Talk Exu #03 pauta economia solidária e autonomia e os 18 anos da NÓS CIA DE TEATRO

O projeto Talk Exu, do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, chega ao seu terceiro episódio trazendo para a pauta a economia solidária e autonomia e os 18 anos da NÓS CIA DE TEATRO, intercalado por intervenções musicais do artista Luís Valério e exibição do curta-metragem P A R A L E L O. O programa ocorre no dia 25 de setembro, quinta-feira, a partir das 20h, na Maria Maria Espaço Cultural, junto à Comuna do Arvoredo, no Centro Histórico de Porto Alegre. O local será adaptado para servir de estúdio e receber convidados e público. O talk show é aberto e com acesso gratuito desde às 18h30min e será transmitido ao vivo pelo canal no YouTube do Coletivo Catarse. O Talk Exu, uma iniciativa autônoma do Coletivo Catarse, pretende levar ao ar mais dois episódios, somando quatro programas, como parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. No âmbito da proposta, também estão previstas e já em execução pelo menos 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026, buscando contemplar cerca de 100 artistas locais, além de oferecer, em outros espaços, oficinas de teatro para crianças e adultos, uma atividade de carijada (produção artesanal de erva-mate), oficina de discotecagem/hip hop com DJ Piá (cuja festa de encerramento ocorre no dia 19/9, sexta-feira, às 18h), entre outras ações. Temáticas do Talk Exu #03 Economia solidária e autonomia | Convidadas Gil NevesMilitante do Movimento Popular de Economia Solidária, integrante dos Coletivos de Trabalho de Economia Solidária Feministas Negro D’versas e Afro Aya, integrante da Rede Ubuntu de Cooperação Solidária, educadora do Centro de Assessoria Multiprofissional (CAMP), integrante da Rede de Comércio Justo e Solidário (RCJS), da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), sócia da Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA RJ), sócia da Associação Cultural Quilombo do Sopapo, sócia da cooperativa Ajeumbò, graduanda em Administração Pública e Social na Escola de Administração da UFRGS, fundadora do Fórum de Mulheres Negras da Economia Popular Solidária, assessora técnica em Temas de Economia Popular Solidária, Gênero, Comunicação, Raça e organizadora de eventos. Lisbet dos Santos PinheiroArtesã, arte-terapeuta, empreendedora na Ecosol, mãe do Pedro e da Helena. Integrante do Coletivo Afro Aya, educadora social no CAMP, professora de técnicas artesanais no Projeto Mulheres Mil/ Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Restinga, co-fundadora do Fórum das Mulheres Negras Trabalhadoras da Economia Popular e Solidária (Fespope), expositora da loja Fespope. NÓS CIA DE TEATRO celebra 18 anos | Convidados Everson SilvaDiretor e ator de teatro e fundador da NÓS CIA DE TEATRO. Atua como diretor artístico da Cia de Arte La Negra, escolas de dança Aline Rosa e Cadica Danças e Ritmos. Ganhador do Prêmio Açorianos de Teatro como melhor direção revelação em 2013. É professor formado pela Universidade Uniasselvi. Ministra oficinas de teatro, faz pesquisas artísticas, atua em produções audiovisuais como curta-metragens e em trabalhos empresariais com artes cênicas. Letícia VirtuosoAtriz, pesquisadora e professora de teatro e produtora cultural. Atuou na Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (2009/20), onde realizou espetáculos como: O Amargo Santo da Purificação, Viúvas – Performance Sobre a Ausência, Medeia Vozes e Caliban – A Tempestade, de Augusto Boal. Faz teatro há 20 anos. Atualmente, está membra da NÓS CIA DE TEATRO, Ação Nômade e é diretora do Teatro na Prática. Atração artística | Convidado Luís ValérioCantor, compositor, dançarino e gestor cultural. Em 2005, começou a cantar profissionalmente, em Porto Alegre. Desde então, vem produzindo, junto a alguns parceiros, seus próprios shows e investindo seu tempo em pesquisa musical, composição e gestão cultural. É responsável pelo projeto Voz Base, que acontece mensalmente em Porto Alegre desde 2023 e tem a voz como instrumento principal. Curta-metragem | Exibição P A R A L E L OO espaço entre o desejo e o real colidem com uma personagem contemporânea, onde limites e decisões distorcem a realidade. Com Charlotte Dafol, Ana Rodrigues e Gustavo Türck no elenco. Direção, direção de fotografia e produção: Éverson Silva e Têmis NicolaidisRealização: Cinehibisco e Coletivo CatarseAno: 2014 SERVIÇOO quê: Talk Exu #03Temática do programa: Bate-papo sobre economia solidária, autonomia e os 18 anos da NÓS CIA DE TEATRO, intercalado por intervenções musicais do artista Luís Valério e exibição do curta-metragem P A R A L E L O.Quando: 25/9, quinta-feiraHorário: 18h30 (espaço aberto) e 20h (início do talk show com live aberta no @coletivocatarse no YouTube)Local: Maria Maria Espaço Cultural – Rua Cel. Fernando Machado, 464, Centro Histórico, Porto AlegreAberto ao público, com entrada gratuita

