Teatro pra todas, todos e todes!

Desde julho, o teatro está a mil na Comuna do Arvoredo, dentro da programação do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)” contemplado no Edital Sedac nº 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. São três turmas, incluindo crianças e adultas, que vêm experimentando no corpo a ludicidade da arte teatral, a expressão e a partilha em grupo. As duas turmas das crianças (de 6 a 9 e de 10 a 12 anos) desde antes do projeto PNAB, já vivenciavam esse espaço, experenciado no salão Zé da Terreira e consolidado dentro da Comuna do Arvoredo pela professora de teatro Andressa Corrêa e que, em 2025, está sob a batuta da atriz, arte-educadora e produtora cultural Lorena Sánchez*. Mais uma vez, as crianças estão mergulhando em um percurso de criação cênica que partiu do próprio universo delas: seus jogos, suas histórias, invenções, perguntas, afetos e formas de ver o mundo e acolher as divergências. O trabalho tem como base jogos de aquecimento, improvisações, brincadeiras de corpo e voz, dança e musicalidade. Também foi incorporado à oficina, como fonde de inspiração, o projeto “Sucatadora de Histórias”, idealizado por Lorena, onde práticas de coleta de objetos e memórias se tornam laboratório de transformação narrativa. Os objetos do cotidiano, como tecidos e utensílios de cozinha, assim como sucatas, foram transformados em adereços e bonecos, mas não apenas como recursos cênicos, senão como extensão da imaginação. Cada exercício busca ampliar o olhar para o coleguinha e a capacidade de construir algo em conjunto. Agora, o grupo entra na etapa da tão aguardada de montagem de final de ano. A mostra de todo esse processo, que tomará forma como um espetáculo de criação coletiva, está agendada para o dia 16 de dezembro, no Teatro Carlos Carvalho, da Casa de Cultura Mario Quintana. O que se verá no palco não é uma peça pronta ao molde tradicional, mas o registro de tudo o que está sendo construído, sentido e inventado pelas crianças ao longo da oficina: o teatro como espaço de experiência, e não apenas de resultado. Antes disso, e como parte importante deste percurso, Lorena promove uma atividade de criação entre famílias, onde responsáveis e crianças serão convidados a confeccionarem juntos materiais de cena, figurinos e adereços. Será um momento de colaboração e partilha, fortalecendo vínculos dentro e fora do palco. Já a turma dos adultos foi inaugurada a partir da vontade de algumas mães de aproveitar esse momento da aula dos filhos para, também, fazer teatro. Resultou em um grupo de seis mulheres, com aulas ministradas por Rê Amorim**. Os encontros das adultas tem sido um lugar de trabalho e, ao mesmo tempo, de diversão e prazer. Tem sido desenvolvidas questões de desinibição, expressão corporal e emocional, junto com conexão interpessoal, confortavelmente saindo da zona de conforto de cada uma. E, por fim, criando e desenvolvendo os princípios e técnicas teatrais de estar em cena. O final do ano aponta para apresentações muito especiais das turmas na Casa de Cultura Mário Quintana, incluindo a das adultas, fechando as oficinas com a experiência profunda de estar no palco. Portanto, te agenda, que dezembro está logo ali. *Lorena Sanchez é atriz, arte-educadora e produtora cultural, com formação popular e experiência em processos colaborativos de criação cênica. Atua com pedagogias do objeto e do jogo lúdico como ferramentas de expressão e colheita de memórias. **Rê Amorim, palhaço há 12 anos e educador-social, integrante da Comuna do Arvoredo. Pela ONG Doutorzinhos, em Porto Aalegre, durante oito anos esteve por hospitais e instituições, se envolvendo e sendo tocado pelo mundo. Em Guaíba, pode conhecer o Teatro do Oprimido, método de resistência e transformação social. Além disso, ministrou a oficina “Palhaçaria Popular” para adultos. Cursou dezenas de oficinas com Ésio Magalhães, Pepe Nuñes, Melissa Dorneles, Raquel Sokolowicz, Avner Eisenberg, Ivan Prado entre outres, trocando e aprimorando habilidades nessa longa caminhada da pesquisa artística. Texto: Têmis NicolaidisRevisão: Anahi Fros

Quilombo Vila Nova lança Protocolo de Consulta no Fórum dos Quilombos do Litoral Médio

