Oficina de Hip Hop – História e Discotecagem com DJ Piá

Curso básico de discotecagem com toca-discos, controladores, software de DJ e formação teórica para oficineiros no elemento conhecido. Esta oficina serve para qualquer estilo musical como RAP, Original Funk, Rock, Trap, Funk Carioca, POP Music ou Música Brasileira, para iniciantes e para quem já tem experiência. A ideia é deixar o oficinando preparado para trabalhos de DJ como: animandor de festas (Open format), discotecagem artística, trabalho em grupo ou bandas, produção musical e DJ de competição. – Ensino de instalação de equipamentos específicos;– Técnicas básicas de mixagens;– Como fazer scratches, colagens musicais, noção básica dos equipamentos de DJ;– Teoria musical para iniciantes;– Mapeamento musical;– Divisões rítmicas;– Contagem de BPM’s;– Características de mixagem em diferentes estilos musicais;– Organização repertório;– Gravação de set musical e operação de software para DJ. Abordagem de questões históricas do Hip Hop: o Movimento, seu surgimento, desenvolvimento, suas características no Brasil e sobre a trajetória da música negra no Rio Grande do Sul, além da representatividade de diversidade existente no movimento do Hip Hop atual. Inscrições gratuitas aquiVAGAS LIMITADAS!*idade mínima de 16 anos A Oficina de Hip Hop – História e Discotecagem com DJ Piá integra o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS.

Chuva e forró: a Festa Julina das Marias

Desta vez, nem a chuvarada impediu a diversão! No último sábado (26/07), aconteceu a Festa Julina do Maria Maria Espaço Cultural, uma já clássica festa esperada pelos frequentadores do local e da comunidade. Aliás, foi por causa da chuva que a festa não foi junina, já que a data inicial, no final do mês passado, teve que ser adiada devido à previsão forte de intempéries que circulava na cidade. E o público compareceu mesmo assim. O espaço ficou quente, e o forró tomou conta da garajona na Comuna do Arvoredo, ocupado pelas Marias de quinta a sábado. A festa começou com aula experimental do professor e dançarino Giovanni Vergo do Nós-Dança de Salão, comandando uma playlist contagiante. Após, o embalo do arrasta pé ficou por conta do grupo Forró Fuá. Confira algumas fotos do cooperado Billy Valdez dessa noite divertida. A atividade integra o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. Neste projeto estão previstas – e já em execução – pelo menos 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural, até maio de 2026, entre outras ações. Texto: Billy Valdez Edição: Anahi Fros

SAMBAÊA no Ventre Livre

No sábado 12 de julho, o Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre recebeu na garajona da Comuna do Arvoredo a vivência de Samba de Roda SAMBAÊA, com Treinela Jane Oliveira e Treinel Maskote, respectivamente das escolas Associação de Capoeira Angola Navio Negreiro (ACANNE) e Africanamente Escola de Capoeira Angola. A vivência foi aberta e gratuita, recebendo 20 pessoas. Maskote e Jane explicaram que o Samba de Roda é uma manifestação cultural do Recôncavo Baiano, que tem uma forte ligação com a Capoeira e com o Samba de Caboclo feito nos Candomblés da Bahia. Apesar de partilhar esta raiz Bantu – grande grupo linguístico e cultural que reúne mais de 400 povos africanos nas regiões de Congo, Angola, Gabão, Zâmbia, Namíbia, Zimbábue – o samba de roda é diferente dos outros sambas de maior presença no Rio Grande do Sul. O ritmo afrobaiano usa principalmente instumentos de percussão, como atabaques e pandeiros. As palmas e as canções de pergunta e resposta completam a manifestação cultural, que também costuma ser dançado por duas pessoas no centro da roda, balançando os quadris e sem tirar os pés do chão – parecido com a forma de “amassar o barro” no feitio de casas de pau a pique – diferente do Samba Carioca, por exemplo. Jane contou que uma das primeiras referências que teve nesta cultura foi sua avó, que fazia parte do Candomblé. Falou também de importância de Mestre Renê Bittencourt da ACANNE. Maskote por sua vez lembrou do Mestre Renato Beabá, da Malta dos Guris e Gurias de Rua, como uma importância referência do samba de roda em Porto Alegre, que inclusive fazia sambas de roda e rodas de capoeira na Comuna do Arvoredo no final dos anos dois mil. Por ser uma manifestação nova para alguns, o foco da vivência foi apresentar os fundamentos básicos, a começar pelas palmas. Maskote reforçou sua importância no samba de roda, explicando que, quando batidas fora do tempo, podem atrapalhar os demais instrumentos. Na sequência, Jane compartilhou dinâmicas para soltar os corpos e dar os primeiros passos do samba. Em roda, os oficineiros explicaram alguns fundamentos de entrada e saída, reforçando sempre a reverência aos atabaques e a relação entre os seus toques o que é dançado. Por fim, encerraram com o ritual do samba de roda. Os atabaques e pandeiros ecoaram na garajona da Comuna do Arvoredo e colocaram os corpos em movimento. As palmas marcaram o compasso e as cantigas repetiram aquilo que antes fora cantado pelos mais velhos e os ancestrais. O frio e umidade deram lugar momentaneamente ao calor humano e alegria típicos da cultura popular afro nordestina, deixando no final aquele gostinho de quero mais. Felizmente, para quem participou ou ficou com vontade de chegar nas próximas, haverá muito mais, já que o projeto “SAMBAÊA – Fortalecendo a cultura afro baiana em POA” foi contemplado no Edital da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento a Cultura PNAB POA e estará desenvolvendo diversas atividades ao longo do ano. Para saber das próximas vivências e encontros de samba de roda, acompanhe as páginas do Africanamente Treinel Maskote e Treinela Jane e da Treinela Jane e Treinel Maskote.

