Comunicar para transformar: 21 anos do Coletivo Catarse e muito mais

O Coletivo Catarse comemora 21 anos de existência, resistência e reinvenção em 2025. Dessas mais de 2 décadas, 11 anos foram assumindo-se, também, como Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Esse Coletivo, tão diverso nos seus fazeres, é um centro nervoso de relações, temáticas e formatos, que tem como espinha dorsal a comunicação. De cada um dos seus atuais 13 cooperados sai uma ramificação de atuações que conectam a outros atores e organizações, formando um rizoma forte e consistente, que garante toda essa longevidade. Este último ano foi marcado por muitas realizações, as quais são celebradas e assumidas pela cooperativa como sua identidade atual, pois esta está sempre em constante evolução. Abaixo listamos algumas das nossas realizações no último período (impossível colocar tudo!): Enquanto a Luz Não Chega. Curta-metragem de ficção, realizado através da Lei Paulo Gustavo (2023), SMC-POA. O filme propõe uma reflexão sobre o impacto da tecnologia nas relações humanas. Do encontro do teatro de sombras e do audiovisual, a história trata sobre desconexões e apatias e os caminhos que a escuridão aponta. PNAB – Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais). Conjunto de ações que envolvem programação cultural da Maria Maria Espaço Cultural com música, teatro, sarau, entre outros; Oficinas de Teatro e de audiovisual voltados para a infância; Oficina de Hip Hop (História e Discotecagem); Carijada – encontro para a produção artesanal de erva-mate e o Talk Exu, talk show de variedades. Cheiro de Enchente – curta metragem – Documental (2025). A fetidez cessou conforme as estruturas que resistiram às chuvas foram secando e sendo limpas, mas as marcas do pé-d’água descomunal permanecem. Não apenas nas paredes ainda encardidas com as indicações da altura em que a inundação chegou, como também na memória de quem sofreu com a força da natureza. Essas recordações estão registradas em “Cheiro de Enchente”. Um documentário produzido em parceria com a banda Diokane que ao final o desfecho é em formato de videoclipe do single de mesmo nome “Cheiro de Enchente”. Cooperar é resistir. Filme documentário que trata de parte da trajetória de luta da Pedal Express, coletivo de entregadores de bicicleta que atua há 15 anos na cidade de Porto Alegre. Vasalisa, a Sabida. Primeiro espetáculo autoral realizado pelo Coletivo Catarse. Espetáculo cênico multilinguagem que parte do conto tradicional russo Vassilisa, a Bela, interpretado pela psicóloga junguiana e escritora Clarissa Pinkóla Estes, no livro Mulheres que correm com os lobos. Afim de recriar, em linguagem contemporânea, uma jornada simbólica de amadurecimento e empoderamento feminino, através da conscientização do poder da intuição. Nós, guardiões da mata. Filme documentário que conta, desde a primeira noite, a luta pelo território ancestral Kaingang aos pés do Morro Santana, Zona Leste de Porto Alegre. O filme mostra essa trajetória de uma família e seus apoiadores, centrado na figura da liderança política e espiritual Gãh Té e teve apoio da Witness Brasil. MET Audiovisual. O Coletivo Participa ativamente na gestão do projeto que visa criar um ecossistema de audiovisual envolvendo produtoras e agentes da Região Metropolitana, produzindo oficinas de formação, residências dentro das produtoras, circulação de conteúdos, etc. Encontro de cineastas indígenas. Promovido em parceria com a Rede Coral – Porto Alegre, Retomada Gãh Ré e muitos apoiadores, através de um edital do Ibercultura, o encontro possibilitou a troca de experiências entre indígenas Guarani, Kaingangs e Xoklengs. Rádio Voz do Morro. Apoio e participação nas atividades da Rádio Comunitária localizada no Morro Santana. A Rádio é uma articulação local que busca potencializar as atividades e lutas na região, com forte viés comunitário. O Despertar do Sol. Minidocumentário revela um olhar sobre a cosmopercepção Mbyá Guarani, registrando um pouco do modo de ser e viver na Tekoá Tavaí (Canelinha-SC). Os indígenas compartilham ao longo da obra um pouco da sua cultura, da maneira de se organizar e da sua relação de convivência harmoniosa com a natureza. Edição do Coletivo Catarse. Projeto Porto Novo. O Projeto Porto Novo é uma iniciativa de criação e difusão de conteúdos audiovisuais junto à comunidade do bairro Rubem Berta, em Porto Alegre/RS, com foco na identidade, autoestima e pertencimento ao território Porto Novo. Desenvolvido pelo Coletivo Catarse em parceria com a EMEF Porto Novo e a Unidade de Saúde Santíssima Trindade, o projeto promoveu oficinas com turmas de 9º ano da escola, possibilitando que estudantes se tornassem protagonistas da construção de narrativas sobre sua realidade. Juarez Negrão. Artista plástico, poeta, vivente das artes e da cultura popular. Um cidadão que circula bastante entre Novo Hamburgo e Porto Alegre, trafegando pelos trilhos do trem, viajando para além dos limites municipais, tem encontrado ancoragem neste grande espaço de acolhimento que é a Comuna do Arvoredo, especificamente nos empreendimentos que ali habitam – o Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e a Maria Maria Espaço Cultural. Nessa trajetória, entre conversas, mostruários de xilogravuras e esculturas para a venda e subsistência do artista, rolou a conexão entre o Coletivo e a arte de Juarez, de formas e cores que traduzem as influências de matriz africana em meio à urbanidade da Grande POA Quilombo Vila Nova. Há três anos o coletivo vem fortalecendo a comunidade quilombola de São José do Norte. O trabalho continuado de pesquisa e comunicação já rendeu um documentário, um Protocolo de Consulta Livre Prévia e Informada, exposições de fotos, formalização da associação quilombola, uma dissertação de mestrado e atualmente ainda fortalece uma transição para o cultivo agroecológico de arroz. Projeto CASA na retomada. Como organização parceira da Retomada Kaingang Gah Ré junto da rede da Teia dos povos, participou da iniciativa de reflorestamento e resiliência climática da aldeia. Foram plantadas 400 mudas nativas, construído um viveiro e manejadas espécies invasoras como pinus e vassourinha. Capoeira no Ventre. Ao longo do ano o Ponto de Cultura tem recebido atividades dos parceiros da Áfricanamente Capoeira Angola. O núcleo coordenado pelo treinel (professor) Daniel Jamaica oferece aulas de capoeira semanais, e o núcleo dos treinéis Maskote e Jane tem realizado oficinas …

