Ventre Livre e Vale do Arvoredo: Pontos de Cultura em rede

Além de fazerem parte de uma rede estabelecida e consolidada já há um bom tempo – a Rede RS dos Pontos de Cultura -, esses dois Pontos já estabeleceram diversas relações que os colocam em ações próprias e coletivas, ligando elos de atuações culturais, ambientais e políticas. Dia 4 de agosto deste ano, uma segunda-feira, foi realizado encontro online, com apresentação do que é e, principalmente, os efeitos da Política Cultura Viva na prática. Uma promoção do Ponto de Cultura Vale Arvoredo, da região de Morro Reuter, para levar ao conhecimento de suas relações e região de atuação uma política pública que vem transformando a cultura de matriz comunitária de norte a sul do Brasil já há mais de 20 anos. Foi uma atividade exatamente de articulação de pessoas e projetos que ativam essas políticas, com a finalidade de dar apoio e sustentabilidade a iniciativas como as dos pontos de cultura. Aqui abaixo é possível asssistir à íntegra da reunião: Referenciais usados na apresentação (clique para acessar):

Chuva e forró: a Festa Julina das Marias

Desta vez, nem a chuvarada impediu a diversão! No último sábado (26/07), aconteceu a Festa Julina do Maria Maria Espaço Cultural, uma já clássica festa esperada pelos frequentadores do local e da comunidade. Aliás, foi por causa da chuva que a festa não foi junina, já que a data inicial, no final do mês passado, teve que ser adiada devido à previsão forte de intempéries que circulava na cidade. E o público compareceu mesmo assim. O espaço ficou quente, e o forró tomou conta da garajona na Comuna do Arvoredo, ocupado pelas Marias de quinta a sábado. A festa começou com aula experimental do professor e dançarino Giovanni Vergo do Nós-Dança de Salão, comandando uma playlist contagiante. Após, o embalo do arrasta pé ficou por conta do grupo Forró Fuá. Confira algumas fotos do cooperado Billy Valdez dessa noite divertida. A atividade integra o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. Neste projeto estão previstas – e já em execução – pelo menos 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural, até maio de 2026, entre outras ações. Texto: Billy Valdez Edição: Anahi Fros

Oficinas de Inclusão Digital com ênfase em produção audiovisual em Mostardas

Numa parceria fechada entre Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre/Coletivo Catarse e o Ponto de Cultura STR Mostardas, no âmbito da Política Nacional Aldir Blanc, no projeto Festejos e Encontros da Cultura Popular (Edital SEDAC 25/2024), serão oferecidos 5 ciclos das oficinas em escolas públicas e em áreas de quilombos do município do litoral médio do estado. Na última quinta-feira (17/07), o Coletivo esteve em reunião em Mostardas com a coordenação do projeto, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, e, em conjunto, na Secretaria de Educação, definindo quais escolas receberiam quais oficinas e o período de realização de cada uma – o projeto ainda prevê, com outros parceiros, oficinas de música, bricadeiras da cultura popular, capoeira e outras atividades com festejos típicos. “Esta oficina que fica a nosso cargo, de Inclusão Digital, que vai acontecer a partir da instrumentalidade da produção audiovisual, um metiê clássico nosso, surgiu da ansiedade de se ver um aparelho tão importante como o telefone celular servindo para coisas construtivas. Quando o Tadeu (Perciúncula, coordenador do Ponto de Cultura STR Mostardas) veio falar com a gente, destacou isso, e encaixou exatamente com uma série de propostas com esse tipo de reflexão que viemos fazendo em nossas produções e oficinas recentes. Vamos levar isso para os oficineiros, mostrar alternativas de usos e procurar montar processos com início, meio e fim – podendo ser a realização de um filme, por exemplo.” – é o que comenta Gustavo Türck, um dos responsáveis do Coletivo Catarse pelas oficianas. O Ponto de Cultura STR Mostardas é uma grande referência já há muitos anos na região – que também é chamada de Litoral Negro do Rio Grande do Sul. O conceito, cunhado pela historiadora Claudia Mollet, leva em conta o grande número de comunidades quilombolas entre Osório e São José do Norte – são 10 comunidades até o momento – e as contribuições dos africanos e seus descendentes para a cultura da região. Com tantas manifestações culturais latentes e trabalhos de resgate de suas cidadanias e costumes constantes nos territórios, o Ponto já desenvolveu projetos e trabalha exatamente como um apoiador com suas ações na área da cultura, memória e patrimônio. E este projeto é mais uma iniciativa que visa a registrar, oferecer capacitação e a promover festejos típicos como o Terno de Reis.