Oficinas de Inclusão Digital com ênfase em produção audiovisual em Mostardas

Numa parceria fechada entre Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre/Coletivo Catarse e o Ponto de Cultura STR Mostardas, no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc, no projeto Festejos e Encontros da Cultura Popular (Edital SEDAC 25/2024), serão oferecidos 5 ciclos das oficinas em escolas públicas e em áreas de quilombos do município do litoral médio do estado. Na última quinta-feira (17/07), o Coletivo esteve em reunião em Mostardas com a coordenação do projeto, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, e, em conjunto, na Secretaria de Educação, definindo quais escolas receberiam quais oficinas e o período de realização de cada uma – o projeto ainda prevê, com outros parceiros, oficinas de música, bricadeiras da cultura popular, capoeira e outras atividades com festejos típicos. “Esta oficina que fica a nosso cargo, de Inclusão Digital, que vai acontecer a partir da instrumentalidade da produção audiovisual, um metiê clássico nosso, surgiu da ansiedade de se ver um aparelho tão importante como o telefone celular servindo para coisas construtivas. Quando o Tadeu (Perciúncula, coordenador do Ponto de Cultura STR Mostardas) veio falar com a gente, destacou isso, e encaixou exatamente com uma série de propostas com esse tipo de reflexão que viemos fazendo em nossas produções e oficinas recentes. Vamos levar isso para os oficineiros, mostrar alternativas de usos e procurar montar processos com início, meio e fim – podendo ser a realização de um filme, por exemplo.” – é o que comenta Gustavo Türck, um dos responsáveis do Coletivo Catarse pelas oficianas. O Ponto de Cultura STR Mostardas é uma grande referência já há muitos anos na região – que também é chamada de Litoral Negro do Rio Grande do Sul. O conceito, cunhado pela historiadora Claudia Mollet, leva em conta o grande número de comunidades quilombolas entre Osório e São José do Norte – são 10 comunidades até o momento – e as contribuições dos africanos e seus descendentes para a cultura da região. Com tantas manifestações culturais latentes e trabalhos de resgate de suas cidadanias e costumes constantes nos territórios, o Ponto já desenvolveu projetos e trabalha exatamente como um apoiador com suas ações na área da cultura, memória e patrimônio. E este projeto é mais uma iniciativa que visa a registrar, oferecer capacitação e a promover festejos típicos como o Terno de Reis.

Oficina na EMEF Porto Novo celebra identidade, memória e protagonismo comunitário