Talk Exu #03 pauta economia solidária e autonomia e os 18 anos da NÓS CIA DE TEATRO

O projeto Talk Exu, do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, chega ao seu terceiro episódio trazendo para a pauta a economia solidária e autonomia e os 18 anos da NÓS CIA DE TEATRO, intercalado por intervenções musicais do artista Luís Valério e exibição do curta-metragem P A R A L E L O. O programa ocorre no dia 25 de setembro, quinta-feira, a partir das 20h, na Maria Maria Espaço Cultural, junto à Comuna do Arvoredo, no Centro Histórico de Porto Alegre. O local será adaptado para servir de estúdio e receber convidados e público. O talk show é aberto e com acesso gratuito desde às 18h30min e será transmitido ao vivo pelo canal no YouTube do Coletivo Catarse. O Talk Exu, uma iniciativa autônoma do Coletivo Catarse, pretende levar ao ar mais dois episódios, somando quatro programas, como parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. No âmbito da proposta, também estão previstas e já em execução pelo menos 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026, buscando contemplar cerca de 100 artistas locais, além de oferecer, em outros espaços, oficinas de teatro para crianças e adultos, uma atividade de carijada (produção artesanal de erva-mate), oficina de discotecagem/hip hop com DJ Piá (cuja festa de encerramento ocorre no dia 19/9, sexta-feira, às 18h), entre outras ações. Temáticas do Talk Exu #03 Economia solidária e autonomia | Convidadas Gil NevesMilitante do Movimento Popular de Economia Solidária, integrante dos Coletivos de Trabalho de Economia Solidária Feministas Negro D’versas e Afro Aya, integrante da Rede Ubuntu de Cooperação Solidária, educadora do Centro de Assessoria Multiprofissional (CAMP), integrante da Rede de Comércio Justo e Solidário (RCJS), da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), sócia da Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA RJ), sócia da Associação Cultural Quilombo do Sopapo, sócia da cooperativa Ajeumbò, graduanda em Administração Pública e Social na Escola de Administração da UFRGS, fundadora do Fórum de Mulheres Negras da Economia Popular Solidária, assessora técnica em Temas de Economia Popular Solidária, Gênero, Comunicação, Raça e organizadora de eventos. Lisbet dos Santos PinheiroArtesã, arte-terapeuta, empreendedora na Ecosol, mãe do Pedro e da Helena. Integrante do Coletivo Afro Aya, educadora social no CAMP, professora de técnicas artesanais no Projeto Mulheres Mil/ Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Restinga, co-fundadora do Fórum das Mulheres Negras Trabalhadoras da Economia Popular e Solidária (Fespope), expositora da loja Fespope. NÓS CIA DE TEATRO celebra 18 anos | Convidados Everson SilvaDiretor e ator de teatro e fundador da NÓS CIA DE TEATRO. Atua como diretor artístico da Cia de Arte La Negra, escolas de dança Aline Rosa e Cadica Danças e Ritmos. Ganhador do Prêmio Açorianos de Teatro como melhor direção revelação em 2013. É professor formado pela Universidade Uniasselvi. Ministra oficinas de teatro, faz pesquisas artísticas, atua em produções audiovisuais como curta-metragens e em trabalhos empresariais com artes cênicas. Letícia VirtuosoAtriz, pesquisadora e professora de teatro e produtora cultural. Atuou na Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (2009/20), onde realizou espetáculos como: O Amargo Santo da Purificação, Viúvas – Performance Sobre a Ausência, Medeia Vozes e Caliban – A Tempestade, de Augusto Boal. Faz teatro há 20 anos. Atualmente, está membra da NÓS CIA DE TEATRO, Ação Nômade e é diretora do Teatro na Prática. Atração artística | Convidado Luís ValérioCantor, compositor, dançarino e gestor cultural. Em 2005, começou a cantar profissionalmente, em Porto Alegre. Desde então, vem produzindo, junto a alguns parceiros, seus próprios shows e investindo seu tempo em pesquisa musical, composição e gestão cultural. É responsável pelo projeto Voz Base, que acontece mensalmente em Porto Alegre desde 2023 e tem a voz como instrumento principal. Curta-metragem | Exibição P A R A L E L OO espaço entre o desejo e o real colidem com uma personagem contemporânea, onde limites e decisões distorcem a realidade. Com Charlotte Dafol, Ana Rodrigues e Gustavo Türck no elenco. Direção, direção de fotografia e produção: Éverson Silva e Têmis NicolaidisRealização: Cinehibisco e Coletivo CatarseAno: 2014 SERVIÇOO quê: Talk Exu #03Temática do programa: Bate-papo sobre economia solidária, autonomia e os 18 anos da NÓS CIA DE TEATRO, intercalado por intervenções musicais do artista Luís Valério e exibição do curta-metragem P A R A L E L O.Quando: 25/9, quinta-feiraHorário: 18h30 (espaço aberto) e 20h (início do talk show com live aberta no @coletivocatarse no YouTube)Local: Maria Maria Espaço Cultural – Rua Cel. Fernando Machado, 464, Centro Histórico, Porto AlegreAberto ao público, com entrada gratuita