Coletivo Catarse recebeu oficina de Acessibilidade

Texto: Márcia Tolfo e Gustavo Türck / Fotos: Márcia Tolfo e Têmis Nicolaidis Como parte integrante dos trabalhos com acessibilidade realizados a partir do projeto do filme Enquanto a Luz Não Chega, financiado pela LPG POA, o Coletivo Catarse recebeu, em 03/07, a profissional Si Dornelles em sua sede para uma oficina de 4h sobre Acessibilidade Atitudinal. Si apresentou o caminho de aprendizado da língua dos sinais e fez várias reflexões: “A cada dia aparece uma acessibilidade nova, e o que podemos fazer para receber da melhor forma cada ser humano?” – indagou aos presentesrepresentantes do Coletivo Catarse, da Maria Maria Espaço Cultural e da Comuna do Arvoredo. Um dado importante que ela trouxe foi o de que 80% das debilidades são adquiridas e 20% são congênitas, ou seja, uma grande parte das pessoas acaba por desenvolver essas dificuldades em fases da terceira idade. Lembrou também que ações de acessibilidade também atingem aqueles que estão passando por inabilidade momentânea – um pé quebrado, por exemplo. Durante as explicações, foram apresentadas diversas lâminas, deixando clara a importância dos processos de recepção e acolhimento – o tempo dedicado a essas ações é essencial para uma preparação adequada para se receber as pessoas. Si Dornelles também destacou o novo símbolo universal, que se refere a todos os tipos de acessibilidade, e a complicação em se utilizá-lo se não se for oferecer o suporte completo: “Não seria bom usar se não se for incluir todos os 18 tipos, no entanto, o símbolo antigo é limitador do conceito de acessibilidade e não representa outras deficiências além de física” – pondera. Ao final, foi apresentada a etiqueta social e as barreiras comumente encontradas pelos PCDs. Também Si mostrou como alguns seguimentos se organizam em comunidade, cultura e identidade – como os surdos -, implicando em partilhar de um mesmo ideal de luta pela manutenção dos seus direitos. E ainda houve tempo para duas dinâmicas. Uma fizemos com a tradução simultânea em idioma de sinais de uma música e outra em que, com os olhos vendados, os presentes ouviram um áudio de um filme e tentaram identificar o que estava acontecendo na cena. Terminando a oficina na sede do Coletivo Catarse, em ato contínuo, a equipe foi ao Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, em mais um evento de lançamento do curta-metragem, em mais uma exibição com acessibilidade em libras e acesso gratuito.

Talk Exu chega à segunda edição dando foco aos três últimos filmes do Coletivo Catarse

