Ao Vivo no Maria Maria #17 – Luiz Fellipe Capisani

Em 18 de outubro, Luiz Fellipe Capisani esteve apresentando a música ATMOSFERA CRISTAL. AO VIVO no MARIA MARIA é uma produção do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, em realização junto ao Maria Maria Espaço Cultural, ambos com sede na Comuna do Arvoredo (Porto Alegre, Rua Fernando Machado, 464). Gravado em Porto Alegre, 18/10/2025. Imagens e edição: Billy Valdez. A atividade integra o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS

Porto Novo ganha projeto de comunicação com olhar de jovens estudantes

O ainda adolescente Conjunto Habitacional Porto Novo, no bairro Santa Rosa de Lima – cujo processo de remoção e reassentamento das famílias da Vila Dique teve início em 2009 pela Prefeitura de Porto Alegre – acaba de ganhar um projeto de comunicação e autoestima que conta parte de sua história. Os registros incluem documentário realizado em oficinas com alunos da EMEF Porto Novo, perfil no Instagram, administrado pelos oficinandos e uma série de seis podcasts contando a história da comunidade e as dinâmicas e questões sociais que envolvem o desenvolvimento de uma metrópole como Porto Alegre (confira ao final). O resultado da proposta foi conhecido pela comunidade na tarde da quarta-feira, 1º de outubro, durante sessão de exibição do documentário Porto Novo – Um Lugar Melhor, na sede da escola. As turmas do 9º ano não foram escolhidas ao acaso para comporem este trabalho. Boa parte dos alunos faz parte de uma primeira geração nascida e crescida no conjunto habitacional. Como moradores em apropriação do local, eles indicaram quem seria entrevistado e filmaram boa parte das cenas. O filme foi aclamado ao seu término, com muitas palmas e falas potentes ao final da projeção. Para chegar ao resultado, os jovens participaram de aulas e vivências voltadas à introdução da linguagem audiovisual com foco no fortalecimento da autoestima, do pertencimento e da valorização da identidade territorial. A condução ficou a cargo de Lorena Sánchez e Maria Apollo, oficineiras, produtoras culturais, que fizeram direção geral e de produção do projeto perante as ações na comunidade, também auxiliando nos processos de roteiro e edição do documentário. “Falar sobre a nossa comunidade e a nossa escola é muito top, sentir isso, essa energia. Ninguém vê o que a gente passa aqui, o que vivemos, somente nós que sabemos. Foi muito legal, interessante e muito bom participar disso e saber que vamos ser mostrados para todo mundo. Desde o começo, achei interessante e botei fé, mas não tinha esperança que avançaria tanto. Mas elas (as oficineiras) falavam sempre que iria ter. Ficou perfeito! É bom se enxergar, mesmo que a gente fique com um pouco de vergonha” – comentou, ao final da exibição, a estudante Maria Eduarda Rodrigues de Moraes, 15 anos. “Gostei de participar. Foi tudo novo pra mim, mas bem legal. Não imaginava que iria ficar tão bom. Não tinha antes a ideia da importância da comunidade” – confessou Isabela Baptista Lucas, 15, nascida no conjunto habitacional. A iniciativa foi desenvolvida pelo Coletivo Catarse com o apoio da Unidade de Saúde Santíssima Trindade e da EMEF Porto Novo, por meio de Emenda Parlamentar Impositiva aprovada pela Câmara Municipal de Porto Alegre, através do mandato do então vereador Leonel Radde (PT). A partir de perguntas como “O que significa, para ti, morar neste lugar?” e “Do que você mais gosta em você?”, eles escolheram lideranças comunitárias e escolares para entrevistar, aproximando-se, assim, da história viva de sua comunidade. As oficinas também incentivaram um novo olhar sobre o cotidiano. O trajeto de casa até a escola foi ressignificado por meio de registros fotográficos e textos criativos, instigando uma percepção mais poética do local onde vivem. “Os participantes entraram em contato com diferentes etapas da produção audiovisual, como criação de identidade visual, gerenciamento de conteúdo em nuvem, desenvolvimento de um perfil exclusivo no Instagram e planejamento dos bastidores de comunicação, mergulhando em um processo formativo que vai além da técnica, incorporando organização, expressão e escuta ativa, tornando cada um protagonista da construção de narrativas sobre sua realidade”, explica Lorena. E complementa: “A proposta consolidou a escola e a unidade de saúde como espaços de encontro, expressão e mobilização social”. Solange Medeiros, diretora da EMEF Porto Novo, à qual se refere como “A escola do abraço”, relata que há uma sensação de pertencimento crescente entre os moradores e comunidade escolar e que, por isso, as coisas acabam acontecendo. “Tudo passa pela escola. Desde o início do reassentamento, a comunidade se encontrava uma vez por mês nas nossas dependências para fazer reuniões, porque não existia uma associação comunitária. Dez anos depois, isso permanece. Nós entendemos que este território precisa da ação dessas lideranças”, defende Solange. Para a assistente social da Unidade de Saúde Santíssima Trindade, Tiana Brum, uma das mentoras do projeto e uma das entrevistadas para o documentário e também do podcast, estar no território fazendo o acompanhamento da comunidade é também estar na luta pela promoção da saúde. Ela comenta: “A gente entende a saúde como acesso à casa, ao trabalho, à alimentação, à cultura, ao lazer. É justamente o conceito ampliado de saúde que trabalhamos. Acabamos sendo essa mediação para muitos direitos, fazendo essa articulação com outros equipamentos e políticas públicas. Buscamos construir esse senso, esse sentimento de comum+unidade, com pessoas vindas de diferentes territórios se reconhecendo com essa identidade territorial”. Produtos realizados dentro do projeto::: Documentário com cerca de 40 minutos – “Porto Novo – Um Lugar Melhor”:: “Porto Novo podcasts”, uma série de 6 episódios com conversas que versam sobre parte da história da comunidade e sobre questões inerentes a dinâmicas de espaços urbanos como os da capital dos gaúchos:: Perfil no Instagram: @projetoportonovo_101:: produção de Reels com imagens captadas pelos alunos abordando temas como resiliência, empoderamento, autoestima, território e amizade (publicação no instagram):: Dez fotopoesias (colagens fotoartísticas para publicação no Instagram) Sobre o Conjunto Habitacional Porto NovoÉ o local para onde os moradores da antiga Vila Dique foram realocados após processo de remoção iniciado em 2009 pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, em função da ampliação da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, contando também com habitantes da Morada do Sol e remanescentes da Vila Floresta. Fica situado ao lado do complexo cultural do Porto Seco, na Zona Norte de Porto Alegre. A antiga Vila Dique ficou conhecida por esse nome porque acabou se formando em torno de um dique, criado em épocas de chuva, para que as águas do Rio Gravataí não pudessem invadir a pista do aeroporto. Muitos moradores vieram do interior do estado, constituindo, assim, suas famílias e …