O Grande Tambor – Histórias Não Contadas

“Se não compreendermos a diversificação cultural, com os sincretismos adotados na mistura de diferentes culturas africanas, vindas para a região, jamais aceitaremos ou compreenderemos sopipa, yakupapa, ou sopapo de Rio Grande e Pelotas. A cultura aqui formatada carrega todas essas influências – e é local. A história não contada, é a história a ser descoberta.” – assim fala Mestre José Batista, filho do luthier Mestre Baptista, em mensagem, refletindo sobre os caminhos que se devem traçar as novas pesquisas de uma nova série sobre o Tambor de Sopapo em produção. O projeto é de autoria da família Baptista, tendo a Produção Executiva de Nina Grace, neta de Dona Maria e Mestre Baptista, e filha de Zé, que traz com ela a concepção para a reflexão a que se propõe esta série. Com o título de O Grande Tambor: Histórias Não Contadas, será divida em 4 episódios que devem mergulhar ainda mais na história sobre o Sopapo, tambor que é um dos símbolos culturais mais significativos do Rio Grande do Sul e também patrimônio imaterial da cidade de Pelotas. O trabalho está entrando em fase de entrevistas, que devem abarcar mestres e agentes da cultura popular, pessoas ligadas à história, ao carnaval e ao uso contemporâneo deste instrumento. As mulheres também terão sua voz com destaque no papel fundamental que desenvolveram tanto no apoio como efetivamente tomando parte em ações que mantiveram e mantêm a existência da cultura sopapeira. O Coletivo Catarse está inserido neste novo projeto desde o seu início, quando ainda era ideia e passou a ser proposta ao EDITAL SEDAC nº 31/2024 PNAB RS – MEMÓRIA E PATRIMÔNIO. Nina e José Batista conectaram, então, o seu atual protagonismo com o histórico de ações do Coletivo – principalmente marcado pela produção do documentário O Grande Tambor, de 2010. Desde então, não foram poucas as relações estabelecidas e outras atividades desenvolvidas – como é possível perceber ao final desta postagem -, no entanto, restava uma sensação de que algo a mais precisava ser dito. Como um pulsar retumbante e grave deste grande tambor, a ressonância das ideias e vontades se mixou com sugestões e caminhos levantados para novas entrevistas, momentos e lugares que ainda não haviam sido explorados ou que foram surgindo em mais de duas décadas de envolvimento desses protagonistas com o sopapo. “É uma proposta que deve não necessariamente atualizar o que trouxe o documentário original, mas trazer à tona mais algumas histórias, mais implicações e outros pontos-de-vista que não estiveram presentes na obra de mais de uma década atrás e também que se constituíram com este passar de tempo até a contemporaneidade. Por exemplo, entregamos um ‘sopapo inacabado’ ao Mestre José Batista, que ele mesmo fez de exemplo em uma oficina realizada há alguns anos já, em Porto Alegre, numa atividade do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Este ‘casco’, segundo o Mestre, já é defasado, está num tamanho que ele vem superando, fazendo menor… E por que isso? Como fica o ‘sopapo original’ nessa história? E essa noção existe mesmo? Então, é isso que também queremos abordar.” – indica Gustavo Türck, que também assina a direção desta obra. Já foram realizadas 2 idas a Pelotas nesta fase inicial. A primeira, ocorrida em agosto, foi inteira de consolidação da concepção e de roteiro – que culmina um diálogo já de meses que vinha ocorrendo entre a equipe sempre online. Houve trabalho de levantamento de possíveis personagens, delimitação de temas e discussão sobre estética e produção. Já na segunda volta, partiu-se para a filmagem das entrevista-base, com Mestre José Batista e Nina Grace. Esses dois personagens darão o fio narrativo, que ainda deve contar com pequeno resgate da história já contada e trilha sonora conectada com o primeiro filme e a carreira de Marcelo Cougo. “As vivências em Pelotas e Rio Grande, na época d’O Grande Tambor, foram a inspiração para a criação das músicas. Depois, veio o trabalho primoroso em estúdio nos arranjos de Lucas Kinoshita. Desta vez, a gente pretende resgatar algumas melodias compostas ainda na inércia de toda aquela experiência. Visitar Pelotas, conviver com a família Baptista, sempre é motivo de emoção e criação. Esperamos que dessa vez seja novamente assim.” – completa o músico que também teve passagens na Bataclã FC, quando a convivência com o sopapo era diária. Serão ainda mais alguns meses e boas idas e vindas entre Porto Alegre e Pelotas até o lançamento. Nem todas a histórias devem ser abordadas – o que seria impossível – muito menos uma única verdade emergirá, mas a série O Grande Tambor – Histórias Não Contadas deve agregar em muito a um compêndio de conhecimento e produção cultural que vem sendo evidente e importantíssimo para a permanência e para a retomada do Tambor de Sopapo desde o projeto CABOBU entre os anos de 1999 e 2000. A seguir, alguns dos materiais que o Coletivo Catarse já produziu, iniciando com o documentário O Grande Tambor. * O Grande Tambor em revista10 anos depois, Gustavo Türck, diretor do filme O Grande Tambor, contemplado em Culturas Populares nos Editais Emergenciais de Auxílio à Cultura da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, propõe este podcast em estilo “live”. Uma conversa com Marcelo Cougo, quem dirigiu a trilha sonora do documentário, e Leandro Anton, fotógrafo still do projeto e um dos mentores da ideia inicial desta jornada, e com Zé Baptista e Dona Maria, luthier e filho e a companheira de vida de Mestre Baptista, um dos personagens principais dessa história. Além das participações por áudio de Lorena Sanchez, percussionista do grupo de mulheres Iyalodê Idunn, Lilian Rocha, poetisa e idealizadora do espaço Sopapo Poético, Richard Serraria, músico e grande pesquisador do Tambor de Sopapo, e Ledeci Coutinho, professora, diretora de escola pública, gestora em educação e mulher negra em descoberta de si mesma, a voz e a imagem que dão a força ao final do quebra-cabeça montado por Têmis Nicolaidis e a equipe de direção do Projeto do filme O Grande Tambor. * O Grande Tambor 10 …