‘Vasalisa, a Sabida’ teve estreia no Teatro dos Vampiros e 14º Festia

Espetáculo nasceu de forma independente, explorando multilinguagens na sua composição para falar sobre intuição feminina. Numa coprodução Coletivo Catarse/Ponto de Cultura Ventre Livre, Projeta Matricêntrica e La Lola Produtora, a obra Vasalisa, a Sabida, que estreou em setembro, parte do conto tradicional russo Vassilisa, a Bela – ressignificado pela psicóloga junguiana e escritora Clarissa Pinkóla Estés no livro Mulheres que correm com os lobos –, recriando, em linguagem contemporânea, uma jornada simbólica de amadurecimento e empoderamento feminino que exalta a força da intuição. Com duração de 30 minutos, a montagem assume o formato de audiodrama, propondo uma experiência sensorial marcada por um trabalho sonoro envolvente, que cria atmosferas e paisagens imagéticas. Sons, trilha sonora original, vozes e manipulação de objetos se alinham a recursos de teatro de animação, dança, luz e sombra, costurando uma narrativa multilinguagem. A história acompanha uma jovem guiada por uma boneca mágica – presente da mãe em seu leito de morte –, que é colocada à prova, tendo que atravessar uma floresta misteriosa até encontrar a temida bruxa Baba Yaga. Mais do que narrar um conto, o espetáculo convida o público a mergulhar em um ritual de escuta, memória e imaginação. O trabalho vai além do entretenimento, propondo reflexões sobre a valorização das subjetividades femininas, a intuição como ferramenta de percepção da realidade, a conexão com os ciclos da vida e a celebração da sabedoria que habita cada um de nós. O projeto teve seu processo intensificado em maio de 2025 e, em agosto, contou com um ensaio aberto no Salão da Comuna do Arvoredo no Centro Hsistórico de Porto Alegre. Em 5 de setembro, estreou oficialmente no Teatro dos Vampiros, localizado no Café Mal Assombrado, e participando ainda da abertura do 14º Festival de Teatro Popular (Festia), em Canoas, ampliando sua circulação em diálogo com diferentes territórios e públicos. Estreia no Teatro do SESC Canoas durante o 14º Festia. Fotos: Grupo Tia O Coletivo Catarse, reconhecido como Ponto de Cultura e Saúde pela Política Nacional Cultura Viva desde 2008 e hoje situado no Centro Histórico de Porto Alegre, na Comuna do Arvoredo, atua fortemente em rede locais e nacionais. Já esteve envolvido em produções teatrais como Língua Lâmina (teatro literário), Faces de Eva (teatro musical), além de manter forte parceria com a Cia Teatro Lumbra, referência no teatro de sombras, além de outras colaborações com coletivos cênicos como Trupi di Trapu e NÓS CIA DE TEATRO. Com direção cênica de Lorena Sánchez e criação de Aline Ferraz e Têmis Nicolaidis, além da trilha sonora original de Marcelo Cougo e Marcelo Égüez, “Vasalisa, a Sabida” reafirma a potência da criação coletiva e multilinguagem, apostando na escuta e no sensível como caminhos de resistência e transformação. Ficha técnica Aline Ferraz – Atuação, produção, roteiro em áudio, dramaturgia, cenário e elementos cênicos e figurinosTêmis Nicolaidis – Atuação, iluminação, produção, roteiro em áudio, dramaturgia, cenário e elementos cênicos e figurinosLorena Sánchez – Direção e produçãoMarcelo Cougo e Marcelo Égüez – Trilha sonora originalBilly Valdez – Registro fotográficoGustavo Türck – Tratamento de som e masterizaçãoEthiéne Guerra – Assistência e confecção de figurinos AgradecimentosRaul Voges, Alexandre Fávero, Comuna do Arvoredo e Mainô RealizaçãoNúcleo de Teatro do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura Saúde Ventre Livre CoproduçãoProjeta Matricêntrica e La Lola Produtora ApoioComuna do Arvoredo