Dj Piá “in da house” com a Oficina de Hip hop – discotecagem e história

Nesse setembro, completamos mais uma oficina em parceria com o DJ Piá. Durante 2 meses, recebemos semanalmente na Comuna do Arvoredo as aulas da ” Oficina de Hip hop – Discotecagem e História com Dj Piá”, que integra o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. Alem de aprenderem, na prática, as técnicas de discotecagem, os oficinandos tiveram momentos de troca de saberes e informações da história da música negra, voltada ao seguimento do hip-hop, trazendo uma linha do tempo do que estava acontecendo no exterior e, ao mesmo tempo, no Rio Grande do Sul e Brasil. Os alunos também contaram com uma aula sobre acessibilidade, com a nossa parceira Simone Dornelles. E a grande surpresa estava no final. Ao término da oficina, quem se sentiu seguro pôde colocar em prática o aprendizado de discotecagem numa festa de enceramento, que aconteceu em 19 de setembro, uma sexta-feira, durante dia de Maria Maria Espaço Cultural, que transformou a nossa Garajona em uma grande pista de dança. * Projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)” tem ainda na sua proposta a previsão (já em execução) de pelo menos 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026. Fiquem ligados nas nossas redes! Seguem alguns registros feitos durante a oficina e da festa de encerramento. Oficina Festa de Encerramento Fotos: Billy Valdez