Nesta semana, foi concluído um importante ciclo de oficinas e registros audiovisuais realizados na EMEF Porto Novo, localizada na região hoje conhecida como “Dique Nova”, em Porto Alegre (RS). A escola, atualmente sob a gestão da professora Solange Medeiros, acolheu o projeto com entusiasmo. O espaço educativo serviu como palco para atividades junto às turmas de 9º ano do ensino fundamental, conduzidas pelas oficineiras Lorena Sanchez e Maria Apollo. Durante cinco encontros, às quartas-feiras, os estudantes participaram de vivências voltadas à introdução da linguagem audiovisual, com foco no fortalecimento da autoestima, do pertencimento e da valorização da identidade territorial. A partir de perguntas como “O que significa, para ti, morar nesse lugar?” e “Do que você mais gosta em você?”, os alunos escolheram lideranças comunitárias e escolares para entrevistar, aproximando-se, assim, da história viva de sua comunidade. As oficinas também incentivaram um novo olhar sobre o cotidiano. O trajeto de casa até a escola foi ressignificado através de registros fotográficos e textos criativos, revelando uma percepção mais poética do território. Além disso, os participantes tiveram contato com diferentes etapas da produção audiovisual: criação de identidade visual, gerenciamento de conteúdo em nuvem, desenvolvimento de um perfil exclusivo no Instagram e planejamento dos bastidores de comunicação. Assim, mergulharam em um processo formativo que vai além da técnica, incorporando organização, expressão e escuta ativa. A iniciativa, desenvolvida com o apoio da Unidade de Saúde Santíssima Trindade, da própria EMEF Porto Novo e do Coletivo Catarse, por meio de Emenda Parlamentar da Câmara Municipal de Porto Alegre, promoveu o resgate da história local e o fortalecimento de laços comunitários, mostrando como ações culturais podem impulsionar saúde, bem-estar e reconhecimento coletivo. Com o material desta primeira fase já finalizado, a próxima etapa é colocar a mão na massa. Em breve, materiais como reels, postais poéticos e um documentário, serão lançados nas redes. A ideia é clara: contar para o mundo que, na comunidade do Porto Novo há gente que resiste, sonha e constrói, todos os dias, um território de força, afeto e respeito mútuo. Texto: Lorena SanchezApoio de imagens doc: Billy Valdez

Enquanto a Luz Não Chega cumpre circuito de lançamento

Desde 27 de junho, em fase final de projeto, o curta-metragem teve 6 exibições, com mais de 150 pessoas presentes ao vivo e 500 online. A primeira foi realizada na sede do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, na Comuna do Arvoredo, em dia de Maria Maria Espaço Cultural, quando a garajona se transformou em sala de cinema e sombras. Numa atividade com transmissão online, os roteiristas e diretores do filme, Têmis Nicolaidis e Gustavo Türck, contando com a participação do diretor de arte – e sombrista – Alexandre Fávero, realizaram uma dinâmica em que apresentaram as linguagens usadas – o audiovisual e as sombras – numa trama que trata do drama de pessoas que se vêem envoltas em relações fragilizadas e num uso desmedido de aparelhos tecnológicos, revelando uma dependência que vai se encontrar em cheque exatamente na falta de energia. A seguir, é possível conferir o registro de como foram as explanações, ainda com participações dos protagonistas e de quem produziu a trilha sonora, mesmo que um pouco prejudicado pelas falhas relacionadas à conexão – vejam só! – com a internet, que “derrubou” a live e fez com que o filme fosse transmitido em seu lançamento em duas partes – mas no “ao vivo” tudo aconteceu muito bem, com uma segunda projeção acontecendo ao final, inclusive. Após, aconteceram outros 2 eventos, dia 1° de julho, em parceria com os Pontos de Cultura TV Restinga, no período da manhã, na EMEF Nossa Senhora do Carmo, e Quilombo do Sopapo, à noite, na EMEF José Loureiro da Silva, nos bairros Restinga e Cristal respectivamente. Duas projeções com reações distintas com públicos diferentes de estudantes de ensino fundamental II, numa escola de 9° ano, com gurizada de 12 a 14 anos, na outra com alunos do EJA, com pessoal já em idade mais madura. Já em 03/07, foi a vez da exibição no Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, em sala de projeção montada em meio a objetos que demonstram a evolução tecnológica dos meios de comunicação, comunicando perfeitamente com o cenário do imaginário a ser retratado pelo filme. E, para “consertar” o evento online e também destacar o filme entre outras produções que o Coletivo Catarse lançou em junho, ainda foi possível realizar mais uma ação de lançamento num dos blocos de bate-papo no Talk Exu #02, com nova exibição do filme na íntegra ao final, ao vivo, na Maria Maria Espaço Cultural, e online no canal do YouTube do Coletivo. Todas essas ações foram acompanhadas, contando com suporte de acessibilidade, via capacitação ou estando à disposição ou em exibição completa em idioma de libras, destacando que o filme também é finalizado em versões com idioma de libras, com legendagem e com audiodescrição (ainda não disponível completamente aberto na internet, pois deve cumprir circuito de festivais). Novas sessões e ações devem ocorrer com o tempo, contando com divulgação neste site e nos canais de redes sociais do Coletivo Catarse. Inscreva-se, siga e fique atento.