Trapos e Farrapos – Negrinho resgata ancestralidade

O grupo de teatro Trupi di Trapu está em cartaz com o espetáculo Trapos e Farrapos – Negrinho dentro das celebrações de seus 17 anos de trajetória. A peça infantojuvenil conta a lenda de Negrinho do Pastoreiro, bastante popular no folclore da Região Sul do Brasil – um conto clássico da oralidade cuja origem se dá no século XIX e é associada ao fim do período de escravidão no país. Esta é uma história sobre um menino escravizado que, após ser duramente castigado por seu patrão, recebe um milagre e passa a ser um protetor de objetos perdidos. Uma obra construída e contada de forma lúdica, em alguns momentos divertida, mesclando elementos e técnicas de teatro de sombras, bonecos, danças e cantos, com muito dinamismo, cores e figurinos bem trabalhados e detalhados. Ao mesmo tempo em que conta sobre a escravidão e a crueldade dos senhores de engenho, o espetáculo traz falas contemporâneas, trazendo reflexões sobre o racismo, a exploração do trabalho e abusos de poder por quem o detém – assuntos infelizmente muito presentes na sociedade atual. Outro ponto que chama atenção é que o espetáculo traz elementos da cultura afro para um papel de destaque, de grande presença na história, com o Negrinho seguidamente interagindo com Mãe Oxum – e ela atendendo a seus chamados, ou seja, uma quebra com a visão comumente explorada de pedidos de auxílio à Virgem Maria, por exemplo, claramente descolando-se, portanto, o enredo que envolve o menino da religião católica. Trapos e Farrapos – Negrinho prende a atenção de crianças e adultos, uma imersão cultural rica e divertida que segue em cartaz nos dias 9 e 10, 16 e 17 de agosto, aos sábados e domingos, na Sala Álvaro Moreyra, em Porto Alegre. Após, a peça segue para o Teatro Carlos Carvalho, na Casa de Cultura Mario Quintana, com apresentações marcadas para os dias 22, 23 e 24 de agosto. Segue as redes do grupo para mais informações e novidades. Te programa e vai prestigiar! A Trupi di Trapu e a cultura popular agradecem. – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – – A cobertura deste evento integra o histórico apoio do Coletivo Catarse / Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre a este tipo de iniciativa cultural. Grande parte dos ensaios da peça ocorreram na Comuna do Arvoredo, na sede do Ponto. Texto e fotos: Billy ValdezEdição: Anahi Fros FICHA TÉCNICA:Autor: Anderson GonçalvesEncenação: Ajeff Ghenes, Alessandra Souza e YanniksonDireção Artística: Anderson GonçalvesDireção de sombras e figuras: Têmis NicolaidisDireção musical e trilha sonora: Alan BarcelosMúsica “Viajante dos Pampas”: letra de Lorena SanchezVoz em “Pastoreio de Oxum”: Marietti FialhoBonecos, cenário e adereços: Anderson Gonçalves, Mari Falcão e Ajeff GhenesMáscaras: Atelier Lu AntunesFigurinos: Mari Falcão e Ajeff GhenesIluminação: Vigo CigoliniProdução: Trupi di Trapu – Teatro de Bonecos

Chuva e forró: a Festa Julina das Marias

Desta vez, nem a chuvarada impediu a diversão! No último sábado (26/07), aconteceu a Festa Julina do Maria Maria Espaço Cultural, uma já clássica festa esperada pelos frequentadores do local e da comunidade. Aliás, foi por causa da chuva que a festa não foi junina, já que a data inicial, no final do mês passado, teve que ser adiada devido à previsão forte de intempéries que circulava na cidade. E o público compareceu mesmo assim. O espaço ficou quente, e o forró tomou conta da garajona na Comuna do Arvoredo, ocupado pelas Marias de quinta a sábado. A festa começou com aula experimental do professor e dançarino Giovanni Vergo do Nós-Dança de Salão, comandando uma playlist contagiante. Após, o embalo do arrasta pé ficou por conta do grupo Forró Fuá. Confira algumas fotos do cooperado Billy Valdez dessa noite divertida. A atividade integra o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. Neste projeto estão previstas – e já em execução – pelo menos 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural, até maio de 2026, entre outras ações. Texto: Billy Valdez Edição: Anahi Fros

Talk Exu chega à segunda edição dando foco aos três últimos filmes do Coletivo Catarse