Depois de um hiato de um ano, o talk show “Talk Exu” chega a seu segundo episódio – e com previsão de pelo menos outras três edições futuras. O programa, uma iniciativa do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, ocorre a partir das 20h desta sexta-feira (11/7), em dia de Maria Maria Espaço Cultural, na Comuna do Arvoredo (Rua Cel. Fernando Machado, 464), Centro Histórico de Porto Alegre. O local será transformado em um estúdio para receber convidados e público (aberto e com acesso gratuito desde às 18h30), com o evento sendo transmitido ao vivo pelo canal no YouTube do Coletivo Catarse. No foco das conversas estarão as três últimas produções audiovisuais do Coletivo, todas lançadas na segunda quinzena de junho: os documentários “Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata”, sobre a retomada Kaingang no Morro Santana, e “Cooperar é Resistir”, contando a história da PedalExpress, um coletivo de entregas que se utiliza de bicicletas em Porto Alegre; finalizando com o curta-metragem de ficção “Enquanto a Luz Não Chega”, com bate-papo sobre os desafios de uma produção que mescla o audiovisual e o teatro de sombras, com exibição completa do filme ao final – também como parte do circuito de lançamento do mesmo. As entrevistas sobre as produções serão intercaladas por intervenções musicais da banda “Expresso Livre”, com Jéssica Nucci no vocal, acompanhada dos violões de Vicente Guindani e Nil Tavares. O Talk Exu tem em 2025 a previsão de pelo menos quatro episódios, como parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 / Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. No âmbito deste projeto, também estão previstas e já em execução pelo menos 40 atividades culturais diversas em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026, buscando contemplar cerca de 100 artistas locais, além de oferecer, também em outros espaços, oficinas de teatro para crianças e adultos, uma atividade de carijada (produção artesanal de erva-mate), oficina de discotecagem/hip hop com DJ Piá, entre outras ações. Confira aqui como foi o primeiro episódio do Talk Exu. SINOPSES DOS FILMES Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata Direção de Gustavo Ruwer e Iracema Gãh Té Sob a liderança da cacica Iracema Gãh Té, uma comunidade Kaingang retoma seu território ancestral no ponto mais alto de Porto Alegre. Enfrentando a ameaça de um grande empreendimento imobiliário, a comunidade desafia o abandono do estado e enfrenta uma poderosa família de banqueiros para defender as florestas e nascentes do Morro Santana. O lançamento oficial ocorre sábado, 12 de julho, às 19h, na Retomada Gãh Ré, Morro Santana (Porto Alegre – RS) Cooperar é resistir Direção coletiva entre a PedalExpress e o Coletivo Catarse O documentário conta a trajetória recente da PedalExpress e dos desafios enfrentados pelo coletivo de entregas de bicicleta nos últimos anos a partir do avanço das plataformas e da precarização do trabalho, lembrando ainda a resistência durante a pandemia e à enchente de 2024. O filme propõe uma reflexão sobre a importância do meio de transporte para a mobilidade urbana e aponta caminhos alternativos para a construção de um meio de subsistência sem exploração. O apoio à produção é da Labora – Fundo de Apoio ao Trabalho Digno. A pré-estreia ocorreu em 26 de junho, em evento fechado para os cooperados e ex-cooperados. Em breve, será divulgado o lançamento oficial. Enquanto a Luz Não Chega Direção e roteiro de Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis e direção de arte de Alexandre Fávero, com Ana Delarte, Gustavo Cardoso e Anderson Gonçalves no elenco Curta-metragem de ficção que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas. Do encontro do teatro de sombras e o audiovisual, surge uma história sobre desconexão e apatia e os caminhos que a escuridão aponta. Uma coprodução do Coletivo Catarse e Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre com a Cia Teatro Lumbra. A estreia ocorreu em 27 de junho, na Maria Maria Espaço Cultural, contando ainda com apresentações no dia 1º de julho para alunos da EMEF Nossa Senhora do Carmo, iniciativa em parceria com o Ponto de Cultura TV Restinga, e no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, no bairro Cristal. No dia 3 de julho, foi a vez do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, no Centro Histórico de Porto Alegre, receber a exibição. Todas as atividades contando com acompanhamento de acessibilidade, acionando-se linguagem em libras quando necessário, tendo també sido finalizadas cópias com libras e audiodescrição. Trailer oficial: SERVIÇOO quê: Talk Exu #02 | Os filmes que lançamos no outono passadoTemática do programa: Bate-papo sobre os documentários “Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata” e “Cooperar é Resistir” e o curta-metragem “Enquanto a Luz Não Chega”, intercalados por intervenções musicais da banda Expresso LivreQuando: 11 de julho, sexta-feiraHorário: 18h30 (espaço aberto) e 20h (inicia o talk show com live aberta no @coletivocatarse no YouTubeLocal: Maria Maria Espaço Cultural – Rua Cel. Fernando Machado, 464, Centro Histórico, Porto AlegreAberto ao público, com entrada gratuita