Banda Neptunn lança videoclipe do single Neptunn Rise

A banda gaúcha de Death Metal Neptunn lançou no dia 10 de agosto um novo single, Neptunn Rise, acompanhado de um videoclipe que contou com a produção dos cooperados Billy Valdez e Bruno Pedrotti, do Coletivo Catarse, em mais uma parceria com o grupo. O resultado traz os músicos tocando em uma espécie de “vazio” habitado por Netuno, que vem buscando por sua ascensão, como se estivesse em uma constante reflexão de sua existência atrás de autoconhecimento e evolução. Confira os registros da maquiagem artística, que, por quatro horas, contou com a dedicação e talento da profissional Kaiane de Almeida, e do processo de filmagem do videoclipe (link ao final). O videoclipe foi filmado em dois dias, tendo contado com duas distintas locações, com gravação das imagens da banda no Estúdio Legato. As gravações do personagem Netuno transformaram a Garajona da Comuna do Arvoredo em um “cubo preto” para a captação das imagens. Além da produção do videoclipe, o Coletivo Catarse foi responsável por uma sessão de fotos promocionais com a banda e com Netuno. Confira! Direção de fotografia e captação das imagens pelo cooperado Billy Valdez. Assista Neptunn Rise. Ficha técnicaMúsica: Neptunn RiseMixagem: Renato OsórioGravação da bateria: Thiago Caurio no Black Stork Studio VideoclipeDireção e edição: Bruno FogaçaDireção de fotografia: Billy ValdezAuxiliar de produção: Bruno PedrottiMaquiagem artística: Kaiane de AlmeidaAtor: Carlos Loureiro Formação atual da NeptunnLarissa Pires: vozNathália Ernst: baixoMatheus Montenegro: bateriaRafael Giovanoli: guitarra Texto: Billy ValdezRevisão: Anahi Fros

“Cheiro de Enchente”, novo single da Diokane, verte a agonia da maior tragédia climática do RS