Na quinta, 16 de outubro, a comunidade quilombola Vila Nova, no distrito do Capão do Meio, São José do Norte/RS, promoveu o lançamento do seu Protocolo de Consulta Livre, Prévia e Informada. Realizado ao longo do Fórum dos Quilombos do Litoral Médio, o evento teve a presença de lideranças das comunidades que compõem o fórum. O documento busca garantir os direitos da comunidade frente aos megaempreendimentos que tentam se instalar no território. Entre as ameaças estão o projeto Atlântico Sul de mineração de titânio e os parques eólicos Ventos do Atlântico e Complexo Eólico Bojuru. Os quilombolas denunciam que não foram consultados em relação a nenhum destes empreendimentos. Destacam ainda que, de acordo com a Convenção 169 da Organização internacional do trabalho (OIT), da qual o Brasil é signatário, os povos e comunidades tradicionais precisam ser consultados sobre questões que afetem seus territórios.   Entre as mais de 100 pessoas presentes, estiveram também a  vice-prefeita de São José do Norte, Vanessa Oliveira (PP), Jorge Amaro, Vereador pelo município vizinho de Mostardas. A atividade teve a entrega do documento impresso e uma exibição da versão em vídeo, além de apresentações de manifestações culturais típicas da região como o Terno de Reis e o Ensaio de Pagamento de Promessas com Luis Faustino e o grupo cultural do quilombo Vovô Virgilino.  As oficinas, a pesquisa e a edição do audiovisual foram realizados com apoio do Fundo Casa Socioambiental. A versão impressa do documento recebeu apoio do Fundo Brasil de Direitos Humanos por meio do projeto Quilombo Vila Nova: Organização e Soberania na Defesa do Território contemplado na chamada Vozes por Direitos e Justiça pela associação da comunidade tendo o Coletivo Catarse como organização parceira. Já o evento de lancamento na comunidade fez parte do projeto Quilombo Vila Nova recebe o Fórum Quilombola do Litoral Médio contemplado na PNAB de São José do Norte na categoria Eventos Tradicionais. Texto: Bruno PedrottiFotos: Giulia Sichelero

Ao Vivo no Maria Maria #17 – Luiz Fellipe Capisani

Em 18 de outubro, Luiz Fellipe Capisani esteve apresentando a música ATMOSFERA CRISTAL. AO VIVO no MARIA MARIA é uma produção do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, em realização junto ao Maria Maria Espaço Cultural, ambos com sede na Comuna do Arvoredo (Porto Alegre, Rua Fernando Machado, 464). Gravado em Porto Alegre, 18/10/2025. Imagens e edição: Billy Valdez. A atividade integra o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS

“Os Cães que ladram será que vão parar?”

No último sábado, dia 4 de outubro de 2025 o Planet Hemp realizou seu último show em 30 anos de estrada aqui na cidade de Porto Alegre, após anunciar o fim das atividades a banda esta em tour com a “Última Ponta” circulando pelo Brasil.E pensar que ano passado eu vi meu primeiro show do PH (pode acessar a cobertura aqui) e agora em 2025, meu segundo e talvez último? É até difícil acreditar, mas pelo menos tive essa oportunidade de viver dois shows deles, já que eles são uma das bandas responsáveis por me formar e moldar como jovem adolescente “rebelde” e “contra o sistema imperialista” na virada dos anos 90 para os 2000 em Santa Maria, escutava muito eles antes de sair pros rolês de skate.Mas os anos passam o Planet foi e voltou algumas vezes, mas nunca tive a oportunidade de ver eles ao vivo. De adolescente vamos virando jovem “adulto”, adulto “jovem”, o skate não segue mais presente, mas o som e a ideologia ficou encrostada e graças ao caminho que tomei, tive oportunidade de estar nos dois últimos shows e registrar ambos. Mas não vou me alongar. Segue a baixo a cobertura completa realizada em parceria com o portal Scream & Yell e na sequência aquele álbum de fotos completo. “É nosso último show em Porto Alegre e é um dia importante pra caralho. Essa cidade é importante pra gente”, lascou o vocalista Marcelo D2, em algum momento das mais de duas horas de apresentação na capital gaúcha.Para seguir com esta resenha, o escriba parafraseia – e adapta – os sagazes homens-fumaça: acenda um e leia o que eu vou lhe escrever. ‘Dig Dig Dig’ (faixa da qual foi tirada a citação da frase anterior), inclusive, foi a que abriu o show. Clique na imagem para acessar a cobertura com o texto completo de Homero Pivotto Jr, para portal Scream & Yell. Texto introdutório e fotos por Billy Valdez.