Coletivo Catarse lança no dia 27 o curta-metragem Enquanto a Luz Não Chega

Unindo teatro de sombras e cinema, filme propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas Da união de duas linguagens – teatro de sombras e cinema – nasce o curta-metragem Enquanto a Luz Não Chega, do Coletivo Catarse em coprodução com a Cia Teatro Lumbra. O lançamento está marcado para o dia 27 de junho, sexta-feira, às 19h, em dia de Maria Maria Espaço Cultural (Rua Cel. Fernando Machado, 464), junto ao Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e à Comuna do Arvoredo, no Centro Histórico de Porto Alegre, com transmissão ao vivo simultânea no Canal do YouTube do Coletivo Catarse – tendo o sinal fechado após a exibição do filme. Inspirado livremente na obra Enquanto a Noite Não Chega, de Josué Guimarães, o filme propõe uma inversão narrativa ao retratar Ciça e Téo, personagens que vivem uma existência metaforicamente morta em meio a um cotidiano dominado por redes sociais e realidades digitais ilusórias através de uma linguagem visual que explora e comunica emoções, atmosferas e significados. A trama se desenrola em um cenário de caos climático no sul do Brasil, quando a escassez de energia elétrica força os protagonistas a confrontarem a si mesmos e ao outro, longe das distrações tecnológicas. A escolha estética de integrar teatro de sombras ao audiovisual busca aprofundar a subjetividade dos personagens e explorar as nuances entre realidade e ficção. O elenco principal conta com Ana Delarte no papel de Ciça, atriz com experiência em produções como Ainda Orangotangos (2006) e Menos que Nada (2010) e participações em projetos do Cinehibisco – coletivo de cinema independente, que marcou uma fase de experimentação e estudos de linguagem ligado ao Coletivo Catarse –, e Gustavo Cardoso, ator com formação pelo Depósito de Teatro em Porto Alegre e com experiência em produções audiovisuais, atuação em curtas e seriados para a televisão, além de também integrar projetos via Cinehibisco, protagonizando os curtas Caligrafia (2019) e Greyce (2013). O curta soma ainda a atuação de Anderson Gonçalves, que interpreta Theodoro, um personagem que traz uma espécie de “respiro” às relações sufocadas pelas realidades projetadas. O ator tem grande histórico na arte da manipulação de bonecos e também está presente em produções do Coletivo Catarse, como Informar é Vacinar! (2023) e Hipólito Segue sua Viagem (2021). O roteiro e a direção são assinados por Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis, com direção de arte de Alexandre Fávero, da Cia Teatro Lumbra. A trilha sonora original está a cargo de Marcelo Cougo, trazendo nas composições Ângelo Primon, Jéssica Nucci e William Abreu. A maior parte das gravações foi realizada entre março e abril de 2025, no Centro Histórico de Porto Alegre, na Comuna do Arvoredo, sede do Coletivo Catarse e Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, e na Maria Maria Espaço Cultural, ocorrendo ainda em espaços como o Garden Café, o Teatro dos Vampiros – no Café Mal Assombrado – e a Padaria Quero Pão, valorizando as iniciativas locais vizinhas de bairro do Coletivo. Já as captações de imagens em que as sombras são protagonistas ocorreram no Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo, Ponto de Cultura em Morro Reuter, iniciativa que desenvolve e também recebe diversos projetos relacionados à cultura, educação e ecologia. O filme inicia, portanto, nesta sexta, 27, um pequeno circuito de lançamento, dando sequência em 01/07, pela manhã, na Restinga, em atividade com o Ponto de Cultura TV Restinga, e, pela noite, no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo. Dia 03/07 será a vez de uma sessão no Museu da Comunicação Hipólito José da Costa. O filme finalizado contará com suporte de acessibilidade em libras, audiodescrição e legendagens; a equipe também realizou oficina de acessibilidade atitudinal para as apresentações; e alguns dos eventos de lançamento contarão eventualmente com a participação de profissional de libras. Aguarde divulgações! SINOPSE Enquanto a Luz Não Chega é um curta-metragem de ficção que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas. Do encontro do teatro de sombras e o audiovisual, surge uma história sobre desconexão e apatia e os caminhos que a escuridão aponta. O projeto foi contemplado pela Lei Paulo Gustavo (LPG Porto Alegre) na linha Produção de curta-metragem por empresas produtoras. SERVIÇOO quê: Lançamento do curta-metragem Enquanto a Luz Não ChegaQuando: 27 de junho, sexta-feiraHorário: 19hLocal: Maria Maria Espaço Cultural/Ponto de Cultura e Saúde Verntre Livre – Rua Cel. Fernando Machado, 464, Centro Histórico, Porto Alegre (RS); e canal do YouTube do Coletivo Catarse (somente no dia, será fechado após).Classificação: 12 anosEntrada gratuita Confira o trailer: Fotos: Billy Valdez

