com um pouco de organização própria se pode aproveitar melhor estes recursos alimentícios que estão ao alcance de todos nas ruas da capital dos gaúchos – e de tantos outros lugares. Observando os ciclos de cada espécie, pode-se coletar o máximo de frutos. Fora subir nas árvores escalando ou usando escadas, é possível usar redes ou lonas pra capturar as frutas que caem naturalmente.

Além disso, existem diversas maneiras de se preparar alimentos de maior durabilidade e que podem inclusive ser usados para difundir as frutas nativas entre as pessoas que evitam comê-las direto do pé. Vale citar sucos, polpas, geleias, compotas, cachaças e licores.

Nesse último fim de semana, foi possível testar uma dessas receitas que aqui se compartilha: a geleia de Cereja do Rio Grande. Extremamente fácil de fazer, exige apenas água, cerejas e um pouco de açúcar.

Para quem não conhece, esta cerejeira nativa é uma árvore bem característica. Seu tronco mistura tons de branco, cinza e verde. Suas folhas são pequenas e verdes, parecidas com as da pitangueira.

Os frutos, que amadurecem entre outubro e novembro, são carnudos e suculentos, indo do vermelho ao roxo. Os vermelhos têm um pouco mais de acidez, enquanto os roxos são mais doces.

Após colher as cerejas e lavar, retire os cabinhos verdes. Depois, corte o fruto e retire a semente. Coloque os frutos em uma panela e adicione água até cobrir. Deixe derreter com o calor.

Assim que os frutos estiverem derretidos, adicione o açúcar e mexa para não grudar no fundo da panela. Recomenda-se usar meia xícara de açúcar Demerara para a quantidade de frutas da foto acima (alguns sites recomendam não usar açúcar mascavo, pois tem um sabor muito forte).

As quantidades podem variar, frutos mais maduros significam que você pode colocar menos açúcar. Usar a intuição e ir provando são dicas boas pra acertar na medida sem precisar de uma balança.

Depois que engrossar e ganhar consistência, está pronto. Desligue o fogo, deixe esfriar e guarde em potes.

Simples assim! Com um pouco de tempo e esses ingredientes, pode-se fazer um alimento delicioso, nutritivo e característico do ambiente nativo de sua região. Usando a criatividade e organização, é possível aproveitar muitos desses frutos que acabariam apodrecendo em alguns dias.

Neste sentido, uma iniciativa muito interessante é o Projeto Frutas Nativas de Porto Alegre, do Instituto Gaúcho de Estudos Ambientais (INGA). Além de apresentar informações mais detalhades e técnicas sobre as cerca de 50 espécies nativas com frutos alimentícios na cidade de Porto Alegre, o projeto conta também com um mapeamento dessas frutas.

Inscrições abertas para Oficinas Práticas de Produção Audiovisual e Trilha Sonora (1º ciclo – 2019)

Venha aprender fazendo: filmagem, edição e trilha sonora.

Em 6 encontros, o grupo produzirá um curta-documentário com trilha sonora original e com temática de cultura e saúde. A oficina consistirá em oferecer desde noções básicas de filmagem e edição até a montagem de equipe, segmentação das funções, quando os oficinandos se dividirão nas 3 áreas, exercitando sempre de maneira prática o manuseio dos equipamentos, até a execução da produção, com finalização e apresentação do filme em um evento de projeção ao final dos encontros!

Os encontros serão 2 vezes por semana nos seguintes dias:
13 e 14, 20 e 21, 27 e 28 de novembro – das 18h30 às 21h
Rua Fernando Machado, 464 – Centro Histórico – Porto Alegre

Para se inscrever, preencha o formulário abaixo.
Inscrições gratuitas e abertas até o dia 13 de novembro!
Vagas limitadas.

Clique aqui para se inscrever!

Heavy Hour 61 – 15.10.19 – $aúde pública em $hopping Alegre

Para o Prefeito de Porto Alegre a saúde pública é uma que$tão de negócio e não de direitos. Só isso explica o clima de intolerância e autoritarismo que rola nesse momento, quando, de forma oportunista, Júnior (o filho do famoso “Filhote da Ditadura”, Marchezan pai) se aproveita de uma decisão do STF para atacar trabalhadoras e trabalhadores da saúde e, principalmente, a massa usuária do SUS na capital do estado. Modelo que deve servir de façanha a toda terra de Osmar, Bolsonaros e demais que pensam em privatizar nossas vidas como solução para todos os males – criados por suas incompetentes gestões. Esta denúncia é um alerta para toda rede que escuta o Heavy Hour! Saúde deve ser inegociável – e para comprovar isso, no Estúdio Monstro, as guerreiras Maria Letícia Garcia (Coordenadora do Conselho Municipal de Saúde de POA), Ana Paula de Lima (Comissão da Atenção Primária do Conselho Municipal de Saúde de POA), Franciele Batistella (Mestra em Enfermagem e enfermeira do IMESF/POA) e o guerreiro João Fontoura (Conselheiro Municipal de Saúde de POA). Temos ainda a reportagem de Bruno Pedrotti e mais um monte de conversas, todas relevantes para tentarmos entender (ou não!) um momento tão crucial das nossas comunidades.

Setlist:
Chico Buarque – Apesar de Você
Legião Urbana – Fábrica
Repressor – Reizinho
Gonzaguinha – É
Tom Zé – Senhor Cidadão
Noir Désir – Un Jour en France
Forka – Troozão
Nirvana – Come As You Are

Ponto de Cultura Ventre Livre está de volta!

Após intensa luta, finalmente será possível dar sequência efetiva ao projeto Ventre Livre! Neste mês, após 4 anos de espera pelos repasses de conveniamento com o Governo do Estado, dezenas de Pontos de Cultura reiniciaram suas atividades em vários municípios do Rio Grande do Sul. E com o Coletivo Catarse não foi diferente. A partir do final desta semana, início da semana que vem, passarão a ser divulgadas as programações de oficinas e demais atividades do Ponto.

A equipe gestora passou o mês ajustando tudo para início em novembro, fazendo hoje o relançamento do site e remodelando a identidade visual do Ventre Livre à nova conjuntura.

Fique atento aos canais do Coletivo Catarse e ao site pontodeculturaventrelivre.com.br. Vai lá conhecer o que já foi feito!

Heavy Hour 28 – 26.02.19 – A hecatombe das abelhas! Lá se vai indo o mundo…

Constam informações de que mais de 250 milhões de abelhas morreram desde outubro do ano passado somente no centro-oeste do Rio Grande do Sul. A causa? O veneno usado nas lavouras de soja. Que coincidência!

Neste programa, conversamos com o veterinário e professor de apicultura, João Bernardo Feeburg, tratando desse desastre anunciado, que encaminha um colapso ambiental – mais um! -, e como pode nos afetar.

E o livreiro Bolivar em mais uma dica Bibliografia Social da semana: A Não Violência – Uma História Fora do Mito, de Domenico Losurdo. Ouve aqui e fala com ele (51-989.050.672)!

Power trio do Coletivo Catarse completo nesta edição.

Setlist:
No Rain – Blind Melon
Toxicity – System of a Down
Here Comes The Sun – George Harrison
Núcleo Base – Ira!
When a Demon defiles a Witch – Whitechapel
Do The Evolution – Pearl Jam
Bete Balanço – Barão Vermelho