Porto Novo ganha projeto de comunicação com olhar de jovens estudantes

O ainda adolescente Conjunto Habitacional Porto Novo, no bairro Santa Rosa de Lima – cujo processo de remoção e reassentamento das famílias da Vila Dique teve início em 2009 pela Prefeitura de Porto Alegre – acaba de ganhar um projeto de comunicação e autoestima que conta parte de sua história. Os registros incluem documentário realizado em oficinas com alunos da EMEF Porto Novo, perfil no Instagram, administrado pelos oficinandos e uma série de seis podcasts contando a história da comunidade e as dinâmicas e questões sociais que envolvem o desenvolvimento de uma metrópole como Porto Alegre (confira ao final). O resultado da proposta foi conhecido pela comunidade na tarde da quarta-feira, 1º de outubro, durante sessão de exibição do documentário Porto Novo – Um Lugar Melhor, na sede da escola. As turmas do 9º ano não foram escolhidas ao acaso para comporem este trabalho. Boa parte dos alunos faz parte de uma primeira geração nascida e crescida no conjunto habitacional. Como moradores em apropriação do local, eles indicaram quem seria entrevistado e filmaram boa parte das cenas. O filme foi aclamado ao seu término, com muitas palmas e falas potentes ao final da projeção. Para chegar ao resultado, os jovens participaram de aulas e vivências voltadas à introdução da linguagem audiovisual com foco no fortalecimento da autoestima, do pertencimento e da valorização da identidade territorial. A condução ficou a cargo de Lorena Sánchez e Maria Apollo, oficineiras, produtoras culturais, que fizeram direção geral e de produção do projeto perante as ações na comunidade, também auxiliando nos processos de roteiro e edição do documentário. “Falar sobre a nossa comunidade e a nossa escola é muito top, sentir isso, essa energia. Ninguém vê o que a gente passa aqui, o que vivemos, somente nós que sabemos. Foi muito legal, interessante e muito bom participar disso e saber que vamos ser mostrados para todo mundo. Desde o começo, achei interessante e botei fé, mas não tinha esperança que avançaria tanto. Mas elas (as oficineiras) falavam sempre que iria ter. Ficou perfeito! É bom se enxergar, mesmo que a gente fique com um pouco de vergonha” – comentou, ao final da exibição, a estudante Maria Eduarda Rodrigues de Moraes, 15 anos. “Gostei de participar. Foi tudo novo pra mim, mas bem legal. Não imaginava que iria ficar tão bom. Não tinha antes a ideia da importância da comunidade” – confessou Isabela Baptista Lucas, 15, nascida no conjunto habitacional. A iniciativa foi desenvolvida pelo Coletivo Catarse com o apoio da Unidade de Saúde Santíssima Trindade e da EMEF Porto Novo, por meio de Emenda Parlamentar Impositiva aprovada pela Câmara Municipal de Porto Alegre, através do mandato do então vereador Leonel Radde (PT). A partir de perguntas como “O que significa, para ti, morar neste lugar?” e “Do que você mais gosta em você?”, eles escolheram lideranças comunitárias e escolares para entrevistar, aproximando-se, assim, da história viva de sua comunidade. As oficinas também incentivaram um novo olhar sobre o cotidiano. O trajeto de casa até a escola foi ressignificado por meio de registros fotográficos e textos criativos, instigando uma percepção mais poética do local onde vivem. “Os participantes entraram em contato com diferentes etapas da produção audiovisual, como criação de identidade visual, gerenciamento de conteúdo em nuvem, desenvolvimento de um perfil exclusivo no Instagram e planejamento dos bastidores de comunicação, mergulhando em um processo formativo que vai além da técnica, incorporando organização, expressão e escuta ativa, tornando cada um protagonista da construção de narrativas sobre sua realidade”, explica Lorena. E complementa: “A proposta consolidou a escola e a unidade de saúde como espaços de encontro, expressão e mobilização social”. Solange Medeiros, diretora da EMEF Porto Novo, à qual se refere como “A escola do abraço”, relata que há uma sensação de pertencimento crescente entre os moradores e comunidade escolar e que, por isso, as coisas acabam acontecendo. “Tudo passa pela escola. Desde o início do reassentamento, a comunidade se encontrava uma vez por mês nas nossas dependências para fazer reuniões, porque não existia uma associação comunitária. Dez anos depois, isso permanece. Nós entendemos que este território precisa da ação dessas lideranças”, defende Solange. Para a assistente social da Unidade de Saúde Santíssima Trindade, Tiana Brum, uma das mentoras do projeto e uma das entrevistadas para o documentário e também do podcast, estar no território fazendo o acompanhamento da comunidade é também estar na luta pela promoção da saúde. Ela comenta: “A gente entende a saúde como acesso à casa, ao trabalho, à alimentação, à cultura, ao lazer. É justamente o conceito ampliado de saúde que trabalhamos. Acabamos sendo essa mediação para muitos direitos, fazendo essa articulação com outros equipamentos e políticas públicas. Buscamos construir esse senso, esse sentimento de comum+unidade, com pessoas vindas de diferentes territórios se reconhecendo com essa identidade territorial”. Produtos realizados dentro do projeto::: Documentário com cerca de 40 minutos – “Porto Novo – Um Lugar Melhor”:: “Porto Novo podcasts”, uma série de 6 episódios com conversas que versam sobre parte da história da comunidade e sobre questões inerentes a dinâmicas de espaços urbanos como os da capital dos gaúchos:: Perfil no Instagram: @projetoportonovo_101:: produção de Reels com imagens captadas pelos alunos abordando temas como resiliência, empoderamento, autoestima, território e amizade (publicação no instagram):: Dez fotopoesias (colagens fotoartísticas para publicação no Instagram) Sobre o Conjunto Habitacional Porto NovoÉ o local para onde os moradores da antiga Vila Dique foram realocados após processo de remoção iniciado em 2009 pela Prefeitura Municipal de Porto Alegre, em função da ampliação da pista do Aeroporto Internacional Salgado Filho, contando também com habitantes da Morada do Sol e remanescentes da Vila Floresta. Fica situado ao lado do complexo cultural do Porto Seco, na Zona Norte de Porto Alegre. A antiga Vila Dique ficou conhecida por esse nome porque acabou se formando em torno de um dique, criado em épocas de chuva, para que as águas do Rio Gravataí não pudessem invadir a pista do aeroporto. Muitos moradores vieram do interior do estado, constituindo, assim, suas famílias e …