Comunicar para transformar: 21 anos do Coletivo Catarse e muito mais

O Coletivo Catarse comemora 21 anos de existência, resistência e reinvenção em 2025. Dessas mais de 2 décadas, 11 anos foram assumindo-se, também, como Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Esse Coletivo, tão diverso nos seus fazeres, é um centro nervoso de relações, temáticas e formatos, que tem como espinha dorsal a comunicação. De cada um dos seus atuais 13 cooperados sai uma ramificação de atuações que conectam a outros atores e organizações, formando um rizoma forte e consistente, que garante toda essa longevidade. Este último ano foi marcado por muitas realizações, as quais são celebradas e assumidas pela cooperativa como sua identidade atual, pois esta está sempre em constante evolução. Abaixo listamos algumas das nossas realizações no último período (impossível colocar tudo!): Enquanto a Luz Não Chega. Curta-metragem de ficção, realizado através da Lei Paulo Gustavo (2023), SMC-POA. O filme propõe uma reflexão sobre o impacto da tecnologia nas relações humanas. Do encontro do teatro de sombras e do audiovisual, a história trata sobre desconexões e apatias e os caminhos que a escuridão aponta. PNAB – Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais). Conjunto de ações que envolvem programação cultural da Maria Maria Espaço Cultural com música, teatro, sarau, entre outros; Oficinas de Teatro e de audiovisual voltados para a infância; Oficina de Hip Hop (História e Discotecagem); Carijada – encontro para a produção artesanal de erva-mate e o Talk Exu, talk show de variedades. Cheiro de Enchente – curta metragem – Documental (2025). A fetidez cessou conforme as estruturas que resistiram às chuvas foram secando e sendo limpas, mas as marcas do pé-d’água descomunal permanecem. Não apenas nas paredes ainda encardidas com as indicações da altura em que a inundação chegou, como também na memória de quem sofreu com a força da natureza. Essas recordações estão registradas em “Cheiro de Enchente”. Um documentário produzido em parceria com a banda Diokane que ao final o desfecho é em formato de videoclipe do single de mesmo nome “Cheiro de Enchente”. Cooperar é resistir. Filme documentário que trata de parte da trajetória de luta da Pedal Express, coletivo de entregadores de bicicleta que atua há 15 anos na cidade de Porto Alegre. Vasalisa, a Sabida. Primeiro espetáculo autoral realizado pelo Coletivo Catarse. Espetáculo cênico multilinguagem que parte do conto tradicional russo Vassilisa, a Bela, interpretado pela psicóloga junguiana e escritora Clarissa Pinkóla Estes, no livro Mulheres que correm com os lobos. Afim de recriar, em linguagem contemporânea, uma jornada simbólica de amadurecimento e empoderamento feminino, através da conscientização do poder da intuição. Nós, guardiões da mata. Filme documentário que conta, desde a primeira noite, a luta pelo território ancestral Kaingang aos pés do Morro Santana, Zona Leste de Porto Alegre. O filme mostra essa trajetória de uma família e seus apoiadores, centrado na figura da liderança política e espiritual Gãh Té e teve apoio da Witness Brasil. MET Audiovisual. O Coletivo Participa ativamente na gestão do projeto que visa criar um ecossistema de audiovisual envolvendo produtoras e agentes da Região Metropolitana, produzindo oficinas de formação, residências dentro das produtoras, circulação de conteúdos, etc. Encontro de cineastas indígenas. Promovido em parceria com a Rede Coral – Porto Alegre, Retomada Gãh Ré e muitos apoiadores, através de um edital do Ibercultura, o encontro possibilitou a troca de experiências entre indígenas Guarani, Kaingangs e Xoklengs. Rádio Voz do Morro. Apoio e participação nas atividades da Rádio Comunitária localizada no Morro Santana. A Rádio é uma articulação local que busca potencializar as atividades e lutas na região, com forte viés comunitário. O Despertar do Sol. Minidocumentário revela um olhar sobre a cosmopercepção Mbyá Guarani, registrando um pouco do modo de ser e viver na Tekoá Tavaí (Canelinha-SC). Os indígenas compartilham ao longo da obra um pouco da sua cultura, da maneira de se organizar e da sua relação de convivência harmoniosa com a natureza. Edição do Coletivo Catarse. Projeto Porto Novo. O Projeto Porto Novo é uma iniciativa de criação e difusão de conteúdos audiovisuais junto à comunidade do bairro Rubem Berta, em Porto Alegre/RS, com foco na identidade, autoestima e pertencimento ao território Porto Novo. Desenvolvido pelo Coletivo Catarse em parceria com a EMEF Porto Novo e a Unidade de Saúde Santíssima Trindade, o projeto promoveu oficinas com turmas de 9º ano da escola, possibilitando que estudantes se tornassem protagonistas da construção de narrativas sobre sua realidade. Juarez Negrão. Artista plástico, poeta, vivente das artes e da cultura popular. Um cidadão que circula bastante entre Novo Hamburgo e Porto Alegre, trafegando pelos trilhos do trem, viajando para além dos limites municipais, tem encontrado ancoragem neste grande espaço de acolhimento que é a Comuna do Arvoredo, especificamente nos empreendimentos que ali habitam – o Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e a Maria Maria Espaço Cultural. Nessa trajetória, entre conversas, mostruários de xilogravuras e esculturas para a venda e subsistência do artista, rolou a conexão entre o Coletivo e a arte de Juarez, de formas e cores que traduzem as influências de matriz africana em meio à urbanidade da Grande POA Quilombo Vila Nova. Há três anos o coletivo vem fortalecendo a comunidade quilombola de São José do Norte. O trabalho continuado de pesquisa e comunicação já rendeu um documentário, um Protocolo de Consulta Livre Prévia e Informada, exposições de fotos, formalização da associação quilombola, uma dissertação de mestrado e atualmente ainda fortalece uma transição para o cultivo agroecológico de arroz. Projeto CASA na retomada. Como organização parceira da Retomada Kaingang Gah Ré junto da rede da Teia dos povos, participou da iniciativa de reflorestamento e resiliência climática da aldeia. Foram plantadas 400 mudas nativas, construído um viveiro e manejadas espécies invasoras como pinus e vassourinha. Capoeira no Ventre. Ao longo do ano o Ponto de Cultura tem recebido atividades dos parceiros da Áfricanamente Capoeira Angola. O núcleo coordenado pelo treinel (professor) Daniel Jamaica oferece aulas de capoeira semanais, e o núcleo dos treinéis Maskote e Jane tem realizado oficinas …