“Enquanto a Luz Não Chega” faz eventos de oficina em escolas e pontos de cultura

Como divulgação didática das artes envolvidas e também uma das contrapartidas do projeto, o Coletivo Catarse e a Cia Lumbra têm levado o processo de trabalho do curta-metragem como uma atividade para expor uma metodologia que vem entrelaçando o teatro de sombras e a produção audiovisual em diversas parcerias nos últimos anos. Iniciando o giro no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, no 1º de maio, os responsáveis por roteiro e direção, Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis – que também faz parte da Cia Lumbra -, apresentaram os filmes “A Viagem de Jacinto” e “Criaturas da Literatura – Drácula” como uma caminhada histórica na construção de uma linguagem que deve culminar exatamente com o lançamento do curta “Enquanto a Luz Não Chega”. Ambos conversaram com educadores populares presentes e que entendem também aquele ponto de cultura como uma referência na região do bairro Cristal, zona sul de Porto Alegre, na construção de espaços que fazem a reflexão sobre o papel da cultura no desenvolvimento da arte e na construção de possibilidades de desenvolvimento pessoal e profissional. Viviane Marmitt, parte do coletivo NuTA (Núcleo de Teatro de Animação do Quilombo do Sopapo) e uma das responsáveis pela organização da 17ª semana de aniversário do Ponto, explicou o convite a este encontro: “A 17ª Semana do Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo foi pensada para aproximar a comunidade do entorno do Bairro Cristal com o Ponto de Cultura. Muita gente ainda não conhece profundamente o que a gente faz, e a nossa ideia foi trazer para cá vários tipos de atividades, vários tipos de arte, vários tipos de pessoas que trabalham com arte, com disseminação da arte e cultura. Essa foi a motivação de trazer o Coletivo Catarse e a Cia Lumbra, justamente para proporcionar uma atividade diversa, porque também é algo diferente o cinema e as sombras, o teatro de sombras, juntos numa mesma obra“. Em um outro momento, em 11 de junho, foi a vez da EMEF Porto Novo – na Comunidade Porto Novo, bairro Santa Rosa de Lima, Zona Norte de Porto Alegre – receber a oficina. Com presença de Alexandre Fávero, responsável pela direção de arte, e Gustavo Türck, duas turmas do 9° ano do Ensino Fundamental encheram a sala de multimeios da escola para também conversar sobre como uma arte milenar – as sombras – pode se incorporar numa outra que recém completou pouco mais de um século de existência – o cinema. Esta atividade na Porto Novo também serviu como uma intersecção de projetos, servindo de “aula inaugural” de um processo de oficinas de produção audiovisual que devem ocupar 5 semanas numa parceria da escola com o Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre “Nos últimos tempos, a gente tem notado uma participação cada vez maior dos jovens – e até mesmo das crianças – no uso dos dispositivos eletrônicos para fazer fotografias, vídeos e até mesmo para fazer a edição desses materiais. É um meio de expressão, de comunicação, que usa a música, que usa as imagens em movimento e é uma maneira de eles se conectarem com os amigos, com os parentes e com pessoas que às vezes estão muito distantes deles. Essa linguagem audiovisual passa a ser dinâmica, que corresponde a essa velocidade desse mundo contemporâneo. Então, é