Dj Piá “in da house” com a Oficina de Hip hop – discotecagem e história

Nesse setembro, completamos mais uma oficina em parceria com o DJ Piá. Durante 2 meses, recebemos semanalmente na Comuna do Arvoredo as aulas da ” Oficina de Hip hop – Discotecagem e História com Dj Piá”, que integra o projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. Alem de aprenderem, na prática, as técnicas de discotecagem, os oficinandos tiveram momentos de troca de saberes e informações da história da música negra, voltada ao seguimento do hip-hop, trazendo uma linha do tempo do que estava acontecendo no exterior e, ao mesmo tempo, no Rio Grande do Sul e Brasil. Os alunos também contaram com uma aula sobre acessibilidade, com a nossa parceira Simone Dornelles. E a grande surpresa estava no final. Ao término da oficina, quem se sentiu seguro pôde colocar em prática o aprendizado de discotecagem numa festa de enceramento, que aconteceu em 19 de setembro, uma sexta-feira, durante dia de Maria Maria Espaço Cultural, que transformou a nossa Garajona em uma grande pista de dança. * Projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)” tem ainda na sua proposta a previsão (já em execução) de pelo menos 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026. Fiquem ligados nas nossas redes! Seguem alguns registros feitos durante a oficina e da festa de encerramento. Oficina Festa de Encerramento Fotos: Billy Valdez

