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Heavy Hour 17 – 27.11.18 – Questão Indígena de novo em pauta, porque Bonoro odeia índios!

Programa com Roberto, do Conselho Indigenista Missionário, Clémentine Marechal, antropóloga e parceira do Coletivo Catarse no Projeto Resistência Kaingang, Iracema Gá Teh Nascimento, xamã Kaingang, e Jósimo, membro da etnia Puyanaua, do Acre. Em pauta o patrulhamento absurdo que vem sendo realizado ilegalmente por seguidores de Bolsonaro em áreas indígenas e a situação geral de desespero que toma conta dessas populações de sul a norte – mas também com espaço para valorização dessas culturas!

Apresentação de Gustavo Türck (@GustavoTurck), Marcelo Cougo e Billy Valdez.

Nosso Livreiro Bolívar (51-989.050.672) também da a sua dica de mais uma importante leitura!

Quem toca neste programa:
Bloco 1
Anthrax – Indians
Hell Bound – Black Storm
Machete Bomb – Temporada de Caça

Bloco 2
Black Moon Riders – She Dies
Primus – Lacquer Head
Heart Attack – Fight to Overcome

Bloco 3
Amitraz – Concepção
Bayside Kings – Tired of this Earth
Motörhead – In the Name of Tragedy
Legião Urbana – Índios

Te comunica com a gente!
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Heavy Hour 16 – 20.11.18 – estreia na RádioCom de Pelotas! Dia da Consciência Negra e muito papo!

Com Charlotte Dafol, fotógrafa e musicista, que dá seus pitacos e fala do trabalho na Agência de Notícias das Favelas, do Rio de Janeiro, tem ainda a participação do Professor e semiólogo Vinícius Romanini, falando da estética bolsonarista whatszapeana, teve ainda entrada ao vivo, direto da Marcha Zumbi Dandara em Porto Alegre, da Mariana Gonçalves, que é da Rádio A Voz do Morro, e – ufa! – o retorno de Jedi, Billy Valdez voltando da tour da Hempadura e…não falando nada!

Ah! E tem mais uma dica de Bibliografia Social do Livreiro Bolívar (51-989.050.672)!

Este programa estreia a rede com a RádioCom de Pelotas, 104.5 FM, uma satisfação tremenda pra gente e que rendeu duas músicas do filme que produzimos por lá, lançado em 2010, O Grande Tambor. O Heavy Hour vai ao ar todas as quartas-feiras, a partir das 20h – na Rockpedia segue nos sábados às 18h e todas as quartas, também, já à tarde, vai para o Mixcloud e site do Coletivo Catarse e osubsolo.com.

Músicas neste programa:
Bloco 1
A Princesa é uma Senhora – trilha sonora do filme O Grande Tambor
Caetano Veloso – Black or White/Americanos

Bloco 2
Ratos de Porão – Expresso da Escravidão
Commandantes – Makhnovtchina
Criolo – Cria de Favela
Leviaethan – Drinkin Death

Bloco 3
Suíte Senzala – trilha sonora do filme O Grande Tambor

Bloco 4
Dona Conceição ft MC Pérola Negra – A Onda é Negra
Sepultura – Territory

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Cordel do Fogo Encantado: a primeira vez do estagiário

Em uma tarde comum de trabalho no Coletivo Catarse, o estagiário colocou um reggae pra tocar. Lá pelas tantas, alguém comentou:

“Nossa, essa música lembra muito Cordel do Fogo Encantado”!

“Não sei que banda é essa, mas pode ser que tenha inspirado eles”, respondeu o estagiário.

“Não acredito que tu não conhece o Cordel do Fogo Encantado! É uma banda de Pernambuco que fez um baita sucesso nos anos 2000 e que tinha se separado, mas voltou este ano e vem tocar aqui em Porto Alegre dia 29 de Novembro no Opinião!” – esta colocação definitivamente despertou a curiosidade do estagiário.

“Vamos fazer uma cobertura e acho que seria muito legal também se tu ouvisse o primeiro álbum, que considero o melhor, pela primeira vez e descrevesse a experiência!” – o estagiário concordou, colocou um fone de ouvido e apertou o play…

Sinos e gritos iniciam o álbum Cordel do Fogo Encantado. A impressão é de um pesadelo apocalíptico no Sertão. Retirantes em uma carroça contam – no melhor estilo de teatro popular nordestino – suas histórias de vida e morte.

Começa uma batucada poderosa, mais tarde também se somam outros instrumentos de percussão como pandeiro, agogô e triângulo.

As músicas não se restringem ao clima sombrio, por vezes assumem tons alegres – remetendo a festas populares como São João – ou contornos românticos.

