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Resistir é o compromisso

Lançamento do tão aguardado segundo clipe da banda Boca Braba Hardcore, que tivemos prazer de produzir.

Neste novo clipe a banda mostra sua nova formação que vem cada vez mais ganhando destaque e força no cenário underground do RS.
Resistir é o compromisso, mostra uma banda coesa, determinada e focada. Firmando sua ideologia e mostrando que a música vai além de mostrar só rifes pesados e batera marcante.

Produção: Coletivo Catarse e Boca Braba Hardcore.
Imagens, edição e color grading: Billy Valdez

Segue a letra deste petardo sonoro:

Resistir é o compromisso

Quem é o dono do poder? País da falsidade, vampiro da gasolina o diabo na terceira idade
Vidas do avesso, mascarados tem seu preço, aqui na América Latina nos seguimos a rotina
Trabalhar pra sustentar um bando de parasita, a polícia militar, suas máfias e milícias, empreiteiras, estatais, um consórcio de quadrilhas que não passam nos jornais mas atingem as famílias!
Mas atingem as famílias!
Mas atingem as famílias!
Nossos problemas banais! Na terra dos marajás! Ratos roendo estatais! Associações patronais! Nossos problemas banais! Na terra dos marajás! Ratos roendo estatais! Associações patronais!
Querem fazer tu te render, os escravos da vaidade, essa mídia corrompida nos guiando pra insanidade,

Ferve de certezas arrombando a natureza, sociedade é movida a carbono e a frieza.

O caos tá nas favelas, vai madeira nos cortiços, a polícia senta o braço, resistir é o compromisso!

O caos tá nas favelas, vai madeira nos cortiços, a polícia senta o braço, resistir é o compromisso!

Resistir é o compromisso!

Resistir é o compromisso!

Sou Evander Holyfield, tô blindado até a alma, vim pra ver o Rei cair a anos to mantendo a calma, não me treina nem me testa sem plateia e nem palmas, ao sistema explorador não entregarei minha alma!

Não entregarei minha alma!

Não entregarei minha alma!

Não entregarei minha alma!

Heavy Hour 36 – 22.04.19 – Mulheres: universos, labirintos e fortalezas

Neste programa, as mulheres vão falar, simplesmente, sobre quem são, vivendo nestes tempos de luta, por seus lugares de fala e ação no mundo contemporâneo. Que feminino é esse que urge e se transforma, neste ambiente de incertezas, de mudanças e de posicionamentos colocados, embora, ainda de muita hostilidade. Aceitando ao desafio de comandar a edição, estão marcando presença bem do jeito delas! Com apresentação de Têmis Nicolaidis e Cristiane Cubas, do Coletivo Catarse, e com as convidadas Kacau Soares, atriz, licenciada em História pela Política de Cotas na UFRGS, militante da cultura, trabalhadora da assistência social no programa Ação Rua; e Fabi Cre, mulher socióloga e mãe feminista; Ana Carolina Pereira, comunicadora, artista intervencionista e militante do movimento feminista. Na técnica, Gustavo Türck, e com os ouvintes direto no Estúdio Monstro, Marcelo Cougo, Billy Valdez, Guilherme Schröder e Airton Gregório. No apoio etílico, Cerveja Artesanal Macuco e Cachaça Caipora! Arte deste episódio feita sobre ilustração de Ekaterina Tutynina.

Setlist:
Eu Acuso! – Idade Mídia
Rita Lee e Zelia Duncan – Pagu
Elza Soares – Dentro de cada Um
Nina Simone – Four Women
Mayra Andrade – Ilha de Santiago
Mulamba – Mulamba
Gal Costa – Vaca Profana

Heavy Hour 35 – 16.04.19 – Masculinidade tóxica e simplesmente a masculinidade…

O massacre machopata é evidente, mas este programa não se atém apenas a tratar da toxicidade masculina que anda afogando as mulheres e a sociedade – ainda mais agora com uma representatividade institucional de uma presidência de república falocêntrica de bananas. A gente conversou também sobre nós mesmos, homens. Sensibilizamos com Guilherme Schröder, filósofo, poeta, vagabundo e pai da Lara, e com Airton Gregório, artista educador, abrimos um pouco de nossas vidas e tocamos alguns confins, sem deixar nossa acidez esquerdopata analítica de lado.

Muito interessante, também, nossa setlist, saca só (falamos muito sobre isso):

Ekena – TODXS PUTXS
Graforréia Xilarmônica – Eu gostaria de matar os dois
Wander Wildner – Empregada
Não Recomendados – O tempo não para/Não recomendado
Liniker – Zero
Pedro Guerra – Miedo
Pepeu Gomes – Masculino e Feminino

O Grande Tambor na Comuna do Arvoredo

Documentário – 2010 – 124′ 02”
O filme narra a trajetória do Tambor de Sopapo, que carrega a história da diáspora africana no Rio Grande do Sul. Sua matriz vem pelas mãos e mentes dos africanos escravizados para a região das charqueadas, ao extremo sul do Brasil. É considerado sagrado, retumbando o som por séculos de um purificar religioso para os rituais de matança – realidade presente nas propriedades que produziam o charque entre os séculos XVIII e XIX. A partir da década de 1950, inicia seu caminho no carnaval, quando surgiram as primeiras escolas de samba no estado. O Grande Tambor conta uma parte da história sobre a contribuição dos afrodescendentes na formação simbólica e cultural do povo do Rio Grande do Sul. Sobreviveu pelas mãos de Mestre Baptista, Griô, que preservou a memória e a arte da fabricação de um instrumento de som grave e marcante e que hoje é patrimônio brasileiro.

Heavy Hour 31 – 18.03.19 – Apropriação cultural

Qual o lugar da pessoa negra na cultura brasileira? Qual é a posição do protagonista negro? E o índio, que deu tantas “contribuições” ao povo branco, este branco que assume simbologias que não são suas como…suas – aliás, que SEQUESTRA! Sempre o fez. Neste programa, Contramestre Guto, coordenador do Ponto de Cultura Africanamente, e Alexandre Peres de Lima, antropólogo e cientista social, fazem o que podem para falar na ditadura do tempo do Heavy Hour! A parada é complexa…

E você? Se apropria da cultura dos outros? Hmmmmmmm…

Livreiro Bolivar traz um “guri medonho”, José Falero, da Lomba do Pinheiro, sua primeira obra, “Vila Sapo”. Ouve e liga lá 51-989.050.6725 para saber da história de quem, por ser negro, cai pelas balas da…

Setlist:
Eu Acuso! – Idade Mídia
Xenia França – Pra que me chamas
Spinetta e Los Socios del Desierto – Cuenta En El Sol
Gonzaguinha – Pacato Cidadão
Itamar Assumpção – Vá cuidar de você
Dick Dale – Misirlou
Dor Fantasma – Hey
N.W.A. – Alwayz into somethin
Black Pantera – Punk rock nigga roll