Por Homero Pivotto Jr. Em meio ao caos que se alastrou com a enchente que atingiu o Rio Grande do Sul em maio de 2024, um forte odor vindo do lodo e dos detritos, carregados de sedimentos variados – como animais mortos e esgoto –, deixou a maior tragédia climática do Estado ainda mais perturbadora. É esse o mote de “Cheiro de Enchente“, novo single da banda porto-alegrense Diokane. A composição é um relato do que se viu e sentiu durante a enxurrada de horror, com base, principalmente, no que foi testemunhado ou mostrado na imprensa em Porto Alegre e arredores. Um documentário/clipe com imagens da catástrofe e depoimentos de quem sofreu diretamente as consequências da inundação acompanha o lançamento. Até mesmo as cenas em que a banda aparece tocando tiveram como cenário um dos inúmeros locais alagados na capital gaúcha. Foto: Leandro Monks No documentário, os personagens que narram como foram impactados pelo dilúvio são familiares e amigos da banda – mostrando que vítimas da catástrofe estão por todas as bolhas. A amostragem, ainda que pequena, ilustra números assustadores sobre a magnitude do evento climático que não poupou gente nem bicho. Foram 478 dos 497 municípios gaúchos atingidos, conforme a Defesa Civil do RS. Houve impactos para cerca de 2,4 milhões de pessoas (entre as que precisaram deixar suas casas e as que tiveram interrupção de serviços), com mais de 180 mortos e 25 desaparecidos. Além disso, o governo do Estado estima cerca de 20 mil animais resgatados. As áreas mais afetadas incluem Vale do Taquari, Porto Alegre e Região Metropolitana. Na capital e cidades vizinhas, boa parte dos atingidos era gente pobre e/ou negra, conforme o Observatório das Metrópoles. Sobre a música, mas não só A composição foi gravada no Black Stork estúdio, com produção de Thiago Caurio (baterista da Atomic Elephant). Já a mixagem e a masterização ficaram sob responsabilidade de Renato Osório, guitarrista da Atomic Elephant e produtor que já trabalhou com Híbria, Distraught, Leviaethan entre outros. O vocalista da banda Pull The Trigger, Tiago “Taz” Freitas Severo, 44 anos, faz participação na faixa. Ele é morador da Vila Farrapos, Zona Norte de Porto Alegre, e perdeu praticamente tudo que tinha na residência em que morava com os pais e a filha, precisando sair resgatado por um barco. Taz canta junto o refrão: “O cheiro da enchente / mal-estar evidente / da náusea à dor / desamparo latente”. Descrever a percepção olfativa do que se sentiu durante e após a enchente é uma tarefa complexa. Para a presidente da Fundação Gaia, a bióloga Lara Lutzenberger (filha do ambientalista José Lutzenberger), houve um agravamento substancial do odor relacionado à catástrofe. A razão é a mistura tóxica e pestilenta com todo o tipo de lixo e materiais perigosos que as águas encontraram no caminho. “Na enchente dos anos 1940, não havia nada disso, e os danos se ‘limitaram’ ao alagamento, sem ampla contaminação associada. Os componentes orgânicos que se misturaram no coquetel do ano passado, que também foram mais abundantes que em outras épocas – incluindo esgoto por falta de redes de saneamento adequadas – proliferaram algas e bactérias em grande quantidade. Isso se revelou no mau cheiro” – elucida Lara. A fetidez cessou conforme as estruturas que resistiram às chuvas foram secando e sendo limpas, mas as marcas do pé-d’água descomunal permanecem. Não apenas nas paredes ainda encardidas com as indicações da altura em que a inundação chegou, como também na memória de quem sofreu com a força da natureza. Essas recordações estão registradas em “Cheiro de Enchente”. Para ilustrar o tamanho da catástrofe que veio do céu, “Cheiro de Enchente” chega acompanhada de um documentário produzido em parceiria com o Coletivo Catarse e ao final o desfecho é em formato de videoclipe. A produção audiovisual é dirigida pelo baixista Billy Valdez, cooperado do Coletivo Catarse, na fotografia, operação de câmera e assistência de direção de Leandro Monks. A obra apresenta depoimentos de vítimas da enxurrada, bem como cenas do cataclismo misturadas com takes da banda tocando.  As imagens do grupo ao vivo foram captadas no Áudio Porco, estúdio no bairro Cidade Baixa, região central de Porto Alegre. No local, o refluxo do esgoto e a água que o sistema de bombeamento não deu conta de escoar, fizeram com que o líquido empesteado chegasse a aproximadamente 1m20cm dentro do estabelecimento – que fica abaixo do nível da rua. O estrago obrigou o empreendimento a interromper os serviços por cerca de 60 dias e demandou investimento não previsto para reformar o mobiliário atingido. Testemunhos da destruição A operadora de OPLS Vanessa Giovagnoli dos Santos, 47 anos, moradora do Mathias Velho – periferia de Canoas e um dos pontos que mais sofreram com a tragédia em todo o RS –, relaciona o bodum ao luto: A casa em que ela ainda vive com a mãe – a pensionista Silvana Giovagnoli, 66 anos – e o filho Lucas Giovagnoli, 12, ficou submersa por cerca de seis metros, com praticamente tudo o que havia dentro inutilizado pelo encharcamento. Agora, a família busca deixar o imóvel em que residiu por boa parte da vida, com medo de passar pelo pesadelo outra vez.  “A gente continua traumatizada. É algo que não vai passar logo. Eu não consigo nem dormir quando tem barulho de chuva. Se for possível iremos para outro lugar, queremos sair daqui”, frisa Silvana. Perdas materiais também acometeram a secretária administrativa e coproprietária do InkPact Tattoo Gallery Carina Nascimento Giehl, 35 anos, e o tatuador Fernando Antônio “Tampa” Giehl, 40. O casal teve a casa em que morava, no bairro Fátima em Canoas, invadida por cerca de dois metros de água. O espaço profissional, no bairro São Geraldo (zona norte de POA) não foi poupado – ainda que com nível de alagamento menos elevado do que na residência. “Ficamos um mês fechado com água dentro e mais um mês de limpeza. Foram cerca de cinco ou seis lavagens para sair o cheiro, que só parou mesmo depois de lixarmos o piso umas três vezes”, recorda o artista, que saiu de Curitiba …