Talk Exu chega à segunda edição dando foco aos três últimos filmes do Coletivo Catarse

Depois de um hiato de um ano, o talk show “Talk Exu” chega a seu segundo episódio – e com previsão de pelo menos outras três edições futuras. O programa, uma iniciativa do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, ocorre a partir das 20h desta sexta-feira (11/7), em dia de Maria Maria Espaço Cultural, na Comuna do Arvoredo (Rua Cel. Fernando Machado, 464), Centro Histórico de Porto Alegre. O local será transformado em um estúdio para receber convidados e público (aberto e com acesso gratuito desde às 18h30), com o evento sendo transmitido ao vivo pelo canal no YouTube do Coletivo Catarse. No foco das conversas estarão as três últimas produções audiovisuais do Coletivo, todas lançadas na segunda quinzena de junho: os documentários “Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata”, sobre a retomada Kaingang no Morro Santana, e “Cooperar é Resistir”, contando a história da PedalExpress, um coletivo de entregas que se utiliza de bicicletas em Porto Alegre; finalizando com o curta-metragem de ficção “Enquanto a Luz Não Chega”, com bate-papo sobre os desafios de uma produção que mescla o audiovisual e o teatro de sombras, com exibição completa do filme ao final – também como parte do circuito de lançamento do mesmo. As entrevistas sobre as produções serão intercaladas por intervenções musicais da banda “Expresso Livre”, com Jéssica Nucci no vocal, acompanhada dos violões de Vicente Guindani e Nil Tavares. O Talk Exu tem em 2025 a previsão de pelo menos quatro episódios, como parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 / Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. No âmbito deste projeto, também estão previstas e já em execução pelo menos 40 atividades culturais diversas em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026, buscando contemplar cerca de 100 artistas locais, além de oferecer, também em outros espaços, oficinas de teatro para crianças e adultos, uma atividade de carijada (produção artesanal de erva-mate), oficina de discotecagem/hip hop com DJ Piá, entre outras ações. Confira aqui como foi o primeiro episódio do Talk Exu. SINOPSES DOS FILMES Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata Direção de Gustavo Ruwer e Iracema Gãh Té Sob a liderança da cacica Iracema Gãh Té, uma comunidade Kaingang retoma seu território ancestral no ponto mais alto de Porto Alegre. Enfrentando a ameaça de um grande empreendimento imobiliário, a comunidade desafia o abandono do estado e enfrenta uma poderosa família de banqueiros para defender as florestas e nascentes do Morro Santana. O lançamento oficial ocorre sábado, 12 de julho, às 19h, na Retomada Gãh Ré, Morro Santana (Porto Alegre – RS) Cooperar é resistir Direção coletiva entre a PedalExpress e o Coletivo Catarse O documentário conta a trajetória recente da PedalExpress e dos desafios enfrentados pelo coletivo de entregas de bicicleta nos últimos anos a partir do avanço das plataformas e da precarização do trabalho, lembrando ainda a resistência durante a pandemia e à enchente de 2024. O filme propõe uma reflexão sobre a importância do meio de transporte para a mobilidade urbana e aponta caminhos alternativos para a construção de um meio de subsistência sem exploração. O apoio à produção é da Labora – Fundo de Apoio ao Trabalho Digno. A pré-estreia ocorreu em 26 de junho, em evento fechado para os cooperados e ex-cooperados. Em breve, será divulgado o lançamento oficial. Enquanto a Luz Não Chega Direção e roteiro de Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis e direção de arte de Alexandre Fávero, com Ana Delarte, Gustavo Cardoso e Anderson Gonçalves no elenco Curta-metragem de ficção que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas. Do encontro do teatro de sombras e o audiovisual, surge uma história sobre desconexão e apatia e os caminhos que a escuridão aponta. Uma coprodução do Coletivo Catarse e Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre com a Cia Teatro Lumbra. A estreia ocorreu em 27 de junho, na Maria Maria Espaço Cultural, contando ainda com apresentações no dia 1º de julho para alunos da EMEF Nossa Senhora do Carmo, iniciativa em parceria com o Ponto de Cultura TV Restinga, e no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, no bairro Cristal. No dia 3 de julho, foi a vez do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, no Centro Histórico de Porto Alegre, receber a exibição. Todas as atividades contando com acompanhamento de acessibilidade, acionando-se linguagem em libras quando necessário, tendo també sido finalizadas cópias com libras e audiodescrição. Trailer oficial: SERVIÇOO quê: Talk Exu #02 | Os filmes que lançamos no outono passadoTemática do programa: Bate-papo sobre os documentários “Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata” e “Cooperar é Resistir” e o curta-metragem “Enquanto a Luz Não Chega”, intercalados por intervenções musicais da banda Expresso LivreQuando: 11 de julho, sexta-feiraHorário: 18h30 (espaço aberto) e 20h (inicia o talk show com live aberta no @coletivocatarse no YouTubeLocal: Maria Maria Espaço Cultural – Rua Cel. Fernando Machado, 464, Centro Histórico, Porto AlegreAberto ao público, com entrada gratuita