Talk Exu #3 – nós na economia solidária e NÓS em cia de teatro

O projeto Talk Exu, do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, chegou na quinta, 25 de setembro, ao seu terceiro episódio, trazendo para a pauta a economia solidária e autonomia e os 18 anos da NÓS CIA DE TEATRO, intercalado por intervenções musicais do artista Luís Valério e exibição ao final do curta-metragem P A R A L E L O. FICHA TÉCNICADireção geral e roteiroTêmis Nicolaidis Apresentação e produçãoMarcelo Cougo Direção técnica e broadcastGustavo Türck Fotografia e operação de câmerasBilly Valdez ProjeçõesLorena Sánchez Direção de arteAna Gabriela Iplinski ProduçãoBruno Pedrotti O Talk Exu, uma iniciativa autônoma do Coletivo Catarse, pretende levar ao ar mais dois episódios ainda neste ciclo, somando quatro programas, como parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. No âmbito da proposta, também estão previstas e já em execução pelo menos 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026, buscando contemplar cerca de 100 artistas locais, além de oferecer, em outros espaços, oficinas de teatro para crianças e adultos, uma atividade de carijada (produção artesanal de erva-mate), oficina de discotecagem/hip hop com DJ Piá (cuja festa de encerramento ocorreu no dia 19/9), entre outras ações. Temáticas do Talk Exu #3Economia solidária e autonomia | Convidadas: Gil Neves – Militante do Movimento Popular de Economia Solidária, integrante dos Coletivos de Trabalho de Economia Solidária Feministas Negro D’versas e Afro Aya, integrante da Rede Ubuntu de Cooperação Solidária, educadora do Centro de Assessoria Multiprofissional (CAMP), integrante da Rede de Comércio Justo e Solidário (RCJS), da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), sócia da Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA RJ), sócia da Associação Cultural Quilombo do Sopapo, sócia da cooperativa Ajeumbò, graduanda em Administração Pública e Social na Escola de Administração da UFRGS, fundadora do Fórum de Mulheres Negras da Economia Popular Solidária, assessora técnica em Temas de Economia Popular Solidária, Gênero, Comunicação, Raça e organizadora de eventos. Lisbet dos Santos Pinheiro – Artesã, arte-terapeuta, empreendedora na Ecosol, mãe do Pedro e da Helena. Integrante do Coletivo Afro Aya, educadora social no CAMP, professora de técnicas artesanais no Projeto Mulheres Mil/ Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Restinga, cofundadora do Fórum das Mulheres Negras Trabalhadoras da Economia Popular e Solidária (Fespope), expositora da loja Fespope. NÓS CIA DE TEATRO celebra 18 anos | Convidados: Everson Silva – Diretor e ator de teatro e fundador da NÓS CIA DE TEATRO. Atua como diretor artístico da Cia de Arte La Negra, escolas de dança Aline Rosa e Cadica Danças e Ritmos. Ganhador do Prêmio Açorianos de Teatro como melhor direção revelação em 2013. É professor formado pela Universidade Uniasselvi. Ministra oficinas de teatro, faz pesquisas artísticas, atua em produções audiovisuais como curta-metragens e em trabalhos empresariais com artes cênicas. Letícia Virtuoso – Atriz, pesquisadora e professora de teatro e produtora cultural. Atuou na Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (2009/20), onde realizou espetáculos como: O Amargo Santo da Purificação, Viúvas – Performance Sobre a Ausência, Medeia Vozes e Caliban – A Tempestade, de Augusto Boal. Faz teatro há 20 anos. Atualmente, está membra da NÓS CIA DE TEATRO, Ação Nômade e é diretora do Teatro na Prática. Atração artística | Convidado: Luís Valério – Cantor, compositor, dançarino e gestor cultural. Em 2005, começou a cantar profissionalmente, em Porto Alegre. Desde então, vem produzindo, junto a alguns parceiros, seus próprios shows e investindo seu tempo em pesquisa musical, composição e gestão cultural. É responsável pelo projeto Voz Base, que acontece mensalmente em Porto Alegre desde 2023 e tem a voz como instrumento principal. Curta-metragem | Exibição: P A R A L E L O – O espaço entre o desejo e o real colidem com uma personagem contemporânea, onde limites e decisões distorcem a realidade. Com Charlotte Dafol, Ana Rodrigues e Gustavo Türck no elenco. Direção, direção de fotografia e produção: Éverson Silva e Têmis Nicolaidis. Realização: Cinehibisco e Coletivo Catarse. Ano: 2014.