Comunicar para transformar: 21 anos do Coletivo Catarse e muito mais

O Coletivo Catarse comemora 21 anos de existência, resistência e reinvenção em 2025. Dessas mais de 2 décadas, 11 anos foram assumindo-se, também, como Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Esse Coletivo, tão diverso nos seus fazeres, é um centro nervoso de relações, temáticas e formatos, que tem como espinha dorsal a comunicação. De cada um dos seus atuais 13 cooperados sai uma ramificação de atuações que conectam a outros atores e organizações, formando um rizoma forte e consistente, que garante toda essa longevidade. Este último ano foi marcado por muitas realizações, as quais são celebradas e assumidas pela cooperativa como sua identidade atual, pois esta está sempre em constante evolução. Abaixo listamos algumas das nossas realizações no último período (impossível colocar tudo!): Enquanto a Luz Não Chega. Curta-metragem de ficção, realizado através da Lei Paulo Gustavo (2023), SMC-POA. O filme propõe uma reflexão sobre o impacto da tecnologia nas relações humanas. Do encontro do teatro de sombras e do audiovisual, a história trata sobre desconexões e apatias e os caminhos que a escuridão aponta. PNAB – Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais). Conjunto de ações que envolvem programação cultural da Maria Maria Espaço Cultural com música, teatro, sarau, entre outros; Oficinas de Teatro e de audiovisual voltados para a infância; Oficina de Hip Hop (História e Discotecagem); Carijada – encontro para a produção artesanal de erva-mate e o Talk Exu, talk show de variedades. Cheiro de Enchente – curta metragem – Documental (2025). A fetidez cessou conforme as estruturas que resistiram às chuvas foram secando e sendo limpas, mas as marcas do pé-d’água descomunal permanecem. Não apenas nas paredes ainda encardidas com as indicações da altura em que a inundação chegou, como também na memória de quem sofreu com a força da natureza. Essas recordações estão registradas em “Cheiro de Enchente”. Um documentário produzido em parceria com a banda Diokane que ao final o desfecho é em formato de videoclipe do single de mesmo nome “Cheiro de Enchente”. Cooperar é resistir. Filme documentário que trata de parte da trajetória de luta da Pedal Express, coletivo de entregadores de bicicleta que atua há 15 anos na cidade de Porto Alegre. Vasalisa, a Sabida. Primeiro espetáculo autoral realizado pelo Coletivo Catarse. Espetáculo cênico multilinguagem que parte do conto tradicional russo Vassilisa, a Bela, interpretado pela psicóloga junguiana e escritora Clarissa Pinkóla Estes, no livro Mulheres que correm com os lobos. Afim de recriar, em linguagem contemporânea, uma jornada simbólica de amadurecimento e empoderamento feminino, através da conscientização do poder da intuição. Nós, guardiões da mata. Filme documentário que conta, desde a primeira noite, a luta pelo território ancestral Kaingang aos pés do Morro Santana, Zona Leste de Porto Alegre. O filme mostra essa trajetória de uma família e seus apoiadores, centrado na figura da liderança política e espiritual Gãh Té e teve apoio da Witness Brasil. MET Audiovisual. O Coletivo Participa ativamente na gestão do projeto que visa criar um ecossistema de audiovisual envolvendo produtoras e agentes da Região Metropolitana, produzindo oficinas de formação, residências dentro das produtoras, circulação de conteúdos, etc. Encontro de cineastas indígenas. Promovido em parceria com a Rede Coral – Porto Alegre, Retomada Gãh Ré e muitos apoiadores, através de um edital do Ibercultura, o encontro possibilitou a troca de experiências entre indígenas Guarani, Kaingangs e Xoklengs. Rádio Voz do Morro. Apoio e participação nas atividades da Rádio Comunitária localizada no Morro Santana. A Rádio é uma articulação local que busca potencializar as atividades e lutas na região, com forte viés comunitário. O Despertar do Sol. Minidocumentário revela um olhar sobre a cosmopercepção Mbyá Guarani, registrando um pouco do modo de ser e viver na Tekoá Tavaí (Canelinha-SC). Os indígenas compartilham ao longo da obra um pouco da sua cultura, da maneira de se organizar e da sua relação de convivência harmoniosa com a natureza. Edição do Coletivo Catarse. Projeto Porto Novo. O Projeto Porto Novo é uma iniciativa de criação e difusão de conteúdos audiovisuais junto à comunidade do bairro Rubem Berta, em Porto Alegre/RS, com foco na identidade, autoestima e pertencimento ao território Porto Novo. Desenvolvido pelo Coletivo Catarse em parceria com a EMEF Porto Novo e a Unidade de Saúde Santíssima Trindade, o projeto promoveu oficinas com turmas de 9º ano da escola, possibilitando que estudantes se tornassem protagonistas da construção de narrativas sobre sua realidade. Juarez Negrão. Artista plástico, poeta, vivente das artes e da cultura popular. Um cidadão que circula bastante entre Novo Hamburgo e Porto Alegre, trafegando pelos trilhos do trem, viajando para além dos limites municipais, tem encontrado ancoragem neste grande espaço de acolhimento que é a Comuna do Arvoredo, especificamente nos empreendimentos que ali habitam – o Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e a Maria Maria Espaço Cultural. Nessa trajetória, entre conversas, mostruários de xilogravuras e esculturas para a venda e subsistência do artista, rolou a conexão entre o Coletivo e a arte de Juarez, de formas e cores que traduzem as influências de matriz africana em meio à urbanidade da Grande POA Quilombo Vila Nova. Há três anos o coletivo vem fortalecendo a comunidade quilombola de São José do Norte. O trabalho continuado de pesquisa e comunicação já rendeu um documentário, um Protocolo de Consulta Livre Prévia e Informada, exposições de fotos, formalização da associação quilombola, uma dissertação de mestrado e atualmente ainda fortalece uma transição para o cultivo agroecológico de arroz. Projeto CASA na retomada. Como organização parceira da Retomada Kaingang Gah Ré junto da rede da Teia dos povos, participou da iniciativa de reflorestamento e resiliência climática da aldeia. Foram plantadas 400 mudas nativas, construído um viveiro e manejadas espécies invasoras como pinus e vassourinha. Capoeira no Ventre. Ao longo do ano o Ponto de Cultura tem recebido atividades dos parceiros da Áfricanamente Capoeira Angola. O núcleo coordenado pelo treinel (professor) Daniel Jamaica oferece aulas de capoeira semanais, e o núcleo dos treinéis Maskote e Jane tem realizado oficinas …