Depois de um hiato de um ano, o talk show “Talk Exu” chega a seu segundo episódio – e com previsão de pelo menos outras três edições futuras. O programa, uma iniciativa do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, ocorre a partir das 20h desta sexta-feira (11/7), em dia de Maria Maria Espaço Cultural, na Comuna do Arvoredo (Rua Cel. Fernando Machado, 464), Centro Histórico de Porto Alegre. O local será transformado em um estúdio para receber convidados e público (aberto e com acesso gratuito desde às 18h30), com o evento sendo transmitido ao vivo pelo canal no YouTube do Coletivo Catarse. No foco das conversas estarão as três últimas produções audiovisuais do Coletivo, todas lançadas na segunda quinzena de junho: os documentários “Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata”, sobre a retomada Kaingang no Morro Santana, e “Cooperar é Resistir”, contando a história da PedalExpress, um coletivo de entregas que se utiliza de bicicletas em Porto Alegre; finalizando com o curta-metragem de ficção “Enquanto a Luz Não Chega”, com bate-papo sobre os desafios de uma produção que mescla o audiovisual e o teatro de sombras, com exibição completa do filme ao final – também como parte do circuito de lançamento do mesmo. As entrevistas sobre as produções serão intercaladas por intervenções musicais da banda “Expresso Livre”, com Jéssica Nucci no vocal, acompanhada dos violões de Vicente Guindani e Nil Tavares. O Talk Exu tem em 2025 a previsão de pelo menos quatro episódios, como parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 / Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. No âmbito deste projeto, também estão previstas e já em execução pelo menos 40 atividades culturais diversas em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026, buscando contemplar cerca de 100 artistas locais, além de oferecer, também em outros espaços, oficinas de teatro para crianças e adultos, uma atividade de carijada (produção artesanal de erva-mate), oficina de discotecagem/hip hop com DJ Piá, entre outras ações. Confira aqui como foi o primeiro episódio do Talk Exu. SINOPSES DOS FILMES Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata Direção de Gustavo Ruwer e Iracema Gãh Té Sob a liderança da cacica Iracema Gãh Té, uma comunidade Kaingang retoma seu território ancestral no ponto mais alto de Porto Alegre. Enfrentando a ameaça de um grande empreendimento imobiliário, a comunidade desafia o abandono do estado e enfrenta uma poderosa família de banqueiros para defender as florestas e nascentes do Morro Santana. O lançamento oficial ocorre sábado, 12 de julho, às 19h, na Retomada Gãh Ré, Morro Santana (Porto Alegre – RS) Cooperar é resistir Direção coletiva entre a PedalExpress e o Coletivo Catarse O documentário conta a trajetória recente da PedalExpress e dos desafios enfrentados pelo coletivo de entregas de bicicleta nos últimos anos a partir do avanço das plataformas e da precarização do trabalho, lembrando ainda a resistência durante a pandemia e à enchente de 2024. O filme propõe uma reflexão sobre a importância do meio de transporte para a mobilidade urbana e aponta caminhos alternativos para a construção de um meio de subsistência sem exploração. O apoio à produção é da Labora – Fundo de Apoio ao Trabalho Digno. A pré-estreia ocorreu em 26 de junho, em evento fechado para os cooperados e ex-cooperados. Em breve, será divulgado o lançamento oficial. Enquanto a Luz Não Chega Direção e roteiro de Gustavo Türck e Têmis Nicolaidis e direção de arte de Alexandre Fávero, com Ana Delarte, Gustavo Cardoso e Anderson Gonçalves no elenco Curta-metragem de ficção que propõe uma reflexão sobre os impactos da tecnologia nas relações humanas. Do encontro do teatro de sombras e o audiovisual, surge uma história sobre desconexão e apatia e os caminhos que a escuridão aponta. Uma coprodução do Coletivo Catarse e Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre com a Cia Teatro Lumbra. A estreia ocorreu em 27 de junho, na Maria Maria Espaço Cultural, contando ainda com apresentações no dia 1º de julho para alunos da EMEF Nossa Senhora do Carmo, iniciativa em parceria com o Ponto de Cultura TV Restinga, e no Ponto de Cultura Quilombo do Sopapo, no bairro Cristal. No dia 3 de julho, foi a vez do Museu da Comunicação Hipólito José da Costa, no Centro Histórico de Porto Alegre, receber a exibição. Todas as atividades contando com acompanhamento de acessibilidade, acionando-se linguagem em libras quando necessário, tendo també sido finalizadas cópias com libras e audiodescrição. Trailer oficial: SERVIÇOO quê: Talk Exu #02 | Os filmes que lançamos no outono passadoTemática do programa: Bate-papo sobre os documentários “Nóg kirĩg ãg tĩ / Nós, Guardiões da Mata” e “Cooperar é Resistir” e o curta-metragem “Enquanto a Luz Não Chega”, intercalados por intervenções musicais da banda Expresso LivreQuando: 11 de julho, sexta-feiraHorário: 18h30 (espaço aberto) e 20h (inicia o talk show com live aberta no @coletivocatarse no YouTubeLocal: Maria Maria Espaço Cultural – Rua Cel. Fernando Machado, 464, Centro Histórico, Porto AlegreAberto ao público, com entrada gratuita