fundamental que nós que trabalhamos com conteúdo audiovisual nos aproximemos das escolas e desse interesse desses jovens por essa linguagem. E, aí, vem uma questão que é muito interessante, que é o tempo de cada um em se relacionar com os dispositivos, com os meios e com as linguagens. Eu trabalho com a linguagem do teatro de sombras, que é muito antiga, muito primitiva e extremamente artesanal. E ela se difere um pouco, apesar de ter muitas semelhanças, com o tempo de produção dessas imagens. E o cinema, que é essa linguagem que tem ainda um outro tipo de relação diferente do teatro, que é uma arte que se caracteriza por ser feita ao vivo. Então, quando a gente leva essas duas linguagens, que se complementam, que se conversam e que se aproximam, mas também possuem características muito específicas, a gente consegue chegar próximo de uma ideia de uma relação e de possibilidades de novas maneiras de se expressar. E com essas oficinas de audiovisual, no contexto do uso dos telefones celulares, das câmeras mais compactas e também de programas pra gente fazer essa edição dessas imagens, me parece que a gente consegue alinhar diferentes maneiras de oferecer pra esse público que já usa e que cada vez tem mais necessidade de entender procedimentos, entender processos criativos e utilizar isso nas suas redes, nos seus territórios criativos. É uma alegria a gente poder estar fazendo parte dessa evolução de audiovisual junto com esses jovens que estão aí curiosos e interessados em usar esses meios.” – comenta Alexandre Fávero, da Cia Lumbra, que há mais de 30 anos desenvolve sua arte em sombras. As oficinas de produção audiovisual que tiveram esta “aula inaugural”, em conjunto com o Projeto Enquanto a Luz Não Chega, agora devem seguir em quatro quartas-feiras seguidas, trabalhando a autoestima e o pertencimento do território numa comunidade relativamente nova que é a Porto Novo – uma área de loteamentos imobiliários populares criada pelas remoções de moradores, principalmente das Vilas Dique e Nazareth, na última década e meia. É um projeto que anda através de uma emenda impositiva, de responsabilidade do Coletivo Catarse, numa parceria com agentes comunitárias de saúde da US Santíssima Trindade e a escola. As oficineiras serão Lorena Sánchez e Maria Luiza Apollo – ambas também fazendo parte da equipe do filme Enquanto a Luz Não Chega. Ainda se prevê mais uma atividade de oficina envolvendo o projeto em escola, que se realizará em 01/07, na EMEF Nossa Senhora do Carmo, na Restinga, em ação com o Ponto de Cultura TV Restinga – um encontro que também fará parte do circuito de lançamento do filme! (Aguarde divulgação!) * Aqui abaixo você poderá conferir os filmes “A Viagem de Jacinto”, …

Enquanto a Luz Não Chega termina suas filmagens – e lança teaser!

Chegou o dia. Mesmo já estando em fase de pós-produção, restava um momento final a ser construído – e, nesse último sábado pela manhã (31/05), na Padaria Quero Pão (Rua Fernando Machado, 485), se materializou a cena pós-créditos do curta-metragem. *fotos por Lorena Sanchez ASSISTA AO TEASER OFICIAL! (lançamento em junho de 2025) Enquanto a Luz Não Chega é um curta-metragem de ficção produzido pelo Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, financiada com recursos da Lei Paulo Gustavo (Linha 3: Produção de curta-metragem por empresas produtoras).