Capoeira, cultura e saúde na Comuna do Arvoredo

Desde o final de março, o Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre/Coletivo Catarse vem recebendo mais uma atividade entre as tantas que vem movimentando os espaços do coletivo na comunidade urbana da Comuna do Arvoredo, na Rua Fernando Machado, 464, Centro Histórico de Porto Alegre. Desde a quarta feira, 19 de março, o Salão Zé da Terreira e a Garajona do Casarão têm recebido os trabalhos do Africanamente Capoeira Angola.

A Outra Pátria – uma reflexão sob a visão dos colonizadores alemães

Nos dias 22 e 23 de março, o Coletivo Catarse esteve envolvido em duas sessões do filme alemão Die andere Heimat – Chronik einer Sehnsucht (A outra Pátria – Crônica de uma Saudade), de 2013, de Edgar Reitz. Considerado uma obra-prima do cinema sobre a emigração alemã para o Brasil, o filme se passa no século XIX e faz uma instigante reflexão sobre migração e pertencimento, o sonho de uma vida melhor e o imaginário daqueles que vieram ocupar terras e colonizaram o sul do país. Com ponto-de-vista “daqueles que ficaram” na Alemanha, o longa de 4 horas de duração prendeu a atenção dos descendentes e demais interessados neste processo histórico entre os mais de 100 presentes nas duas sessões – no sábado, no Centro Cultural 25 de Julho de Porto Alegre e, no domingo, no Museu Histórico Visconde de São Leopoldo. A programação contou ainda, ao final das projeções, com debates sobre o tema, com participação dos Professores Cléo Altenhofen, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), e Johannes Kretschmer, da Universidade Federal Fluminense (UFF), do Rio de Janeiro. “Conhecendo detalhes sobre a construção desse trabalho e a seriedade da pesquisa realizada pelo diretor Edgar Reitz e sua equipe, acho que ‘A outra pátria – Crônica de uma saudade’ deveria circular pela região da colonização alemã do estado e país, atingindo o maior número possível de descendentes. Particularmente, tenho a dizer que o filme me emocionou profundamente, com história fictícia, mas que nos leva a ‘ver’ os nossos antepassados vivendo a opressão e a miséria da região que, no filme focou no Hunsrück, resultando na migração para busca de melhores oportunidades. Hoje somos o que somos, após 200 anos.” – refletiu Susana Frölich, amiga e parceira de longa data do Coletivo Catarse, Diretora Cultural do Centro Cultural 25 de Julho de Porto Alegre e uma das articuladoras das sessões. O Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre se fez presente pela relação histórica com esses parceiros, montando toda a estrutura de projeção e som das salas de exibição e dos equipamentos para os debates finais – estrutura esta proveniente de diversos projetos de editais públicos, cumprindo a sua função de retorno à sociedade e promovendo a difusão cultural em todos os aspectos e nas suas diversidades. Sinopse:Em meados do século XIX, quando a fome, a pobreza e a arbitrariedade esmagavam os povos, centenas de milhares de pessoas emigraram da Europa para a longínqua América do Sul. “A amarga constatação e a esperança de encontrar algo melhor do que a morte em qualquer lugar”. Tendo como pano de fundo este drama inesquecível, Edgar Reitz revela a crônica de uma saudade no seu novo longa-metragem “O outro lar”: Mais uma vez, a aldeia fictícia de “Schabbach” é o cenário e o universo. Aqui vivemos a história de dois irmãos que, na sua aldeia, se apercebem que só os seus sonhos os podem salvar.

Cultura Viva em Bento Gonçalves

Num dia marcado como o Dia Internacional da Mulher, 8 de março, a Serra Gaúcha recebeu o evento “Cultura Viva: Mobilização e Redes no RS”. Espaço pulsante de cultura e diversidade e com produção do Ponto de Cultura e Memória Vale dos Vinhedos, da Associação Circolo Trentino Di Bento Gonçalves, foi realizado pelo Comitê de Cutura RS, na Casa das Artes, reunindo agentes da cultura gaúcha na região para refletir sobre os desafios do setor.