Oficinas de Teatro infantil na Comuna: Yeshe Cultural encerra ciclo de 3 anos, mas deixa legado

Atividades, no entanto, vão seguir com nova coordenação pelo Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre Aos finais de tarde das segundas-feiras aqui na Comuna do Arvoredo, um furacão infantil toma conta do salão Zé da Terreira. Espaço multiuso da casa, ele tem teatrado bastante nos últimos tempos, com ensaios diversos e, especialmente, há três anos, abrigando as oficinas de teatro para crianças da Yeshe Cultural. Nesse período foram estreados três espetáculos, sendo um deles ED MORT, premiado como melhor direção e melhor espetáculo no 3º Festive – Festival Estadual de Teatro Infantil de Viamão. Este ano, a Yeshe Cultural mudou de cidade, encerrando a coordenação das oficinas, que ficarão a cargo do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Como celebração a este tempo que a iniciativa agitou lindamente a Comuna, trazemos uma entrevista com Andressa da Silva Corrêa, idealizadora do projeto. Confere: Coletivo Catarse – Como construíste a ideia de realizar as oficinas de teatro? E por que com crianças? Andressa – Me formei em Teatro em 2007. Quando vim morar na Comuna do Arvoredo, esse espaço, esse centro cultural, surge a ideia de ministrar oficina de teatro como continuidade do trabalho que eu já fazia nas escolas. As crianças são um público que chega mais rápido pra fazer oficina. Os pais têm essa necessidade e as crianças, também. Então, eu dava aula pra adolescente, pra criança. Mas, na Comuna, escolhi fechar esse grupo de crianças porque eu acho que a procura é maior. CC – Tu consegues notar um desenvolvimento naqueles que se mantêm mais seguidos nas oficinas? Andressa – A oficina acontece desde 2022. Começamos com quatro alunos no primeiro ano. No segundo ano, eram oito. Acho que a gente fechou com mais no final, talvez uns dez, não recordo bem. E, em 2024, a oficina estava lotada, com 13 participantes. Tivemos que dividir a turma de pequenos e maiores. Mas vejo que tem um crescimento e muito potencial pra crescer. Já entre as crianças, a gente vê o crescimento na hora do espetáculo. Alunos que estão ali há mais de dois anos já têm plenas noções de espaço, de ritmo, de palco, de não ficar de costas para o público, de não falar ao mesmo tempo. O segundo passo foi o de montar personagens, trazer vozes diferentes, corpos diferentes pra cada um dos personagens. Hoje já temos alunos que rapidamente alcançam essa construção cênica. Mas, também, não é só essa questão do tempo. As crianças, elas estão no grupo por objetivos completamente diferentes. Algumas querem fazer e aprender teatro, ensaiar. Outras querem se integrar naquele grupo, brincar. E o teatro é só um dos elementos que compõem a aula. Então isso também faz a diferença. Se ela ama teatro porque ela quer ser atriz ou se ela gosta de teatro porque é uma aula divertida. Às vezes a gente perde alunos que estão super engajados no momento de brincadeiras e quando a gente vai para o ensaio, a aula fica um pouco mais fechada, com menos brincadeira, e os alunos se desinteressam. Por fim, eu acho que as crianças sentem necessidade de brincar muito hoje, de pega-pega, porque elas não têm mais a rua pra ficar brincando. Por isso, valorizo muito a brincadeira nas aulas. Tenho a brincadeira e essa vontade de formar o grupo, então, os alunos se reconhecerem aqui. Formaram amizades e vínculos. CC – E como é estar num espaço como a Comuna para realizar essas atividade? Tem estrutura, apoio, possibilidades? Andressa – A oficina não existiria se não fosse o apoio do coletivo. Se eu tivesse que pagar um espaço no centro de Porto Alegre, ela não teria começado. Além disso, a conexão entre os coletivos potencializa muito o trabalho, como na parceria do Yeshe Cultural com o Coletivo Catarse / Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Acredito que essa coisa da gente ter um grupo que valoriza o trabalho, que vai lá olhar, que vê essas crianças crescerem, que gosta de ter esse contato durante a semana, é muito motivador. Sobre o salão Zé da Terreira No último aniversário da Comuna do Arvoredo, celebrado em 16 de novembro de 2024 , o espaço multiuso do coletivo foi batizado como Salão Zé da Terreira, em homenagem a esse grande artista, que nos deixou em 2023.