Resistência Kaingang concorre em edital de emenda impositiva

Até 07/09 é possível votar no “Orçamento Participativo Antifascista“, do gabinete do Deputado Estadual Leonel Radde (PT), que está disponibilizando para seleção pública propostas que devem receber recursos de emenda parlamentar de sua responsabilidade. E o Coletivo Catarse tem seu projeto neste certame: o RESISTÊNCIA KAINGANG – memória, território e perseguição. O Resistência Kaingang é um projeto que visa a atualizar as lutas deste povo indígena, trazendo à tona, em um documentário, histórias de retomadas contemporâneas e, em uma websérie, o caminho de uma de suas lideranças – Alcindo Peni Nascimento. O planejamento inlcui a organização de todo o material já produzido pelo Coletivo Catarse sobre o tema, desde o início dos anos 2000, inclusive, iniciando-se com o documentário Índios Urbanos (o qual antecede a existência do Coletivo, mas é produzido por pessoas que viriam a fundar a cooperativa), que deve ser remasterizado para um lançamento digital – este, um documentário que remonta às primeiras conquistas de terras em área urbana de Porto Alegre. Ou seja, é um projeto de ordenação e disponibilização de acervo e de realização de novas produções, uma proposta que deve servir para contar algumas das histórias de um pono que está em constante luta pela sua existência e por seus territórios. Para saber mais sobre o Resistência Kaingang, acesse o site do projeto (que já tem um bom material de registro): resistenciakaingang.com.br. O passo a passo de votação no Orçamento Participativo Antifascista é simples e rápido, confere:✅ Primeiro, preencha seus dados no site.✅ Marque estar ciente sobre as instruções.✅ Você vai ser direcionado para votar em uma instituição para a SAÚDE.✅ Após, você será direcionando para votar em apenas um projeto para DEMAIS ÁREAS. Role o cursor em seu computador ou deslize o dedo na tela do celular até encontrar na lista a descrição “Cooperativa de Trabalho Catarse – Resistência Kaingang – organizando e conectando a memória de uma luta de décadas”. Vote.✅ Os votos são computados ao final, após o aceite de dados e envio do formulário. Para saber mais sobre o que é o Orçamento Participativo Antifascista, vá ao site do mandato do Deputado Leonel Radde, clique aqui.

Oficinas de Inclusão Digital com ênfase em produção audiovisual em Mostardas

Numa parceria fechada entre Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre/Coletivo Catarse e o Ponto de Cultura STR Mostardas, no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc, no projeto Festejos e Encontros da Cultura Popular (Edital SEDAC 25/2024), serão oferecidos 5 ciclos das oficinas em escolas públicas e em áreas de quilombos do município do litoral médio do estado. Na última quinta-feira (17/07), o Coletivo esteve em reunião em Mostardas com a coordenação do projeto, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, e, em conjunto, na Secretaria de Educação, definindo quais escolas receberiam quais oficinas e o período de realização de cada uma – o projeto ainda prevê, com outros parceiros, oficinas de música, bricadeiras da cultura popular, capoeira e outras atividades com festejos típicos. “Esta oficina que fica a nosso cargo, de Inclusão Digital, que vai acontecer a partir da instrumentalidade da produção audiovisual, um metiê clássico nosso, surgiu da ansiedade de se ver um aparelho tão importante como o telefone celular servindo para coisas construtivas. Quando o Tadeu (Perciúncula, coordenador do Ponto de Cultura STR Mostardas) veio falar com a gente, destacou isso, e encaixou exatamente com uma série de propostas com esse tipo de reflexão que viemos fazendo em nossas produções e oficinas recentes. Vamos levar isso para os oficineiros, mostrar alternativas de usos e procurar montar processos com início, meio e fim – podendo ser a realização de um filme, por exemplo.” – é o que comenta Gustavo Türck, um dos responsáveis do Coletivo Catarse pelas oficianas. O Ponto de Cultura STR Mostardas é uma grande referência já há muitos anos na região – que também é chamada de Litoral Negro do Rio Grande do Sul. O conceito, cunhado pela historiadora Claudia Mollet, leva em conta o grande número de comunidades quilombolas entre Osório e São José do Norte – são 10 comunidades até o momento – e as contribuições dos africanos e seus descendentes para a cultura da região. Com tantas manifestações culturais latentes e trabalhos de resgate de suas cidadanias e costumes constantes nos territórios, o Ponto já desenvolveu projetos e trabalha exatamente como um apoiador com suas ações na área da cultura, memória e patrimônio. E este projeto é mais uma iniciativa que visa a registrar, oferecer capacitação e a promover festejos típicos como o Terno de Reis.