Um artista em formalização e exposição

Juarez Negrão é um artista plástico, poeta, vivente das artes e da cultura popular. Um cidadão que circula bastante entre Novo Hamburgo e Porto Alegre, trafegando pelos trilhos do trem, viajando para além dos limites municipais, tem encontrado ancoragem neste grande espaço de acolhimento que é a Comuna do Arvoredo, especificamente nos empreendimentos que ali habitam – o Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e a Maria Maria Espaço Cultural. Nessa trajetória, entre conversas, mostruários de xilogravuras e esculturas para a venda e subsistência do artista, rolou a conexão entre o Coletivo e a arte de Juarez, de formas e cores que traduzem as influências de matriz africana em meio à urbanidade da Grande POA. “A temática presente na produção do artista se aproxima das coisas que são tratadas desde cedo pelo Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, que já teve como artista residente o grande Paulo Montiel, pintor dos orixás, e que temos telas de seu acervo sob nossa responsabilidade. Dessa forma, foi feito e aceito o convite para que ele, Juarez, seja nosso parceiro nessas e outras empreitadas. Estamos comemorando isso e também o fato de que, para melhor atender as necessidades da vida burocrática que envolvem também o ofício da arte, conseguimos auxiliar ele a concluir a etapa de sua formalização como um MEI. Parece pouco, mas isso ajuda o artista a receber diretamente de projetos culturais, fazer os seus próprios projetos, receber de contratos com entes públicos, vendas de seu trabalho, entre várias outras coisas. De pão, vinho e muito mais vive o homem e o artista. Que daqui pra frente seja sempre mais!” – é o que reflete Marcelo Cougo, um dos historicamente responsáveis pelo Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre no Coletivo Catarse. Desde o dia 14 de setembro, está acontecendo a Exposição Diáspora, de Juarez Negrão, no Ponto de Cultura Casa da Praça, que fica na Rua Cacequi, 19, bairro Boa Vista, em Novo Hamburgo – com entrada gratuita. A exposição fica aberta até o dia 14 de outubro, nas quartas-feiras, das 18h30 às 22h, e, nas quintas-feiras, das 9h às 12h e 13h às 18h. Também é possível agendar visitação em outros horários pelo telefone (51) 99243.7730. A Galeria Casa da Praça apresenta o trabalho autoral do artista plástico Juarez Negrão, morador de Novo Hamburgo, residente da Casa da Praça e aluno da Escola Municipal de Artes Carlos Alberto de Oliveira. Na exposição “Diáspora”, através da história, ancestralidade e cultura afro-brasileira, Juarez apresenta um universo negro, de rica cultura e resistência, com técnicas como pintura, escultura e xilogravura. A seguir, algumas fotos da exposição realizadas por Billy Valdez, quando da inauguração em 14 de setembro. O apoio ao artista plástico Juarez Negrão é também parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva. Estão previstas a produção de telas e exposição dos trabalhos de Juarez na sede do Ponto.