Talk Exu #3 – nós na economia solidária e NÓS em cia de teatro

O projeto Talk Exu, do Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, chegou na quinta, 25 de setembro, ao seu terceiro episódio, trazendo para a pauta a economia solidária e autonomia e os 18 anos da NÓS CIA DE TEATRO, intercalado por intervenções musicais do artista Luís Valério e exibição ao final do curta-metragem P A R A L E L O. FICHA TÉCNICADireção geral e roteiroTêmis Nicolaidis Apresentação e produçãoMarcelo Cougo Direção técnica e broadcastGustavo Türck Fotografia e operação de câmerasBilly Valdez ProjeçõesLorena Sánchez Direção de arteAna Gabriela Iplinski ProduçãoBruno Pedrotti O Talk Exu, uma iniciativa autônoma do Coletivo Catarse, pretende levar ao ar mais dois episódios ainda neste ciclo, somando quatro programas, como parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS. No âmbito da proposta, também estão previstas e já em execução pelo menos 40 atividades culturais diversas na Comuna do Arvoredo, em coprodução com a Maria Maria Espaço Cultural até maio de 2026, buscando contemplar cerca de 100 artistas locais, além de oferecer, em outros espaços, oficinas de teatro para crianças e adultos, uma atividade de carijada (produção artesanal de erva-mate), oficina de discotecagem/hip hop com DJ Piá (cuja festa de encerramento ocorreu no dia 19/9), entre outras ações. Temáticas do Talk Exu #3Economia solidária e autonomia | Convidadas: Gil Neves – Militante do Movimento Popular de Economia Solidária, integrante dos Coletivos de Trabalho de Economia Solidária Feministas Negro D’versas e Afro Aya, integrante da Rede Ubuntu de Cooperação Solidária, educadora do Centro de Assessoria Multiprofissional (CAMP), integrante da Rede de Comércio Justo e Solidário (RCJS), da Fundação Luterana de Diaconia (FLD), sócia da Casa da Mulher Trabalhadora (CAMTRA RJ), sócia da Associação Cultural Quilombo do Sopapo, sócia da cooperativa Ajeumbò, graduanda em Administração Pública e Social na Escola de Administração da UFRGS, fundadora do Fórum de Mulheres Negras da Economia Popular Solidária, assessora técnica em Temas de Economia Popular Solidária, Gênero, Comunicação, Raça e organizadora de eventos. Lisbet dos Santos Pinheiro – Artesã, arte-terapeuta, empreendedora na Ecosol, mãe do Pedro e da Helena. Integrante do Coletivo Afro Aya, educadora social no CAMP, professora de técnicas artesanais no Projeto Mulheres Mil/ Instituto Federal do Rio Grande do Sul (IFRS) – Campus Restinga, cofundadora do Fórum das Mulheres Negras Trabalhadoras da Economia Popular e Solidária (Fespope), expositora da loja Fespope. NÓS CIA DE TEATRO celebra 18 anos | Convidados: Everson Silva – Diretor e ator de teatro e fundador da NÓS CIA DE TEATRO. Atua como diretor artístico da Cia de Arte La Negra, escolas de dança Aline Rosa e Cadica Danças e Ritmos. Ganhador do Prêmio Açorianos de Teatro como melhor direção revelação em 2013. É professor formado pela Universidade Uniasselvi. Ministra oficinas de teatro, faz pesquisas artísticas, atua em produções audiovisuais como curta-metragens e em trabalhos empresariais com artes cênicas. Letícia Virtuoso – Atriz, pesquisadora e professora de teatro e produtora cultural. Atuou na Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz (2009/20), onde realizou espetáculos como: O Amargo Santo da Purificação, Viúvas – Performance Sobre a Ausência, Medeia Vozes e Caliban – A Tempestade, de Augusto Boal. Faz teatro há 20 anos. Atualmente, está membra da NÓS CIA DE TEATRO, Ação Nômade e é diretora do Teatro na Prática. Atração artística | Convidado: Luís Valério – Cantor, compositor, dançarino e gestor cultural. Em 2005, começou a cantar profissionalmente, em Porto Alegre. Desde então, vem produzindo, junto a alguns parceiros, seus próprios shows e investindo seu tempo em pesquisa musical, composição e gestão cultural. É responsável pelo projeto Voz Base, que acontece mensalmente em Porto Alegre desde 2023 e tem a voz como instrumento principal. Curta-metragem | Exibição: P A R A L E L O – O espaço entre o desejo e o real colidem com uma personagem contemporânea, onde limites e decisões distorcem a realidade. Com Charlotte Dafol, Ana Rodrigues e Gustavo Türck no elenco. Direção, direção de fotografia e produção: Éverson Silva e Têmis Nicolaidis. Realização: Cinehibisco e Coletivo Catarse. Ano: 2014.