Capoeira, cultura e saúde na Comuna do Arvoredo

Desde o final de março, o Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre/Coletivo Catarse vem recebendo mais uma atividade entre as tantas que vem movimentando os espaços do coletivo na comunidade urbana da Comuna do Arvoredo, na Rua Fernando Machado, 464, Centro Histórico de Porto Alegre. Desde a quarta feira, 19 de março, o Salão Zé da Terreira e a Garajona do Casarão têm recebido os trabalhos do Africanamente Capoeira Angola.

Coletivo Catarse entra em fase de pós-produção do curta-metragem Enquanto a Luz Não Chega

Maio marca a fase final do processo de produção do curta-metragem Enquanto a Luz Não Chega, do Coletivo Catarse, com lançamento previsto para a segunda quinzena de junho deste ano. Inspirado livremente na obra Enquanto a Noite Não Chega, de Josué Guimarães, o filme propõe uma inversão narrativa ao retratar Ciça e Téo, personagens que vivem uma existência metaforicamente morta em meio a um cotidiano dominado por redes sociais e realidades digitais ilusórias. A trama se desenrola em um cenário de caos climático no sul do Brasil, quando a escassez de energia elétrica força os protagonistas a confrontarem a si mesmos e ao outro, longe das distrações tecnológicas. Destaca-se a integração do teatro de sombras ao audiovisual, uma escolha estética que busca aprofundar a subjetividade dos personagens e explorar as nuances entre realidade e ficção. Maria Luiza Apollo O elenco principal conta com Ana Rodrigues no papel de Ciça, atriz com experiência em produções como Ainda Orangotangos (2006) e Menos que Nada (2010), além de participações em projetos do Cinehibisco – coletivo de cinema independente, que marcou uma fase de experimentação e estudos de linguagem ligado ao Coletivo Catarse –, e Gustavo Cardoso, ator com formação pelo Depósito de Teatro em Porto Alegre, somando experiência em produções audiovisuais, atuação em curtas e seriados para a televisão, além de integrar projetos via Cinehibisco, protagonizando os curtas Caligrafia (2019) e Greyce (2013). O curta ainda soma a participação de Anderson Gonçalves, que interpreta Theodoro, personagem coadjuvante, trazendo sua experiência em manipulação de bonecos e atuação em produções anteriores do Catarse, como Informar é Vacinar! (2023) e Hipólito Segue sua Viagem (2021). A direção e o roteiro são assinados por Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis, com direção de arte de Alexandre Fávero, da Cia Teatro Lumbra. A trilha sonora está a cargo de Marcelo Cougo, enquanto Billy Valdez responde pela fotografia e operação de câmera. A direção de produção é de Lorena Sánchez e Bruno Pedrotti atua como assistente geral. As gravações foram realizadas entre março e abril no Centro Histórico de Porto Alegre, na sede da Comuna do Arvoredo, que abriga, entre outras iniciativas, o Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e o Maria Maria Espaço Cultural, ambos sets de filmagens para algumas das cenas, ocorrendo também no Garden Café e no Teatro dos Vampiros, do Café Mal Assombrado, vizinho da Comuna. Maria Luiza Apollo As últimas captações de imagens ocorreram na segunda quinzena de abril no Espaço de Residência Artística Vale Arvoredo (fotos abaixo), Ponto de Cultura em Morro Reuter, situado em uma área com 14 hectares, dos quais cerca de dez correspondem à mata nativa intocada, incluindo cascata e arroio. A iniciativa desenvolve e também recebe projetos relacionados à cultura, educação e ecologia. Billy Valdez/Coletivo Catarse Enquanto a Luz Não Chega é um curta-metragem de ficção que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas, tendo sido contemplado pela Lei Paulo Gustavo (LPG Porto Alegre) na linha Produção de curta-metragem por empresas produtoras.