Talk Exu #03 pauta economia solidária e autonomia e os 18 anos da NÓS CIA DE TEATRO

O projeto Talk Exu, do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, chega ao seu terceiro episódio trazendo para a pauta a economia solidária e autonomia e os 18 anos da NÓS CIA DE TEATRO, intercalado por intervenções musicais do artista Luís Valério e exibição do curta-metragem P A R A L E L O. O programa ocorre no dia 25 de setembro, quinta-feira, a partir das 20h, na Maria Maria Espaço Cultural, junto à Comuna do Arvoredo, no Centro Histórico de Porto Alegre. O local será adaptado para servir de estúdio e receber convidados e público. O talk show é aberto e com acesso gratuito desde às 18h30min e será transmitido ao vivo pelo canal no YouTube do Coletivo Catarse. O Talk Exu, uma iniciativa autônoma do Coletivo Catarse, pretende levar ao ar mais dois episódios, somando quatro programas, como parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. No âmbito da proposta, também estão previstas e já em execução pelo menos 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026, buscando contemplar cerca de 100 artistas locais, além de oferecer, em outros espaços, oficinas de teatro para crianças e adultos, uma atividade de carijada (produção artesanal de erva-mate), oficina de discotecagem/hip hop com DJ Piá (cuja festa de encerramento ocorre no dia 19/9, sexta-feira, às 18h), entre outras ações. Temáticas do Talk Exu #03 Economia solidária e autonomia | Convidadas Gil NevesMilitante do Movimento Popular de Economia Solidária, integrante dos Coletivos de Trabalho de Economia Solidária Feministas Negro D’versas e Afro Aya, integrante da Rede Ubuntu de Cooperação Solidária, educadora do Centro de Assessoria Multiprofissional (CAMP), integrante da Rede de Comércio Justo e Solidário (RCJS), da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), sócia da Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA RJ), sócia da Associação Cultural Quilombo do Sopapo, sócia da cooperativa Ajeumbò, graduanda em Administração Pública e Social na Escola de Administração da UFRGS, fundadora do Fórum de Mulheres Negras da Economia Popular Solidária, assessora técnica em Temas de Economia Popular Solidária, Gênero, Comunicação, Raça e organizadora de eventos. Lisbet dos Santos PinheiroArtesã, arte-terapeuta, empreendedora na Ecosol, mãe do Pedro e da Helena. Integrante do Coletivo Afro Aya, educadora social no CAMP, professora de técnicas artesanais no Projeto Mulheres Mil/ Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Restinga, co-fundadora do Fórum das Mulheres Negras Trabalhadoras da Economia Popular e Solidária (Fespope), expositora da loja Fespope. NÓS CIA DE TEATRO celebra 18 anos | Convidados Everson SilvaDiretor e ator de teatro e fundador da NÓS CIA DE TEATRO. Atua como diretor artístico da Cia de Arte La Negra, escolas de dança Aline Rosa e Cadica Danças e Ritmos. Ganhador do Prêmio Açorianos de Teatro como melhor direção revelação em 2013. É professor formado pela Universidade Uniasselvi. Ministra oficinas de teatro, faz pesquisas artísticas, atua em produções audiovisuais como curta-metragens e em trabalhos empresariais com artes cênicas. Letícia VirtuosoAtriz, pesquisadora e professora de teatro e produtora cultural. Atuou na Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (2009/20), onde realizou espetáculos como: O Amargo Santo da Purificação, Viúvas – Performance Sobre a Ausência, Medeia Vozes e Caliban – A Tempestade, de Augusto Boal. Faz teatro há 20 anos. Atualmente, está membra da NÓS CIA DE TEATRO, Ação Nômade e é diretora do Teatro na Prática. Atração artística | Convidado Luís ValérioCantor, compositor, dançarino e gestor cultural. Em 2005, começou a cantar profissionalmente, em Porto Alegre. Desde então, vem produzindo, junto a alguns parceiros, seus próprios shows e investindo seu tempo em pesquisa musical, composição e gestão cultural. É responsável pelo projeto Voz Base, que acontece mensalmente em Porto Alegre desde 2023 e tem a voz como instrumento principal. Curta-metragem | Exibição P A R A L E L OO espaço entre o desejo e o real colidem com uma personagem contemporânea, onde limites e decisões distorcem a realidade. Com Charlotte Dafol, Ana Rodrigues e Gustavo Türck no elenco. Direção, direção de fotografia e produção: Éverson Silva e Têmis NicolaidisRealização: Cinehibisco e Coletivo CatarseAno: 2014 SERVIÇOO quê: Talk Exu #03Temática do programa: Bate-papo sobre economia solidária, autonomia e os 18 anos da NÓS CIA DE TEATRO, intercalado por intervenções musicais do artista Luís Valério e exibição do curta-metragem P A R A L E L O.Quando: 25/9, quinta-feiraHorário: 18h30 (espaço aberto) e 20h (início do talk show com live aberta no @coletivocatarse no YouTube)Local: Maria Maria Espaço Cultural – Rua Cel. Fernando Machado, 464, Centro Histórico, Porto AlegreAberto ao público, com entrada gratuita