Vasalisa, a sabida tem estreia confirmada em setembro

“Vasalisa, a Sabida” é um espetáculo híbrido, em processo final de gestação, que percorre a jornada de iniciação feminina em seus saberes, onde, por meio de seus sentidos, as mulheres aprendem a nutrir suas ideias, destacando a importância do resgate da intuição e da presença das mulheres no mundo, tão subjugadas pelo patriarcado. Como guardiãs do fogo criativo, estão profundamente conectadas aos ciclos de vida, morte e renascimento que permeiam a natureza, definindo assim o significado de ser uma mulher iniciada. A obra se baseia na fábula do folclore russo, “Vasalisa, a Bela” – recopilação do folclorista russo Aleksandre Afanasev (1826/1871), na versão de Clarissa Pinkola Estés, apresentada no livro Mulheres que correm com os lobos (2018). O conto foi reinterpretado, neste trabalho, por meio de uma pesquisa autoral que busca resgatar e valorizar as subjetividades e o modus operandi da atuação feminina na sociedade, promovendo a reflexão acerca da invisibilização e do silenciamento das mulheres pelo sistema patriarcal ao longo dos tempos, desde a sua institucionalização. A encenação está sendo concebida a partir da linguagem do áudio drama, ou seja, de uma história dramatizada em áudio, que transporta o espectador para distintos cenários a partir de uma composição de sonoridades entrelaçadas à narrativa da contação de histórias. “Vasalisa, a Sabida” mistura em seu caldeirão artístico multilinguagem elementos do audiovisual, da contação de histórias, do teatro de animação e da dança. O audiovisual aqui é empregado como a combinação de sonoridades com imagens em luz e sombra produzidas ao vivo, bem como, a manipulação de bonecos e de formas animadas. A contação de histórias, presente no áudio drama, faz parte da tradição de vários povos nos quais, através da oralidade, suas narrativas eram transmitidas de geração em geração, perpetuando culturas e saberes. Além disso, contos e fábulas contribuem para o aprofundamento das reflexões em torno de habilidades como o autoconhecimento. Sendo assim, a performance atua na dimensão onírica e lúdica em aliança com a expressividade dos corpos dançantes em ação cênica. Seu caráter híbrido concentra o foco de ação na elaboração de uma poética artística, que possibilite ao espectador, de diferentes faixas etárias, com ênfase em mulheres, a apreensão do conteúdo através de uma profusão de signos advindos das diferentes linguagens que conectam aspectos sensoriais auditivos, visuais, poéticos e narrativos. Com uma equipe interdisciplinar de profissionais empenhados na concretização do trabalho, “Vasalisa, a Sabida” se propõe a ser uma experiência transformadora, que ressoa com a essência de cada espectador e reafirma a força das vozes femininas na sociedade contemporânea. É um trabalho constituído de forma independente numa co-produção Coletivo Catarse / Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e Projeta Matricêntrica e tem sua estreia marcada para setembro. Mais informações em breve! Ficha técnica Aline Ferraz – Roteiro em áudio, direção, dramaturgia, cenários e elementos cênicos, figurinos e atuaçãoTêmis Nicolaidis – Roteiro em áudio, direção, dramaturgia, cenários e elementos cênicos, figurinos e atuaçãoLorena Sánchez – Direção de Produção e direção cênicaRaul Voges – Direção de movimento coreográficoMarcelo Cougo – Trilha sonora originalMarcelo Eguez – Trilha sonora originalAnahi Fros – Assessoria de comunicaçãoBilly Valdez – Fotografia e registro audiovisualGustavo Türck – Produção sonoraEthiéne Guerra – Assistência e confecção de figurinos. Realização – Coletivo Catarse/ Ponto de Cultura Ventre Livre e Projeta Matricêntrica.Apoio – Clube da Sombra e Comuna do Arvoredo