Um artista em formalização e exposição

Juarez Negrão é um artista plástico, poeta, vivente das artes e da cultura popular. Um cidadão que circula bastante entre Novo Hamburgo e Porto Alegre, trafegando pelos trilhos do trem, viajando para além dos limites municipais, tem encontrado ancoragem neste grande espaço de acolhimento que é a Comuna do Arvoredo, especificamente nos empreendimentos que ali habitam – o Coletivo Catarse/Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre e a Maria Maria Espaço Cultural. Nessa trajetória, entre conversas, mostruários de xilogravuras e esculturas para a venda e subsistência do artista, rolou a conexão entre o Coletivo e a arte de Juarez, de formas e cores que traduzem as influências de matriz africana em meio à urbanidade da Grande POA. “A temática presente na produção do artista se aproxima das coisas que são tratadas desde cedo pelo Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre, que já teve como artista residente o grande Paulo Montiel, pintor dos orixás, e que temos telas de seu acervo sob nossa responsabilidade. Dessa forma, foi feito e aceito o convite para que ele, Juarez, seja nosso parceiro nessas e outras empreitadas. Estamos comemorando isso e também o fato de que, para melhor atender as necessidades da vida burocrática que envolvem também o ofício da arte, conseguimos auxiliar ele a concluir a etapa de sua formalização como um MEI. Parece pouco, mas isso ajuda o artista a receber diretamente de projetos culturais, fazer os seus próprios projetos, receber de contratos com entes públicos, vendas de seu trabalho, entre várias outras coisas. De pão, vinho e muito mais vive o homem e o artista. Que daqui pra frente seja sempre mais!” – é o que reflete Marcelo Cougo, um dos historicamente responsáveis pelo Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre no Coletivo Catarse. Desde o dia 14 de setembro, está acontecendo a Exposição Diáspora, de Juarez Negrão, no Ponto de Cultura Casa da Praça, que fica na Rua Cacequi, 19, bairro Boa Vista, em Novo Hamburgo – com entrada gratuita. A exposição fica aberta até o dia 14 de outubro, nas quartas-feiras, das 18h30 às 22h, e, nas quintas-feiras, das 9h às 12h e 13h às 18h. Também é possível agendar visitação em outros horários pelo telefone (51) 99243.7730. A Galeria Casa da Praça apresenta o trabalho autoral do artista plástico Juarez Negrão, morador de Novo Hamburgo, residente da Casa da Praça e aluno da Escola Municipal de Artes Carlos Alberto de Oliveira. Na exposição “Diáspora”, através da história, ancestralidade e cultura afro-brasileira, Juarez apresenta um universo negro, de rica cultura e resistência, com técnicas como pintura, escultura e xilogravura. A seguir, algumas fotos da exposição realizadas por Billy Valdez, quando da inauguração em 14 de setembro. O apoio ao artista plástico Juarez Negrão é também parte do projeto “Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre – Um ano de programação na Comuna do Arvoredo (e mais)”, que foi contemplado pelo Edital Sedac n° 25/2024 Política Nacional Aldir Blanc (PNAB) – RS – Cultura Viva. Estão previstas a produção de telas e exposição dos trabalhos de Juarez na sede do Ponto.