‘Vasalisa, a Sabida’ teve estreia no Teatro dos Vampiros e 14º Festia

Espetáculo nasceu de forma independente, explorando multilinguagens na sua composição para falar sobre intuição feminina. Numa coprodução Coletivo Catarse/Ponto de Cultura Ventre Livre, Projeta Matricêntrica e La Lola Produtora, a obra Vasalisa, a Sabida, que estreou em setembro, parte do conto tradicional russo Vassilisa, a Bela – ressignificado pela psicóloga junguiana e escritora Clarissa Pinkóla Estés no livro Mulheres que correm com os lobos –, recriando, em linguagem contemporânea, uma jornada simbólica de amadurecimento e empoderamento feminino que exalta a força da intuição. Com duração de 30 minutos, a montagem assume o formato de audiodrama, propondo uma experiência sensorial marcada por um trabalho sonoro envolvente, que cria atmosferas e paisagens imagéticas. Sons, trilha sonora original, vozes e manipulação de objetos se alinham a recursos de teatro de animação, dança, luz e sombra, costurando uma narrativa multilinguagem. A história acompanha uma jovem guiada por uma boneca mágica – presente da mãe em seu leito de morte –, que é colocada à prova, tendo que atravessar uma floresta misteriosa até encontrar a temida bruxa Baba Yaga. Mais do que narrar um conto, o espetáculo convida o público a mergulhar em um ritual de escuta, memória e imaginação. O trabalho vai além do entretenimento, propondo reflexões sobre a valorização das subjetividades femininas, a intuição como ferramenta de percepção da realidade, a conexão com os ciclos da vida e a celebração da sabedoria que habita cada um de nós. O projeto teve seu processo intensificado em maio de 2025 e, em agosto, contou com um ensaio aberto no Salão da Comuna do Arvoredo no Centro Hsistórico de Porto Alegre. Em 5 de setembro, estreou oficialmente no Teatro dos Vampiros, localizado no Café Mal Assombrado, e participando ainda da abertura do 14º Festival de Teatro Popular (Festia), em Canoas, ampliando sua circulação em diálogo com diferentes territórios e públicos. Estreia no Teatro do SESC Canoas durante o 14º Festia. Fotos: Grupo Tia O Coletivo Catarse, reconhecido como Ponto de Cultura e Saúde pela Política Nacional Cultura Viva desde 2008 e hoje situado no Centro Histórico de Porto Alegre, na Comuna do Arvoredo, atua fortemente em rede locais e nacionais. Já esteve envolvido em produções teatrais como Língua Lâmina (teatro literário), Faces de Eva (teatro musical), além de manter forte parceria com a Cia Teatro Lumbra, referência no teatro de sombras, além de outras colaborações com coletivos cênicos como Trupi di Trapu e NÓS CIA DE TEATRO. Com direção cênica de Lorena Sánchez e criação de Aline Ferraz e Têmis Nicolaidis, além da trilha sonora original de Marcelo Cougo e Marcelo Égüez, “Vasalisa, a Sabida” reafirma a potência da criação coletiva e multilinguagem, apostando na escuta e no sensível como caminhos de resistência e transformação. Ficha técnica Aline Ferraz – Atuação, produção, roteiro em áudio, dramaturgia, cenário e elementos cênicos e figurinosTêmis Nicolaidis – Atuação, iluminação, produção, roteiro em áudio, dramaturgia, cenário e elementos cênicos e figurinosLorena Sánchez – Direção e produçãoMarcelo Cougo e Marcelo Égüez – Trilha sonora originalBilly Valdez – Registro fotográficoGustavo Türck – Tratamento de som e masterizaçãoEthiéne Guerra – Assistência e confecção de figurinos AgradecimentosRaul Voges, Alexandre Fávero, Comuna do Arvoredo e Mainô RealizaçãoNúcleo de Teatro do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura Saúde Ventre Livre CoproduçãoProjeta Matricêntrica e La Lola Produtora ApoioComuna do Arvoredo