Oficina na EMEF Porto Novo celebra identidade, memória e protagonismo comunitário

Nesta semana, foi concluído um importante ciclo de oficinas e registros audiovisuais realizados na EMEF Porto Novo, localizada na região hoje conhecida como “Dique Nova”, em Porto Alegre (RS). A escola, atualmente sob a gestão da professora Solange Medeiros, acolheu o projeto com entusiasmo. O espaço educativo serviu como palco para atividades junto às turmas de 9º ano do ensino fundamental, conduzidas pelas oficineiras Lorena Sanchez e Maria Apollo. Durante cinco encontros, às quartas-feiras, os estudantes participaram de vivências voltadas à introdução da linguagem audiovisual, com foco no fortalecimento da autoestima, do pertencimento e da valorização da identidade territorial. A partir de perguntas como “O que significa, para ti, morar nesse lugar?” e “Do que você mais gosta em você?”, os alunos escolheram lideranças comunitárias e escolares para entrevistar, aproximando-se, assim, da história viva de sua comunidade. As oficinas também incentivaram um novo olhar sobre o cotidiano. O trajeto de casa até a escola foi ressignificado através de registros fotográficos e textos criativos, revelando uma percepção mais poética do território. Além disso, os participantes tiveram contato com diferentes etapas da produção audiovisual: criação de identidade visual, gerenciamento de conteúdo em nuvem, desenvolvimento de um perfil exclusivo no Instagram e planejamento dos bastidores de comunicação. Assim, mergulharam em um processo formativo que vai além da técnica, incorporando organização, expressão e escuta ativa. A iniciativa, desenvolvida com o apoio da Unidade de Saúde Santíssima Trindade, da própria EMEF Porto Novo e do Coletivo Catarse, por meio de Emenda Parlamentar da Câmara Municipal de Porto Alegre, promoveu o resgate da história local e o fortalecimento de laços comunitários, mostrando como ações culturais podem impulsionar saúde, bem-estar e reconhecimento coletivo. Com o material desta primeira fase já finalizado, a próxima etapa é colocar a mão na massa. Em breve, materiais como reels, postais poéticos e um documentário, serão lançados nas redes. A ideia é clara: contar para o mundo que, na comunidade do Porto Novo há gente que resiste, sonha e constrói, todos os dias, um território de força, afeto e respeito mútuo. Texto: Lorena SanchezApoio de imagens doc: Billy Valdez