O Grande Tambor – Histórias Não Contadas

“Se não compreendermos a diversificação cultural, com os sincretismos adotados na mistura de diferentes culturas africanas, vindas para a região, jamais aceitaremos ou compreenderemos sopipa, yakupapa, ou sopapo de Rio Grande e Pelotas. A cultura aqui formatada carrega todas essas influências – e é local. A história não contada, é a história a ser descoberta.” – assim fala Mestre José Batista, filho do luthier Mestre Baptista, em mensagem, refletindo sobre os caminhos que se devem traçar as novas pesquisas de uma nova série sobre o Tambor de Sopapo em produção. O projeto é de autoria da família Baptista, tendo a Produção Executiva de Nina Grace, neta de Dona Maria e Mestre Baptista, e filha de Zé, que traz com ela a concepção para a reflexão a que se propõe esta série. Com o título de O Grande Tambor: Histórias Não Contadas, será divida em 4 episódios que devem mergulhar ainda mais na história sobre o Sopapo, tambor que é um dos símbolos culturais mais significativos do Rio Grande do Sul e também patrimônio imaterial da cidade de Pelotas. O trabalho está entrando em fase de entrevistas, que devem abarcar mestres e agentes da cultura popular, pessoas ligadas à história, ao carnaval e ao uso contemporâneo deste instrumento. As mulheres também terão sua voz com destaque no papel fundamental que desenvolveram tanto no apoio como efetivamente tomando parte em ações que mantiveram e mantêm a existência da cultura sopapeira. O Coletivo Catarse está inserido neste novo projeto desde o seu início, quando ainda era ideia e passou a ser proposta ao EDITAL SEDAC nº 31/2024 PNAB RS – MEMÓRIA E PATRIMÔNIO. Nina e José Batista conectaram, então, o seu atual protagonismo com o histórico de ações do Coletivo – principalmente marcado pela produção do documentário O Grande Tambor, de 2010. Desde então, não foram poucas as relações estabelecidas e outras atividades desenvolvidas – como é possível perceber ao final desta postagem -, no entanto, restava uma sensação de que algo a mais precisava ser dito. Como um pulsar retumbante e grave deste grande tambor, a ressonância das ideias e vontades se mixou com sugestões e caminhos levantados para novas entrevistas, momentos e lugares que ainda não haviam sido explorados ou que foram surgindo em mais de duas décadas de envolvimento desses protagonistas com o sopapo. “É uma proposta que deve não necessariamente atualizar o que trouxe o documentário original, mas trazer à tona mais algumas histórias, mais implicações e outros pontos-de-vista que não estiveram presentes na obra de mais de uma década atrás e também que se constituíram com este passar de tempo até a contemporaneidade. Por exemplo, entregamos um ‘sopapo inacabado’ ao Mestre José Batista, que ele mesmo fez de exemplo em uma oficina realizada há alguns anos já, em Porto Alegre, numa atividade do Ponto de Cultura e Saúde Ventre Livre. Este ‘casco’, segundo o Mestre, já é defasado, está num tamanho que ele vem superando, fazendo menor… E por que isso? Como fica o ‘sopapo original’ nessa história? E essa noção existe mesmo? Então, é isso que também queremos abordar.” – indica Gustavo Türck, que também assina a direção desta obra. Já foram realizadas 2 idas a Pelotas nesta fase inicial. A primeira, ocorrida em agosto, foi inteira de consolidação da concepção e de roteiro – que culmina um diálogo já de meses que vinha ocorrendo entre a equipe sempre online. Houve trabalho de levantamento de possíveis personagens, delimitação de temas e discussão sobre estética e produção. Já na segunda volta, partiu-se para a filmagem das entrevista-base, com Mestre José Batista e Nina Grace. Esses dois personagens darão o fio narrativo, que ainda deve contar com pequeno resgate da história já contada e trilha sonora conectada com o primeiro filme e a carreira de Marcelo Cougo. “As vivências em Pelotas e Rio Grande, na época d’O Grande Tambor, foram a inspiração para a criação das músicas. Depois, veio o trabalho primoroso em estúdio nos arranjos de Lucas Kinoshita. Desta vez, a gente pretende resgatar algumas melodias compostas ainda na inércia de toda aquela experiência. Visitar Pelotas, conviver com a família Baptista, sempre é motivo de emoção e criação. Esperamos que dessa vez seja novamente assim.” – completa o músico que também teve passagens na Bataclã FC, quando a convivência com o sopapo era diária. Serão ainda mais alguns meses e boas idas e vindas entre Porto Alegre e Pelotas até o lançamento. Nem todas a histórias devem ser abordadas – o que seria impossível – muito menos uma única verdade emergirá, mas a série O Grande Tambor – Histórias Não Contadas deve agregar em muito a um compêndio de conhecimento e produção cultural que vem sendo evidente e importantíssimo para a permanência e para a retomada do Tambor de Sopapo desde o projeto CABOBU entre os anos de 1999 e 2000. A seguir, alguns dos materiais que o Coletivo Catarse já produziu, iniciando com o documentário O Grande Tambor. * O Grande Tambor em revista10 anos depois, Gustavo Türck, diretor do filme O Grande Tambor, contemplado em Culturas Populares nos Editais Emergenciais de Auxílio à Cultura da Prefeitura Municipal de Porto Alegre, propõe este podcast em estilo “live”. Uma conversa com Marcelo Cougo, quem dirigiu a trilha sonora do documentário, e Leandro Anton, fotógrafo still do projeto e um dos mentores da ideia inicial desta jornada, e com Zé Baptista e Dona Maria, luthier e filho e a companheira de vida de Mestre Baptista, um dos personagens principais dessa história. Além das participações por áudio de Lorena Sanchez, percussionista do grupo de mulheres Iyalodê Idunn, Lilian Rocha, poetisa e idealizadora do espaço Sopapo Poético, Richard Serraria, músico e grande pesquisador do Tambor de Sopapo, e Ledeci Coutinho, professora, diretora de escola pública, gestora em educação e mulher negra em descoberta de si mesma, a voz e a imagem que dão a força ao final do quebra-cabeça montado por Têmis Nicolaidis e a equipe de direção do Projeto do filme O Grande Tambor. * O Grande Tambor 10 …