A forte presença de manifestações da cultura popular talvez seja um dos traços mais marcantes da obra. Além disso, elementos comuns a boa parte do país – como o pandeiro e o sabiá – trazem uma ideia de brasilidade muito forte.

As poesias de cordel – como “Aí se sesse” – que vão sendo declamadas entre e durante as músicas não só ajudam a quebrar o ritmo, mas também valorizam e difundem a sabedoria de grandes mestres contadores de histórias.

A natureza é tema recorrente de diversas canções: o vento, a pedra e o fogo são personagens de diversas histórias cantadas. A chuva e a seca são colocadas de forma a revelar uma terra de extremos. Por vezes a seca é devastadora; mas, quando vem, a chuva é tanta que até o boi nada.

Aliás menções como, o boi, o canavial e o carroceiro são comuns e vão revelando a vida no sertão.

O misticismo também é um traço extremamente marcante. O álbum passa uma ideia ritualística, como se evocasse os espíritos do sertão para que revelassem seus segredos mais profundos.

Nesse aspecto, percebe-se a influência de uma longa tradição de pajés, curandeiras e profetas. Figuras históricas e míticas como Antônio Conselheiro e o Rei Dom Sebastião também assinam as profecias declamadas:

“Herdeiros do novo milênio
Ninguém tem mais dúvidas
O sertão vai virar mar
E o mar sim
Depois de encharcar as mais estreitas veredas
Virará sertão

Antônio tinha razão
Rebanho da fé

A terra é de todos e a terra é de ninguém
Pisarão na terra dele todos os seus
E os documentos dos homens incrédulos
Não resistirão a Sua ira

Filhos do caldeirão
Herdeiros do fim do mundo
Queimai vossa história tão mal contada”

O álbum é sensacional, extremamente poético sem ser enfadonho ou elitista; muito pelo contrário. As culturas populares nordestinas ajudam a cantar as histórias de forma interessante e cativante. A alternância entre o tom profético apocalíptico, alegre, festivo e romântico faz com que o álbum não fique repetitivo.

Mas vale dizer que, pela ritualística e teatralidade, que ficam evidentes até mesmo em um som gravado, deve ser MUITO mais afudê ao vivo!

Hempadura – Resistência 1.0

Não, não… Na real é Resistência de Ka 1.0…

A Hempadura vai invadir várias praias, mas não pra ser mais alguns dos inúteis úteis. A partir do dia 9 de novembro, os 4 com todos seus apetrechos musicais embarcam numa nau 1.0, enfrentando as marés das BRs, passando de Caxias do Sul, Floripa, republiqueta de Curitiba e caindo na mui amiga e retroprogressita São Paulo.

Galera viajando com tema Foda-se o Sistema e nomeando a parada de Molotov Tour, no contexto atual e nos locais que vão passar, companheiro… Vai ser demais!!!

Imagine-se no meio de uma alemoada catarinense gritando “Queimem, bando de filhadaputaaaaaaa!!!!” ou então lá em Sampa fazendo um mosh pit ao som de 5 Tiros, descarregando a puta raiva, meo, dos puliça que mata geral na quebrada.

É, véio… Hempadura indo pra um caminho sem volta, perfurando a superfície do caos dessa porra deste palanque de mentiras que estamos vendo e mergulhando na teoria da conspiração aplicada à realidade do mercado da morte.

Vais perder esta ou vais ficar de zumbi?!

Amém.

Programação da tour (eventos do Face clicáveis):
09/11 – Caxias do Sul/RS – Porão do Kaos 281
10/11 – Rio do Sul/RS – Gaia Tatto Bar
12/11 – Florianópolis/SC – Taliesyn Rock Bar
14/11 – Curitiba/PR – 92 Graus
15/11 – Campinas/SP – Casa Rock
16/11 – São Paulo/SP – Centro Cultural Zapata
18/11 – Imbituba/SC – Drakos Beer Pub

Heavy Hour 13 – 01.11.18 – Jair, queime no inferno!

Com Homero Pivotto, vocalista da Diokane, autor da webserie “Ben para todo mal” e assessor de imprensa da @abstratti, falando de arte, também com participação de Flávio Koutzi, dando sua palha de o que que a gente faz agora…

Lista de músicas do programa:
Necromatório – Jair Queima no Inferno
Nirvana – Lithium
Gluecifer – Shakin So Bad
Diokane – The Light That Makes Us Blind

Red Hot Chilli Peppers – The Power of Equality
Percy Sledge – A Whiter Shade of Pale
Sepultura – Desperate Cry
Soulfly – Feedback

Slipknot – All Out Life
Green Day – Boulevard of Broken Dreams
Rise of the Northstar – Here Comes The Boom
The Murder Ballads Club – Sisters Sisters