Enquanto a Luz Não Chega cumpre circuito de lançamento

Desde 27 de junho, em fase final de projeto, o curta-metragem teve 6 exibições, com mais de 150 pessoas presentes ao vivo e 500 online. A primeira foi realizada na sede do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, na Comuna do Arvoredo, em dia de Maria Maria Espaço Cultural, quando a garajona se transformou em sala de cinema e sombras. Numa atividade com transmissão online, os roteiristas e diretores do filme, Têmis Nicolaidis e Gustavo Türck, contando com a participação do diretor de arte – e sombrista – Alexandre Fávero, realizaram uma dinâmica em que apresentaram as linguagens usadas – o audiovisual e as sombras – numa trama que trata do drama de pessoas que se vêem envoltas em relações fragilizadas e num uso desmedido de aparelhos tecnológicos, revelando uma dependência que vai se encontrar em cheque exatamente na falta de energia. A seguir, é possível conferir o registro de como foram as explanações, ainda com participações dos protagonistas e de quem produziu a trilha sonora, mesmo que um pouco prejudicado pelas falhas relacionadas à conexão – vejam só! – com a internet, que “derrubou” a live e fez com que o filme fosse transmitido em seu lançamento em duas partes – mas no “ao vivo” tudo aconteceu muito bem, com uma segunda projeção acontecendo ao final, inclusive. Após, aconteceram outros 2 eventos, dia 1° de julho, em parceria com os Pontos de Cultura TV Restinga, no período da manhã, na EMEF Nossa Senhora do Carmo, e Quilombo do Sopapo, à noite, na EMEF José Loureiro da Silva, nos bairros Restinga e Cristal respectivamente. Duas projeções com reações distintas com públicos diferentes de estudantes de ensino fundamental II, numa escola de 9° ano, com gurizada de 12 a 14 anos, na outra com alunos do EJA, com pessoal já em idade mais madura. Já em 03/07, foi a vez da exibição no Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, em sala de projeção montada em meio a objetos que demonstram a evolução tecnológica dos meios de comunicação, comunicando perfeitamente com o cenário do imaginário a ser retratado pelo filme. E, para “consertar” o evento online e também destacar o filme entre outras produções que o Coletivo Catarse lançou em junho, ainda foi possível realizar mais uma ação de lançamento num dos blocos de bate-papo no Talk Exu #02, com nova exibição do filme na íntegra ao final, ao vivo, na Maria Maria Espaço Cultural, e online no canal do YouTube do Coletivo. Todas essas ações foram acompanhadas, contando com suporte de acessibilidade, via capacitação ou estando à disposição ou em exibição completa em idioma de libras, destacando que o filme também é finalizado em versões com idioma de libras, com legendagem e com audiodescrição (ainda não disponível completamente aberto na internet, pois deve cumprir circuito de festivais). Novas sessões e ações devem ocorrer com o tempo, contando com divulgação neste site e nos canais de redes sociais do Coletivo Catarse. Inscreva-se, siga e fique atento.

Coletivo Catarse recebeu oficina de Acessibilidade

Texto: Márcia Tolfo e Gustavo Türck / Fotos: Márcia Tolfo e Têmis Nicolaidis Como parte integrante dos trabalhos com acessibilidade realizados a partir do projeto do filme Enquanto a Luz Não Chega, financiado pela LPG POA, o Coletivo Catarse recebeu, em 03/07, a profissional Si Dornelles em sua sede para uma oficina de 4h sobre Acessibilidade Atitudinal. Si apresentou o caminho de aprendizado da língua dos sinais e fez várias reflexões: “A cada dia aparece uma acessibilidade nova, e o que podemos fazer para receber da melhor forma cada ser humano?” – indagou aos presentesrepresentantes do Coletivo Catarse, da Maria Maria Espaço Cultural e da Comuna do Arvoredo. Um dado importante que ela trouxe foi o de que 80% das debilidades são adquiridas e 20% são congênitas, ou seja, uma grande parte das pessoas acaba por desenvolver essas dificuldades em fases da terceira idade. Lembrou também que ações de acessibilidade também atingem aqueles que estão passando por inabilidade momentânea – um pé quebrado, por exemplo. Durante as explicações, foram apresentadas diversas lâminas, deixando clara a importância dos processos de recepção e acolhimento – o tempo dedicado a essas ações é essencial para uma preparação adequada para se receber as pessoas. Si Dornelles também destacou o novo símbolo universal, que se refere a todos os tipos de acessibilidade, e a complicação em se utilizá-lo se não se for oferecer o suporte completo: “Não seria bom usar se não se for incluir todos os 18 tipos, no entanto, o símbolo antigo é limitador do conceito de acessibilidade e não representa outras deficiências além de física” – pondera. Ao final, foi apresentada a etiqueta social e as barreiras comumente encontradas pelos PCDs. Também Si mostrou como alguns seguimentos se organizam em comunidade, cultura e identidade – como os surdos -, implicando em partilhar de um mesmo ideal de luta pela manutenção dos seus direitos. E ainda houve tempo para duas dinâmicas. Uma fizemos com a tradução simultânea em idioma de sinais de uma música e outra em que, com os olhos vendados, os presentes ouviram um áudio de um filme e tentaram identificar o que estava acontecendo na cena. Terminando a oficina na sede do Coletivo Catarse, em ato contínuo, a equipe foi ao Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, em mais um evento de lançamento do curta-metragem, em mais uma exibição com acessibilidade em libras e acesso gratuito.