Ventre Livre e Vale do Arvoredo: Pontos de Cultura em rede

Além de fazerem parte de uma rede estabelecida e consolidada já há um bom tempo – a Rede RS dos Pontos de Cultura -, esses dois Pontos já estabeleceram diversas relações que os colocam em ações próprias e coletivas, ligando elos de atuações culturais, ambientais e políticas. Dia 4 de agosto deste ano, uma segunda-feira, foi realizado encontro online, com apresentação do que é e, principalmente, os efeitos da Política Cultura Viva na prática. Uma promoção do Ponto de Cultura Vale Arvoredo, da região de Morro Reuter, para levar ao conhecimento de suas relações e região de atuação uma política pública que vem transformando a cultura de matriz comunitária de norte a sul do Brasil já há mais de 20 anos. Foi uma atividade exatamente de articulação de pessoas e projetos que ativam essas políticas, com a finalidade de dar apoio e sustentabilidade a iniciativas como as dos pontos de cultura. Aqui abaixo é possível asssistir à íntegra da reunião: Referenciais usados na apresentação (clique para acessar):

Trapos e Farrapos – Negrinho resgata ancestralidade

O grupo de teatro Trupi di Trapu está em cartaz com o espetáculo Trapos e Farrapos – Negrinho dentro das celebrações de seus 17 anos de trajetória. A peça infantojuvenil conta a lenda de Negrinho do Pastoreiro, bastante popular no folclore da Região Sul do Brasil – um conto clássico da oralidade cuja origem se dá no século XIX e é associada ao fim do período de escravidão no país. Esta é uma história sobre um menino escravizado que, após ser duramente castigado por seu patrão, recebe um milagre e passa a ser um protetor de objetos perdidos. Uma obra construída e contada de forma lúdica, em alguns momentos divertida, mesclando elementos e técnicas de teatro de sombras, bonecos, danças e cantos, com muito dinamismo, cores e figurinos bem trabalhados e detalhados. Ao mesmo tempo em que conta sobre a escravidão e a crueldade dos senhores de engenho, o espetáculo traz falas contemporâneas, trazendo reflexões sobre o racismo, a exploração do trabalho e abusos de poder por quem o detém – assuntos infelizmente muito presentes na sociedade atual. Outro ponto que chama atenção é que o espetáculo traz elementos da cultura afro para um papel de destaque, de grande presença na história, com o Negrinho seguidamente interagindo com Mãe Oxum – e ela atendendo a seus chamados, ou seja, uma quebra com a visão comumente explorada de pedidos de auxílio à Virgem Maria, por exemplo, claramente descolando-se, portanto, o enredo que envolve o menino da religião católica. Trapos e Farrapos – Negrinho prende a atenção de crianças e adultos, uma imersão cultural rica e divertida que segue em cartaz nos dias 9 e 10, 16 e 17 de agosto, aos sábados e domingos, na Sala Álvaro Moreyra, em Porto Alegre. Após, a peça segue para o Teatro Carlos Carvalho, na Casa de Cultura Mario Quintana, com apresentações marcadas para os dias 22, 23 e 24 de agosto. Segue as redes do grupo para mais informações e novidades. Te programa e vai prestigiar! A Trupi di Trapu e a cultura popular agradecem. – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – A cobertura deste evento integra o histórico apoio do Coletivo Catarse / Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre a este tipo de iniciativa cultural. Grande parte dos ensaios da peça ocorreram na Comuna do Arvoredo, na sede do Ponto. Texto e fotos: Billy ValdezEdição: Anahi Fros FICHA TÉCNICA:Autor: Anderson GonçalvesEncenação: Ajeff Ghenes, Alessandra Souza e YanniksonDireção Artística: Anderson GonçalvesDireção de sombras e figuras: Têmis NicolaidisDireção musical e trilha sonora: Alan BarcelosMúsica “Viajante dos Pampas”: letra de Lorena SanchezVoz em “Pastoreio de Oxum”: Marietti FialhoBonecos, cenário e adereços: Anderson Gonçalves, Mari Falcão e Ajeff GhenesMáscaras: Atelier Lu AntunesFigurinos: Mari Falcão e Ajeff GhenesIluminação: Vigo CigoliniProdução: Trupi di Trapu – Teatro de Bonecos