Rádio comunitária A Voz do Morro participa do XV ELAOPA em Santiago do Chile

Foto destacada: Antônio – Cooperativa de Trabajo Audiovisual Trashumante Nos dias 25 e 26 de janeiro, a rádio comunitária A Voz do Morro esteve em Santiago do Chile para cobrir o XV Encontro Latino-Americano de Organizações Populares Autônomas (ELAOPA). O evento reuniu mais de 400 lutadores e lutadoras sociais na Población La Bandera, na periferia da capital chilena, território marcado pela resistência e pela atuação do Movimiento Solidario Vida Digna, anfitrião do encontro. Foto: Repórter Popular Delegações de mais de 100 movimentos sociais participaram da atividade, com participantes vindos do Chile, Argentina, Uruguai, Brasil, Paraguai, Estados Unidos e Alemanha. Os debates abordaram temas como território e comunidade, lutas das trabalhadoras do setor público e privado, desafios do movimento estudantil, luta socioambiental e memória, cultura e agitação. Do morro à cordilheira Mais de dois mil quilômetros separam o Morro Santana — ponto mais alto da crista de morros de Porto Alegre — da Cordilheira dos Andes. E foi até lá que nosso correspondente, Vitor Ramon, aportou com seu olhar atento, representando a Rede Coral de coletivos, em uma cobertura colaborativa entre veículos parceiros como o Coletivo Catarse  e o Repórter Popular. Para custear a viagem, uma campanha solidária foi aberta. Além disso, uma ecotrilha foi organizada junto ao Preserve Morro Santana. As iniciativas somadas a apoios do canal Voz Trabalhadora, do Coletivo Catarse e de diversos apoiadores anônimos arrecadou mais de 3 mil reais. Durante a passagem por Santiago, foi possível estreitar laços com outras iniciativas de comunicação popular, como a rádio JGM, também integrante da Rede Coral (experiência que será compartilhada em breve). Mas, para além das ondas sonoras das rádios comunitárias, acompanhamos outra tradição da cultura libertária expressa, com a pintura de um mural em conjunto com os coletivos Brigada Muralista Ana Luisa (Chile), Pinte e Lute (Florianópolis) e o antigo Muralha Rubro Negra (Porto Alegre). A grande arte conjunta com a consigna “Apoio mútuo” ganhou cor nas ruas que deram origem à tradição libertária do muralismo combativo. Nos retoques finais, cada coletivo deixou sua marca na pintura, assinando a construção coletiva. No alto da Cordilheira, a Bola 8 — uma das marcas mais características do Morro Santana — foi pintada como elo simbólico entre territórios distantes, mas unidos pela solidariedade, pela luta e pela arte.   Assista o primeiro vídeo da cobertura produzido pela Voz do Morro sobre o mural pintado em Santiago: Relação histórica e combativa A relação do Morro Santana com o ELAOPA é histórica, com presença marcada desde a primeira edição do encontro, em 2003, junto ao Comitê de Resistência Popular da Zona Leste. O encontro surgiu como alternativa autônoma e combativa ao Fórum Social Mundial, com ênfase na luta contra a Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), cuja votação estava prevista para o ano seguinte. Já em 11 de outubro de 2009, um mural foi pintado na Vila Estrutural, no Morro Santana, em alusão ao “Último Dia de Liberdade das Américas” — referência à invasão europeia em 1492. A ação foi um desdobramento do VII ELAOPA, realizado naquele ano em Buenos Aires, Argentina. Em fevereiro de 2010, ocorreu o VIII ELAOPA na Colonia de Vacaciones del Sindicato de Artes Graficas, próximo a Montevidéu (Uruguai). O Combate Audiovisual (uma espécie de “braço audiovisual”) da Voz do Morro produziu um documentário sobre o encontro. Em julho daquele ano, uma comissão de uma rádio comunitária uruguaia veio para Porto Alegre conhecer a experiência local, momento em que foi realizada uma transmissão simultânea na Voz do Morro junto as rádios comunitárias uruguaias Germinal e La Villa FM. Além disso, os ELAOPAS de 2019 e  2023 também tiveram coberturas audiovisuais realizadas pelos coletivos Repórter Popular e Coletivo Catarse, que contam com integrantes da rádio A Voz do Morro. 

“Live Fast, Die Old”, álbum de estreia de Jaydson, sai nesta sexta-feira (11)

Realizamos mais uma “empreitada” em parceria com o músico Jaydson, desta vez foram as fotos promocionais para o lançamento do álbum de estreia “Live Fast, Die Old“A pegada das fotos tiveram referencia em classicas fotos classicas de bandas iconicas do Punk rock como Rancid e Minor Thread, ou seja fotos em escadas e poses que remetem uma homenagem a estas bandas.E uma das locações para essas fotos foi o nosso proprio espaço na Comuna do Arvoredo, onde possuimos alguns vizuais de escadas, também realizamos uma percorida na famosa escadaria da “Duque”.Confira as fotos do realizadas pelo cooperado Billy Valdez com produção do parceiro Homero Pivotto. Confira abaixo o serviço do show de lançamento do álbum e informações sobre a produção. “Live Fast, Die Old”, álbum de estreia de Jaydson, entra em todas as plataformas nesta sexta-feira, 11 de abril (pré-save clicando na imagem ao lado).As nove músicas do disco fazem uma crônica das vivências do artista e compilam suas referências musicais acumuladas desde a adolescência. Os três singles já disponibilizados (‘I Don’t Wanna Die Young’, ‘Camisa Amarela’ e ‘Filme do Almodóvar’) dão uma ideia de o que esperar do play completo. Ouça as faixas já lançadas aqui.As nove músicas do disco fazem uma crônica das vivências do artista e compilam suas referências musicais acumuladas desde a adolescência. Os três singles já disponibilizados (‘I Don’t Wanna Die Young’, ‘Camisa Amarela’ e ‘Filme do Almodóvar’) dão uma ideia de o que esperar do play completo. Ouça as faixas já lançadas aqui.Para materializar as composições, Jaydson – que canta e toca guitarra – aliou-se a músicos experientes da cena gaúcha: Marcel Bittencourt (que assumiu o baixo e a produção das faixas), Renato Siqueira (bateria) e Rodrigo Ferreira (guitarra). Instrumentalmente, o quarteto passeia pelo punk rock, hardcore melódico, grunge e rock alternativo. Nirvana, NOFX e Júpiter Maçã estão entre as influências.Mais informações em https://www.jaydson.comTexto: Homero Pivotto. Lembramos que recentemente produzimos junto com Jaydson o o videoclipe de Filme do Almodóvar, faixa integrante do álbum de estréia.