Talk Exu chega à segunda edição dando foco aos três últimos filmes do Coletivo Catarse

Depois de um hiato de um ano, o talk show “Talk Exu” chega a seu segundo episódio – e com previsão de pelo menos outras três edições futuras. O programa, uma iniciativa do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, ocorre a partir das 20h desta sexta-feira (11/7), em dia de Maria Maria Espaço Cultural, na Comuna do Arvoredo (Rua Cel. Fernando Machado, 464), Centro Histórico de Porto Alegre. O local será transformado em um estúdio para receber convidados e público (aberto e com acesso gratuito desde às 18h30), com o evento sendo transmitido ao vivo pelo canal no YouTube do Coletivo Catarse. No foco das conversas estarão as três últimas produções audiovisuais do Coletivo, todas lançadas na segunda quinzena de junho: os documentários “Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata”, sobre a retomada Kaingang no Morro Santana, e “Cooperar é Resistir”, contando a história da PedalExpress, um coletivo de entregas que se utiliza de bicicletas em Porto Alegre; finalizando com o curta-metragem de ficção “Enquanto a Luz Não Chega”, com bate-papo sobre os desafios de uma produção que mescla o audiovisual e o teatro de sombras, com exibição completa do filme ao final – também como parte do circuito de lançamento do mesmo. As entrevistas sobre as produções serão intercaladas por intervenções musicais da banda “Expresso Livre”, com Jéssica Nucci no vocal, acompanhada dos violões de Vicente Guindani e Nil Tavares. O Talk Exu tem em 2025 a previsão de pelo menos quatro episódios, como parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 / Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. No âmbito deste projeto, também estão previstas e já em execução pelo menos 40 atividades culturais diversas em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026, buscando contemplar cerca de 100 artistas locais, além de oferecer, também em outros espaços, oficinas de teatro para crianças e adultos, uma atividade de carijada (produção artesanal de erva-mate), oficina de discotecagem/hip hop com DJ Piá, entre outras ações. Confira aqui como foi o primeiro episódio do Talk Exu. SINOPSES DOS FILMES Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata Direção de Gustavo Ruwer e Iracema Gãh Té Sob a liderança da cacica Iracema Gãh Té, uma comunidade Kaingang retoma seu território ancestral no ponto mais alto de Porto Alegre. Enfrentando a ameaça de um grande empreendimento imobiliário, a comunidade desafia o abandono do estado e enfrenta uma poderosa família de banqueiros para defender as florestas e nascentes do Morro Santana. O lançamento oficial ocorre sábado, 12 de julho, às 19h, na Retomada Gãh Ré, Morro Santana (Porto Alegre – RS) Cooperar é resistir Direção coletiva entre a PedalExpress e o Coletivo Catarse O documentário conta a trajetória recente da PedalExpress e dos desafios enfrentados pelo coletivo de entregas de bicicleta nos últimos anos a partir do avanço das plataformas e da precarização do trabalho, lembrando ainda a resistência durante a pandemia e à enchente de 2024. O filme propõe uma reflexão sobre a importância do meio de transporte para a mobilidade urbana e aponta caminhos alternativos para a construção de um meio de subsistência sem exploração. O apoio à produção é da Labora – Fundo de Apoio ao Trabalho Digno. A pré-estreia ocorreu em 26 de junho, em evento fechado para os cooperados e ex-cooperados. Em breve, será divulgado o lançamento oficial. Enquanto a Luz Não Chega Direção e roteiro de Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis e direção de arte de Alexandre Fávero, com Ana Delarte, Gustavo Cardoso e Anderson Gonçalves no elenco Curta-metragem de ficção que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas. Do encontro do teatro de sombras e o audiovisual, surge uma história sobre desconexão e apatia e os caminhos que a escuridão aponta. Uma coprodução do Coletivo Catarse e Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre com a Cia Teatro Lumbra. A estreia ocorreu em 27 de junho, na Maria Maria Espaço Cultural, contando ainda com apresentações no dia 1º de julho para alunos da EMEF Nossa Senhora do Carmo, iniciativa em parceria com o Ponto de Cultura TV Restinga, e no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, no bairro Cristal. No dia 3 de julho, foi a vez do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, no Centro Histórico de Porto Alegre, receber a exibição. Todas as atividades contando com acompanhamento de acessibilidade, acionando-se linguagem em libras quando necessário, tendo també sido finalizadas cópias com libras e audiodescrição. Trailer oficial: SERVIÇOO quê: Talk Exu #02 | Os filmes que lançamos no outono passadoTemática do programa: Bate-papo sobre os documentários “Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata” e “Cooperar é Resistir” e o curta-metragem “Enquanto a Luz Não Chega”, intercalados por intervenções musicais da banda Expresso LivreQuando: 11 de julho, sexta-feiraHorário: 18h30 (espaço aberto) e 20h (inicia o talk show com live aberta no @coletivocatarse no YouTubeLocal: Maria Maria Espaço Cultural – Rua Cel. Fernando Machado, 464, Centro Histórico, Porto AlegreAberto ao público, com entrada gratuita